“A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo”, diz Ancelotti após Brasil empatar

\\O técnico Carlo Ancelotti reconheceu que o Brasil não teve uma boa estreia na Copa do Mundo de 2026, empatando em 1 a 1 com o Marrocos neste sábado (13), mas insistiu que a primeira partida não define o sucesso ou o fracasso no torneio. A Seleção Brasileira começou perdendo no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, após um gol do meio-campista Ismael Saibari aos 21 minutos, mas Vinícius Júnior evitou a derrota com um belo chute de pé direito aos 32 minutos.

O desempenho discreto do Brasil, especialmente no primeiro tempo, marcou negativamente a estreia do técnico italiano em Copas do Mundo e gerou preocupações em torno de uma equipe que chegou aos Estados Unidos em meio a dúvidas e questionamentos devido à sua fase irregular. “Não podemos esperar que o time seja perfeito no primeiro jogo. A Copa do Mundo não se ganha na partida de estreia”, disse Ancelotti, de 67 anos, durante a coletiva de imprensa após o jogo.

“Tenho total confiança [nos jogadores]. No futebol, as coisas nem sempre saem perfeitamente. Quando isso acontece, é preciso fazer críticas construtivas. Este é apenas o começo da jornada”, acrescentou. ‘Carletto’ admitiu que os primeiros 45 minutos foram difíceis, mas destacou uma melhora na segunda etapa. “O time estava ansioso, perdemos a posse de bola e faltou equilíbrio em campo. Foi muito melhor no segundo tempo, e vamos evoluir para o próximo jogo” contra o Haiti, na sexta-feira, na Filadélfia, disse ele com confiança.

“A equipe lutou até o último minuto, esse é o ponto positivo. Está bem claro o que precisamos melhorar”, acrescentou. O treinador italiano avaliou o desempenho da equipe contra um adversário de peso, um time que chegou às semifinais na Copa do Catar em 2022 e conta com jogadores renomados, como o lateral Achraf Hakimi e o atacante Brahim Díaz.

“Quando o time não joga bem, é preciso aceitar as críticas. Acredito que a escalação inicial foi a correta”, afirmou ‘Carletto’, que surpreendeu a todos ao escalar o zagueiro Ibañez na lateral-direita e Igor Thiago como camisa 9, deixando Matheus Cunha e Endrick no banco. “Precisamos nos preparar bem para o próximo jogo. O objetivo é passar da fase de grupos e evoluir com o tempo”, concluiu, observando que sua escalação poderá mudar dependendo das características do Haiti.

AFP

Copa 2026: em jogo duro, Brasil empata com Marrocos na estreia do Grupo C

Em jogo duríssimo, como já era esperado, o Brasil empatou com Marrocos por 1 a 1 neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), na estreia do Grupo C da Copa do Mundo. A Seleção Brasileira teve muita dificuldade, sobretudo no primeiro tempo. E saiu atrás no placar com lindo gol de Saibari aos 20 minutos. Também com um golaço, Vini Jr deixou tudo igual aos 32. O Brasil volta a campo na sexta-feira (19), contra o Haiti, às 21h30, na Filadélfia, também nos Estados Unidos.

O Jogo – O técnico Carlo Ancelotti surpreendeu com três mudanças na escalação. As novidades foram Ibañez na lateral direita no lugar de Danilo, Douglas Santos (revelado pelo Náutico) na vaga de Alex Sandro, e Igor Thiago no ataque em vez de Matheus Cunha. No Marrocos, o técnico Mohamed Ouahbi reforçou o meio de campo.

Os africanos começaram com maior posse de bola e criaram uma grande chance já aos cinco minutos. Mazraoui cruzou da esquerda e El Aynaoui finalizou livre, mas para a sorte do Brasil a bola explodiu em Bruno Guimarães. A Seleção Brasileira só assustou aos 13, em boa jogada de Vini Jr, que Igor Thiago errou a cabeçada. E quando o Brasil tinha melhorado, foi Marrocos que abriu o placar aos 20 minutos. Brahim Díaz acertou lindo passe entre Marquinhos e Gabriel Magalhães e Saibari deu uma cavadinha na saída de Alisson: 1 a 0.

Sem acertar a marcação e com Paquetá perdido no meio de campo, só o Marrocos jogava. Mas a situação se repetiu e foi o Brasil quem balançou a rede. Vini Jr fez linda jogada individual e bateu com raiva, sem chance para Bounou: 1 a 1 aos 32 minutos. O jogo ficou um pouco mais equilibrado e quase a Canarinho virou nos acréscimos, em lindo voleio de Paquetá, que Bounou espalmou para escanteio.

SEGUNDO TEMPO – Para a etapa complementar, Carlo Ancelotti fez duas mudanças. Danilo e Fabinho entraram nos lugares de Ibañez e Casemiro. O Marrocos voltou com a mesma formação. E o Brasil chegou perto de virar aos sete, em chute de Igor Thiago que Bounou espalmou. O jogo seguia duríssimo e o técnico italiano fez mais duas mexidas. Matheus Cunha e Luiz Henrique entraram nas vagas de Paquetá e Igor Thiago. A Seleção Marroquina também mudou. Talbi e El Mourabet foram acionados; deixaram o gramado Brahim Diaz e e Ounahi.

