Última noite de shows da ExpoRajada foi marcada por forró, romantismo e nostalgia

Petrolina iniciou seu ciclo junino em Rajada, com muita alegria, paz e bons negócios na 13ª edição da Feira de Exposições de Caprinos e Ovinos, a ExpoRajada. Como esperado, a segunda noite de shows foi marcada por uma mistura de forró, romantismo e nostalgia com as atrações da noite para comemorar os 95 anos da localidade.

Os filhos da terra, os irmãos Adãozinho de Rajada e Katin, que têm mais de 30 anos de carreira, foram a primeira atração da noite. Em seu repertório, além de canções próprias, a dupla cantou grandes sucessos do forró autêntico e muito dançante. Entre uma música e outra, como forma de incentivo, os artistas convidaram jovens talentos locais a se apresentarem com eles no palco. Katin destacou a felicidade em cantar em sua terra. “Além de ser um orgulho tocar e cantar para o povo da nossa Rajada, nessa festa linda e animada, levaremos sempre com a gente essa missão de incentivar aqueles jovens que desejam seguir carreira e fazer sucesso na música”, disse.

A segunda atração da noite foi Willy Vaqueiro, que fez a sua estreia no evento. E o que não faltou foi animação,  o artista colocou o público para cantar, dançar e “sofrer” com um estilo que mistura o ritmo da vaquejada e o brega romântico, bem como o forró e o piseiro. No final do show o artista agradeceu a receptividade do público. “Gostaria de agradecer ao convite de vir tocar em Petrolina, em Rajada, agradecer a todos vocês presentes aqui hoje e espero poder voltar mais vezes a Petrolina”, falou.

A terceira e última atração foi a banda de forró Matruz com Leite, que trouxe a nostalgia do forró do início dos anos 90 para avenida que estava lotada. Considerada a pioneira do forró eletrônico, o grupo já subiu ao palco cantando um dos seus grandes sucessos, “A Praia”, seguindo logo depois com a música “Cara Metade”. No repertório não poderiam faltar clássicos como, “Meu Vaqueiro Meu Peão” e “Saga de Um Vaqueiro”, além de outras músicas que continuam fazendo a alegria dos fãs ao longo dos 35 anos de carreira da Banda. “Uma festa muita linda e a Mastruz veio abrilhantar ainda mais. Cresci ouvindo e gosto muito do repertório, muito animado e que faz a gente dançar e cantar. Muito bom mesmo”, destacou a estudante Ana Luiza.

Ascom

“Qualquer Um é Um Zé” Tio Zé Bá lança reggae que confronta a vida editada das redes sociais e o racismo estrutural

Diretamente de Petrolina, a banda Tio Zé Bá lança neste sábado (14) o single “Qualquer Um é Um Zé”. A faixa integra o EP A Fresta e, em ritmo de reggae, articula crítica social, debate racial e propõe uma reflexão sobre a solidão produzida pela cultura digital. A canção parte de uma constatação simples: nas redes sociais, quase tudo é recorte. Postamos o que queremos mostrar, filtramos o que dói, editamos a rotina e transformamos a vida em vitrine. Estamos hiperconectados e, ainda assim, isolados. O resultado é uma existência artificial, construída por imagens e performances “uma vida quase real”, como diz um dos trechos da canção.

A crítica, no entanto, não se limita ao ambiente virtual. A música amplia o debate ao tocar em desigualdades sociais estruturais. Em um dos trechos mais contundentes, o artista afirma: “Dói ser preto, sim”. A partir daí, a canção conecta violência simbólica, exposição digital e a transformação de vidas negras em números e estatísticas. O algoritmo, nesse contexto, não é neutro, pois também reproduz hierarquias.

