Morre Raimundo Pereira, ícone do jornalismo que desafiou a ditadura

Morreu neste sábado (02), aos 85 anos, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira. Referência histórica na luta pela democracia, Raimundo faleceu no Rio de Janeiro, cidade onde residia com suas filhas. A causa da morte não foi divulgada oficialmente até o momento.

Trajetória de Raimundo Pereira: a voz da imprensa alternativa- Nascido em Exu, Pernambuco, Raimundo não foi apenas um espectador da história, mas um de seus narradores mais corajosos. Sua trajetória é marcada pela fundação de veículos que se tornaram trincheiras contra o autoritarismo no Brasil. Em 1975, Raimundo fundou o jornal Movimento, um dos principais expoentes da imprensa alternativa. Diferente das grandes corporações da época, o veículo era mantido por um coletivo de jornalistas e intelectuais, enfrentando de forma direta a censura prévia do regime militar.

Passagem por grandes redações –  Antes de se dedicar à imprensa independente, Raimundo deixou sua marca em veículos de grande circulação: Revista Veja: integrou a equipe fundadora e participou do dossiê histórico que denunciou a tortura no Brasil em 1969; Realidade e opinião: atuou como editor e repórter, sempre priorizando temas sociais e políticos.; Editora Manifesto: fundada por ele em 1997, focada na publicação de obras de análise política e histórica.

Perseguição política e formação – Curiosamente, a carreira jornalística de Raimundo começou de forma inesperada. Aluno do prestigiado ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), ele foi expulso em 1964 por motivações políticas e por sua atuação em um jornal estudantil. Chegou a ser preso pela ditadura, experiência que moldou seu compromisso inabalável com a liberdade de expressão.

“Raimundo foi um guerreiro que nunca abriu mão de seus princípios, mesmo nos momentos mais sombrios do país”, declarou a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em nota oficial.

A Tarde

 

Morte de equipe da Band expõe precarização do jornalismo, diz Fenaj

A morte de dois profissionais da imprensa em Minas Gerais acendeu um alerta importante sobre a realidade do jornalismo no Brasil. Um cinegrafista e uma repórter da Band morreram após um acidente de carro na BR-381, na região metropolitana de Belo Horizonte, enquanto retornavam de uma pauta.

O cinegrafista, Rodrigo Lapa, morreu no local. Já a repórter Alice Ribeiro teve morte cerebral confirmada no dia seguinte. Ela deixa um bebê de apenas 9 meses.

Um ponto que chamou atenção das entidades da categoria é que o próprio cinegrafista estava dirigindo o veículo no momento do acidente, o que, segundo especialistas, caracteriza acúmulo de função.

Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais lamentaram profundamente a tragédia, mas também fizeram um alerta: o caso evidencia a precarização do trabalho no jornalismo, com equipes reduzidas e profissionais acumulando várias funções.

As entidades pedem investigação do Ministério Público do Trabalho para apurar as condições de trabalho nas empresas de comunicação e cobram mais segurança para os profissionais.

A emissora ainda não se pronunciou sobre o caso.

Morre Raimundo Marinho, jornalista e vice-presidente da ABI

A imprensa baiana amanheceu de luto neste sábado, 21, com a morte do jornalista, advogado e escritor Raimundo Marinho. Natural de Livramento de Nossa Senhora, no Sertão Produtivo, Marinho ocupava o cargo de 1º vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e era uma das figuras mais respeitadas da comunicação regional.

Trajetória
A trajetória profissional teve início em 1976. Na capital, Marinho consolidou-se como uma peça-chave no jornal A TARDE, onde atuou como repórter, redator e editor, além de ter chefiado a Assessoria de Comunicação do antigo Baneb.Em 2005, reafirmou o compromisso com as raízes ao fundar o Mandacaru da Serra, o primeiro portal de notícias de Livramento, tornando-se uma referência de informação para o interior do estado.

