Semana de ações nas escolas de Petrolina reforçam o respeito e valorização das mulheres

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, as escolas da rede municipal de Petrolina estão promovendo ações pedagógicas com o objetivo de sensibilizar estudantes e a comunidade escolar sobre temas como respeito, autoestima, violência contra a mulher e a importância da participação feminina em diversas áreas da sociedade.

As atividades integram o projeto institucional “Petrolina Ler+” e “Petrolina Escreve+”, que buscam estimular o desenvolvimento da leitura e da escrita. Através dos projetos são abordadas diversas temáticas com ênfase na valorização de mulheres e meninas e no enfrentamento da violência, mobilizando os eixos de leitura e produção textual.

A programação inclui diversas ações, como rodas de conversa, apresentações sobre mulheres que se destacaram em campos como arte, educação, política e esporte, e atividades lúdicas como teatro de fantoches, pintura e colagem. Além disso, as escolas promovem a confecção de painéis interativos que destacam personalidades femininas inspiradoras. A ideia é não só celebrar as conquistas das mulheres, mas também criar um ambiente de aprendizado e discussão sobre o empoderamento feminino e a importância do respeito mútuo.

Consciente da importância do seu papel na sociedade, a aluna Emilly Annemberg, do 9º ano da Escola Municipal Anete Rolim, no bairro Pedra Linda, destacou a relevância das atividades. “É fundamental abordar esse tema na escola, pois nos ajuda a compreender o papel da mulher na sociedade e a perceber que a violência contra elas ainda é um problema sério. Ao aprender sobre a Lei Maria da Penha e ouvir histórias de mulheres fortes, nos sentimos mais empoderadas e conscientes de como podemos contribuir para mudar essa realidade”, disse Emilly.

As atividades incluem ainda a exibição de documentários e debates sobre a Lei Maria da Penha, garantindo uma abordagem aprofundada e acessível para todas as faixas etárias atendidas pela rede municipal de ensino. Com esse conjunto de ações, a Gestão Municipal busca fortalecer a educação e a conscientização sobre os direitos das mulheres, com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e respeitosos para o futuro.

Elaine Barbosa/Ascom Secretaria de Educação
Fotos: Deivid Menezes

Em Pernambuco, 62% dos homicídios de mulheres são cometidos com arma de fogo

Em Pernambuco, 62% dos homicídios de mulheres são cometidos com uso de arma de fogo. O dado é da 4ª edição da pesquisa “Pela Vida das Mulheres: o papel da arma de fogo na violência baseada em gênero”, do Instituto Sou da Paz, divulgado neste sábado (8), no Dia Internacional da Mulher.

Segundo o Sou da Paz, o Estado também ocupa a terceira pior colocação no ranking de taxas de homicídios femininos com arma de fogo no Brasil, com 3,7 casos por 100 mil mulheres, na frente apenas do Ceará (3,8 casos por 100 mil) e da Bahia (4 casos por 100 mil). A pesquisa usou como base estatísticas criminais de 2023.  Naquele ano, foram registrados um total de 3.946 mil homicídios de mulheres no Brasil. No Nordeste, 63% das mulheres foram assassinadas com arma de fogo. Em seguida, aparecem as regiões Norte (49%) e Sul (45%).

A pesquisa também revela que no Brasil 35% das mulheres vítimas de arma de fogo – o que representa uma a cada três vítimas – já haviam sofrido algum outro episódio de agressão ou violência doméstica. O estudo identificou, ainda, crescimento de 35% nos registros de violência armada não letal entre 2021 e 2023. Em Pernambuco, o perfil das vítimas acompanha o cenário nacional, que é formado em sua maioria por mulheres negras (64%) e adultas (55% entre 20 e 39 anos).

É urgente falar do impacto da violência armada na vida das mulheres e da necessidade de investir em políticas de controle de armas orientadas às questões de gênero”, diz Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. “São medidas que podem contribuir para a prevenção dos feminicídios e para o enfrentamento de um problema social que exige intervenção pela União, estados e municípios e em diferentes áreas, como saúde, segurança pública e assistência social”.

