Bolsonaro registra piora na função renal, aponta boletim médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou agravamento em indicadores ligados à função renal e aumento de marcadores inflamatórios no organismo. As informações constam em boletim médico divulgado na manhã deste sábado (14) pelo Hospital DF Star.

Mesmo com as alterações identificadas nos exames mais recentes, a equipe responsável pelo acompanhamento informou que o quadro clínico do ex-presidente permanece estável. Ele segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está sob monitoramento contínuo.

Bolsonaro está em tratamento para pneumonia bacteriana que afeta os dois pulmões. Segundo o hospital, a infecção foi causada por um episódio de broncoaspiração. O comunicado médico também destaca que, até então, não há previsão para a saída do ex-presidente da UTI.

Diario de Pernambuco

Moraes determina vigilância policial 24h no hospital onde Bolsonaro está internado no DF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal mantenha vigilância permanente no hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado. A decisão estabelece que dois policiais permaneçam 24 horas por dia na porta do quarto do hospital.

A medida também proíbe a entrada de computadores, celulares ou qualquer dispositivo eletrônico na UTI ou no quarto hospitalar durante a internação. A determinação foi tomada após a transferência de Bolsonaro para o Hospital DF Star, onde ele foi internado e diagnosticado com pneumonia.

O pedido foi encaminhado ao núcleo de custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar. Moraes solicitou que a corporação providencie a vigilância e a segurança do ex-presidente durante todo o período de internação, além de reforçar a segurança do hospital com equipes de prontidão.

Na decisão, o ministro também estabeleceu que a Polícia Militar deve garantir fiscalização permanente, mantendo ao menos dois policiais na porta do quarto e outras equipes dentro e fora do hospital, conforme a necessidade. Cabe ainda à polícia assegurar o cumprimento da restrição à entrada de dispositivos eletrônicos na UTI. Moraes também revogou visitas a Bolsonaro que estavam previamente agendadas.

Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada, com febre, crises de vômito e queda na saturação de oxigênio. Relatório do hospital aponta broncopneumonia aguda de provável origem aspirativa.

Bahia Notícias

Médico afirma que Bolsonaro está estável, mas caso é extremamente grave

O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave”. “Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou.

Os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado concederam entrevista a jornalistas no hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com um quadro de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. O boletim médico divulgado pelo DF Star no início da tarde desta sexta informou que Bolsonaro chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Segundo a Polícia Militar do DF, ele teve um mal-estar súbito na madrugada em sua cela na Papudinha e precisou ser atendido pela equipe médica de plantão, que entendeu ser necessária a transferência imediata para o hospital. A infecção pulmonar do ex-presidente, que afeta bronquíolos e alvéolos, é causada pela aspiração de líquidos do estômago decorrente do quadro de refluxo. Bolsonaro sofre com soluços desde a facada que levou durante a campanha presidencial em 2018. O ex-presidente chegou à unidade de saúde com suporte de oxigênio nasal e foi submetido a tomografia e exames laboratoriais. Ele está sendo medicado com dois antibióticos administrados na veia.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante do ex-presidente durante a internação e liberou visitas dos filhos: o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos, Jair Renan (PL-SC) e Laura. Em 1º de janeiro, o ex-presidente teve alta após fazer uma cirurgia de hérnia. À época, Moraes negou pedido da defesa pela prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado por liderar uma trama golpista depois da derrota nas eleições de 2022. Ele foi preso na sede da PF em 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência. A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro. Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”. Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

Política Livre

Bolsonaro tem até a próxima semana para apresentar defesa em ação sobre perda de patente no STM

O Superior Tribunal Militar (STM) notificou nesta segunda-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que apresente sua defesa no processo que pode resultar na perda de sua patente. Conforme a Secretaria Judiciária do órgão, Bolsonaro terá dez dias corridos, ou seja, até o dia 5 de março para se manifestar.

