CEAM nas Comunidades leva acolhimento, serviços e cidadania para mulheres de Petrolina

Levar cuidado, acolhimento e informação para mais perto das mulheres é uma das formas de fortalecer a rede de proteção social em Petrolina. Com esse propósito, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, realiza neste sábado (13), das 8h às 12h, na Escola Municipal Professora Luiza de Castro Ferreira Silva, no bairro João de Deus, mais uma edição do projeto CEAM nas Comunidades.

A iniciativa amplia o trabalho desenvolvido pela Secretaria Executiva da Mulher através do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), equipamento criado para oferecer suporte, orientação e proteção às mulheres. Ao levar os serviços para dentro das comunidades, a ação facilita o acesso aos atendimentos e fortalece as políticas públicas voltadas à promoção da cidadania, autonomia e garantia de direitos.

Durante a programação, serão oferecidos serviços como atendimento do Cadastro Único, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, auriculoterapia, ventosaterapia e massoterapia. O CEAM nas Comunidades também fortalece a escuta, a inclusão e o bem-estar das mulheres, reafirmando o compromisso da gestão municipal com uma assistência social cada vez mais humana, acessível e presente na vida das pessoas.

Ascom

Mulheres do Mercado do Produtor recebem ação especial de beleza no dia 4 de março

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA), promove uma Ação de Beleza voltada especialmente para as mulheres que fazem parte da rotina dos mercados públicos do município. A iniciativa acontece no dia 04 de março, no Mercado do Produtor, e será levada também no dia 07 de março, ao Mercado Joca.

Durante a ação, serão oferecidos serviços gratuitos como SPA dos pés, lavagem e hidratação de cabelos e skincare com proteção solar, proporcionando um momento de pausa e carinho para mulheres que fazem parte da rotina diária do mercado, seja trabalhando ou frequentando o espaço. A proposta é reconhecer a importância das mulheres que trabalham, circulam e constroem diariamente esses espaços, fortalecendo o vínculo entre a gestão municipal e a comunidade dos mercados.

Para o diretor-presidente da AMA, Celso Leal, a iniciativa tem um significado especial. “Essa ação é uma forma simples, mas muito sincera, de reconhecer a força e a importância das mulheres que constroem diariamente o Mercado do Produtor. Cuidar de quem cuida da nossa cidade também é uma prioridade”, destacou.

Ascom

Cursos do Qualifica Mulher abrem caminhos para novas oportunidades em Petrolina

A busca por autonomia financeira e novas oportunidades profissionais ganha força em Petrolina com o projeto Qualifica Mulher, oferecido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome. A partir dessa terça (3) até quinta-feira (5), mulheres interessadas em se capacitar poderão se inscrever para cursos que estimulam o empreendedorismo, a qualificação técnica e a independência econômica.

As inscrições acontecerão das 9h às 14h, na Secretaria Executiva da Mulher, localizada no 2º andar do Centro Administrativo da Assistência Social, na Rua do Cajueiro, nº 264, Centro, em frente à Praça Pio XII, conhecida como Praça do Galo. É necessário apresentar RG e comprovante de residência. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Petrolina em ampliar o acesso à educação profissional para mulheres da cidade.

O curso de Panificação ocorre na próxima semana, com aulas de 9 a 13 de março, das 13h às 17h, no SENAI; Excel Avançado, com o mesmo período e horário também no SENAI; e Venda Digital, que será realizado no dia 18 de março, às 9h, na própria Secretaria Executiva da Mulher. Todas as capacitações foram pensadas para desenvolver habilidades práticas que possam ser aplicadas tanto no mercado de trabalho quanto em empreendimentos próprios.

O Qualifica Mulher é mais do que um programa de formação: é uma ferramenta de transformação social. Ao proporcionar conhecimento, técnica e orientação, o projeto fortalece a autoestima, incentiva a autonomia financeira e contribui para que cada participante possa trilhar caminhos de independência e realização pessoal. A Prefeitura de Petrolina reafirma, assim, seu compromisso com políticas públicas que valorizam e empoderam as mulheres da cidade.