Diario de Pernambuco

‘Papo com quem faz’ revela trajetórias de sucesso de mulheres do Sertão do São Francisco

Uma conversa aberta e franca com quatro mulheres que estão fazendo a diferença no mundo dos negócios no Sertão do São Francisco. Esta é a proposta do programa ‘Papo com quem faz – mulheres’, que a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) vai realizar, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE) e o Sebrae, na terça-feira (12), na sede do Sebrae de Petrolina.

O programa começará às 19h, com as histórias inspiradoras das empreendedoras Juliana Martins (a mente inovadora por trás do Grupo Juliage); Julie Moura Fé (fundadora do Dindin’s Gourmet PNZ e especialista em gestão de confeitarias);Carol Tosaka (advogada, vice-presidente do Sindicato da Advocacia de PE e empresária); e Meire Monteiro (empresária da DAM Roupas, atuante no segmento de fabricação de uniformes profissionais, liderança na indústria pernambucana e integrante da FIEPE Jovem).

De acordo com a coordenadora da Unidade Regional do Sertão do São Francisco da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (URSF/FIEPE), Fabiana Ribeiro, o programa ‘Papo com quem faz – mulheres’ é uma oportunidade única. “Um espaço gratuito para aprender e se inspirar no poder feminino através de experiências enriquecedoras e vitoriosas”, ressaltou.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do endereço.: https://forms.gle/vRRoY4ivdV4pPyhZ9. 

Mulheres ocupam 28% dos cargos de secretariado no país

Apenas 28% dos cargos de secretariado nos governos estaduais e nas capitais brasileiras são ocupados por mulheres, totalizando 341 secretárias em todo o país. Os dados são do primeiro Censo das Secretárias, conduzido pelos Institutos Aleias, Alziras, Foz e Travessia Políticas Públicas, com o apoio da Fundação Lemann e Open Society Foundations.

O censo mapeou 698 órgãos estaduais e 536 municipais e considerou secretárias que ocuparam os cargos entre novembro de 2023 e março de 2024. Nesse período, apenas uma capital, Natal, e três estados, Alagoas, Pernambuco e Ceará, atingiram a paridade de gênero. Em contrapartida, 20 estados e 16 capitais não alcançaram 30% de mulheres em seu secretariado.

O estudo mostra que as mulheres estão mais presentes em pastas sociais tanto nos estados (53%) quanto nas capitais (44%). No entanto, a participação delas em áreas consideradas estratégicas, como infraestrutura (22% nos estados e 18% nas capitais), órgãos centrais (18% em ambos) e economia (15% nos estados e 30% nas capitais), permanece limitada.

“A concentração feminina em setores como assistência social, saúde e educação — áreas de grande visibilidade e orçamento – reflete o fenômeno da segregação horizontal, que limita o acesso das mulheres em áreas ligadas à tecnologia, matemática e engenharia, reforçando estereótipos de gênero”, avaliaram as entidades em nota.

A inclusão da autodeclaração racial no questionário permitiu o levantamento do perfil racial das mulheres que ocupam cargos de secretariado. Os números mostram que 57,4% das secretárias que responderam ao formulário se identificam como brancas; 37,8%, como pretas ou pardas; 3%, como indígenas; e 2%, como amarelas.

Qualificação elevada
A pesquisa revela que 43% das secretárias têm algum tipo de especialização; 26% têm mestrado e 10% concluíram doutorado. Entre as mulheres negras, essa qualificação é ainda mais elevada: 44% têm especialização e 32%, mestrado. Além disso, 66% das secretárias têm 21 anos ou mais de experiência profissional e 61% passaram a maior parte de suas carreiras no setor público, com 67% já atuando no setor antes de assumirem o cargo de secretária.

Ao investigar os espaços institucionais percorridos por essas mulheres, o levantamento identificou que 40% das profissionais vieram de outra secretaria e 33%, da mesma pasta, indicando ascensão dentro do próprio Executivo. “A menor proporção com experiência em funções executivas fora das secretarias e em cargos legislativos sugere que a experiência na administração direta é um fator importante para a ascensão ao cargo de primeiro escalão”, avaliaram as entidades.

Primeiro mandato
Apesar da trajetória, o censo indica que 50% dessas mulheres ocupam o cargo de secretária pela primeira vez, “o que pode indicar um fenômeno recente de entrada de mulheres nestas posições, mesmo para aquelas com alta qualificação e ampla experiência”. “Os institutos analisam que, embora as mulheres sejam maioria (61%) na base da pirâmide do serviço público, enfrentam obstáculos estruturais para alcançar posições de maior poder e decisão.”