No dia 9 de fevereiro, o ministro Carlos Vuyk de Aquino, do STM designou o oficial de justiça responsável para notificar Bolsonaro presencialmente no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena. Em razão do período de carnaval, a notificação oficial ocorreu no dia 23 deste mês, e o prazo para a apresentação da defesa começou a partir desta terça-feira (24).

Além do ex-presidente, o Ministério Público Militar (MPM) requereu a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Os militares foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação que apurou a trama golpista, elencando os motivos pelos quais entende que eles se tornaram indignos ou incompatíveis com o oficialato. Em todos os casos, o Ministério Público Militar sustenta que, além das condenações criminais, os oficiais violaram o preceito ético mais básico do Estatuto dos Militares: o dever de “amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade pessoal”.

Em documento enviado ao STM e obtido com exclusividade pelo Estadão, o Ministério Público Militar informou que Bolsonaro violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:

– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;

– Respeito à dignidade humana;

– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;

– Zelo pelo preparo moral próprio;

– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;

– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;

– Acatamento das autoridades civis;

– Cumprimento de seus deveres de cidadão.

Caso Bolsonaro e os demais militares não apresentem suas defesas dentro do prazo estipulado, o relator deverá solicitar a designação de um defensor público para atuar no caso, que terá igual período para apresentar a manifestação. Após essa etapa, o relator elaborará seu voto e o processo seguirá para revisão. Somente então poderá ser solicitada a inclusão do caso na pauta de julgamento do plenário do STM. Quando o julgamento for oficialmente marcado pela presidência da Corte, o relator fará a leitura do relatório, o revisor será ouvido e as partes poderão realizar a sustentação oral. Concluída a fase de defesa, os relatores farão a análise técnica dos argumentos apresentados antes de redigir seus votos e liberar o processo para julgamento. Os advogados de Bolsonaro foram contatados pelo Estadão, mas não houve resposta.

Diario de Pernambuco

Lula participa do Tour da Taça da Copa do Mundo ao lado de ídolos do futebol masculino e feminino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde desta quinta-feira (26), em Brasília, do Tour da Taça da Copa do Mundo pelo Brasil, cerimônia oficial promovida pela FIFA em parceria com a Coca-Cola Brasil, no Palácio do Planalto. O evento marcou também a única exibição no país da taça da Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil. A etapa encerrou a passagem do Tour da Taça pelo país após visitas a São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, a iniciativa percorre 30 países-membros da FIFA, com 75 paradas ao longo de mais de 150 dias. Já a Copa do Mundo FIFA será realizada no Canadá, México e Estados Unidos.

Além de Lula, a cerimônia contou com a presença do ministro do Esporte, André Fufuca, autoridades e nomes históricos do futebol brasileiro. Campeões do mundo estiveram reunidos e participaram do evento Pepe, Jairzinho, Branco, Cafu e Edmílson. Formiga, ex-jogadora e atual diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, também esteve presente e discursou. Em início de discurso, Lula destacou o peso simbólico da Copa do Mundo Feminina no Brasil e resgatou memórias do passado recente do futebol nacional, a Copa de 2014. O presidente relembrou o processo de fiscalização das obras dos estádios e criticou a narrativa construída à época.

“A Copa feminina aqui no Brasil tem que significar um símbolo para nós nesse momento histórico que estamos vivendo. Primeiro porque nós temos que nos redimir do que aconteceu conosco em 2014. Em 2014 foi um vexame. O Brasil vivia um momento muito delicado, um momento muito nervoso (…) mentiras inesquecíveis sobre corrupção da Copa do Mundo”, expressou.

“O companheiro Orlando Silva era ministro do Esporte e eu lembro que, quando começaram as denúncias de corrupção do Estado, nós fomos ao Tribunal de Contas, que elegeu um ministro para ser responsável pela fiscalização dos 12 estádios que estávamos fazendo. Depois de todas as denúncias, o Tribunal de Contas chegou à conclusão de que não houve corrupção em nenhum dos 12 estádios que estavam sendo construídos. Tinha havido um problema no Rio de Janeiro, e o Tribunal de Contas, junto ao governador na época, Sérgio Cabral, e a empresa que estava construindo resolveram o problema. Mas passou-se a ideia para a sociedade de que aquilo tinha sido um manto de corrupção, e isso resultou na meninada toda nervosa, porque não havia clima sequer para jogar futebol”, completou o presidente.