A partida ficou mais trincada, com as duas equipes com medo de errar e dar a chance de gol para o adversário. Aos 32, Matheus Cunha lançou Vini Jr, que tocou para Raphinha bater, mas Bounou defendeu. E nos acréscimos, Alisson evitou a derrota do Brasil com sequência de duas defesas.

Ficha Técnica – BRASIL 1X1 MARROCOS:

BRASIL: Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Lucas Paquetá (Matheus Cunha); Raphinha, Igor Thiago (Luiz Henrique) e Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti.

MARROCOS: Bounou; Hakimi, Riad, Diop e Mazraoui (Eddine); El Aynaoui, Bouaddi, Ounahi (El Mourabet) e Brahim Díaz (Talbi), Saibari (Rahumi) e El Khannouss (Amaimouni). Técnico: Mohamed Ouahbi.

Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Árbitro: Slavko Vini (Eslovênia).
Assistentes: Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic (ambos da Eslovênia) .
Gols: Saibari (20’1º); Vini Jr (32’1º)

Diario de Pernambuco

Lesionado, Neymar acompanha delegação do Brasil para estreia na Copa

Mesmo ainda em tratamento de uma lesão na panturrilha direita, Neymar acompanhou a delegação da Seleção Brasileira no deslocamento até o MetLife Stadium, em New Jersey, local da estreia contra o Marrocos na Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada neste sábado, às 19h (horário de Brasília).

O craque acompanhou o grupo no ônibus até o estádio depois de realizar, pela manhã, atividades físicas na academia do hotel onde a equipe está concentrada. Apesar de ainda não participar de treinos com bola, a expectativa é de que ele volte a trabalhar normalmente com o elenco ao longo da próxima semana.

Mesmo fora da estreia, Neymar pode até ser relacionado para o banco de reservas. Ele também deve marcar presença na cerimônia que antecede a partida. Para este Mundial, a Fifa autorizou que os 26 jogadores de cada seleção permaneçam juntos no centro do gramado durante a execução dos hinos nacionais.

Brasil vs Marrocos – Brasil e Marrocos se enfrentam neste sábado, às 19h (de Brasília), na abertura do Grupo C, no MetLife Stadium, em New Jersey.

A Tarde

Lula manda recado para Ancelotti na estreia do Brasil na Copa 2026: “Tem que ir pra ganhar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um recado em vídeo para o técnico da seleção brasileira de futebol, Carlo Ancelotti, em meio às expectativas para a estreia do time na Copa do Mundo 2026.

Na mensagem, o presidente relembra que acompanha o mundial desde 1958, o que totaliza 17 copas do mundo. Ele afirma que Ancelotti será um “herói” para o povo brasileiro se trouxer a vitória – que tornaria o Brasil um time hexacampeão no torneio.

Além disso, Lula também disse frases de motivação ao se referir aos jogadores convocados. “Eles precisam jogar para o povo brasileiro. […] Nós não temos a melhor seleção do mundo, mas nós temos a melhor seleção do Brasil”, disse.

O vídeo foi postado na manhã deste sábado (13), data que marca a estreia do time no campeonato mundial. Às 19h, o Brasil encara a seleção marroquina, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Diario de Pernambuco

Ancelotti e Vini Jr. projetam Brasil na Copa 2026: “A gente chega para ser campeão”

Restando um dia para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti e Vinicius Júnior adotaram um discurso de confiança. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12), no MetLife Stadium, palco do duelo contra Marrocos, em Nova Jersey, treinador e atacante da equipe deixaram claro que o objetivo do Brasil é voltar ao topo do futebol mundial.

A partida deste sábado (13), às 19h (de Brasília), marca o início da caminhada brasileira no Grupo C e também a estreia de Ancelotti em Copas do Mundo como treinador. Apesar da experiência acumulada em clubes e da galeria repleta de títulos, o italiano admitiu sentir a pressão natural do torneio. “Medo é fundamental na nossa vida. São momentos que você tem preocupação para fazer o melhor jogo possível. Também temos que ter confiança. Estamos preparados para o jogo de amanhã e também para a Copa do Mundo”, afirmou o comandante.

Mesmo evitando cravar um favoritismo absoluto, Ancelotti garantiu acreditar no potencial do elenco para disputar o título. “Ganhar é difícil dizer, mas podemos competir. E podemos competir para ganhar. Para vencer são necessários pequenos detalhes, mas eu acredito que o nosso sentimento atual é positivo. Estamos confiantes nessa Copa do Mundo”, destacou.

Vini Jr. mira o título e fala em mudar a história – Se o técnico adotou um discurso cauteloso, Vinicius Júnior foi mais direto. Principal referência ofensiva da Seleção e vivendo uma das melhores fases da carreira, o atacante afirmou que o Brasil chega ao Mundial com status de candidato ao título. “A gente chega para ser campeão. Estamos no nível das grandes seleções, das grandes equipes. Temos grandes jogadores. Estamos evoluindo nos últimos meses. Na Copa, zera tudo. Não importa quem chegou na última final, quem ganhou a Copa América. O que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã. Estamos aqui para mudar a história e fazer uma excelente competição”, declarou.

O camisa 7 também destacou o momento que vive tanto fisicamente quanto tecnicamente. Aos 26 anos, Vini considera estar no auge da carreira justamente na competição mais importante do futebol. “É o momento mais especial e importante na minha carreira. Estou no meu auge técnico e físico, do jeito que sonhei. Jogar com o Ancelotti me dá muita tranquilidade, ele me dá liberdade e confiança para fazer aquilo que eu faço pelo Real Madrid aqui na Seleção Brasileira”, disse.