Atuação na ABI-BA
Na Associação Bahiana de Imprensa, Marinho teve uma presença longeva e ativa, integrando a diretoria desde a gestão de Samuel Celestino. A contribuição para a entidade foi destacada pela atual presidente, Suely Temporal: “Marinho contribuiu durante muitos anos com a ABI, tanto como associado quanto como integrante da diretoria. Ele fará imensa falta para nós, seus colegas e amigos”, afirmou Temporal, ressaltando a importância do jornalista para a preservação da história da instituição.

Além do jornalismo e do Direito – área na qual era pós-graduado em Ciências Criminais, Marinho deixou uma vasta herança literária. Entre as obras publicadas, destacam-se títulos que variam da análise técnica ao registro histórico e espiritual:

Livramento é de Nossa Senhora;
Trajetória (coletânea de reportagens sobre sua terra natal);
A Vítima e o Princípio da Celeridade Processual;
Hora do Ângelus, Pensares para Rezar.

Ainda não há confirmação sobre horário do velório, sepultamento ou cremação.

A Tarde

Jornalista da Jovem Pan News, André Miceli morre aos 46 anos

O jornalista, apresentador e empresário André Miceli morreu na noite da sexta-feira (16), aos 46 anos. A informação foi confirmada pela Jovem Pan News e por instituições com as quais ele mantinha vínculo profissional. Miceli enfrentava um câncer de pâncreas, doença sobre a qual manteve discrição enquanto seguia em atividade. Miceli também era CEO e editor-chefe da MIT Technology Review Brasil e atuava como professor e coordenador acadêmico dos cursos de Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Homenagens

Em nota, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) lamentou a morte de Miceli e destacou sua contribuição para o ensino e a pesquisa no Brasil, além de se solidarizar com familiares, amigos, colegas e alunos. A MIT Technology Review Brasil também comunicou oficialmente o falecimento e destacou sua influência no setor de tecnologia.

Colegas do jornalismo, do meio acadêmico e do setor de tecnologia também publicaram homenagens nas redes. Uma delas foi feita pelo diretor da Jovem Pan News, Carlos Aros. “Meu amigo, obrigado por tudo”, escreveu. O velório será realizado neste domingo, 18, no Cemitério Jardim da Saudade Sulacap, no Rio de Janeiro.

Estadão Conteúdo

Jornalista lança fotolivro sobre a relação das mulheres com o Rio São Francisco

Memória, trabalho, cultura e resistência através das histórias de mulheres com o Rio São Francisco, é o que propõe o jornalista e fotógrafo Caio Alves, que lançou um fotolivro sobre a relação de mulheres com o rio, em Petrolina. O autor escolheu 03 mulheres para representar a presença e o protagonismo feminino às margens do rio.

O fotolivro digital ‘Mulheres do (Velho Chico) Opará: conexões e histórias’, reúne fotografia, colagem e depoimentos de três mulheres que mantêm uma relação afetiva e cotidiana com o rio. Nele, o jornalista apresenta as histórias de Aline Alcântara, Alinne Café e Martha Nunes (Sannuma), propondo mostrar suas vivências conectadas ao rio através do ativismo, do cotidiano e de saberes ancestrais.

Um dos eixos conceituais do projeto é a escolha simbólica de riscar o nome ‘Velho Chico’ e resgatar ‘Opará’, denominação de origem indígena e feminina, atribuída ao rio antes do processo de colonização. Para Caio, esse gesto vai além da estética. “O rio já existia e já tinha nome antes da colonização. Trazer o Opará de volta é um ato de memória, de respeito aos saberes originários e de valorização de histórias que foram, ao longo do tempo, silenciadas”, destaca.

O fotolivro pode ser acessado e baixado gratuitamente através deste link (clique aqui).

Conheça o jornalista e fotógrafo

Caio Alves é natural de Juazeiro e reside em Petrolina há dez anos. Sua produção transita entre o documental e a criação artística, com foco em identidades, territórios e narrativas do sertão e do Vale do São Francisco. O projeto ‘Mulheres do Opará: conexões e histórias’ foi realizado com incentivo do Edital nº 005/2024 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), em Petrolina.