Confiança na Seleção em 2026 – Lula também falou sobre a longa espera por um novo título mundial da Seleção masculina e demonstrou confiança em um novo ciclo. O presidente voltou a elogiar o técnico Carlo Ancelotti, que comandará a Canarinho no Mundial. Nos Estados Unidos, México e Canadá, o Brasil vai completar 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, igualando o jejum anterior entre o tricampeonato, em 1970, e o tetra, em 1994, já que a última conquista foi em 2002, no Mundial do Japão e da Coreia do Sul.

 “Agora está completando outra vez 24 anos que a gente não ganha um título. Se não ganharmos agora, vamos empatar o recorde dos recordes sem ganhar a Copa. Por isso, estou convencido de que nós vamos ganhar essa Copa. Convencido porque conversei com o Ancelotti e acho ele uma figura extremamente séria, com a cabeça muito no lugar, e convencido de que só vai jogar quem estiver 100% em condições de jogar, que não vai convocar ninguém pelo nome, mas se a pessoa estiver jogando, preparada, treinando. E quando o técnico tem seriedade, normalmente os jogadores sabem que têm responsabilidade.”

Um dos pontos centrais do discurso presidencial foi a defesa da valorização do futebol feminino, tanto no aspecto esportivo quanto social. “É preciso que a gente comece a valorizar o futebol feminino como ele merece ser valorizado. Você tem jogador ganhando um milhão e meio no banco de reservas sem jogar várias vezes, e você tem pessoas titulares da seleção brasileira feminina ganhando 25, 20 mil reais por mês, algumas ganhando cinco mil nos clubes, algumas ganhando um salário mínimo. Então é um disparate a valorização do jogador masculino e a desvalorização da jogadora mulher. É o processo chamado preconceito de gênero, a diferença que existe na sociedade machista no tratamento que dão para as mulheres, que mereciam ganhar um pouco mais, porque são profissionais, vivem disso, cuidam da família jogando futebol.”

“Aqui no Brasil, a Copa do Mundo vai servir como um chamamento para mulheres lotarem os estádios. Então cabe à CBF e às federações estaduais tratarem o futebol feminino como ele merece, não só do salário, mas também do ponto de vista do tratamento mesmo.”

Nomeada em janeiro como diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, Formiga também participou da cerimônia. Duas vezes medalhista olímpica e única atleta, entre homens e mulheres, a disputar sete Copas do Mundo, ela destacou o crescimento da modalidade. “Tive o privilégio de jogar sete Copas do Mundo e sei o quanto essa competição transforma a carreira de uma atleta. Venho de uma geração que precisou lutar muito por espaço, uma geração que não tinha visibilidade alguma, não tinha apoio. Hoje a gente vê um futebol feminino crescendo, ocupando os espaços que por muitos anos nos foram negados.”

Vice-campeã mundial em 2007, a ex-volante comanda ações estratégicas no ano que antecede a Copa do Mundo Feminina no Brasil. Representando a geração pentacampeã, Cafu destacou o papel do futebol como elemento de união nacional. “Somos o único país a ser pentacampeão mundial. Tenho muito orgulho quando falo em pentacampeão, porque o Brasil realmente não é para amadores, o Brasil é para apaixonados. Nós somos apaixonados por futebol, somos apaixonados pelo nosso país. Essa coisa chamada bola de futebol nos une de uma maneira que vocês não têm ideia. É o único esporte que não tem religião, que não tem partido político, que não tem desigualdade social, onde todo mundo fala com todo mundo com um único objetivo: a paixão.”