Respeito ao Marrocos, mas confiança no Brasil – Apesar da confiança, tanto Ancelotti quanto Vinicius fizeram questão de ressaltar a força do Marrocos, semifinalista da Copa do Mundo de 2022 e apontado como um dos adversários mais complicados da primeira fase. Para Vini Jr., a evolução dos marroquinos simboliza o crescimento do futebol mundial nos últimos anos. “Sem dúvidas o Marrocos melhorou muito. É uma equipe que planeja bem os jogos e consegue competir contra qualquer um. Eles têm jogadores que atuam em grandes clubes. Mas o Brasil está preparado para mudar essa história e voltar ao topo”, afirmou.

Ancelotti seguiu a mesma linha e reforçou a confiança na capacidade da equipe brasileira de enfrentar qualquer seleção da competição. “Uma equipe que pode competir com todos. Estamos convencidos de que podemos competir com todas as equipes do mundo. Temos qualidade técnica, caráter e experiência. Temos confiança absoluta de que podemos competir com qualquer adversário”, ressaltou.

Neymar segue recuperação – Outro tema abordado pelo treinador foi a situação de Neymar. O camisa 10 ainda se recupera de uma lesão na panturrilha e está fora da estreia contra o Marrocos. A expectativa da comissão técnica, porém, é contar com o atacante já na próxima semana. “Neymar está trabalhando muito forte para se recuperar o mais rápido possível. A expectativa é que ele se recupere e se integre ao grupo na próxima semana. Quando convocamos o Neymar, não foi apenas pela qualidade técnica, que é indiscutível, mas também pela experiência e pelo exemplo que ele pode representar para os jovens do grupo”, explicou Ancelotti. Com discurso otimista, confiança no elenco e o sonho de encerrar um jejum que já dura 24 anos, a Seleção Brasileira inicia neste sábado sua trajetória na Copa do Mundo de 2026.

Diario de Pernambuco

Estados Unidos dominam Paraguai e goleiam na estreia da Copa do Mundo

O último país-sede a entrar em campo na Copa do Mundo de 2026 teve uma estreia de gala diante de sua torcida. Os Estados Unidos se impuseram em casa e venceram o Paraguai por 3 a 1 no Estádio de Los Angeles, em Inglewood. A equipe comandada pelo técnico Mauricio Pochettino construiu uma vantagem de três gols ainda no primeiro tempo e surpreendeu os paraguaios.

Com grande atuação do meia Christian Pulisic, os norte-americanos contaram com dois gols do atacante Folarin Balogun, que ainda teve outro tento anulado pela arbitragem. O placar foi aberto com um gol contra do volante Damián Bobadilla, do São Paulo, na quarta partida desta Copa do Mundo.

O Paraguai descontou na segunda etapa com o brasileiro naturalizado paraguaio Maurício, jogador do Palmeiras. A seleção sul-americana também conta com outros nomes conhecidos do futebol brasileiro, como Gustavo Gómez, Júnior Alonso, Ramón Sosa e Gatito Fernández. Já na reta final da partida, o meia Giovanni Reyna, ex-Borussia Dortmund e atualmente no Borussia Monchengladbach, sacramentou o placar com um golaço de trivela.

O duelo abriu a disputa do Grupo D da Copa do Mundo. Com a vitória, os Estados Unidos largam na frente com três pontos, enquanto Turquia e Austrália completam a primeira rodada da chave no próximo domingo (14), à 1h (horário de Brasília), no BC Place Stadium.

Lance inusitado – O árbitro Danny Makkelie protagonizou uma situação incomum durante a partida. Inicialmente, o holandês marcou falta de Tim Ream sobre Jorge Almirón e aplicou cartão amarelo ao defensor norte-americano. Pouco depois, porém, foi chamado pelo VAR para revisar o lance por meio do protocolo de erro de identificação.

Após analisar as imagens, Makkelie concluiu que não houve infração e que Almirón havia simulado o contato. Com isso, o juiz anulou o cartão amarelo dado a Ream e advertiu o meia paraguaio por simulação. A decisão chamou atenção porque a revisão ocorreu após o reinício da partida, mas o procedimento está previsto no novo regulamento em situações específicas envolvendo correção de punições disciplinares.

A Tarde

A decisão de Ancelotti: lesões e polêmicas deixam convocação de Neymar mais difícil

Entre a eliminação da Seleção Brasileira para a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, e o anúncio dos 26 convocados que vão representar o Brasil no Mundial de 2026 — marcado para a próxima segunda-feira (18) — foram 1.256 dias de espera. Desse intervalo, porém, Neymar, a principal estrela da Amarelinha, passou cerca de 65% do tempo fora de combate devido a uma sequência de lesões.

Este é o retrato do momento atual da carreira de Neymar. De incontestável, sua presença nas convocações começou a ser questionada e descartada. A decadência caminhou junto com sua saída do Paris Saint-Germain para o Al-Hilal e, posteriormente, a ida para o Santos — que parecia ser uma luz no fim do túnel, mas também se transformou em decepção. Antes, o argumento na hora de montar a Seleção Brasileira ideal era: “Quem serão os dez que jogam ao lado de Neymar?”. O questionamento atual, por outro lado, foca em quem assume o protagonismo na ausência do camisa 10. A presença de Neymar vira o centro das discussões e torna a escolha de Ancelotti, a ser anunciada nesta segunda, ainda mais esperada.