Deficiência e ativismo político
Outro dado levantado é a sub-representação de mulheres com deficiência, já que 1,3% ou somente três secretárias se declaram pessoas com deficiência. Quanto à participação política, quase metade tem algum vínculo partidário e uma em cada cinco já foi dirigente de partido.

De acordo com o censo, 23% das secretárias autodeclaradas negras mencionaram a influência do ativismo feminista em sua trajetória, comparado a 9,8% das secretárias brancas. Já 17,2% das negras mencionaram a participação em outros movimentos sociais, enquanto 25% das brancas relataram não ter participado de nenhum desses grupos e movimentos. “Esses dados sugerem que as mulheres negras enfrentam maiores barreiras estruturais e, por isso, as experiências prévias de formação e participação política impulsionam a ascensão a cargos de liderança”, destacaram as entidades.

A segunda etapa do censo, prevista para novembro, trará dados sobre trabalho doméstico e violência política de gênero e raça, além de apresentar uma análise final sobre desafios enfrentados pelas mulheres em posições de liderança no setor público.

Agência Brasil

Compesa oferta curso para formar mulheres encanadoras, com vagas até sexta (30) em Araripina

O curso gratuito de encanadora está com inscrições abertas até sexta-feira (30) em Araripina, no Sertão de Pernambuco. Ofertado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a formação iniciou na segunda (26), mas ainda recebe matrículas de mulheres interessadas para compor duas turmas. As inscrições devem ser feitas exclusivamente no site do Senai.

A capacitação tem o objetivo de formar mulheres maiores de 18 anos, que residem em Araripina e já concluíram o ensino fundamental ou médio. O Curso de Encanadoras tem 160 horas de aulas teóricas e práticas. A formação será ministrada na sede do Senai, no bairro Vila Santa Maria, de segunda a sexta-feira. A conclusão do curso está prevista para outubro, com oferta de certificado.

G1 Petrolina

Governo publica decreto com regras para alistamento militar feminino

O governo federal estabeleceu regras para o alistamento militar feminino. Em decreto publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (28), ficou definido que o serviço militar inicial feminino será para mulheres que se apresentem, voluntariamente, para o recrutamento, que abrange as seguintes etapas: alistamento, seleção e incorporação.

Atualmente, as Forças Armadas recebem mulheres nos quadros a partir dos cursos de formação de suboficiais e de oficiais. Com o decreto, a mudança ocorre no alistamento a partir dos 18 anos, algo reservado apenas a homens — convocados ou voluntários.

O alistamento ocorrerá no período de janeiro a junho do ano em que a mulher voluntária completar 18 anos de idade. A seleção atenderá aos critérios específicos definidos pelas Forças Armadas e poderá compreender mais de uma etapa, inclusive a que trata da inspeção de saúde. Ainda segundo o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa José Múcio Monteiro Filho, as alistadas selecionadas serão incorporadas de acordo com as necessidades das Forças Armadas.

Cabe destacar que as mulheres selecionadas poderão desistir do serviço militar inicial feminino até o ato oficial de incorporação. Depois disso, o serviço se tornará de cumprimento obrigatório e a militar ficará sujeita aos direitos, aos deveres e às penalidades do posto. “A formação básica iniciará com o ato oficial de incorporação e terminará com a conclusão do curso, quando a militar atingir o nível de instrução suficiente para o exercício das funções gerais básicas”, explica o decreto.

“As mulheres voluntárias não adquirirão estabilidade no serviço militar e passarão a compor a reserva não remunerada das Forças Armadas após serem desligadas do serviço ativo”, acrescenta a publicação.

Diário de Pernambuco

Pessoa mais velha do mundo, espanhola María Branyas, morre aos 117 anos

A pessoa mais velha do mundo, a espanhola María Branyas Morera, morreu aos 117 anos, após sobreviver a guerras e pandemias, informou sua família nesta terça-feira (20). “María Branyas nos deixou”, escreveu a família na conta da idosa na rede social X. “Morreu como desejava: enquanto dormia, tranquila e sem dor”.