O ministro André Fufuca complementou o tom institucional do evento destacando o simbolismo da taça e a mensagem de igualdade, citando o Rei Pelé e a Rainha Marta. “O Brasil teve a alegria de ter a rainha e o rei do futebol mundial, os dribles de Pelé, a grandeza do maior atleta de todas as gerações, e a alegria de ter Marta, a rainha que até hoje joga e encanta todo mundo. Não há taça que simbolize maior a união dos povos do mundo do que a taça da Copa do Mundo.”

“Nós iremos mostrar que aqui no Brasil não se aceita feminicídio, não se aceita violência contra a mulher. Aqui no Brasil nós respeitamos as mulheres brasileiras.”

Diario de Pernambuco

STJ mantém prisão de piloto acusado de espancar jovem em Brasília

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão do piloto de automobilismo Pedro Turra, acusado de espancar e provocar a morte de um adolescente de 16 anos em janeiro deste ano, em Brasília. A decisão foi proferida na sexta-feira (13) e divulgada nesta quarta-feira (18).

Ao analisar o habeas corpus protocolado pela defesa do piloto, o ministro julgou o pedido prejudicado por questões processuais. O pedido da defesa era contra a decisão individual de um desembargador, no entanto, a decisão do desembargador já foi confirmada pela turma do TJDFT, na última quinta-feira (12). Nesse caso, o ministro Messod Azulay Neto rejeitou que o recurso deveria ser contra a decisão da turma, e não a individual.

Com a decisão, Turra vai continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília. Na semana passada, o piloto virou réu pelo crime de homicídio doloso. Pedro Turra foi denunciado pelo Ministério Público sob a acusação de provocar a morte de um adolescente de 16 anos durante uma briga, ocorrida em janeiro deste ano, na qual ele deu um soco no rosto do jovem, que passou duas semanas internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no dia 7.

No início das investigações, a Polícia Civil afirmou que a agressão ocorreu em função de um desentendimento por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima. No decorrer da apuração, os policiais apontaram que briga foi premeditada e contou com a ajuda de amigos do piloto. No STJ, a defesa do piloto sustentou que o caso não preenche os requisitos legais para decretação da prisão. Os advogados também ressaltaram que Turra está sofrendo ameaças na prisão e há “risco real” a sua integridade física.

Agência Brasil

Justiça mantém prisão de piloto acusado de espancar jovem em Brasília

A Justiça do Distrito Federal decidiu neste sábado (31) manter a prisão do empresário e piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, após audiência de custódia. A decisão foi confirmada pela defesa do acusado. Turra foi preso nesta sexta-feira (30) pela Polícia Civil por lesão corporal grave. Ele é acusado de agredir um adolescente de 16 anos, durante uma briga ocorrida na semana passada, no bairro de Vicente Pires, na capital federal.

O desentendimento ocorreu por causa de um chiclete arremessado em um amigo da vítima, que está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Águas Claras, onde segue em estado de coma. Na decisão, a juíza responsável pela audiência também determinou que a corregedoria da Polícia Civil seja comunicada sobre o possível descumprimento dos deveres funcionais pelos policiais que realizaram a prisão do piloto.

Defesa
Em nota enviada à Agência Brasil, o advogado Eder Fior disse que o acusado relatou durante a audiência que está sendo alvo de ameaças de morte e acusou os policiais que efetuaram a prisão de descumprirem o dever legal de proteção. Além disso, a defesa acusou a polícia de promover a “espetacularização” do caso.

 “A defesa registra estarrecimento diante da espetacularização indevida promovida por delegado e agentes policiais, que, em conduta frontalmente incompatível com o Estado de Direito, teriam desrespeitado decisão judicial expressa que determinava a preservação da imagem do custodiado, expondo-o de forma degradante e potencializando riscos concretos à sua segurança e dignidade”, afirmou o advogado.

Nova prisão 
Turra chegou a ser preso um dia após a agressão, mas pagou fiança de R$ 24 mil e passou a ser responder ao inquérito por lesão corporal em liberdade. A nova prisão foi autorizada pela Justiça após a polícia apresentar provas de que o empresário está envolvido em outros casos de agressão.