Para Maércio José, vocalista e compositor da banda, a música nasce de sua percepção pessoal de que a superficialidade digital não é apenas estética, mas estrutural. “A gente vive num tempo em que tudo vira vitrine: o amor, a dor, a opinião. ‘Qualquer Um é Um Zé’ fala dessa sensação de ser só mais um perfil no meio de milhões, enquanto questões reais, como o racismo e a falta de afeto, continuam atravessando nossas vidas. O reggae entrou como base porque carrega essa tradição de consciência, mas a gente quis trazer isso para o agora, para a era do algoritmo e da solidão conectada”, afirma.

“Qualquer Um é Um Zé” já está disponível nas plataformas de streaming e pode ser ouvida em: http://tratore.ffm.to/qualquerumeumze

Ascom

Terceiro dia do Carnaval de Petrolina leva folia para um público diversificado

A terceira noite do Carnaval de Petrolina 2026 começou com chuva, o que não atrapalhou a animação dos foliões. Os três polos da festa, já são consolidados por trazerem diversão para diferentes públicos, reunindo as raízes, cultura pernambucana e valorizando artistas regionais. Os foliões marcaram presença na penúltima noite da festa que já começa a deixar saudades.

No palco do Polo Colombina, localizado na praça 21 de Setembro, a noite começou com o retorno de Tio Diego e Andréia Vitória, que se apresentaram novamente após o sucesso com a criançada no dia anterior. A Orquestra Aquarela, a banda Novo Skema e a banda Swing & Samba também foram atrações da noite. O polo também recebeu bloquinhos, a exemplo do Via COHAB e o bloco Herói ou Malandro.

Para Osilene Nunes Gomes, o polo da praça da 21 de Setembro é um bom lugar para curtir com a família. “Esse é meu polo preferido porque tem idosos, crianças, jovens… e também tem axé. Estou amando a festa”, comentou a petrolinense.

Já para Marivalda Martins, o polo da 21 de Setembro é um ótimo espaço para ir com a família, mas é no polo Orla que ela se encontra. “Quando eu venho com meus netos eu gosto do Polo da 21, mas pra curtir sozinha ou com as amigas eu gosto da Orla. É meu preferido. Adoro as bandas”. No polo Pierrot, localizado na Orla, a festa ficou por conta de Mateus Torres, Pagodança, Ana Costa e Dj Tama. Uma das maiores expectativas da noite foi a do cantor Xexéu, que também embalou o público com clássicos do Timbalada.

Já o polo Arlequim, localizado no Matingueiros, trouxe o Samba de Véio da Ilha do Massangano direto para o palco do Carnaval de Petrolina 2026, celebrando a ancestralidade. Além deles, o Dj N4nd, Libório e a Combustão Espontânea e Sambayó também fizeram a folia da noite. O espaço é reconhecido por ser alternativo e reunir a juventude.

“Eu gosto muito desse polo. Ele é importante que abraça a diversidade e a juventude”, afirmou a jovem de 23 anos, Liriel Miranda.

Programação Terça-feira (17)

No Polo Colombina – Praça 21 de Setembro

Pôr do Samba
Orquestra Fernando Júnior
Natália Magno
Mauro Lima e Banda

No Polo Pierrot – Orla

Grace di Calli
Davi Pimenta e Super Banda
Tarcísio Black
Wallas Arrais
Fabiana Santiago

No Polo Arlequim- Matingueiros

Rikelmy T2
Banda Cão Sem Rumo
Dj Tama
Esquenta Hip Hop com GG e convidados
Matingueiros
Luana Alcântara Canta Pitty

Ascom

Wesley Safadão contrata Silvânia Aquino, ex-Calcinha Preta, e cria nova banda

Silvânia Aquino deixou a banda Calcinha Preta para formar dupla com Berg Rabelo – Foto: Reprodução/YouTube

Silvânia Aquino, que saiu do Calcinha Preta na última semana, está com uma nova parceria musical: ela cantará com Berg Rabelo. A notícia foi dada nessa segunda-feira, 17, por Wesley Safadão, que agenciará a dupla através da Camarote Shows.