Mais tempo lesionado que atuando: o ciclo de Neymar na Copa – Após se lesionar no início da Copa e, mesmo assim, retornar para marcar um gol de gênio contra a Croácia — que seria o da classificação do Brasil antes da trágica eliminação nos pênaltis —, a trajetória de Neymar entrou em declínio físico. A mudança de narrativa não aconteceu de uma hora para outra. De acordo com dados da plataforma Transfermarkt, somando os períodos de ausência por PSG, Al-Hilal e Santos durante o ciclo entre as Copas, Neymar acumulou 817 dias no departamento médico.

O casamento com o PSG — que começou como uma grande promessa quando o clube francês pagou o recorde de 222 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão na cotação atual) — chegou ao fim em agosto de 2023, com sua transferência para o Al-Hilal, da Arábia Saudita. Foi pelo clube saudita que veio a sua contusão mais grave, justamente em uma partida da Seleção pelas Eliminatórias contra o Uruguai, em outubro de 2023: uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco do joelho esquerdo. Neymar precisou de 340 dias para retornar aos gramados.

O episódio selou, precocemente, o fim de sua passagem pelo Al-Hilal. Ele até chegou a atuar sob o comando de Jorge Jesus, mas novas contusões minaram sua minutagem. Em busca de reestruturar a carreira visando o Mundial de 2026, o camisa 10 voltou para o Santos, clube que o revelou, em janeiro de 2025. A chegada mexeu com o país: o Brasil esperava reencontrar o craque que encantou o mundo nos gramados brasileiros entre 2010 e 2014, mas a realidade foi distinta. O Santos, desestruturado, não forneceu a base necessária e, paralelamente, o comprometimento de Neymar era questionado.

Dentro de campo, a dificuldade em ganhar ritmo era evidente. Fora dele, as polêmicas persistiam. Após sentir a coxa em um jogo do Paulistão de 2025, o craque foi visto no Carnaval da Sapucaí enquanto o Peixe se preparava para a fase decisiva do torneio. Era o “déjà vu” de uma história antiga, mas que, desta vez, ficava marcada por mais baixos que altos. No início do campeonato, o Alvinegro era apontado como um dos favoritos ao lado de Palmeiras e Flamengo pelo “fator Neymar”. Na temporada de 2025, entretanto, o Santos lutou contra o rebaixamento até as últimas rodadas.

Para salvar o clube de um segundo descenso seguido, o camisa 10 jogou no sacrifício contra Sport, Juventude e Cruzeiro. O saldo foi positivo — quatro gols e uma assistência em três jogos — e o Peixe se salvou. No entanto, o custo físico foi alto: uma nova operação no joelho o afastou por cerca de dois meses entre o fim de 2025 e o início de 2026. Neste período, o isolamento na Seleção ficou claro. Carlo Ancelotti não convocou o camisa 10 para nenhuma partida, fosse pelas Eliminatórias ou amistosos. Agora, no início deste ano, o craque do Santos voltou a acumular polêmicas, colocando em xeque sua presença na lista final da próxima segunda-feira.

Ao se ver cada vez mais distante da Seleção Brasileira — especialmente após ficar de fora dos amistosos contra França e Croácia, os últimos compromissos antes da Copa — Neymar começou a sentir a pressão. A possibilidade de não ir ao Mundial tornou-se real. O resultado foi visto dentro e fora de campo. O camisa 10 acumulou atuações “comuns” para sua capacidade e novos entreveros: Neymar discutiu com árbitros, torcedores e chegou a agredir o companheiro de equipe Robinho Jr., de 18 anos, durante um treinamento no Santos.

Todos estes fatores criam uma ansiedade inédita para o anúncio de Carlo Ancelotti no dia 18 de maio. Se, por um lado, o treinador italiano tem inúmeros motivos para não chamá-lo, por outro, líderes do elenco como Casemiro, Raphinha e João Pedro defendem publicamente a convocação do craque.

O técnico já deixou claro que a escolha é complexa – “Obviamente, para mim, é uma decisão não tão simples. Tenho que avaliar bem os prós e os contras. Mas isso não me coloca pressão porque, como disse, há um ano avaliamos não só o Neymar, mas todos os jogadores”, concluiu Ancelotti. A realidade é que Carleto tem o respaldo da CBF — especialmente após a renovação de seu contrato até 2030 — e a decisão que tomar, seja ela qual for, dividirá o Brasil.

Diario de Pernambuco

Lula participa do Tour da Taça da Copa do Mundo ao lado de ídolos do futebol masculino e feminino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na tarde desta quinta-feira (26), em Brasília, do Tour da Taça da Copa do Mundo pelo Brasil, cerimônia oficial promovida pela FIFA em parceria com a Coca-Cola Brasil, no Palácio do Planalto. O evento marcou também a única exibição no país da taça da Copa do Mundo Feminina 2027, que será disputada no Brasil. A etapa encerrou a passagem do Tour da Taça pelo país após visitas a São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, a iniciativa percorre 30 países-membros da FIFA, com 75 paradas ao longo de mais de 150 dias. Já a Copa do Mundo FIFA será realizada no Canadá, México e Estados Unidos.