Ascom

Carnaval Solidário: kits do Juazeiro Sem Fome fortalecem rede de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade

Em um gesto que une festa e responsabilidade social, a solidariedade dos foliões ultrapassou os circuitos carnavalescos e chegou a quem mais precisa. A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria da Mulher e Juventude de Juazeiro (SMJ) e do Programa Juazeiro Sem Fome promoveram a entrega dos kits alimentares arrecadados durante o Carnaval à rede de enfrentamento à violência contra a mulher no município.

Os alimentos arrecadados serão destinados a instituições que já desenvolvem trabalho direto com mulheres em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a rede de proteção e ampliando a segurança alimentar dessas famílias.

Foram contempladas iniciativas como o Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM), que acompanha mulheres vítimas de violência, a Ronda Maria da Penha, que atende mulheres com medida protetiva, e a Pastoral da Mulher Marginalizada, que atua junto a mulheres em situação de prostituição. A comandante da Ronda Maria da Penha em Juazeiro, Capitã PM Tatiane, destacou a importância da parceria: “Em nome da Ronda Maria da Penha, a gente agradece essa parceria, essas cestas básicas que com certeza vão fortalecer as mulheres vítimas de violência doméstica.”

Ao unir solidariedade e políticas públicas, a gestão municipal reafirma o compromisso com a dignidade, a proteção e a autonomia das mulheres juazeirenses, mostrando que garantir alimento na mesa também é uma forma concreta de cuidado e enfrentamento à violência.

Ascom

CEAM nas Comunidades reforça força e protagonismo das mulheres de terreiro em Petrolina

O  loteamento Vila Esperança se encheu de encontros, histórias e cuidado. As mulheres das comunidades de terreiro participaram na última sexta-feira (20) de uma ação que trouxe orientação, apoio e reconhecimento, mostrando que cada uma tem força, importância e direito a ter acesso a serviços que reforcem sua autonomia. A iniciativa fez parte do projeto CEAM nas Comunidades, promovido pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, e é uma extensão do trabalho da Secretaria Executiva da Mulher no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM), que atua no fortalecimento de mulheres em situações de violência.

Durante o encontro, as participantes tiveram acesso a serviços essenciais, como Cadastro Único, orientações com assistentes sociais e psicólogos, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e emissão da Identidade Jovem. Mais do que atendimentos, o projeto proporcionou momentos de escuta, troca de experiências e valorização das histórias das mulheres, reforçando o papel do CEAM em apoiar e potencializar a força de cada participante.

A ação teve grande impacto entre as mulheres presentes, que destacaram como a iniciativa contribui para o fortalecimento e autonomia feminina. Francisca Gomes da Silva Santos, de 67 anos, comentou sobre o papel no CEAM. “O CEAM orienta e ajuda muitas mulheres que passam por violência. Essa ação fortalece a gente, nos dá segurança e mostra que podemos seguir em frente com mais confiança”, destacou. Já Macota Sabrina Santos da Silva, de 24 anos, ressaltou a importância da iniciativa. “É muito bom ver que a Prefeitura se aproxima da nossa comunidade e oferece esse cuidado. A gente se sente valorizada, respeitada e mais segura para tomar nossas decisões”, destacou.

O CEAM nas Comunidades cria espaços de apoio e proteção próximos às mulheres, mostrando que cada uma tem força, protagonismo e direito a ser ouvida e valorizada. Momentos como este aproximam a gestão pública das comunidades, fortalecem vínculos e reforçam a importância de serviços que acompanhem a vida real das mulheres.