“O mundo nos espera! Que Deus nos abençoe!”, escreveu Wesley. Nas fotos, o também cantor aparece ao lado da dupla assinando papéis. Nos comentários da publicação, fãs comemoraram a parceria musical: “Não perco um show”, disse um. “Vai estourar”, complementou outro.

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Serenata da Nossa Petrolina ganha ruas e lota Praça 21 de Setembro

Música, nostalgia e emoção marcaram a noite deste sábado (13), quando a Serenata da Nossa Petrolina tomou conta da cidade. Famílias inteiras saíram em cortejo para celebrar, em uma só voz, canções que marcaram gerações e fazem parte da identidade cultural petrolinense. O evento integrou a programação oficial dos 130 anos de Petrolina e transformou a noite em um grande encontro de memória e tradição.

O cortejo musical teve início em frente à Catedral do Sagrado Coração de Jesus e percorreu as ruas Pacífico da Luz e Joaquim Nabuco, conduzido pelos Seresteiros do Vale. Ao som de violões, sanfonas, flautas e vozes afinadas, sucessos que atravessaram décadas foram resgatados, transformando cada esquina em palco e cada calçada em plateia. Crianças no colo, jovens de mãos dadas e idosos emocionados compuseram a cena de uma Petrolina que se reconhece na música.

Na Praça 21 de Setembro, o público foi recebido com uma programação especial. Os Seresteiros do Vale abriram as apresentações com um tributo ao cantor Geraldo Azevedo, em um pot-pourri instrumental que arrancou aplausos e coros emocionados. A noite seguiu com participação dos artistas Nilton Freitas, Elisson Castro e Murilo Camargo, que também encantaram com suas vozes em performances marcantes.

A festa continuou com a energia da banda Labaredas, que levou a multidão a cantar e dançar sucessos que atravessam gerações. Para encerrar a noite, o cantor Fernando Júnior assumiu o palco e completou a celebração com um show vibrante, fechando em grande estilo uma das serenatas mais emocionantes já realizadas na cidade.

Para muitos, foi uma oportunidade de revisitar memórias. Havia quem lembrasse do primeiro amor, dos bailes da juventude ou das serenatas antigas que ecoavam pelas ruas de Petrolina. Outros, mais jovens, descobriram a força dessa tradição e se emocionaram ao ver a cidade unida em torno da música.

O prefeito Simão Durando destacou a importância cultural do evento. “É emocionante ver como a Serenata da Nossa Petrolina mobiliza toda a cidade. São gerações diferentes reunidas em uma mesma praça, cantando, sorrindo e celebrando nossa história. Essa é a essência do nosso aniversário, valorizar nossas raízes e reafirmar o orgulho de viver aqui”, afirmou.

Ascom

Forró, Pagode e Piseiro: Grandes nomes e muita emoção marcam a sexta noite do São João de Petrolina

A sexta noite do São João de Petrolina foi marcada por uma sequência de grandes shows que lotaram o pátio Ana das Carrancas. Quem abriu a programação foi Ana Costa, trazendo um repertório que mescla tradição e inovação, exaltando as raízes do forró, com muito carisma e autenticidade, conquistando o público com clássicos e uma presença de palco marcante. Em seguida, Zé Vaqueiro trouxe o romantismo e o piseiro que o consagraram nacionalmente, emocionando a plateia com seus maiores sucessos.

A noite seguiu com o grupo Menos é Mais, que trouxe o pagode para festa com uma performance cheia de interação e sucessos que fizeram o público cantar em coro. Logo em seguida, Léo Foguete, artista da casa, subiu no palco Ana das Carrancas emocionado ao lado da sua mãe e avó, por se apresentar pela primeira vez no São João de Petrolina. Com forró e suas músicas autorais, o cantor fez um show empolgante que levou o público ao delírio. A estudante, Joana de Paula Lima, destaca a importância de ver artistas locais se apresentando. “É muito especial ver um artista da nossa cidade se apresentando nessa festa tão grandiosa. Ele tem uma energia incrível, chorei junto de emoção, nossa cidade está bem representada” destaca.