“Há alguns dias nos dizia: um dia irei embora. Não voltarei a provar o café, nem tomar iogurte (…) Deixarei de existir neste corpo. Um dia que desconheço, mas que está muito perto, está longa viagem terá acabado”, contou a família em sua mensagem.

“Será sempre lembrada por seus conselhos e bondade”, concluiu sua família. Na mesma conta, Branyas antecipou na segunda-feira que o momento da morte estava próximo. “Me sinto fraca. Está chegando a hora. Não chorem, não gosto de lágrimas. E, principalmente, não sofram por mim. Onde estiver, estarei feliz”, afirmou a mulher.

Branyas era a pessoa mais velha do mundo, segundo o  Grupo de Investigação Gerontológica de Estados Unidos (US Gerontology Research Group) e o livro Guinness dos recordes. Ela substitui a francesa Lucile Randon, que morreu aos 118 anos em janeiro de 2023. Após a morte de Branyas, a pessoa mais idosa é a japonesa Tomiko Itooka, que nasceu em 23 de maio de 1908 e tem 116 anos, segundo o Grupo de Investigação Gerontológica dos Estados Unidos.

Nascida em 1907

Branyas sobreviveu à pandemia de gripe de 1918 (também chamada gripe espanhola), a duas guerras mundiais, à guerra civil espanhola e a covid, que contraiu pouco depois de completar 113 anos em 2020, e da qual se recuperou totalmente em poucos dias. A mulher vivia na casa de repouso de Santa Maria del Tura, na cidade catalã de Olot, no nordeste da Espanha, há mais de 20 anos.

Ela nasceu em São Francisco em 4 de março de 1907, pouco depois que sua família catalã se mudou do México para os Estados Unidos. A família decidiu retornar à Espanha em 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, o que dificultou a viagem de navio através do Atlântico.  A travessia também foi marcada por uma tragédia: seu pai morreu de tuberculose no final da viagem e seu caixão foi jogado no mar. Branyas e sua mãe se mudaram para Barcelona.

Em 1931, cinco anos antes do início da guerra civil na Espanha, casou-se com um médico. O casal viveu junto por quatro décadas até que seu marido morreu ao 72 anos. Teve três filhos – um deles já falecido-, 11 netos e vários bisnetos. Sua filha mais nova, Rosa Moret, já octogenária, disse à televisão local catalã que a mãe “nunca foi ao hospital e nunca sofre uma fratura”.

Uma equipe da Universidade de Barcelona estudou seu DNA para tentar determinar as causas de sua longevidade. Em uma entrevista publicada em outubro de 2023 pelo jornal espanhol ABC, um dos pesquisadores, Manel Esteller, se surpreendeu com a saúde da mulher.

“Estava completamente lúcida. Lembrava nitidamente de episódios de quando tinha apenas quatro anos, e não apresentava nenhuma doença cardiovascular, habitual das pessoas de idade avançada. Seus únicos problemas eram de mobilidade e de ouvido. É inacreditável”, explicou o acadêmico de Genética.

A pessoa mais velha já registrada foi a francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos e 164 dias, e morreu em 1997.

AFP

Só 16,31% das candidaturas para prefeituras em PE são lideradas por mulheres; 115 cidades não têm chapas com liderança feminina

Das 515 candidaturas para prefeitura nos municípios pernambucanos, apenas 84 são lideradas por mulheres. Esse número representa 16,31% do total das candidaturas, segundo dados preenchidos pelas próprias campanhas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Deste total, 52,38% são mulheres brancas (veja o perfil das candidatas mais abaixo). Dos 184 municípios pernambucanos, 115 não possuem nenhuma chapa com liderança feminina. Na Região Metropolitana do Recife, metade dos municípios têm candidatas mulheres concorrendo ao Executivo municipal. São eles:
– Recife: 3 candidatas;
– Olinda: 2 candidatas;
– Jaboatão dos Guararapes: 1 candidata;
– Igarassu: 1 candidata;
– Ipojuca: 1 candidata;
– Moreno: 1 candidata;
– Paulista: 1 candidata.