Em um deles, ele teria usado um taser (arma de choque) contra uma adolescente de 17 anos para obrigá-la a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.  Além disso, um homem compareceu à delegacia para informar que também foi agredido pelo piloto em junho do ano passado.  Após o episódio, Turra também foi desligado da Fórmula Delta, competição de automobilismo na qual atuava como piloto.

Agência Brasil

Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23)

Depois de ser preso em forma preventiva, neste sábado (22), por tentar violar a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente Jair Bolsonaro passará por audiência de custódia no domingo (23). Bolsonaro fez exames médicos neste sábado e agora aguarda audiência.

Enquanto estiver na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, Jair Bolsonaro ficará numa cela de cerca de 12 metros quadrados (m²) que foi reformada recentemente. O espaço tem paredes brancas, uma cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar condicionado e uma janela, além de banheiro privativo. Ele não terá contato com outros presos e poderá sair para o banho de sol.

Ele foi preso por volta de 6h por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes porque, ainda de madrugada, tentou violar a tornozeleira eletrônica. O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que Jair Bolsonaro admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado. O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que faziam a escolta da residência do ex-presidente. Ao analisar a tornozeleira, a policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento e a responsável pelo relatório, verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo.

Diario de Pernambuco

“Meti ferro quente aí”, admite Bolsonaro sobre tornozeleira eletrônica danificada

O relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu ter usado “ferro de solda” para romper a tornozeleira eletrônica e apontou que o equipamento tinha queimaduras em toda sua circunferência.

O documento diz que uma violação na tornozeleira foi detectada às 00h07 deste sábado (22). O sistema de monitoramento da tornozeleira acionou imediatamente a equipe de policiais penais que fazia a escolta da residência do ex-presidente.

“A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada. No momento em que esta policial chegou ao local, o acesso foi rapidamente viabilizado pelo próprio réu. Após autorizada a entrada no recinto, buscamos um espaço com boa iluminação e energia elétrica disponível já na sala principal da edificação. Diferente do que havia sido informado inicialmente, a tornozeleira não apresentava sinais de choque em escada”, diz o relatório subscrito pela policial penal Rita Gaio, diretora adjunta do centro de monitoramento.

Em seguida, ao analisar a tornozeleira, ela verificou a existência de queimaduras no dispositivo. “O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Havia marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”, diz o documento.

A equipe, então, questionou Bolsonaro sobre o rompimento do dispositivo. A resposta foi registrada no relatório. “Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, diz o documento. A equipe também gravou um vídeo da avaria e da resposta do ex-presidente. Depois disso, a tornozeleira danificada foi substituída por um novo equipamento. O objeto será periciado.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro na cadeia: Moraes aponta “violação de uso de tornozeleira” e “risco de fuga” e nega pedido de prisão domiciliar e visitas

Em sua decisão que embasou o pedido de prisão do ex-presidente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que “Jair Bolsonaro violou o uso de tornozeleira eletrônica à 0h08 deste sábado (22) e tinha elevado risco de fuga durante a vigília convocada pelo filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”. Essa informação foi divulgada pelo G1, logo após a prisão de Bolsonaro, em Brasília, neste sábado (22).

No entendimento do ministro, a proximidade da residência de Bolsonaro da embaixada dos Estados Unidos também era um indicativo de que ele poderia tentar escapar de uma eventual prisão.

O que aconteceu

Bolsonaro teve a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva nesta manhã, após ordem de Moraes. Ele foi detido pela Polícia Federal em casa, por volta das 6h, e levado para Superintendência da PF em Brasília. De acordo com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, a medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).

Moraes entendeu que “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”. O ministro escreveu que, embora o ato tenha sido apresentado como uma vigília pela saúde de Bolsonaro, “a conduta indica a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, com o uso de manifestações para obter “vantagens pessoais” e “causar tumulto”.