O cantor Nattan manteve a energia no alto, com muito carisma e repertório animado, embalando a multidão com hits que já são trilha sonora das festas juninas. Além disso, participaram do seu show a quadrilha junina Majestade, que mostrou todo o seu talento para o público e a cantora Ivete Sangalo, que fez uma breve participação especial e cantou duas músicas, sendo elas, ‘Quando a Chuva Passar’ e ‘Macetando’. Felipe Amorim foi o responsável por encerrar mais uma noite de festa, com uma apresentação vibrante e cheia de efeitos visuais, misturando o pop, eletrônico, funk e piseiro.

Para muitos visitantes, a diversidade musical da noite foi um dos destaques. A administradora Joice Rocha, relata que a grade de atrações agrada diversos públicos diferentes. “Ver Zé Vaqueiro e Menos é Mais no mesmo palco foi emocionante. É a primeira vez que assisto o show de ambos pessoalmente e estou realizando um sonho”. Neste sábado (21), os forrozeiros poderão curtir os shows de Gustavo Lima, Xand Avião, Alok, João Gomes, Avine Vinny e Arthurzinho.

Ascom

25º edição do Concurso de Sanfoneiros está com inscrições abertas em Petrolina

Estão abertas as inscrições para o 25º Concurso de Sanfoneiros da Rural FM, em Petrolina. O evento será realizado no dia 10 de junho, às 19h, na Concha Acústica da cidade, na praça Dom Malan, no Centro.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 31 de maio, pelo WhatsApp no telefone (87) 3866-1526, ou presencialmente, na Rádio Rural FM, que fica na Rua Praça Maria Auxiliadora, nº 205, no Centro.

O evento vai contar com a participação de Raimundinho do Acordeon e banda. Os prêmios são de R$ 5 mil, R$ 4mil e R$ 3 para os três primeiros colocados.

G1 Petrolina

Confira a programação do Festival de Inverno de Garanhuns 2025

O Festival de Inverno de Garanhuns, Agreste de Pernambuco, considerado o maior evento multicultural da América Latina completa 35 anos em 2025, quando será realizado em sua 33ª edição, no período de 10 a 27 de julho. Neste ano, o evento vai reunir, mais uma vez, diversas linguagens em mais de 20 polos de cultura, entre eles a Praça Mestre Dominguinhos, que teve sua grade nacional da programação divulgada na última quarta-feira (12).

O FIG contará com uma programação totalmente gratuita, que também busca dialogar com uma proposta construtiva e de resgate da história dos melhores anos do evento. Na Praça Mestre Dominguinhos estarão presentes shows temáticos (pop, forró, rock, MPB, romântico, reggae, brega, samba, pagode, rap, hip-hop e trap e outros).

Entre as atrações que já haviam sido confirmadas estão o rapper Hungria, a dupla sertaneja Bruno e Marrone, o trio Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Elba Ramalho – com shows individuais, o cantor Dilsinho, a banda de pagode Sorriso Maroto e a cantora Joelma. A expectativa é que aproximadamente 2 milhões de pessoas circulem pela cidade durante os 18 dias de evento. Destes, 13 dias contarão com programação no Polo Mestre Dominguinhos.

Confira programação:
Quinta-feira (10):
Conde Só Brega
Priscila Senna
Tayrone

Sexta-feira (11):
Neiff
Xamã
Matuê

Sábado (12):
Zeca Baleiro
Marcelo D2 e um Punhado de Bamba
Hungria
Nação Zumbi

Domingo (13):
Dilsinho
Sorriso Maroto

Quarta (16):
Aduílio Mendes
Mano Walter
Mari Fernandez

Quinta-feira (17):
Bruno e Marrone
César Menotti e Fabiano

Sexta-feira (18):
Elba Ramalho
Alceu Valença
Geraldo Azevedo

Sábado (19):
Beto Guedes
Jorge Vercillo
Oswaldo Montenegro
Ana Carolina

Domingo (20):
Art Popular
Jorge Aragão
Mumuzinho
Quarta-feira (23):
Edu e Maraial
Ávine Vinny
Beto Barbosa
Joelma