Ascom

Mulheres de Petrolina podem aprender a fabricar ovos de Páscoa e transformar talento em renda

Entre o desejo de recomeçar e a oportunidade de conquistar autonomia, a qualificação profissional pode ser o primeiro passo para muitas mulheres. Pensando nisso, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Petrolina, está com inscrições abertas, até a próxima segunda-feira (23), para o curso gratuito de fabricação de ovos de Páscoa, voltado exclusivamente para mulheres. Ao todo, estão sendo ofertadas 25 vagas, em uma iniciativa realizada em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

As aulas acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro, das 13h às 17h, na unidade do SENAI em Petrolina. Durante o curso, as participantes irão aprender técnicas práticas de produção de ovos de Páscoa, desde o manuseio correto do chocolate até a finalização e apresentação dos produtos. Mais do que ensinar uma nova habilidade, a formação busca fortalecer a confiança e mostrar que é possível transformar conhecimento em independência financeira.

As inscrições podem ser realizadas das 9h às 14h, na Secretaria Executiva da Mulher, localizada no 2º andar do Centro Administrativo da Assistência Social, na Rua do Cajueiro, nº 264, Centro (em frente à Praça Pio XII, conhecida como Praça do Galo). Não haverá atendimento presencial para inscrições no final de semana. No entanto, as interessadas poderão garantir a vaga neste período por meio do WhatsApp do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), através do número (87) 99165-1803, onde as inscrições também estarão disponíveis, ampliando o acesso e facilitando a participação das mulheres.

A ação reforça o compromisso do município em investir no fortalecimento feminino, oferecendo ferramentas que contribuem para o crescimento pessoal e profissional. Com a proximidade da Páscoa, o curso surge como uma oportunidade concreta para que muitas mulheres descubram novas possibilidades, gerem renda e construam caminhos mais seguros e independentes para si e suas famílias.

Ascom

Prefeitura de Petrolina fortalece rede de acolhimento e leva cuidado às mulheres de terreiro em Petrolina

O cuidado chega onde ele é mais necessário. Nesta sexta-feira (20), às 19h, o bairro Vila Esperança será ponto de encontro para uma ação que une acolhimento, cidadania e respeito às mulheres das comunidades de terreiro de Petrolina. A iniciativa será realizada na Rua Aralia, nº 141, e faz parte do projeto “CEAM nas Comunidades”, promovido pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome. A proposta é aproximar os serviços públicos de quem mais precisa, garantindo acesso com dignidade e sensibilidade às realidades de cada território.

A ação é uma extensão do trabalho da Secretaria Executiva da Mulher no Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM), criado para oferecer suporte, orientação e proteção às mulheres. Com o projeto itinerante, o atendimento ultrapassa os limites do equipamento e chega diretamente às comunidades, fortalecendo políticas públicas e ampliando a rede de apoio. Mais do que oferecer serviços, a proposta é criar um espaço de escuta, inclusão e bem-estar, reconhecendo a importância das comunidades de terreiro e valorizando suas histórias e identidades.

Durante a programação, serão ofertados diversos serviços gratuitos, como atendimento do Cadastro Único, orientações com assistentes sociais e psicólogos, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, emissão da Identidade Jovem, entre outros atendimentos essenciais. A iniciativa também contribui para que as mulheres tenham acesso a informações sobre seus direitos e possam contar com uma rede de proteção mais próxima e acessível. Todas as mulheres da comunidade estão convidadas a participar, sem necessidade de agendamento prévio. Basta comparecer ao local com seus documentos pessoais.

A ação representa mais do que oferta de serviços: é a presença do cuidado público perto de quem precisa, fortalecendo vínculos, garantindo direitos e ampliando o acesso das mulheres aos serviços da rede municipal.

Ascom

Prefeitura de Petrolina reforça proteção e apoio às mulheres no Carnaval

Durante o Carnaval de Petrolina, a segurança e o respeito também ganharam espaço. A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, esteve presente com um stand no Centro de Atendimento na Orla da cidade, oferecendo orientações, panfletos educativos e divulgando canais de denúncia e serviços de apoio às mulheres.

O stand ofereceu orientação sobre canais de denúncia, atendimento psicológico e informações sobre direitos das mulheres. Durante os quatro dias de festa, foram distribuídos mais de 10 mil leques, quatro mil panfletos e cartilhas, mil tatuagens temporárias e 30 cartazes, alcançando o público com informações importantes sobre prevenção à violência. Além disso, 30 selos foram entregues aos participantes do treinamento voltado a bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos, reforçando o compromisso da rede de proteção em promover ambientes mais seguros e respeitosos.