G1 Petrolina

Morre o jornalista Otávio Toscano, chefe de comunicação da Polícia Militar de Pernambuco

O jornalista Otávio Toscano, chefe de comunicação da Polícia Militar de Pernambuco e ex-editor da Primeira Página do Diario de Pernambuco, morreu na tarde deste sábado (6). Ele estava internado há cerca de um mês no Hospital São Marcos, no Recife, onde tratava um câncer.

Toscano atuava há nove anos no núcleo de jornalismo da 5ª Seção da PM e foi considerado um profissional exemplar e querido, segundo nota divulgada pela corporação. Antes, trabalhou por mais de duas décadas no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, chefiou o Centro Integrado de Comunicação da Secretaria de Defesa Social e foi correspondente esportivo em diversas Copas do Mundo, construindo uma carreira marcada pela dedicação ao jornalismo.

O velório será neste domingo (7), a partir das 11h, no Memorial Guararapes, em Jaboatão, onde também ocorrerá a cremação, às 17h.

Diario de Pernambuco

Ataque a hospital em Gaza mata 20 pessoas incluindo cinco jornalistas

Um ataque israelense em larga escala contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, causou a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para meios de comunicação das agências de notícias internacionais Reuters e Associated Press (AP) e para as emissoras Al Jazeera, do Catar, e NBC, dos EUA, segundo relataram as respectivas mídias.

O repórter fotográfico Hussam al-Masri, um dos jornalistas mortos nos ataques segundo as mesmas fontes, trabalhava para a Reuters. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado pela mesma empresa, ficou ferido, de acordo também com a agência de noticias. Outra vítima mortal foi Mariam Dagga atuava como freelancer para a AP desde o início da guerra, assim como para outros veículos de comunicação social. É uma das vítimas mortais.

A Al Jazeera confirmou também que o seu jornalista Mohammed Salam está entre os mortos na ofensiva ao hospital Nasser. Segundo a AP, a outra vítima mortal é Muath Abu Taha, que trabalhava para o canal norte-americano NBC.

O exército de Israel confirmou ter realizado um ataque na área do hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, e que o Chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação. “A FDI lamenta qualquer dano a civis não envolvidos e não tem como alvo jornalistas. A FDI atua para reduzir ao máximo os danos a civis não envolvidos, mantendo a segurança das tropas da FDI”, diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel.

Os ataques ocorreram uma semana após outros cinco pacientes no mesmo hospital, localizado na região de Khan Younis terem morrido depois de uma operação israelense ter provocado a perda de energia na unidade, comunicou as autoridades médicas locais, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou de profundamente alarmante. “O Complexo Médico Nasser estava sem eletricidade, água, alimentos e aquecimento, após a ofensiva lançada no dia 15 de agosto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou também na detenção de várias pessoas”, diz a nota.

Além disso, testemunhas citadas pela agência Reuters, reportaram que aviões e tanques israelenses bombardearam os subúrbios da Cidade de Gaza durante a madrugada deste domingo, destruindo vários prédios e casas. Enquanto isso, um grupo de 27 países exigiu que o governo de Tel Aviv permita o acesso imediato de jornalistas estrangeiros independentes à Faixa de Gaza e ainda que os profissionais que estão na região sejam protegidos. “Os jornalistas e os profissionais de comunicação social desempenham um papel vital para lançar luz sobre a realidade devastadora da guerra”, afirmam os 27 signatários, entre os quais Reino Unido, Alemanha e França, no documento divulgado pela diplomacia britânica.

Os países que assinaram o documento integram a Coligação para a Liberdade da Mídia, uma parceria global com a participação de 51 membros de todos os continentes. Israel não integra a coligação. “Condenamos também veementemente toda a violência dirigida contra jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social, especialmente o número extremamente elevado de mortes, prisões e detenções”, aponta o texto. No apelo, o grupo de países, além disso, destaca a catástrofe humanitária em curso em Gaza e assinala a sua oposição a todas as tentativas de restringir a liberdade de imprensa e de bloquear a entrada de jornalistas durante os conflitos.