Quinta-feira (24):
Tribo da Periferia
Maneva
Edson Gomes

Sexta-feira (25):
Kell Smith
Márcia Fellipe
Vanessa da Mata

Sábado (26):
Arnaldo Antunes
Detonautas
Toni Garrido e Cidade Negra
Iza

G1 Pernambuco

Polo Matingueiros valoriza o cenário musical independente e diversificado do Vale do São Francisco

O Carnaval é uma manifestação cultural, uma mistura de ritmos musicais, e em Petrolina isso se evidencia no Polo Bicho de Sete Cabeças, o Matingueiros, um espaço de valorização do cenário musical independente e diversificado do Vale do São Francisco. Nessa segunda-feira (03), a terceira noite de carnaval, o palco multicultural trouxe toda sua versatilidade.

Na terceira noite do Carnaval de Petrolina, os foliões que foram até o polo puderam aproveitar essa mistura de ritmos. A primeira atração a subir ao palco foi o Baque Opará, que aqueceu o público com muitas cores e batucadas, ao som vibrante do maracatu. Em seguida foi a vez do Esquenta Hip Hop agitar a folia com muita energia, dança e batalhas de rap. A animação continuou com a banda 4Nós que fez os foliões dançarem as tradicionais músicas do axé baiano, relembrando os antigos carnavais. O público ainda contou com as apresentações de Dubaia e da cantora Mandara e banda.

Uma das mais animadas foliãs, era a petrolinense Keliane Coelho de Carvalho, que estava acompanhada do marido e da filha. “Há cinco anos eu curto o Carnaval de Petrolina e gosto muito deste Polo aqui, as pessoas são mais acolhedoras, animadas e eu fico mais à vontade para dançar, além de me sentir mais segura para trazer minha família”, declarou.

O músico petrolinense Tierri Oliveira, de 25 anos, curtiu a folia ao lado de amigos. “É o espaço mais bonito e diferente do Carnaval. É o polo que eu me identifico pela diversidade do público e musical”, destacou.

O objetivo do Polo Bicho de Sete Cabeças é valorizar a cultura e os artistas locais, proporcionando ao público uma programação rica e diversificada. O Carnaval de Petrolina é uma realização da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação.

Irislane Pacheco/Ascom
Fotos: Ayrton Latapiat

Segundo dia do Festival de Verão Velho Chico tem esportes para crianças e shows musicais

O segundo dia do Festival de Verão Velho Chico, realizado neste sábado (25), atraiu atletas, torcedores, famílias e espectadores para acompanhar 13 modalidades esportivas, além dos shows musicais.

As atividades começaram às 6h, com o frescobol, seguido do aquathlon às 8h, que desafiou os participantes em uma combinação de corrida e natação. Durante o dia, o público ainda acompanhou partidas de futevôlei, futebol de areia e futsal, enquanto a travessia natatória colocou os nadadores para cruzar o Velho Chico. Os esportes radicais também cativaram quem foi prestigiar o evento.

O sábado foi o primeiro dia de competição de skate, que atraiu uma torcida vibrante, enquanto o icônico bungee jumping – com uma plataforma de quarenta metros de altura erguida por guindaste –, chamou a atenção de quem buscava adrenalina. Os corajosos que encararam o salto receberam a orientação do medalhista Serginho, oito vezes campeão da modalidade. O dia radical ainda teve salto de pêndulo para se somar às aventuras.

Para o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Targino Gondim, o Festival é mais do que um evento esportivo. “Essa é uma oportunidade única de democratizar o acesso ao esporte e à cultura, integrando pessoas de diferentes regiões do município e promovendo momentos inesquecíveis para todos”, afirmou.