Para a foliã Mariana Silva, participar da ação fez toda a diferença. “É muito importante saber que existe um espaço para buscar ajuda e orientação. Campanhas como essa mostram que nossa segurança e respeito são prioridades, mesmo em momentos de festa”, destacou.

Além da atuação no Carnaval, a Secretaria mantém o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), referência no acolhimento e proteção de mulheres vítimas de violência. O CEAM oferece atendimento psicológico, jurídico e socioassistencial de forma humanizada e sigilosa, atua em parceria com a rede de proteção, incluindo Patrulha da Mulher, CRAS e CREAS, e promove ações de fortalecimento da autoestima, autonomia e independência econômica das mulheres. O equipamento está localizado na Rua Projetada, 111 – Vila Mocó, Petrolina, garantindo atendimento contínuo e seguro à população feminina.

Segundo a Secretaria, a ação do stand e o trabalho permanente do CEAM reforçam o compromisso da gestão municipal com a proteção das mulheres e a promoção de políticas públicas de conscientização. A equipe destacou que as estratégias serão mantidas e ampliadas em outros eventos da cidade, garantindo sempre um atendimento contínuo, seguro e inclusivo à população.

Ascom

Jornalista lança fotolivro sobre a relação das mulheres com o Rio São Francisco

Memória, trabalho, cultura e resistência através das histórias de mulheres com o Rio São Francisco, é o que propõe o jornalista e fotógrafo Caio Alves, que lançou um fotolivro sobre a relação de mulheres com o rio, em Petrolina. O autor escolheu 03 mulheres para representar a presença e o protagonismo feminino às margens do rio.

O fotolivro digital ‘Mulheres do (Velho Chico) Opará: conexões e histórias’, reúne fotografia, colagem e depoimentos de três mulheres que mantêm uma relação afetiva e cotidiana com o rio. Nele, o jornalista apresenta as histórias de Aline Alcântara, Alinne Café e Martha Nunes (Sannuma), propondo mostrar suas vivências conectadas ao rio através do ativismo, do cotidiano e de saberes ancestrais.

Um dos eixos conceituais do projeto é a escolha simbólica de riscar o nome ‘Velho Chico’ e resgatar ‘Opará’, denominação de origem indígena e feminina, atribuída ao rio antes do processo de colonização. Para Caio, esse gesto vai além da estética. “O rio já existia e já tinha nome antes da colonização. Trazer o Opará de volta é um ato de memória, de respeito aos saberes originários e de valorização de histórias que foram, ao longo do tempo, silenciadas”, destaca.

O fotolivro pode ser acessado e baixado gratuitamente através deste link (clique aqui).

Conheça o jornalista e fotógrafo

Caio Alves é natural de Juazeiro e reside em Petrolina há dez anos. Sua produção transita entre o documental e a criação artística, com foco em identidades, territórios e narrativas do sertão e do Vale do São Francisco. O projeto ‘Mulheres do Opará: conexões e histórias’ foi realizado com incentivo do Edital nº 005/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), em Petrolina.

G1 Petrolina

Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

Violência digital contra mulheres atinge níveis alarmantes

O Instituto Marielle Franco (IMF) lança nesta quarta-feira (27), às 19h, no salão nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a pesquisa inédita “Regime de ameaça: a violência política de gênero e raça no âmbito digital (2025)”, que mostra a dimensão e a gravidade dos ataques direcionados a mulheres negras no cenário político brasileiro.

O estudo mostra que a violência política digital não é pontual, mas sistêmica e coordenada. Entre os casos mapeados, 71% das ameaças envolveram morte ou estupro, e 63% das ameaças de morte faziam referência direta ao assassinato de Marielle Franco, revelando um padrão simbólico e violento que transforma esse feminicídio político em uma advertência brutal às mulheres negras que ousam disputar o poder.