“Atacar deliberadamente jornalistas é inaceitável e ofende o Direito Internacional. Apelamos para que todos os ataques contra profissionais dos meios de comunicação social sejam investigados e que os responsáveis sejam processados, em conformidade com a legislação nacional e internacional”, enfatizam os países da Coligação para a Liberdade da Mídia, que pedem igualmente às autoridades israelenses que garantam que os profissionais em Gaza, mas também em Israel e nos territórios palestinos ocupados, possam realizar o seu trabalho com liberdade e segurança.

No final do texto, o grupo reitera ainda a necessidade de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e acesso irrestrito de ajuda humanitária ao território, além de um caminho para uma solução de dois Estados, e para a paz e a segurança a longo prazo.Recentemente mais de uma centena de jornalistas, repórteres de guerra e fotojornalistas internacionais assinaram uma petição para exigir o acesso imediato da imprensa estrangeira ao enclave palestino. A petição pode ser assinada através da página “Freedom to Report” na rede social X ou no site freedomtoreport.org. A petição faz parte de um movimento global cada vez mais forte que conta com o apoio de organizações como a Associação de Jornalistas Europeus ou dos Repórteres Sem Fronteiras.

Os jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza por causa das restrições de Israel, que alega questões de segurança, mas os funcionários de organizações humanitárias ou alguns líderes religiosos já tiveram autorização para ingressar no enclave palestino. Já a agência internacional de notícias France-Presse (AFP) afirmou que os seus colaboradores freelancers a partir de Gaza também correm o risco iminente de morrer de fome no enclave, uma condição inédita desde a sua fundação há 81 anos. Enquanto a publicação alemã Der Spiegel diz que depende de repórteres na Faixa de Gaza para sua cobertura da guerra, e relatou que uma delas é Ghada Alkurd, que tem trabalhado incansavelmente desde o começo da guerra, mas agora ela e sua família enfrentam a fome.

Diario de Pernambuco

Morre a jornalista Sylvia Távora, ex-apresentadora da Rede Globo

Faleceu nesta sexta-feira (23), vítima de um tumor cerebral, a jornalista Sylvia Távora, de 54 anos. A profissional já trabalhou na Rede Globo, apresentando o Bom Dia Pernambuco. Ela será velada e cremada no cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Sylvia foi diagnosticada com um tumor primário do cérebro em 18 de julho. Foi operada quatro dias depois, removendo cerca de 90% da lesão. Por conta da localização do tumor, o restante seria tratado com quimio e radioterapia.

O tumor, porém, evoluiu para uma glioblastoma multiforme. Sylvia estava internada no Hospital Português há 15 dias por conta do agravamento do quadro neurológico.

Recentemente, Sylvia estava trabalhando no ramo de joias artesanais e roupas sustentáveis, divulgando sua coleção na Fenearte.

Folha PE

Morre, no Rio de Janeiro, o jornalista Sérgio Cabral, pai do ex-governador

O escritor e jornalista Sérgio Cabral morreu neste domingo (14) aos 87 anos. Devido à sua saúde fragilizada, ele estava internado em um hospital do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo seu filho, o ex-governador fluminense Sérgio Cabral Filho, que compartilhou um vídeo nas redes sociais.

“Ele resistiu por 3 meses. Peço que orem por ele, pela alma dele. Por tudo o que ele fez no Rio de Janeiro e no Brasil. Pela música e pelo futebol, pela família linda que ele construiu”, disse. O velório acontecerá nesta segunda-feira, na sede náutica do Vasco, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. A cerimônia será de 8h às 12h, segundo a família. Carioca nascido no bairro de Cascadura, na zona norte da cidade, Sérgio Cabral tinha duas paixões notórias: o Vasco e a música popular brasileira. Ambos se tornaram temas de pesquisas que resultaram em diversos livros.

Entre eles, as biografias de Tom Jobim, Pixinguinha, Nara Leão e Eliseth Cardoso. Em 1998, foi o responsável pelo Livro Oficial do Centenário do Club de Regatas Vasco da Gama.