E a criançada não ficou de fora: uma competição de corrida infantil agitou os pequenos competidores, todos equipados com seus kits esportivos fornecidos pela equipe do Festival – camisa, viseira e garrafinha de água. Ainda teve lugar para o grupo Nossa Nação, que levou apresentações de capoeira e maculelê, protagonizadas por capoeiristas mirins.

Nos intervalos das competições e à medida que o sol se punha e a noite chegava, a programação cultural animava o público, que foi embalado pelos ritmos da Banda Lyra, Ricardinho Rodrigues e a banda Adão Negro com seu reggae vibrante, levando mensagens positivas e muita animação para os presentes. “Queremos mostrar que nossa cidade está preparada, trazendo esporte, lazer e mais opções culturais para as famílias”, contou Targino.

O encerramento do Festival de Verão Velho Chico é neste domingo (26), com mais competições e diversas atrações culturais.

Ascom

Geraldo Azevedo celebra 80 anos de sonhos que o Brasil cantou

Poesia e música cercavam o cotidiano da família Azevedo em Jatobá, zona rural de Petrolina. Num lar humilde, mas culturalmente abastado, foram lapidados os 80 anos bem vividos que Geraldo Azevedo celebra neste sábado (11). Exímio violonista, cantor e um dos maiores embaixadores da MPB, o artista pernambucano levou a música brasileira a novos horizontes, sem jamais romper com as raízes nordestinas que alimentam sua obra. Agora, como o mais recente oitentão de sua geração, Geraldo mantém o olhar no futuro, movido pela mesma energia que o consagrou como uma referência nacional.

Essa força tem raízes na sabedoria de sua mãe, Nenzinha, que o ensinou, ainda cedo, como a sua voz era capaz de transformar vidas — começando pela dele. “Lembro que ela me via como alguém sem medo. Na verdade, minha mãe me ensinava a não temer, sempre me encorajava a participar de atividades. Ela inventava apresentações, esquetes musicais e teatrais, e eu sempre estava lá, cantando”, relembra em conversa exclusiva com o Viver. Aos cinco anos, ganhou um violão confeccionado à mão por seu pai, José Amorim. “Era um instrumento mais lúdico, mas com todas as partes, incluindo o braço funcional. Foi através dele que, de forma instintiva, comecei a me familiarizar com esse universo.”


Imerso em um ambiente criativo e musical, Geraldo encontrou o terreno perfeito para se expressar e aprender. Não é por acaso que, mesmo sem uma formação acadêmica em música, foi guiado pelo seu talento natural e força de vontade nos primeiros anos. “Aprendi observando os outros tocarem e ouvindo com atenção, tentando reproduzir o som e posicionar os dedos no lugar certo no braço do violão”, descreve. Ele permaneceu autodidata até cruzar o caminho de Fernandinho, um músico de Petrolina que o acolheu como pupilo e o convidou para integrar a banda Sambossa. “Ele foi um verdadeiro mestre para mim.”

Quando se mudou para o Recife aos 13 anos, o plano era seguir a profissão de arquiteto ou engenheiro, o que se concretizou por um tempo enquanto trabalhava em grandes projetos da capital. Porém, em uma dominação gradual e irresistível, a música acabou prevalecendo. Essa conexão se cristalizou após conhecer Naná Vasconcelos, Teca Calazans e Marcelo Melo no Grupo Construção e seguir para o Rio de Janeiro. “A música me escolheu, e sou muito grato por isso. Ela se tornou não só minha paixão, mas minha profissão. Tocar e criar música me realizam profundamente, e isso é algo que levo com muito orgulho”, se declara Geraldo.

E esse orgulho, que também transbordaria no coração de Nenzinha, será celebrado com uma grande homenagem na turnê Geraldo Azevedo 80 anos ao longo de 2025 inteiro. A festa começa no dia 29 de março, em Petrolina, com um show que terá a presença de Elba Ramalho e Alceu Valença. Juntos, eles vão reviver o legado d’O Grande Encontro, um capítulo marcante do cancioneiro nacional dos anos 1990. “Esse encontro é muito simbólico. Eu, Alceu e Elba representamos algo maior, uma conexão muito forte com a musicalidade da nossa geração. Uma geração que, embora não tenha recebido um rótulo específico como a Bossa Nova ou o Tropicalismo, tem uma força gigantesca”, exalta o cantor.

