A TV Globo passou a responder na Justiça a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) que questiona a forma através da qual a emissora pronuncia a palavra “recorde” em sua programação jornalística e esportiva. A iniciativa pede o pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos e a veiculação de uma retratação em rede nacional. O caso foi revelado pelo portal F5.
O autor da ação é o procurador da República Cléber Eustáquio Neves. O MPF confirmou a tramitação do processo, mas não divulgou detalhes adicionais. Ao ser procurado pelo portal F5, o procurador não se manifestou, e a emissora informou que não comenta ações em curso.
Na petição, Neves sustenta que apresentadores e repórteres da Globo estariam adotando de maneira reiterada uma pronúncia que classifica como incorreta, tratando a palavra como proparoxítona. Para ele, a repetição ao longo da programação teria potencial de influenciar o público e consolidar o que considera um erro de prosódia.
“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, afirma o procurador na petição inicial. Como parte dos argumentos, o procurador anexou registros de programas como o Jornal Nacional, o Globo Esporte e o Globo Rural. Em um dos exemplos citados, ele menciona a forma como o jornalista César Tralli pronunciou o termo durante o telejornal.
Além da indenização, o MPF-MG pede que a emissora corrija publicamente a pronúncia da palavra em seus telejornais e programas esportivos, com a concessão de liminar para que a medida seja adotada com urgência.
















A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade solicitada pela defesa de Thomas Rainer Francisco Rosa. O homem foi preso no dia 10 de junho após invadir a sede da Globo, no Rio de Janeiro e manter a repórter Marina Araújo como refém.