Sua carreira no jornalismo começou aos 20 anos de idade no Diário da Noite. Trabalhou como repórter, redator, cronista, editor e comentarista de esportes e de música. Passou por diferentes veículos impressos e por emissoras de televisão. Integrou também a equipe de O Pasquim, jornal alinhado à resistência à ditadura militar, chegando a ser preso por isso.

Na política, exerceu três mandatos como vereador do Rio, entre 1983 e 1993. Na década de 1980, ocupou também o cargo de Secretário Municipal de Esportes e Lazer. Foi ainda conselheiro do Tribunal de Contas do Município entre 1993 e 2007, quando se aposentou.

Sérgio Cabral possui ainda trabalhos como compositor. Entre as letras que fizeram mais sucesso está Os Meninos da Mangueira, parceria com Rildo Hora.

Agência Brasil

Entidades reagem a monitoramento ilegal de jornalistas durante governo Bolsonaro; ação da Abin foi ataque ostensivo à liberdade de imprensa, diz Fenaj

O monitoramento ilegal de jornalistas por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro é considerado um ato de violência e uma tentativa de violar o trabalho dessa categoria. A avaliação é de entidades representativas de profissionais da imprensa.

Investigação da Polícia Federal (PF) revela que agentes lotados na Abin utilizaram ferramentas de espionagem adquiridas pelo órgão para monitorar os movimentos de autoridades do Judiciário, do Legislativo e da Receita Federal, além de personalidades públicas, como jornalistas. Os atos irregulares teriam ocorrido durante o governo de Jair Bolsonaro.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) considera que as atividades da chamada Abin Paralela foram ilegais e criminosas e um ostensivo ataque à liberdade de imprensa.

“A utilização de maneira ilegal e abusiva de serviços de espionagem foi uma tentativa explícita do governo Bolsonaro de violar o livre exercício do Jornalismo e o sigilo da fonte. Já havíamos denunciado essa situação em janeiro deste ano, quando da realização da Operação Vigilância Aproximada. Tanto que solicitamos na justiça o acesso à lista de espionados à época, mas não obtivemos informações porque o processo estava sob sigilo”, diz a entidade, em nota.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também repudia os atos cometidos pela chamada Abin Paralela, sob o comando do delegado da PF Alexandre Ramagem, atual deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro.

“A Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da ABI (CDLIDH) repudia o uso de software de propriedade federal para espionar e monitorar a atividade profissional de jornalistas e agências de checagem. A CDLIDH repudia esse comportamento inaceitável, que representa total afronta à privacidade dos profissionais e organizações e um atentado ao Estado Democrático de Direito”, diz a entidade, em nota enviada à Agência Brasil.

Em fevereiro deste ano, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), juntamente com a ABI e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para a divulgação dos nomes dos jornalistas que foram espionados ilegalmente pela Abin Paralela. Segundo o SJSP, o embasamento jurídico do pedido das entidades foi relacionado à questão do direito constitucional ao sigilo à fonte no exercício jornalístico, bem como o direito à privacidade de todo cidadão brasileiro.

“Ao tomar conhecimento da investigação que escancarou a história de uma ‘Abin Paralela’ a serviço do governo Bolsonaro para espionar ilegalmente opositores, políticos e jornalistas, se entendeu que é fundamental que essa história seja esclarecida”, disse no pedido o presidente do Sindicato, Thiago Tanji.

Surpresa

Segundo a PF, os jornalistas monitorados foram Mônica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista. Em entrevista ao canal Band News, Mônica Bergamo disse que foi uma surpresa descobrir seu nome entre os monitorados.

“É abjeto ter um aparelho de Estado monitorando pessoas que eles imaginam que podem, de alguma forma, minar o seu governo. É uma sensação muito estranha”, disse a jornalista. Ela lembrou que, além do monitoramento de suas conversas, houve uma tentativa de difamação, com a ideia de fazer uma conexão da profissional com Adélio Bispo, responsável pelo atentado ao então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, em 2018.

