Mulheres de Petrolina podem aprender a fabricar ovos de Páscoa e transformar talento em renda

Entre o desejo de recomeçar e a oportunidade de conquistar autonomia, a qualificação profissional pode ser o primeiro passo para muitas mulheres. Pensando nisso, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Petrolina, está com inscrições abertas, até a próxima segunda-feira (23), para o curso gratuito de fabricação de ovos de Páscoa, voltado exclusivamente para mulheres. Ao todo, estão sendo ofertadas 25 vagas, em uma iniciativa realizada em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

As aulas acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro, das 13h às 17h, na unidade do SENAI em Petrolina. Durante o curso, as participantes irão aprender técnicas práticas de produção de ovos de Páscoa, desde o manuseio correto do chocolate até a finalização e apresentação dos produtos. Mais do que ensinar uma nova habilidade, a formação busca fortalecer a confiança e mostrar que é possível transformar conhecimento em independência financeira.

As inscrições podem ser realizadas das 9h às 14h, na Secretaria Executiva da Mulher, localizada no 2º andar do Centro Administrativo da Assistência Social, na Rua do Cajueiro, nº 264, Centro (em frente à Praça Pio XII, conhecida como Praça do Galo). Não haverá atendimento presencial para inscrições no final de semana. No entanto, as interessadas poderão garantir a vaga neste período por meio do WhatsApp do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), através do número (87) 99165-1803, onde as inscrições também estarão disponíveis, ampliando o acesso e facilitando a participação das mulheres.

A ação reforça o compromisso do município em investir no fortalecimento feminino, oferecendo ferramentas que contribuem para o crescimento pessoal e profissional. Com a proximidade da Páscoa, o curso surge como uma oportunidade concreta para que muitas mulheres descubram novas possibilidades, gerem renda e construam caminhos mais seguros e independentes para si e suas famílias.

Ascom

Metanol: Anvisa libera fabricação de 1º lote de etanol farmacêutico, usado para casos de intoxi

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) liberou, na sexta-feira (10), a fabricação no país de um primeiro lote de etanol farmacêutico injetável, um dos antídotos utilizados para intoxicação por metanol, pelo laboratório Cristália. De acordo com a farmacêutica, serão produzidas 12 mil ampolas, e as unidades serão doadas para o Ministério da Saúde.

A autarquia regulamentou a produção em escala do produto em resolução publicada na sexta-feira anterior, dia 3, como uma das medidas para enfrentar os casos de intoxicação no país.O texto cria procedimentos temporários e emergenciais para a fabricação do antídoto com critérios como localização da empresa no Brasil, atendimento aos requisitos sanitários e de qualidade e prazo de validade de até 120 dias.

Na última quinta-feira, o laboratório Cristália submeteu à Anvisa o pedido para fabricar o etanol farmacêutico. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, classificou a articulação entre o órgão, o Ministério da Saúde e o setor produtivo como algo fundamental para o surto de casos de intoxicação por metanol que o país vive.

Segundo a última atualização do Ministério da Saúde desta sexta-feira, foram notificados 246 casos do tipo após consumo de bebida alcoólica, 29 confirmados, e 217 em investigação, em diferentes estados. Outras 249 suspeitas foram descartadas. Em relação aos óbitos, 5 foram confirmados em São Paulo, e 12 seguem em investigação, sendo 6 no estado paulista; um no Ceará; um em Minas Gerais; um no Mato Grosso do Sul e um em Pernambuco.

O metanol é um álcool usado na indústria, como solvente e combustível, por exemplo. Ele pode aparecer em bebidas alcoólicas devido a erros na fabricação que levam ao não descarte adequado da substância ou em casos de fraude ou adulteração, em que se usa metanol deliberadamente para substituir o etanol e reduzir custos, já que ele é mais barato.

Um dos problemas é que, ao ser ingerido, o metanol é quebrado no fígado em formaldeído e, em seguida, em ácido fórmico, que é altamente tóxico para o organismo. Apenas 10 ml de metanol já é suficiente para causar cegueira, e 30 ml é considerada a dose mínima fatal para um adulto. O primeiro passo no tratamento é frear a metabolização do metanol em ácido fórmico. Para isso, um dos antídotos utilizados é o próprio etanol, explica Diego Rissi, perito legista e toxicologista na Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e doutorando em Saúde Pública na Fiocruz:

“É curioso, mas o etanol pode ser administrado intravenoso como antídoto pois compete com a mesma enzima que metaboliza o metanol, porém com uma afinidade cerca de 50 vezes maior, reduzindo assim a formação dos metabólitos tóxicos pelo metanol. Mas é importante ressaltar que, em casos de suspeita de intoxicação por metanol, a pessoa deve procurar imediatamente atendimento médico e relatar a suspeita para a equipe”.

Outro antídoto, muito usado no exterior, é o fomepizol, conta Raphael Garcia, professor no setor de Bioquímica, Farmacologia e Toxicologia da Univers idade Federal de São paulo (Unifesp): “Ele atua bloqueando diretamente a ação da enzima que quebra o metanol, evitando a formação de formaldeído e ácido fórmico, os verdadeiros responsáveis pelos danos à visão e ao sistema nervoso. Mas, no Brasil, o acesso ao fomepizol ainda é limitado. Embora seja o tratamento de escolha em muitos países, ele não está amplamente disponível por aqui”.

Isso acontece porque o fomepizol não tem registro no Brasil. Mas, diante do cenário de emergência, a Anvisa autorizou a importação excepcional de 2,6 mil frascos a pedido do Ministério da Saúde por meio do fundo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Desse total, 2,5 mil frascos foram adquiridos pela pasta da Saúde, e 100 foram doados pela fabricante Daiichi Sankyo. Todos chegaram ao país na última quinta-feira e já estão em processo de distribuição pelo ministério para as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que atendem casos de intoxicação.

Agência O Globo