Para Geraldo, essa geração, composta ainda por nomes como Zé Ramalho, Amelinha, Belchior, Fagner e Novos Baianos, ficou marcada pela diversidade de vertentes musicais que apresentavam. “O que torna essa geração tão especial é que ela absorveu tudo: o Tropicalismo, a Bossa Nova, e ainda bebeu de outras fontes, como o reggae da Jamaica e tantas influências que circulavam pelo mundo. Somamos tudo isso à nossa identidade, ampliando o universo musical brasileiro. A música brasileira tem essa capacidade fantástica de se oxigenar constantemente, começando lá atrás com as influências afro e europeias, e evoluindo de forma extraordinária. É incrível fazer parte disso.”

Assim ele pretende continuar, com a garra de quem enfrentou 40 dias de tortura na ditadura militar. Autor incansável de clássicos como Dona da Minha Cabeça, Táxi Lunar, Você se Lembra, Chorando e Cantando e Vida Cigana, hoje transforma o passar dos anos em combustível para sua arte. Geraldo Azevedo projeta lançar mais dois álbuns, um deles instrumental, além de trabalhar novamente com o Quinteto Violado e formalizar novas parcerias. “O que mais me realiza é criar uma canção, e a satisfação se torna ainda maior quando essa música chega ao povo e o povo responde. Meus sonhos acabam sendo cantados pelas pessoas”. Como você mesmo proclama, Geraldo: “Não tem coração que esqueça.”

Diário de Pernambuco

Retrospectiva 2024: Música “Petrolina Juazeiro” não é de autoria exclusiva de Jorge Altino

Uma das canções mais icônicas do forró, a famosa “Petrolina Juazeiro”, gravada inicialmente pelo Trio Nordestino, sempre foi atribuída ao cantor e compositor Jorge de Altino. No entanto, uma revelação recente feita pelo ator global Jesuíta Barbosa em um podcast trouxe à tona uma nova perspectiva sobre a verdadeira autoria da música.

Segundo Jesuíta Barbosa, a música “Petrolina Juazeiro” na verdade é de autoria de seu avô, o parnamirinense Chico Agra. Essa declaração do neto do compositor Chico Agra gerou surpresa e controvérsia no meio musical, especialmente para Jorge de Altino, que sempre foi reconhecido como autor da canção.

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Mestre Laurentino morre ao 98 anos em Belém

O músico João Laurentino da Silva, conhecido como mestre Laurentino, morreu neste sábado (21) em Belém. Ícone da música paraense, ele morreu aos 98 anos, em sua residência, localizada na Travessa Barão do Triunfo, no bairro da Sacramenta. A causa da morte não foi informada.

Laurentino nasceu na Ilha de Marajó, mas cresceu na capital do Pará, onde formou família e ficou conhecido como o roqueiro mais antigo do Brasil. Ele teve 27 filhos.

Em nota, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, lamentou o falecimento do instrumentista e prestou solidariedade aos familiares.

“É um momento de muita tristeza para a cultura de Belém e do Pará. A prefeitura se solidariza com amigos e familiares de João Laurentino da Silva, carinhosamente chamado de mestre Laurentino, e reconhece sua grande contribuição à cultura paraense”, declarou o prefeito.

Durante sua carreira, Mestre Laurentino produziu centenas de fitas cassetes gravadas no quintal de sua casa, com uivados de cachorros, papagaios, galinhas e todo o som de seu habitat. Com isso, acabou criando uma linguagem própria.

Um dos seus maiores sucessos, “Lourinha Americana”, foi gravado por Gilberto Gil.