Agência Brasil

Às vésperas de possível extradição, Lula pede liberdade de Assange

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir neste domingo (19) a libertação do jornalista Julian Assange, preso no Reino Unido e acusado de espionagem pelos Estados Unidos da América (EUA). O fundador do site WikiLeaks aguarda a decisão do Supremo Tribunal de Londres nesta segunda-feira (20) que pode extraditá-lo para os EUA.

Lula afirmou que o jornalista deveria ter sido premiado por revelar “segredos dos poderosos” ao invés de estar preso: “espero que a perseguição contra Assange termine e ele volte a ter a liberdade que merece o mais rápido possível.”

Acusação
Assange enfrenta 18 acusações baseadas na Lei de Espionagem dos EUA. Se condenado, pode pegar até 175 anos de prisão. Ele é acusado por ter revelado 250 mil documentos militares e diplomáticos confidenciais que revelaram crimes de guerra e abusos de direitos humanos ocorridos nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

As autoridades estadunidenses querem condenar Assange argumentando que suas ações no WikiLeaks prejudicaram a segurança nacional dos EUA, colocando em perigo a vida de agentes norte-americanos, segundo a Reuters. A possível extradição do jornalista é criticada por organizações de jornalistas e entidades de direitos humanos.

“As acusações com motivação política representam um ataque sem precedentes à liberdade de imprensa e ao direito do público à informação – procurando criminalizar a atividade jornalística básica”, afirma a campanha FreeAssange, liderada pela esposa do jornalista, Stella Assange.

Repercussão
A organização de direitos humanos Anistia Internacional considera que a extradição do jornalista é um “devastador” ataque à liberdade de imprensa. “A publicação de conteúdos do interesse público é uma pedra angular da liberdade dos meios de comunicação social. Extraditar Julian Assange para que enfrente alegações de espionagem por publicar informação classificada estabeleceria um precedente perigoso e deixaria muitos jornalistas apreensivos e inseguros em todo o mundo”, disse Agnés Callamard, secretária-geral da Anistia.

A extradição também foi criticada pelo ex-relator especial das Nações Unidas sobre Tortura, Nils Melzer, que chegou a pedir aos EUA que abra mão das denúncias contra Assange. “O caso é um enorme escândalo e representa o fracasso do Estado de direito ocidental. Se Julian Assange for condenado, será uma sentença de morte para a liberdade de imprensa”, afirmou o especialista em direitos humanos.

Agência Brasil

Governo israelense ordena o fechamento dos escritórios da Al Jazeera no país

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (5) que seu governo votou unanimemente pelo fechamento dos escritórios locais da estação de televisão Al Jazeera, de propriedade do Catar. Netanyahu anunciou a decisão no X (antigo Twitter), embora inicialmente não houvesse detalhes claros sobre as consequências da decisão para o canal, quando ela entraria em vigor ou se o fechamento seria permanente ou temporário.

A decisão agravou a disputa de longa data entre Israel e a Al Jazeera. Ela também ameaçou aumentar as tensões com o Catar, que é proprietário do canal, em um momento em que o governo de Doha está desempenhando um papel fundamental nos esforços de mediação para acabar com a guerra em Gaza. Há muito tempo Israel tem uma relação difícil com a Al Jazeera, que acusa de cobertura tendenciosa contra si.

A Al Jazeera é um dos poucos meios de comunicação internacionais que permaneceram em Gaza durante a guerra, transmitindo imagens sangrentas de bombardeios e hospitais invadidos, e acusou Israel de cometer massacres no território. Israel acusa a Al Jazeera de colaborar com o Hamas.

A Al Jazeera, que é financiada pelo governo do Catar, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Seu canal de língua árabe recebeu a notícia, enquanto seu canal de língua inglesa ainda estava transmitindo ao vivo de Jerusalém Oriental alguns minutos após o anúncio de Netanyahu.