Além de Lula, a cerimônia contou com a presença do ministro do Esporte, André Fufuca, autoridades e nomes históricos do futebol brasileiro. Campeões do mundo estiveram reunidos e participaram do evento Pepe, Jairzinho, Branco, Cafu e Edmílson. Formiga, ex-jogadora e atual diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, também esteve presente e discursou. Em início de discurso, Lula destacou o peso simbólico da Copa do Mundo Feminina no Brasil e resgatou memórias do passado recente do futebol nacional, a Copa de 2014. O presidente relembrou o processo de fiscalização das obras dos estádios e criticou a narrativa construída à época.

“A Copa feminina aqui no Brasil tem que significar um símbolo para nós nesse momento histórico que estamos vivendo. Primeiro porque nós temos que nos redimir do que aconteceu conosco em 2014. Em 2014 foi um vexame. O Brasil vivia um momento muito delicado, um momento muito nervoso (…) mentiras inesquecíveis sobre corrupção da Copa do Mundo”, expressou.

“O companheiro Orlando Silva era ministro do Esporte e eu lembro que, quando começaram as denúncias de corrupção do Estado, nós fomos ao Tribunal de Contas, que elegeu um ministro para ser responsável pela fiscalização dos 12 estádios que estávamos fazendo. Depois de todas as denúncias, o Tribunal de Contas chegou à conclusão de que não houve corrupção em nenhum dos 12 estádios que estavam sendo construídos. Tinha havido um problema no Rio de Janeiro, e o Tribunal de Contas, junto ao governador na época, Sérgio Cabral, e a empresa que estava construindo resolveram o problema. Mas passou-se a ideia para a sociedade de que aquilo tinha sido um manto de corrupção, e isso resultou na meninada toda nervosa, porque não havia clima sequer para jogar futebol”, completou o presidente.

Confiança na Seleção em 2026 – Lula também falou sobre a longa espera por um novo título mundial da Seleção masculina e demonstrou confiança em um novo ciclo. O presidente voltou a elogiar o técnico Carlo Ancelotti, que comandará a Canarinho no Mundial. Nos Estados Unidos, México e Canadá, o Brasil vai completar 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, igualando o jejum anterior entre o tricampeonato, em 1970, e o tetra, em 1994, já que a última conquista foi em 2002, no Mundial do Japão e da Coreia do Sul.

 “Agora está completando outra vez 24 anos que a gente não ganha um título. Se não ganharmos agora, vamos empatar o recorde dos recordes sem ganhar a Copa. Por isso, estou convencido de que nós vamos ganhar essa Copa. Convencido porque conversei com o Ancelotti e acho ele uma figura extremamente séria, com a cabeça muito no lugar, e convencido de que só vai jogar quem estiver 100% em condições de jogar, que não vai convocar ninguém pelo nome, mas se a pessoa estiver jogando, preparada, treinando. E quando o técnico tem seriedade, normalmente os jogadores sabem que têm responsabilidade.”

Um dos pontos centrais do discurso presidencial foi a defesa da valorização do futebol feminino, tanto no aspecto esportivo quanto social. “É preciso que a gente comece a valorizar o futebol feminino como ele merece ser valorizado. Você tem jogador ganhando um milhão e meio no banco de reservas sem jogar várias vezes, e você tem pessoas titulares da seleção brasileira feminina ganhando 25, 20 mil reais por mês, algumas ganhando cinco mil nos clubes, algumas ganhando um salário mínimo. Então é um disparate a valorização do jogador masculino e a desvalorização da jogadora mulher. É o processo chamado preconceito de gênero, a diferença que existe na sociedade machista no tratamento que dão para as mulheres, que mereciam ganhar um pouco mais, porque são profissionais, vivem disso, cuidam da família jogando futebol.”

“Aqui no Brasil, a Copa do Mundo vai servir como um chamamento para mulheres lotarem os estádios. Então cabe à CBF e às federações estaduais tratarem o futebol feminino como ele merece, não só do salário, mas também do ponto de vista do tratamento mesmo.”

Nomeada em janeiro como diretora de políticas do futebol feminino no Ministério do Esporte, Formiga também participou da cerimônia. Duas vezes medalhista olímpica e única atleta, entre homens e mulheres, a disputar sete Copas do Mundo, ela destacou o crescimento da modalidade. “Tive o privilégio de jogar sete Copas do Mundo e sei o quanto essa competição transforma a carreira de uma atleta. Venho de uma geração que precisou lutar muito por espaço, uma geração que não tinha visibilidade alguma, não tinha apoio. Hoje a gente vê um futebol feminino crescendo, ocupando os espaços que por muitos anos nos foram negados.”

Vice-campeã mundial em 2007, a ex-volante comanda ações estratégicas no ano que antecede a Copa do Mundo Feminina no Brasil. Representando a geração pentacampeã, Cafu destacou o papel do futebol como elemento de união nacional. “Somos o único país a ser pentacampeão mundial. Tenho muito orgulho quando falo em pentacampeão, porque o Brasil realmente não é para amadores, o Brasil é para apaixonados. Nós somos apaixonados por futebol, somos apaixonados pelo nosso país. Essa coisa chamada bola de futebol nos une de uma maneira que vocês não têm ideia. É o único esporte que não tem religião, que não tem partido político, que não tem desigualdade social, onde todo mundo fala com todo mundo com um único objetivo: a paixão.”