Perfil das candidatas
– 40,48% das candidatas se identificam como pardas; e 7,14%, como pretas;
– Autodeclararam-se como sendo cisgênero 77,38% das candidatas, e outras 22,62% preferiram não responder;
– No Grande Recife, 80% delas se declararam heterossexuais. As outras 20% preferiram não responder;
– No quesito escolaridade, a maioria das candidatas têm ensino superior completo (77,38%). Em seguida, vêm as que têm ensino médio completo (14,29%), superior incompleto (5,95%) e ensino fundamental completo e incompleto, com 1,19% cada;
– 63,10% das candidatas têm entre 40 e 59 anos. A faixa etária de 21 a 39 anos ocupa 23,81% das candidaturas e, em seguida, a de 60 a 74 anos, com 13,10%.

G1 Pernambuco

Vítima de violência doméstica terá descontos em viagens por aplicativo

Mais uma iniciativa promete dar apoio às mulheres que sofrem violência doméstica. A Uber e o Instituto Maria da Penha firmaram parceria que prevê a oferta de códigos promocionais de desconto no aplicativo de corrida para facilitar o acesso aos serviços da rede de proteção às vítimas no Recife.

O termo de cooperação foi assinado durante o 18º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizado na semana passada no Recife. Este mês, conhecido como Agosto Lilás, é dedicado à conscientização pelo fim da violência contra as mulheres.

“A violência de gênero é um problema estrutural em nossa sociedade e a Uber entendeu que é preciso ir além do que é possível fazer no aplicativo com as ferramentas tecnológicas. A parceria com o Instituto Maria da Penha representa uma importante iniciativa nesse contexto e que se soma a diversas outras que temos orgulho de criar e apoiar”, afirmou Natália Falcón, gerente de Comunicação para Segurança e Parcerias para o Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Uber.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), 30.759 mulheres procuraram a polícia para prestar queixa de violência doméstica em Pernambuco entre janeiro e julho deste ano. Desse total, 5.682 ocorrências foram no Recife.

Os códigos promocionais com descontos nas viagens pela Uber serão disponibilizados ao Instituto Maria da Penha. “Através do Projeto ‘As Penhas’, nossa equipe atua no voluntariado promovendo assistência social, assistência jurídica e acompanhamento psicológico e, por vezes, encaminhamos as mulheres, acompanhadas por nossas técnicas, para órgãos como centro de referência, unidades de saúde e delegacia especializada. A parceria com a Uber agrega valor aos nossos serviços, melhorando a qualidade do acolhimento com celeridade, segurança e prontidão”, pontuou Regina Célia, co-fundadora e vice-presidenta do Instituto Maria da Penha.

JC

Direitos de meninas e mulheres reivindicados em Mostra Expressão da Liberdade

O grito artístico em defesa da garantia de direitos de meninas e mulheres, ecoa exatamente no Dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, na próxima terça-feira, 30 de julho, com a mostra Expressão da Liberdade. A exposição sobre os direitos de meninas e mulheres será aberta de forma simultânea, às14h, no Museu da Abolição, no Recife e na Estação London Bridge do metrô de Londres.

A mostra pelos direitos de meninas e mulheres reúne 20 telas produzidas por 66 jovens em situação de vulnerabilidade social. Além da ação em Londres, haverá, ainda, um intercâmbio com iniciativa semelhante desenvolvida em Bangladesh. Promovida pelo Freedom Fund (uma organização internacional dedicada a combater todas as formas de escravidão moderna), em parceria com a Casa Menina Mulher, o Centro das Mulheres do Cabo, o Coletivo Mulher Vida e o Instituto Aliança.

A assessora de Programas do Freedom Fund e coordenadora da exposição, Cecília Cuentro, alerta para a gravidade das violências. “Por meio da arte, queremos chamar a atenção para graves violações que ainda persistem em nossa sociedade e são invisibilizadas, não só no Brasil, mas no mundo. A situação de exploração sexual comercial de crianças e adolescentes têm muito em comum seja na periferia do Recife, seja em locais que enfrentam as mesmas desigualdades socioeconômicas, como as cidades de Bangladesh”,

Na abertura da mostra no Museu da Abolição também será possível assistir a uma exibição das telas produzidas pelas meninas do país asiático. “Conectar essas duas geografias e esses dois projetos, dando visibilidade a eles também na Inglaterra, é nossa forma de esperançar coletivamente. Cada obra é uma expressão de resiliência e afirmação de identidade, que transforma vivências em arte, ressignificando violências e reivindicando a liberdade em suas mais diversas expressões”, acrescenta Cecília.