Embora o canal em inglês da Al Jazeera geralmente tenha uma programação semelhante à de outras grandes emissoras, seu canal em árabe frequentemente transmite declarações em vídeo do Hamas e de outros grupos armados da região. Ele também foi muito criticado pelos Estados Unidos durante a ocupação americana do Iraque após a invasão de 2003 que derrubou o ditador Saddam Hussein. Não ficou claro como Israel implementaria sua decisão.

Estadão

Jornalista Rosália Lima morre no Recife, aos 68 anos

A jornalista Rosália Lima, de 68 anos, morreu, neste sábado (4), no Recife. Ela estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, na Zona Sul. A causa da morte foi infecção generalizada. Segundo informações de amigos e parentes, o velório e o enterro serão realizados no Cemitério de Santo Amaro, na área central da cidade, na manhã de domingo (5).

Rosália Lima estava enfrentando problemas de saúde. Havia sido diagnosticada com câncer. Ela estava aguardando uma definição dos médicos para saber se seria submetida a uma cirurgia no dia 10 deste mês.  Na noite de sexta (3), passou mal e foi levada  para a UPA., onde aconteceu o óbito. A jornalista atuou no Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio e nas assessorias de comunicação do Governo de Pernambuco, na gestão de Jarbas Vasconcelos (MDB), e do próprio partido.

Diário de Pernambuco

Internado para exames, Renato Machado diz que está bem: ”Tudo sob controle”

Renato Machado, jornalista conhecido por seu trabalho na Globo, emissora que deixou em 2021, está internado para fazer exames em um hospital do Rio de Janeiro neste fim de semana. Segundo comunicado, está “bem” e “tudo sob controle”.

“Aos amigos e familiares, venho comunicar que sim, estou internado, mas estou bem! Estou no hospital, mas apenas passando por exames. Está tudo sob controle e, assim que possível, volto aqui para dar notícias!”, consta em anúncio publicado em seu Instagram. Monica Morel, mulher de Machado, falou sobre a internação em entrevista ao Gshow: “Renato está passando por exames, está estável e super tranquilo. Vamos passar o fim de semana no hospital e devemos voltar para casa na segunda-feira”.

Desde 2009, quando passou por uma cirurgia de pontes de safena, Renato Machado tem o costume de fazer exames cardíacos periódicos para verificar sua saúde.

Aos 81 anos de idade, ele estreou o documentário Uma Semana na Provence, no Canal Sabor & Arte, na última quinta-feira (21).O Estadão buscou contato com a Clínica São Vicente, onde Renato Machado estaria internado no Rio de Janeiro, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Estadão

Repórter é atingido por garrafa de água após confusão em frente ao vestiário visitante, no Arruda

Após o apito final do Clássico da Multidões entre Santa Cruz e Sport, no estádio do Arruda, uma cena lamentável chamou a atenção de quem estava em frente ao vestiário do clube rubro-negro. A presença de um torcedor do clube da Ilha do Retiro “infiltrado” nas dependências da casa tricolor, terminou com um integrante da imprensa atingido, no rosto, por uma garrafa de água.

Tudo começou quando o Rubro-negro apareceu celebrando o resultado de igualdade conquistado pelo Leão. Na oportunidade, alguns tricolores viram a cena e passaram a ameaçar o rapaz, que chegou a ser intimidado no local. Em seguida, conforme presenciado pela reportagem, uma garrafa de água foi arremessada por um torcedor e acabou atingindo o repórter Moisés Oliveira, da Rádio Transamérica, que teve o seu rosto ferido.

Em contato com a imprensa presente, a diretoria de futebol do Sport lamentou o ocorrido. Ao mesmo tempo, Raphael Campos, membro do comitê gestor rubro-negro enfatizou que o torcedor responsável por protagonizar a confusão não estava com a delegação leonina que veio ao Arruda.

Através do assessor de comunicação, Bruno Reis, o Santa Cruz informou que após o gol de empate marcado por Felipinho, na reta final do clássico, membros da delegação rubro-negra teriam provocado a torcida tricolor, dando início a um clima de hostilidade.

Folha PE

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