O ministro André Fufuca complementou o tom institucional do evento destacando o simbolismo da taça e a mensagem de igualdade, citando o Rei Pelé e a Rainha Marta. “O Brasil teve a alegria de ter a rainha e o rei do futebol mundial, os dribles de Pelé, a grandeza do maior atleta de todas as gerações, e a alegria de ter Marta, a rainha que até hoje joga e encanta todo mundo. Não há taça que simbolize maior a união dos povos do mundo do que a taça da Copa do Mundo.”

“Nós iremos mostrar que aqui no Brasil não se aceita feminicídio, não se aceita violência contra a mulher. Aqui no Brasil nós respeitamos as mulheres brasileiras.”

Diario de Pernambuco

Onda de violência no México preocupa Fifa para repescagem da Copa do Mundo, diz jornal

A escalada recente de violência no estado de Jalisco, no México, entrou no radar da Fifa e passou a preocupar a entidade às vésperas da repescagem da Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal The New York Times, um alto funcionário da federação admitiu, sob condição de anonimato, que o clima de instabilidade levantou dúvidas internas sobre a realização dos jogos previstos para março em Guadalajara.

De acordo com a publicação, a Fifa acompanha com atenção as cenas de confrontos, bloqueios e incêndios que tomaram partes da região após uma grande operação das autoridades mexicanas contra o crime organizado. Nos bastidores, a avaliação é de que as partidas da repescagem podem ser transferidas caso não haja garantias rápidas de segurança para atletas, comissões, dirigentes e torcedores.

Horas depois dessas informações virem a público, a entidade tentou baixar o tom. Um porta-voz afirmou que seria “equivocado” falar em preocupação grave no momento e reforçou a confiança nos três países que sediarão a Copa do Mundo: México, Estados Unidos e Canadá. Ainda assim, evitou confirmar de forma categórica que os jogos classificatórios permanecerão em solo mexicano. “A situação em Jalisco está sendo acompanhada de perto, com diálogo constante com as autoridades locais e federais”, disse o representante, destacando que a Fifa seguirá as orientações oficiais relacionadas à segurança pública.

Guadalajara é peça-chave no planejamento do Mundial de 2026. Além de receber partidas da fase de grupos, a cidade está programada para sediar um evento de repescagem intercontinental no fim de março, tratado internamente como um teste importante da estrutura de segurança antes do torneio principal.

Autoridades mexicanas decretaram alerta máximo nos últimos dias, suspenderam eventos de grande porte e reforçaram a presença da Guarda Nacional e do Exército na região metropolitana. A expectativa do governo local é de retomada gradual da normalidade, o que pode ser decisivo para dissipar as dúvidas da Fifa. Por enquanto, a entidade evita falar em mudanças definitivas. Mas, nos bastidores, a mensagem é de que, caso a segurança não estiver plenamente assegurada, até compromissos já previstos no calendário podem entrar em revisão.

Estadão Conteúdo

Flávia Saraiva garante ouro na Copa do Mundo de Ginástica Artística

A ginasta Flávia Saraiva brilhou neste domingo (28) ao conquistar Medalha de Ouro na final de trave da Copa do Mundo de Ginástica Artística de Szombathely, na Hungria. O resultado garantiu o lugar mais alto no pódio na etapa, com 13,800 pontos (5,7 de dificuldade) e corou uma campanha de seis pódios para o Brasil.

Além de Flavinha, o Brasil também brilhou em outras finais. No solo, Júlia Soares levou a prata (12,550) e Júlia Coutinho conquistou o bronze (12,250), completando a dobradinha verde-amaraela. Entre os homens, Caio Souza foi prata nas barras paralelas (14,150), apenas 0,1 ponto atrás do turco Ferhat Arican, campeão da prova. No sábado, Ana Luiza Lima já havia alcançado o bronze nas barras assimétricas, sua primeira medalha internacional.

O desempenho aumenta a confiança da equipe a menos de um mês do Campeonato Mundial de Jacarta, na Indonésia, que será realizado entre 19 e 25 de outubro. A competição serviu como último teste antes da definição da equipe que disputará o torneio. Agora, os nove atletas brasileiros que competiram na Hungria seguem direto para Doha, no Catar, onde farão aclimatação antes do embarque para a Indonésia. Eles receberão o reforço de Sophia Weisberg, Patrick Corrêa e Tomas Florêncio, que também disputam vaga no grupo final para o Mundial.

Pódio de Flávia Saraiva
Duas vezes finalista olímpica da trave, a brasileira já havia liberado a fase classificatória em Szombathely, com 14,250 pontos, e manteve a consistência na decisão, garantindo mais de meio ponto de vantagem sobre a espanhola Alba Petisco (prata com 13,250) e a húngara Greta Mayer (bronze com 13,100).

Pelo terceiro ano consecutivo, a ginasta sobe ao pódio na trave em etapas do circuito internacional. Ela foi bronze em Paris (2023) e prata em Antália, na Turquia (2024), consolidando-se como uma das principais especialistas do aparelho.

Correio Brasiliense

Brasil chega a 6 ouros em Copa do Mundo de halterofilismo paralímpico

Um dia após subir seis vezes ao pódio, o Brasil assegurou mais nove medalhas – três delas de ouro – no segundo dia da etapa da Copa do Mundo de halterofilismo paralímpico, em Santiago (Chile), que serve de preparação para o Mundial da modalidade no Cairo (Egito), de 11 a 18 de outubro. O primeiro a vencer neste sábado (16) foi o pernambucano José Arimateia (categoria até 97 quilos) que levantou 211 kg na última tentativa. A prata e o bronze ficaram com os chilenos Frank Filio e Nicolas Carrillo, respectivamente. A competição em Santiago termina neste domingo (17).