O acesso à exposição é gratuito e segue até o dia 30 de agosto, de segunda a sexta, das 9h às 17h, e sábados, das 13h às 17h. Coordenadora local do Projeto Com.Direitos pelo Instituto Aliança, Akueline Padilha destaca a relevância da iniciativa:

“O projeto proporciona uma formação de quatro meses, focada no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, planejamento de vida e preparação para o mercado de trabalho. Nosso objetivo é oferecer oportunidade de um futuro mais promissor, retirando-as de situações de risco e violação de direitos e fortalecendo-as para que possam ter uma vida segura e digna”.

O Programa Com.Direitos apoia nove organizações que atuam na linha de frente no combate à exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. São elas: Instituto Aliança, Coletivo Mulher Vida, Casa Menina Mulher, Grupo ruas e praças, Grupo Adolescer, Unicap, Childhood, Fundação Roberto Marinho e Centro das Mulheres do Cabo.

Folha de Pernambuco

Como empreendedora mulher tem Menos apoio do cônjuge e precisa conviver com o preconceito de gênero

Ficou pronta a pesquisa “Empreendedorismo Feminino”, do Sebrae, abordando a questão das mulheres como empresárias onde ficou claro que quando decidem abrir a própria empresa e as que já se dedicam ao empreendedorismo recebem apoio de 61% dos seus cônjuges, enquanto, entre os homens, esse dado salta para 68%.

O levantamento divulgado também indica que é mais frequente para os homens receberem apoio de clientes e fornecedores (43%). Entretanto, no grupo feminino, esse índice cai para 34%. O mesmo estudo mostra ainda que 42% das empreendedoras brasileiras já presenciaram situações de preconceito contra outra mulher dona de negócio e que um quarto (25%) das empresárias já sofreu na própria pele atitudes discriminatórias de gênero.

Rede de apoio

Para além de dados sobre a rede de apoio da mulher empreendedora no Brasil, o estudo traça um mapa de características socioemocionais que afetam consideravelmente o desempenho feminino à frente de um negócio. Uma delas trata da segurança e autoconfiança: homens chegaram a um percentual de 85% nesse quesito, enquanto as mulheres não ultrapassaram os 70%. Eles também têm mais facilidade para definir metas e para transformar projetos em realidade quando comparado às empresárias – 72% contra 61%.

Caminho a percorrer

Para a diretora de Administração e Finanças do Sebrae, Margarete Coelho, o estudo sinaliza que ainda há um longo caminho a percorrer para resgatar a autoconfiança da mulher, que muitas vezes têm de lidar com diversas jornadas para dar conta dos afazeres domésticos e cuidados com os filhos e demais familiares. Para ela “o Brasil precisa desenvolver políticas públicas que permitam às donas de negócios condições iguais para competir no mercado e resgatar a sua autoestima. Quando uma mulher é dona do seu dinheiro, ela é dona também da sua vida, das suas escolhas.

Mulheres liderando

Curiosamente, de acordo com outro levantamento também do Sebrae, com base em dados do IBGE, em todo o país existem 10,34 milhões de mulheres liderando negócios, o que representa 34,4% dos empreendedores brasileiros. No recorte de Pernambuco, a proporção de mulheres em relação ao total de empreendedores é de 30% (376 mil empreendedoras no estado), a maior parte delas de microempreendedores individuais (MEIs) ou à frente de Pequenas e Médias Empresas (MPEs).

Equilibrar vida caseira

O Sebrae ainda analisou o fato de a mulher ter que equilibrar a vida caseira com a de empreendedora. Esse é o fato que mais apresenta desafios para as mulheres. Por mais que estejam em crescimento no âmbito profissional, a exigência externa sempre parte do princípio de que cuidar dos afazeres domésticos e de outros assuntos, como a educação e o cuidado dos filhos, seja única e exclusivamente tarefa feminina. No mercado, 70% das mulheres que cuidam de algum negócio estão na linha de frente, também, das necessidades da casa. E ao menos 53% classificam essa obrigação como algo de dificuldade moderada ou alta.