A maioria das vítimas é formada por mulheres negras cis, trans e travestis, LGBTQIA+, periféricas, defensoras de direitos humanos, parlamentares, candidatas e ativistas. A sistematização dos dados foi obtida a partir de atendimentos feitos pelo Instituto Marielle Franco, em parceria com o Instituto Alziras, o portal AzMina, o coletivo Vote LGBT, o centro de pesquisa Internet LAB, além de dados captados da Justiça Global e Terra de Direitos.

“São mulheres que carregam, na vida e na luta, a base que sustenta este país, mas seguem invisibilizadas. A violência que atinge cada uma delas é também uma violência contra a democracia”, afirma Luyara Franco, diretora executiva do IMF e filha de Marielle.
A pesquisa também faz recomendações concretas, como a criação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça, que deverá orientar ações do Estado, do Legislativo, da sociedade civil e das plataformas digitais para garantir a proteção de mulheres negras na política.

De acordo com Luyara, o levantamento comprova, com dados, que a violência política digital contra mulheres negras não é isolada, mas parte de um sistema que busca afastar essas mulheres da vida pública. “Queremos que essa publicação sirva de base para ações concretas de proteção e para responsabilizar agressores e plataformas digitais. Nosso compromisso é com a memória, a justiça e a construção de um país em que as mulheres possam existir e disputar espaços políticos sem medo”.

Criação – Inaugurado em 2019, o Instituto Marielle Franco é uma organização sem fins lucrativos, criada pela família da vereadora, com o objetivo de defender a memória e multiplicar seu legado, além de inspirar, conectar e potencializar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas a seguirem em busca de um mundo mais justo e igualitário.

Agência Brasil

Transforma Petrolina reúne mulheres em pré-evento de aniversário no Assentamento Terra da Liberdade

Ao longo de seus seis anos de existência, o Transforma Petrolina tem ampliado seu alcance para estar presente também em localidades mais distantes. O programa de voluntariado realizou na segunda-feira (25) um pré-evento de aniversário no Assentamento Terra da Liberdade, reunindo mulheres em um encontro marcado por conexões e muito aprendizado.

A programação contou com uma  palestra da diretora-presidente da Agência Municipal do Empreendedor (AGE), Bruna Ruana, que mostrou os caminhos para empreender;  foram oferecidas oficinas práticas sobre pipoca gourmet, ministrada por Ladjane Alencar, e outra de ornamentação de frutas, conduzida por Romério Ferreira.

De forma simultânea, enquanto as mães participavam das atividades de qualificação, os filhos também tiveram um espaço especial. Os meninos acompanharam a palestra sobre conflitos na puberdade, com o psicólogo José Luiz Amorim, enquanto as meninas participaram da palestra sobre dignidade menstrual, ministrada pela médica voluntária Malu Brecci.

A iniciativa funcionou como etapa preparatória para a programação oficial, que será realizada no sábado (30), na Escola de Tempo Integral Terra da Liberdade, e atenderá moradores das localidades de Porteiras, Assentamento Mandacaru, Sítio Pau de Leite, Vila Nova Esperança e Assentamento Terra da Liberdade, em alusão ao aniversário do Transforma Petrolina.

De acordo com a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, a ação cumpriu seu papel de  valorizar as mulheres da comunidade e mostrar novos caminhos. “Encerramos de maneira simbólica e emocionante, com o plantio de uma árvore que representou o florescer daquelas mulheres e as novas possibilidades”, destacou.

Ascom

Agosto Lilás: Em caminhada Petrolina reforça compromisso no combate à violência contra a mulher

Entre panfletos, cartazes e passos firmes, dezenas de pessoas percorreram as ruas de Petrolina nesta sexta-feira (22) durante a Caminhada Lilás, reforçando o compromisso da cidade com a proteção e os direitos das mulheres. A concentração aconteceu na Praça do Bambuzinho, e o percurso seguiu até a frente da Prefeitura, passando por pontos estratégicos da cidade para aumentar a visibilidade da campanha e distribuir informações sobre os canais de denúncia da violência doméstica. Promovida em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a iniciativa reuniu cidadãos, servidores públicos e representantes da sociedade civil, consolidando o compromisso de toda a cidade com uma cultura de respeito, inclusão e igualdade para todas as mulheres.