Na categoria até 107 kg, quem brilhou foi o mineiro Jean Pereira (até 107 kg), que conquistou o ouro ao erguer 213 kg logo na primeira tentativa. Também teve prata na disputa masculina, com o carioca Gustavo Amaral levantando 241 kg na segunda tentativa

Na competição feminina da categoria acima dos 86 kg, teve dose dupla verde e amarela, com ouro da baiana Edilândia Araújo (categoria acima dos 86 kg) que ergueu 136 kg e bronze da potiguar Alane Dantas, com 117 kg levantados. A halterofilista Maka Kvinchia, da Geórgia, levou a prata.

As brasileiras emplacaram outras dobradinhas: na categoria até 61 kg, a paraense Naira Gomes levou a prata e Laira Silva o bronze. A vencedora foi a chilena Camila Campos. Já na disputa dos 86 kg, a brasiliense Gabrielle Diniz conquistou a prata ao levantar 115 kg e a baiana Valéria Alves dos Santos o bronze, com 100 kg erguidos. O ouro ficou com anfitriã Marion Guajardo (125 kg).

A delegação brasileira (nove mulheres e sete homens) estreou com pé direito na Copa do Mundo na sexta-feira (16), com direito a três ouros – um deles com recorde das Américas – uma prata e dois bronzes. Na categoria até 49 kg, Marco Túlio – estreante em competições pela seleção adulta – estabeleceu novo recorde continental ao levantar 169 kg, superando a marca anterior (165 kg) do chileno Enmanuel Gonzalez Rodriguez, obtida em junho em Pequim (China). A prata ficou ficou com o amazonense Lucas Santos (148 kg) e o bronze com o venezuelano José Monteiro Ortiz.

Na disputa feminina dos 45 kg, outra estreante da seleção, a paulista Brenda Pepe, assegurou o ouro após levantar 95 kg, superando a venezuelana Dilmary Perez (85 kg) que ficou com a prata, e a Amália Gonzalez, medalha de bronze.  Depois foi a vez da mineira Cristiane Alves Reis subir garantir o topo do pódio na categoria até 55kg. Ela levantou 109 kg na terceira tentativa, 52kg a mais que a cubana Daniuvis Labrada, que ficou com a prata.

Também na sexta (16), o Brasil conquistou uma prata com a piauiense Cleusa Angélica (na categoria até 41 kg) e dois bronzes: um com o paulista Bruno Carra (categoria até 65kg) e outro com o potiguar Júnior França (59 kg).

Agência Brasil

Isaquias Queiroz leva medalha de ouro na Copa do Mundo de canoagem

Após quase um ano fora, desde a Olimpíada de Paris-2024, Isaquias Queiroz começou bem em seu retorno às competições. O atleta do Flamengo venceu a prova do C1 500 metros da Copa do Mundo de canoagem velocidade, em Szeged, na Hungria, e conquistou a medalha de ouro.

Com o tempo de 1min47s80, o baiano superou Zakhar Petrov. O russo ficou com a prata, e o romeno Catalin Chirla completou o pódio, em terceiro lugar. O Brasil também foi representado por Gabriel Assunção, que cruzou a linha de chegada dois segundos e meio depois de Isaquias e terminou na quinta colocação.

Os dois voltam à água ao lado ainda neste sábado, para a disputa em duplas do C2 500m.A prova terá outra dupla brasileira, formada por Filipe Vieira e Jacky Godmann

Prata em Paris

A menos de um ano, Isaquias Queiroz ganhou medalha de prata na canoagem velocidade na prova C1 1000m, nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele soma cinco medalhas olímpicas na carreira: uma de ouro, três de pratas e uma de bronze.

A Tarde

Hugo Calderano vence chinês nº 1 e leva título inédito na Copa do

Hugo Calderano viveu um momento histórico neste domingo (20) ao se tornar o primeiro brasileiro campeão da Copa do Mundo do tênis de mesa. O feito memorável foi conquistado com vitória sobre o chinês número 1 do planeta, Lin Shidong, em Macau, na China. O brasileiro ganhou a decisão com ótimo nível, dominando quase toda a partida, e fechando em 4 sets a 1, parciais de 6/11, 11/7, 11/9, 11/4 e 11/5.

Calderano deixa a China orgulhoso de seu desempenho e com uma campanha memorável. O brasileiro se tornou o primeiro campeão masculino não asiático ou europeu a disputar e ganhar uma final do Mundial na história. Foi também a primeira final da carreira do chinês, que assumiu a primeira posição do ranking em fevereiro, aos 20 anos.

O número 5 do mundo no ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) tinha como melhor colocação as quartas de final em 2019. Neste ano, depois de cinco vitórias consecutivas – sobre o canadense Eugene Wang (65º), os japoneses Yukiya Uda (30º), Hiroto Shinozuka (29º) e Tomokazu Harimoto (3º) e o chinês Wang Chuqin (2º), encarou o maior desafio de sua carreira diante de Shidong, líder do ranking mundial, e não se intimidou

Calderano derrubou todos os favoritos e não foi diferente com o jovem chinês. Frio, técnico e agressivo, o carioca de 28 anos atropelou o rival líder do ranking com uma apresentação magistral e fez Shidong parecer uma mesatenista comum. “Não imagina ganhar do número 3, do número 2, do número 1. É muito louco para mim colocar meu nome na história do tênis de mesa mundial”, afirmou o brasileiro, ainda espantado com a conquista. “Mas trabalhei muito, sempre acreditei em mim”, completou, antes de dar uma pausa para chorar.