E ainda na manhã deste sábado (22), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder a prisão domiciliar ao político diante da fragilidade da sua saúde. A decisão proferida pelo magistrado também na manhã deste sábado, 22, horas após a prisão do ex-mandatário também veta a autorização de visitas, como solicitado pelos advogados.

“Diante da decretação da prisão preventiva do réu Jair Messias Bolsonaro julgo prejudicado o pedido de prisão humanitária domiciliar e autorização de vistas”, diz o ministro. A deliberação é uma resposta ao pedido encaminhado na sexta-feira, 21, pelos advogados referente ao cumprimento da pena sobre a trama golpista, que resultou em 27 anos e três meses de prisão.

A medida, contudo, vale para hoje devido a custódia do ex-presidente em razão de um ato de vigília convocado pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que estava prevista também para este sábado. O movimento protagonizado pelo herdeiro de Bolsonaro resultou na sua prisão preventiva no início desta manhã, às 6h, a pedido da Polícia Federal (PF), e acatada por Moraes.

Diario de Pernambuco e A Tarde

Bolsonaro ficará preso em sala de Estado

O ex-presidente Jair Bolsonaro ficará uma “sala de Estado” na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O espaço É reservado para autoridades e outras figuras públicas de alto escalão e possui mesa, cadeira, cama e banheiro privativo. O chefe do Planalto foi preso, na manhã deste sábado (22/11), em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal chegou ao condomínio de Bolsonaro, em Brasília, por volta das 6h, e deixou o local cerca de meia hora depois. Ele foi levado diretamente para a Superintendência da PF. “A Polícia Federal cumpriu neste sábado (22/11), em Brasília/DF, um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal”, publicou a Polícia Federal em nota.

A prisão ocorre na reta final do julgamento da trama golpista. Ontem, a defesa de Bolsonaro havia pedido ao STF a concessão a concessão de uma “prisão domiciliar humanitária” como uma alternativa ao cumprimento da pena em regime fechado. A solicitação foi apresentada após a publicação do acórdão que rejeitou embargos do condenado. O prazo para apresentação de novos recursos termina na semana que vem.

Condenado pelo STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por liderar uma trama golpista para se manter no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022. Outros sete aliados foram condenados no mesmo grupo de denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na semana passada, a Primeira do Turma do STF rejeitou, por unanimidade, todos os recursos apresentados pela defesa do ex-chefe do Planalto. Os ministros também se posicionaram contra os embargos de outros seis condenados no processo: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Eles são integrantes do núcleo central da trama golpista.

Quarto presidente preso

Jair Bolsonaro (PL) é o quarto ex-presidente preso desde a redemocratização do Brasil. A prisão do político foi pedida pela Polícia Federal (PF) após um chamamento de vigília incitado por meio das redes sociais.

Relembre os ex-presidentes presos:

Lula: Atual presidente do país foi preso em abril de 2018 devido aos processos relacionados à Operação Lava Jato. A sentença, proferida pelo então juiz Sérgio Moro, apontava que o petista havia sido beneficiado com um triplex no Garujá (SP) como propina da construtora OAS.

Michel Temer: Ele foi preso preventivamente em março de 2019 por suspeita de corrupção. A prisão de Temer também estava ligada a Operação Lava Jato.

Fernando Collor: Preso em 24 de abril deste ano, em Maceió (AL). Collor foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em processo relacionado em um esquema de desvios na BR Distribuidora.

Jair Bolsonaro

Correio Braziliense e A Tarde

Bolsonaro é preso e deve cumprir regime fechado

O ex-presidente da República,Jair Bolsonaro (PL), foi preso na manhã deste sábado, 22, em Brasília, após a Polícia Federal cumprir ordem de prisão expedida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.Moraes mandou Bolsonaro começar a cumprir, em regime fechado, a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual foi condenado no inquérito do golpe.