Um dos símbolos mais marcantes do evento foi a cadeira de rodas pintada de lilás, em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, ativista brasileira que se tornou um símbolo na luta contra a violência doméstica no Brasil. A cor lilás representa igualdade e respeito, enquanto a inclusão da cadeira evidencia que a violência afeta todas as mulheres, independentemente de suas condições físicas, reforçando o caráter inclusivo e abrangente da mobilização.

Passando pelo trajeto, Maria Santos, moradora do centro da cidade, parou para observar e destacou a importância do ato. “É muito bom ver a cidade se mobilizando assim. Muitas mulheres precisam de apoio, campanhas como essa ajudam a mostrar que ninguém está sozinho”, disse. A Caminhada Lilás vai além de um ato de conscientização: busca engajar a sociedade na prevenção da violência contra a mulher, disseminando informações essenciais sobre direitos e serviços de apoio.

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, desenvolve políticas públicas voltadas às mulheres, visando proteção, autonomia e empoderamento. Nesse contexto, destaca-se o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), que oferece gratuitamente atendimentos socioassistenciais, psicológicos e jurídicos, além de palestras, cursos e oficinas para fortalecer a cidadania e apoiar mulheres vítimas de violência. O CEAM funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Gilberto Freire, S/Nº, Vila Mocó (em frente ao SESI).

Ascom

Caminhada Lilás mobiliza Petrolina em defesa das mulheres e no combate à violência

Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra mulher, a Prefeitura de Petrolina vai realizar, sexta-feira (22), a Caminhada Lilás. A concentração será às 8h, na Praça do Bambuzinho, onde os participantes seguirão até a frente da Prefeitura, em um percurso marcado pela mobilização social e pelo fortalecimento da luta em defesa dos direitos das mulheres.

Ao longo do trajeto, a caminhada ganhará ainda mais visibilidade com a colagem de cartazes em comércios da cidade e a entrega de panfletos informativos aos pedestres. O material vai destacar os canais de denúncia disponíveis, reforçando a importância da violência ser interrompida com a ajuda da rede de proteção.

A Caminhada Lilás busca chamar a atenção para a Lei Maria da Penha e incentivar a sociedade a se engajar ativamente na prevenção da violência contra a mulher. Mais do que uma mobilização, o evento representa um ato coletivo de cuidado, sensibilização e disseminação de informações essenciais para que mais mulheres tenham acesso ao apoio necessário.

A ação é promovida pela Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Com a união de esforços, o movimento pretende ampliar a visibilidade da campanha e reforçar o compromisso de toda a cidade no enfrentamento à violência contra a mulher.

Ascom

Prefeitura de Petrolina alerta mulheres sobre rede de apoio e combate a violência

A Prefeitura de Petrolina realizou, nesta quarta-feira (20), uma ação na Praça do Bambuzinho voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa, promovida pelas secretarias de Saúde e de Assistência Social e Combate à Fome, teve como objetivo oferecer informação, acolhimento e serviços de saúde à população em um espaço de grande circulação.

Durante a ação, foram oferecidos serviços como testagem rápida para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), orientação e escuta qualificada com profissionais da psicologia. A mobilização foi desenvolvida para sensibilizar a sociedade para o enfrentamento à violência de gênero, incentivando a denúncia e o acolhimento das vítimas.

A dona de casa Raquel Matos, que passava pelo local e parou para acompanhar a ação, destacou a importância desse tipo de iniciativa. “É muito importante ver a Prefeitura ocupando os espaços públicos com esse tipo de atividade. Muitas mulheres passam por situações de violência e não sabem a quem recorrer. Uma ação como essa chama a atenção e mostra que não estamos sozinhas”, destacou Raquel.

Ascom

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