Calderano disse que viu todas as mensagens de apoio e se emocionou ao lembrar que há poucos meses ainda estava mal e tentando se reerguer por não ter conquistado uma medalha na Olimpíada de Paris, na qual parou nas semifinais.

Como habitual, Calderano reagiu dentro da partida. Não começou bem o primeiro set e foi dominado pelo chinês, que deu o ritmo das trocas, e fechou em 11/6. Se reergueu na segunda parcial e deixou o número 1 do mundo desconfortável. Seus saques começaram a encaixar e o brasileiro passou a controlar os pontos até fechar a parcial com certa tranquilidade, por 11/7, e empatar a partida.

Seguiu melhor o carioca no duelo, tanto que abriu 3 a 0 no terceiro set. Mas o rival subiu de nível, se aproximou e liderou o placar. No entanto, Calderano, em um jogo de alternâncias, encontrou forças para virar e fechar o set mais equilibrado da partida em 11/9.

Na quarta parcial, Calderano se soltou, foi dominante desde o início e atropelou o chinês, deixando o oponente acuado e perdido. A exibição magistral do brasileiro garantiu que fechasse o set com bastante tranquilidade, em 11/4.A ansiedade fez o brasileiro baixar o nível no quinto set e ver o chinês dominar o início da parcial. O pedido de tempo, porém, fez bem a Calderano, que se recompôs, voltou a liderar o placar, abriu vantagem e confirmou a vitória e o título histórico na China que pôs o Brasil no topo do tênis de mesa.

Diario de Pernambuco

Baiana Ana Marcela faz história e soma 60ª medalha em Copas do Mundo

Campeã olímpica em Tóquio, a baiana Ana Marcela fez história mais uma vez. Na Copa do Mundo de Águas Abertas, a atleta garantiu a inédita medalha de prata ao Brasil no revezamento 4×1.500m, o que foi o seu 60ª pódio no Mundial.

Ao lado de Ana estavam Viviane Jungblut, Luiz Felipe Loureiro e Leonardo Brandt de Macedo, que juntos completaram a prova em 1h11min02s30. O tempo só ficou atrás da Austrália, que conquistou o ouro, e ficou na frente dos EUA, que completaram o pódio.

Na etapa de Hong Kong da Copa do Mundo de águas abertas, na manhã deste domingo, a baiana foi um grande nome para a primeira conquista do Time Brasil no revezamento, muito diferente da nadadora de 32 anos, que já soma 60 medalhas, com 29 ouros, 18 pratas e 13 bronzes, sendo a maior medalhista da história da competição.

Com quatro etapas disputadas, Ana Marcela é a atual líder do torneio, se aproximando de conquistar mais um título. Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, a baiana terminou na 4ª colocação nos 10km, não conseguindo repetir o feito de 2021, quando foi campeã.

A Tarde

Águas abertas: Brasil leva prata e bronze em etapa da Copa do Mundo

O sábado (12) foi de dobradinha brasileira – prata e bronze – na etapa da Copa do Mundo de Águas Abertas em Setúbal (Portugal). A multicampeã Ana Marcela Cunha foi vice-campeã da prova feminina de 10 quilômetros ao concluir o percurso em 2h18m33s80, ficando três segundos atrás da vencedora, a alemã Lea Boy ( 2h18m30s70). A gaúcha Viviane (2h18m34s50 ) chegou na terceira posição e ficou com o bronze.

É a segunda vez que a baiana Ana Marcela e Viviane sobem juntas ao pódio em etapas da Copa do Mundo. Em maio, no Golfo Aranci (Itália), Ana Marcela conquistou o ouro e Vivane a prata na maratona de 10 km. Campeã olímpica em Tóquio e com sete títulos mundiais – cinco em provas de 25 km e dois em disputas de 5 km – Ana Marcela ficou fora do pódio nos Jogos de Paris, ao terminar na quarta posição na maratona de 10 Km.

Ana Marcela lidera com vantagem a classificação da Copa do Mundo, com 2000 pontos. Em segundo lugar com 1.650 pontos está a gaúcha Viviane Jungblut empatada com a italiana a italiana Bettina Fabian. As duas últimas etapas da Copa do Mundo de Águas Abertas ocorrerão em Hong Kong (26 e 27 de outubro) e na Arábia Saudita (22 e 23 de novembro).

A delegação brasileira feminina contou ainda com Cibele Jungblut – irmã de Viviane – e Lizian Sobral. Cibele terminou a prova em sétimo lugar, com o tempo de 2:18:37.60,  e Lizian (2:38:37.10) concluiu a disputa na 17ª colocação.

Na disputa masculina, o Brasil competiu com Matheus Melecchi (10º lugar com o tempo de 2:09:17.50), Bernardo Gavioli (12º/ 2:10:05.10), Leonardo Macedo (17º/ 2:13:19.70) e Henrique Figueirinha (18º /2:13:33.20).

Agência Brasil

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