O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde vai ficar em sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e altas figuras públicas. Em nota oficial, a Polícia Federal disse que cumpriu mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Tarde

PF pede agentes na casa de Bolsonaro para impedir eventual fuga

A Polícia Federal (PF) solicitou, ao Supremo Tribunal Federal, a colocação de um agente dentro da casa de Jair Bolsonaro para, efetivamente, impedir uma eventual fuga. Em manifestação à Corte, a corporação argumenta que essa seria a melhor maneira de monitorar o ex-presidente e cumprir de forma eficiente o reforço na vigilância, determinado ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que concordou com as considerações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que de ele poderia asilar-se na Embaixada dos Estados Unidos.

Moraes ainda não decidiu sobre a solicitação da PF e encaminhou-a à PGR, em consulta se a medida é cabível. Segundo os federais, somente a colocação de agentes da Polícia Penal nas imediações do condomínio onde Bolsonaro mora — ele cumpre prisão domiciliar — não afastaria o risco de ele ser acolhido pela representação norte-americana. Isso porque, caso haja algum problema na internet, o sinal emitido pela tornozeleira eletrônica que o ex-presidente tem de usar não chegaria à central de monitoramento.

A PF adverte quer uma vez que haja a interrupção no rastreamento no equipamento, “as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga”. “Nesse sentido, o monitoramento eletrônico, mesmo com equipes de prontidão em tempo integral, não constitui medida impeditiva à fuga do custodiado”, frisa a corporação, que sugere a adoção do mesmo esquema utilizado com o juiz Nicolau dos Santos Neto — envolvido no esquema de desvio de dinheiro para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, em 1998 — para o cumprimento da prisão domiciliar.

Pela decisão de Moraes, emitida antes da nova argumentação da PF, a determinação é para que o monitoramento de Bolsonaro seja feito com discrição, proibindo exposição pública ou ações que perturbem os demais moradores do condomínio em que o ex-presidente mora.  “O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu”, salienta, acrescentando que que deverá ser monitorado “em tempo real”. O ministro afirma, ainda, que as medidas “revelam-se absolutamente necessárias e adequadas (…) sem que haja qualquer agravamento da situação do réu”.

A decisão de Moraes foi motivada por um ofício do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhado à PF, no qual relata informações sobre uma possível tentativa de fuga de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, depois de descumprir medidas cautelares determinadas pelo STF. Além do uso obrigatório de tornozeleira, está proibido de fazer publicações nas redes sociais, de manter contato com outros investigados e de se aproximar de embaixadas e consulados. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal já foi avisada da determinação de Moraes.

O julgamento de Bolsonaro e e mais sete integrantes do seu governo começam a ser julgados, em 2 de setembro, por arquitetarem um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, depois das eleições presidenciais de 2022.

Correio Brasiliense

Moraes autoriza polícia penal a fazer vigilância integral de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (26) a polícia penal do Distrito Federal a realizar vigilância integral na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo ministro após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e ocorre às vésperas do julgamento do ex-presidente pelas acusações da trama golpista, previsto para começar no dia 2 de setembro. Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

O parecer foi enviado ontem ao STF após o ministro receber uma cópia do pedido inicial de monitoramento integral do ex-presidente, que foi enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, o aumento da vigilância é necessária para garantir a “aplicação da lei penal”.

Apesar de não citar risco de fuga, a procuradoria disse que “é de bom alvitre que se recomende” o aumento do policiamento preventivo. De acordo com a decisão, o monitoramento do ex-presidente deverá ser feito por equipes da Polícia Penal “sem exposição indevida”.

“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, decidiu Moraes.

Pedido de asilo – Na decisão, Moraes citou o documento de pedido de asilo político à Argentina encontrado no celular de Bolsonaro no âmbito das investigações sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. O documento estava salvo no aparelho desde 2024.

“Assim, considerando a proximidade do julgamento de mérito da AP 2.668/DF [denúncia do golpe] e o fundado quanto à suficiência das medidas cautelares decretadas, verifica-se adequado e necessário o monitoramento do réu e investigado Jair Messias Bolsonaro”, completou o ministro.

Agência Brasil

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