Com inflação acumulada de quase 25% antes da Páscoa, ovo de chocolate deve ficar mais caro em 2026

Com a proximidade da Páscoa, que neste ano acontece no dia 5 de abril, o mercado já indica uma tendência de aumento dos preços para os ovos de chocolates neste ano. Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o valor do chocolate em barra e bombom acumulou alta de 24,77% no Brasil. Os dados são do IPCA (índice oficial da inflação no país), de janeiro de 2026, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Ahmed El Khatib, explica que, mesmo com a tendência otimista indicada pelo mercado internacional, os preços do produto devem ficar ainda maiores que no ano passado. “A expectativa para a Páscoa de 2026 é de preços ainda pressionados e, na prática, majoritariamente mais altos do que em 2025, mesmo com alguma queda recente na cotação internacional do cacau. Isso aparece em duas camadas: a inflação do chocolate “do dia a dia” (barras e bombons) e os reajustes/estratégias comerciais do produto sazonal (ovos)”, analisa.

Ele conta que fez um levantamento em grandes varejistas e verificou preços maiores em 2026, quando comparado ao ano passado. “O Lacta Sonho de Valsa 277g aparece como o caso de maior variação, com alta de 26,64%, saindo de R$ 45,00 para R$ 56,99. Em seguida, está o Crocante 227g, da Garoto, que subiu de R$ 48 para R$ 59,99, registrando alta de 24,98%. Já o Ferrero Rocher de 137,5g saiu de R$ 60 para R$ 69,99, aumento de 16,65%”, destaca, lembrando ainda que estratégias de marketing como embalagens especiais, brindes e personagens também elevam o ticket médio.

Ele aponta ainda que a inflação que incide sobre o produto é resultado de um problema estrutural: o custo da matéria-prima, combinado com custos industriais, energia, frete e embalagens, que pressionaram toda a cadeia produtiva no período. Na análise de El Khatib, quando o assunto é o ovo de Páscoa, o encarecimento do produto também ocorre porque o produto tem grande peso de embalagem, logística e marketing. Além disso, o pico de demanda em um período curto influencia nos preços.

Interferência do clima – O motivo da alta dos preços também é o impacto das condições climáticas que afetam a produção do cacau e consequentemente as cotações do produto. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o que explica essa alta é o fenômeno El Niño, que devastou as plantações de cacau em 2024. Com isso, Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial foram atingidas.

“O mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas. Mas não é só o cacau que pesa na formação dos preços: outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta. Cada empresa tem sua política de preços. A indústria acompanha essas oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos para todos os gostos e adaptadas às várias faixas de consumo”, diz a Abicab em nota.

Ainda de acordo com a Associação, apesar do cenário que reflete em preços mais altos do produto, ainda há uma expectativa positiva do mercado, marcada por uma menor taxa de desemprego no país. “A tonelada do cacau é taxada na Bolsa de Nova York e atualmente caiu para US$ 3.100. No auge da crise, chegou a US$ 11 mil. A expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego (5%). Teremos aumento de produção (ano passado produzimos 806 mil ton.) e de vendas neste ano”, aponta.

Embora o mercado aponte a queda do preço do cacau, o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fecap explica que os preços maiores permanecem porque a transmissão de preços na cadeia é lenta.

“Estoques e produção de Páscoa foram planejados e comprados quando o cacau estava caro. Os contratos chegaram perto de US$ 12,5 mil/ton no fim de 2025 e depois corrigiram para perto de US$ 5 mil/ton. Ainda assim, historicamente elevados, sustentados por estoques globais baixos e a memória recente de safras frustradas na África Ocidental”, explica.

Como economizar? – Ahmed El Khatib sugere algumas práticas para economizar na hora de comprar o ovo de Páscoa, como avaliar o preço por grama do produto e não em “preço do ovo”. Outra dica para não abrir mão do presente é pensar em outras alternativas como brindes, barra de chocolate e caixas de bombom. Para ele, também é importante pesquisar as diferenças de preço em mais de um canal, como supermercado, atacarejo ou e-commerce. “A quarta regra é antecipar e planejar. Como a Páscoa concentra demanda, a última semana costuma ser emocionalmente mais cara (pressa, impulso e menos comparação)”, avalia.

Diario de Pernambuco

Mulheres de Petrolina podem aprender a fabricar ovos de Páscoa e transformar talento em renda

Entre o desejo de recomeçar e a oportunidade de conquistar autonomia, a qualificação profissional pode ser o primeiro passo para muitas mulheres. Pensando nisso, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome de Petrolina, está com inscrições abertas, até a próxima segunda-feira (23), para o curso gratuito de fabricação de ovos de Páscoa, voltado exclusivamente para mulheres. Ao todo, estão sendo ofertadas 25 vagas, em uma iniciativa realizada em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).

As aulas acontecerão entre os dias 23 e 27 de fevereiro, das 13h às 17h, na unidade do SENAI em Petrolina. Durante o curso, as participantes irão aprender técnicas práticas de produção de ovos de Páscoa, desde o manuseio correto do chocolate até a finalização e apresentação dos produtos. Mais do que ensinar uma nova habilidade, a formação busca fortalecer a confiança e mostrar que é possível transformar conhecimento em independência financeira.

As inscrições podem ser realizadas das 9h às 14h, na Secretaria Executiva da Mulher, localizada no 2º andar do Centro Administrativo da Assistência Social, na Rua do Cajueiro, nº 264, Centro (em frente à Praça Pio XII, conhecida como Praça do Galo). Não haverá atendimento presencial para inscrições no final de semana. No entanto, as interessadas poderão garantir a vaga neste período por meio do WhatsApp do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), através do número (87) 99165-1803, onde as inscrições também estarão disponíveis, ampliando o acesso e facilitando a participação das mulheres.

A ação reforça o compromisso do município em investir no fortalecimento feminino, oferecendo ferramentas que contribuem para o crescimento pessoal e profissional. Com a proximidade da Páscoa, o curso surge como uma oportunidade concreta para que muitas mulheres descubram novas possibilidades, gerem renda e construam caminhos mais seguros e independentes para si e suas famílias.

Ascom

Mãe e filha seguem internadas após envenenamento por ovo de Páscoa

Mirian Lira Rocha, de 38 anos, e sua filha, Evely Fernanda, de 13 anos, continuam internadas em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Imperatriz, após consumirem um ovo de Páscoa supostamente envenenado, na última quarta-feira,16, no Maranhão.

De acordo com o boletim emitido nesta sexta-feira (18), Mirian Lira Rocha permanece com quadro clínico ainda grave, embora apresente discreta evolução desde sua admissão. Ela se encontra sedada e intubada, com disfunções renal e hepática. As funções neurológicas, no entanto, seguem preservadas. Já a adolescente Evely Fernanda tem um estado mais delicado. O comunicado informa que a paciente apresentou piora clínica nas últimas 24 horas e atualmente encontra-se em estado gravíssimo, também sedada e intubada.

As equipes médicas do Hospital Municipal de Imperatriz seguem monitorando as pacientes de forma contínua, adotando todas as medidas necessárias para a estabilização de seus quadros clínicos. Um menino de 7 anos morreu e sua mãe e irmã estão em estado grave após consumirem um ovo de Páscoa envenenado. Segundo as investigações, o chocolate foi enviado por Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, motivada por ciúmes e vingança. Ela é ex-namorada do atual companheiro de Mirian Lira, mãe da criança.

A Tarde