Agência Brasil

4ª Seresta da Saudade homenageia os 102 anos do carnavalesco e boêmio Mestre Jaime, em Salgueiro

O Centro de Artes Mestre Jaime, em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, vai realizar neste sábado (21) a 4ª Seresta da Saudade, que homenageia os 102 anos do boêmio, músico e carnavalesco Mestre Jaime. O evento inicia a partir das 19:30, com concentração na Praça Benjamin Soares, onde está a estátua do mestre Jaime, em frente a casa onde ele nasceu, ponto turístico e folclórico da cidade.

Por volta das 20:30, o cortejo sairá pelas ruas da cidade, em seresta que já é tradição no município, com os músicos tocando sanfona, violão e outros instrumentos e cantando junto com o público presente. O cortejo finaliza na praça da Matriz, no Coreto da Catedral de Santo Antonio, para dar continuidade ao show artístico ao som dos anos dourados.

No local, a comunidade poderá contar com vários boêmios, com a presença de seresteiros salgueirenses, como Adigena Cunha, Junior Barata, Ramon Junior, Zé Galo e demais membros do grupo de Seresteiros. Além da comodidade das mesas, cadeiras e barzinhos que o evento proporciona. O evento conta com o apoio da prefeitura municipal.

O artista plástico, curador e produtor da seresta, Jaime Alves Filho, falou sobre a importância da celebração dos 102 anos do seu pai, o Mestre Jaime, para a cultura popular.

“Em primeiro lugar, tenho a felicidade de dizer que o mestre Jaime foi o meu pai, então, eu já tenho essa sorte de ter um pai com as características, com a mentalidade que ele teve. E a gente, como família, procura manter essa cultura, esses gestos, essas produções de vida dele por muito tempo, porque a nossa preocupação agora é a continuidade da história dele, para que não morra com as pessoas que o conheceram e conviveram com ele. É tanto que estamos agora preparando um projeto para montar um Memorial ao Mestre Jaime, para que fique mais perpétuo, para que dure pelo menos mais umas três ou quatro gerações. Me sinto muito vaidoso e muito feliz por ter essa oportunidade de fazer esse trabalho”, contou.

A primeira edição da Seresta da Saudade foi a única que contou com a presença de Mestre Jaime, realizada em 2019, pré pandemia.

Quem foi Mestre Jaime

Nascido em Salgueiro, o carnavalesco Jaime Alves Concerva, mais conhecido como Mestre Jaime marcou seu nome da história do município com a criação do bloco da “Bicharada”. Ao longo de 75 anos, levou alegria aos foliões com seus bonecos gigantes, representando animais e pessoas anônimas. Além de carnavalesco, Mestre Jaime era artista plástico, seresteiro, músico e alfaiate.

Outra marca de Mestre Jaime eram os ternos coloridos que ele utilizava durante o carnaval. Assim como os bonecos gigantes, as peças eram produzidas por eles. Para completar o visual autêntico, o carnavalesco usava uma dentadura de ouro 18 quilates.

Ele morreu aos 98 anos, após ter testado positivo para a Covid-19 e ser internado no Hospital Regional de Salgueiro. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos, de acordo com informações passadas por familiares.

G1 Petrolina

Philarmônica 21 de Setembro se apresentará domingo na comunidade de Atalho

O Projeto Concertos Itinerantes é uma iniciativa da Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria Executiva de Cultura, durante o ano. Os artistas percorreram os quatros cantos da cidade com o objetivo de levar um grande espetáculo da música instrumental para diversas comunidades. Nesse domingo (8), às 10h, a Philarmônica 21 de Setembro se apresentará na comunidade de Atalho, durante a Festa de Nossa Sra da Conceição.

Os concertos Itinerantes oferecem interação entre a população e a música erudita e popular de forma instrumental. No domingo, será apresentado um espetáculo com músicas populares brasileiras e sacras.

Jhulyenne Souza/Ascom Secretaria Executiva de Cultura

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