Obrigações em casa

Apesar disso, a visão geral permanece no entendimento de que a rotina de empreendedora da mulher não retira em nada suas obrigações em casa. No caso das empreendedoras casadas com homens, a pesquisa mostra que são obrigadas, ainda, a não ver a mesma rigidez com elas, independente da carreira de ambos.

Mas elas estão avançando. A Pesquisa Panorama Mulheres 2023, feita pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e pelo Talenses Group, o papel de mulheres nas presidências ou em outras posições de alta liderança dentro das empresas brasileiras saltou de 13% para 17% entre 2019 e 2022.

JC Online

Patrulha Maria da Penha completa cinco anos com mais de 11 mil ações voltadas às mulheres vítimas de violência em Petrolina

No mês internacional de luta por direitos das mulheres, a Patrulha Maria da Penha (GPAM), da Prefeitura de Petrolina, completa cinco anos de atuação, dedicado a segurança e proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Criada em março de 2019, o serviço da Patrulha especializada da Guarda Civil é referência no atendimento e acolhimento às vítimas.

A Patrulha da Mulher atua 24 horas por dia, fiscalizando medidas protetivas, atendendo ocorrências via 153 e apoiando a Delegacia da Mulher (DEAM). Ao longo desses anos, foram realizados 11.334 acompanhamentos e fiscalizações de medidas protetivas de urgência e 666 atendimentos e chamados de emergências.

A equipe proporciona atendimento especializado, incluindo acompanhamento de vítimas, retirada de pertences, afastamento do lar e intimações. O órgão reforça que a mulher que estiver passando por alguma situação de violência, pode procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que está funcionando 24h, ou registrar a denúncia pela central de atendimento da Guarda Civil Municipal, através do telefone 153.

G1 Petrolina

Lions Clube oferta serviços gratuitos de saúde para mulheres neste sábado, em Petrolina

Ainda em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Lions Clube realiza uma ação social neste sábado (9), em Petrolina. Ao todo, serão ofertados 50 exames preventivos gratuitos, além de orientações sobre diabetes e testes de acuidade visual. Os atendimentos serão realizados por ordem de chegada.

Além dos serviços gratuitos de saúde, também será servido um café para as participantes. As interessadas devem comparecer na sede da instituição, que fica localizada na Avenida da Integração, no bairro Dom Malan.

G1 Petrolina

Mulher é morta a tiros dentro de casa no Jatobá, em Petrolina

Uma mulher de idade ainda desconhecida foi morta a tiros nessa sexta-feira (23), no bairro Jatobá, próximo a Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina. De acordo com a Polícia Civil (PC) a vítima estava sentada, no terraço de sua residência, quando foi surpreendida por um homem desconhecido que efetuou disparos de arma de fogo e fugiu. A mulher foi a óbito no local.

As investigações foram iniciadas pela Delegacia de Homicídios para que todos os detalhes dos fatos sejam esclarecidos.

G1 Petrolina

Prefeitura de Petrolina assina termo de adesão para construção da Casa da Mulher Brasileira

Em cerimônia realizada em Recife nessa sexta-feira (23), a prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, assinou o termo de adesão junto ao Governo Federal e do Estado para a implantação da Casa da Mulher Brasileira.

A Casa da Mulher Brasileira é um importante equipamento de enfrentamento à violência contra a mulher, que vai permitir a ampliação do serviço de proteção e acolhimento da mulher petrolinense. Irá oferecer às assistidas, apoio psicossocial através de uma equipe multidisciplinar que prestará atendimento continuado, promovendo resgate da autoestima, autonomia e cidadania.

De acordo com o termo de cooperação técnica, o Município irá receber do Governo Federal o valor de R$ 7,5 milhões para a construção do equipamento e mais R$ 2,5 milhões para custeio. A previsão de entrega é para 2025. Em Pernambuco, apenas três cidades foram contempladas com o equipamento: Petrolina, Recife e Caruaru.

Casa da Mulher Brasileira:

A Casa da Mulher Brasileira é uma inovação no atendimento humanizado às mulheres.  Que irá integrar no mesmo espaço serviços de enfrentamento à violência contra a mulher oferecidos tanto pelo Município quanto pelo Estado, proporcionando um atendimento integral e ágil.

Irislane Pacheco/Ascom Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

 

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