“Canta Baixinho, para Ouvir Melhor” recebe Odomaria Bandeira e Coelhão Assis em mais uma sessão do show Óbvio

Odomaria Bandeira e Coelhão Assis retornam para mais uma sessão do show “Óbvio – Kuey & Godóia”, neste sábado (09), às 19h30, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro. A apresentação integra a programação da terceira temporada do projeto “Canta Baixinho para Ouvir Melhor”, realizado pelo coletivo cultural Indivíduo Coletivo.

No show, a plateia vai viajar pela história cultural de Juazeiro, através das canções do artista plástico, ator e compositor Coelhão Assis, que divide o palco e os vocais com a professora e antropóloga Odomaria Bandeira. “A ideia do show surgiu de outra pesquisa que temos, ainda em desenvolvimento, sobre o repertório do grupo Êxodus de Artes, um coletivo do qual participamos. O grupo tem um repertório extenso, que pensamos em trazer mais adiante, mas, agora, para o Canta Baixinho, iremos apresentar algumas músicas, como referência para o projeto futuro”, conta Coelhão.

Odomaria também revela um pouco do que o público vai conferir no show. “Esse show representa um momento de reencontro da gente com a arte, com a vida, com a pulsação da vida nesse cotidiano que a gente tem em Juazeiro hoje. Então, vamos fazer uma viagem temporal, vindo dos anos 70 para o ano de 2024”.

Canta Baixinho para Ouvir Melhor

Após duas temporadas de muito sucesso, o Canta Baixinho, lançado em setembro de 2023, é um espaço de encontro da música juazeirense e da diversidade sonora e de artistas que constroem essa cena musical. “A ideia do projeto é proporcionar ao público um show intimista e uma experiência que favoreça a escuta da música local, com foco na canção, sem as distrações dos bares, restaurantes ou dos grandes shows. Em 2023, recebemos grandes artistas da região. É muito bom contar com a parceria do público e perceber que as pessoas acolheram a ideia”, pontua Moesio Belfort, um dos idealizadores do projeto.

Nesta edição, o “Canta Baixinho para Ouvir Melhor” conta com o apoio da Secretaria de Cultura da Bahia, através do edital Ocupe seu Espaço, do Centro de Cultura João Gilberto e da Cia Biruta de Teatro.

Ascom

Projeto Pôr do Samba celebra a essência do samba neste sábado (26), na orla de Petrolina

Acontecerá neste sábado (26), às 17 horas, no Monumento “Eu Amo Petrolina”, o projeto Pôr do Samba, iniciativa de músicos que reforça o papel do samba como um patrimônio cultural imaterial, mantendo viva essa tradição que é a cara do Brasil.

No repertório, grandes clássicos do samba, além de versões repaginadas que dão nova vida a canções consagradas. Com uma proposta inclusiva e acessível, a roda de samba é aberta a todos que queiram apreciar música de qualidade.

O Pôr do Samba é um projeto cultural inovador que traz a essência do samba para os espaços públicos da nossa cidade, durante o pôr do sol, promovendo uma experiência musical única e democrática. Com o objetivo de valorizar a cultura popular brasileira e aproximar a comunidade do samba, o projeto leva rodas de samba para diferentes locais ao ar livre, transformando praças, parques e outros espaços públicos em verdadeiros palcos de celebração.

O repertório do Pôr do Samba é cuidadosamente selecionado para incluir os grandes clássicos do samba, além de versões repaginadas que dão nova vida a canções consagradas. Com uma proposta inclusiva e acessível, a roda de samba é aberta a todos que queiram apreciar música de qualidade.

Ao levar a música para as ruas, o Pôr do Samba busca resgatar o espírito comunitário do samba, que sempre foi uma manifestação espontânea e coletiva, e proporcionar momentos de alegria e integração para pessoas de todas as idades e origens. O projeto reforça o papel do samba como um patrimônio cultural imaterial, mantendo viva essa tradição que é a cara do Brasil.

Ascom

Em comemoração ao mês das crianças, Camerata 21 de Setembro prepara programação especial 


A prefeitura de Petrolina, em parceria com a Fundação Nilo Coelho, através da Secretaria executiva de Cultura, tem desenvolvido ações que aproximam a comunidade da arte e música. Em comemoração ao mês das crianças, a Camerata 21 de Setembro preparou uma programação especial, o Concerto Cine Anime.

Serão duas apresentações nos próximos dias, que farão uma viagem pelos clássicos infantis nacionais e da pop arte, com músicas para todas as gerações, um espetáculo emocionante, criativo e envolvente para todas as idades. A entrada é gratuita.

Programação:
27/10 – 10h
Local: Parque Municipal Josepha Coelho

30/10 – 19h
Local: Auditório da Fundação Nilo Coelho

Ascom

Festival de cultura geek começa neste sábado (12), em Petrolina

O Shinobi Festival vai ser realizado no Sesc Petrolina neste sábado (12) e domingo (13). O evento de cultura geek vai contar com a participação da dubladora, atriz e diretora de dublagem, Tatiane Keplmair. Outras atividades oferecidas são os concursos de K-pop e Cosplay, gincana e feirinha geek, karaokê, jogos, palestras e praça de alimentação. Os ingressos custam entre R$ 25,00 e R$ 50,00.

As inscrições para os concursos de cosplay e Kpop estão encerradas, mas, para os desfiles de cosplay e campeonatos de games, é possível se inscrever até o dia do evento.

Confira a Programação

Sábado (13h às 21h)
Concurso K-pop (Solo/Duplas e Grupo);
Concurso Cosplay Categorias (Apresentação Livre e Desfile Chibi (infantil);
Palestra e bate-papo com o cosplayer Fred Stan (Salvador);
Apresentação musical com cantora Sayuri Hirata.

Domingo (10h às 21h)
Concurso Cosplay Categorias (Apresentação Tradicional e Desfile Tradicional);
Bate-papo com a dubladora, atriz e diretora de dublagem Tatiane Keplmair;
Bate-papo com o cosplayer Deenderson Oda (Petrolina) – concorre na etapa online da CCXP24
Palestra sobre Quadrinhos, com Aquila Braga.

Nos dois dias do evento:
Sala temática One Pice;
Arena Game e E-Sports;
Arena K-pop;
Arena Swordplay;
Gincana Geek
Karaokê;
RPG;
Ferinha Geek;
Praça de Alimentação;
Stand de Airsoft;
Just Dance.

G1 Petrolina

Prazo de inscrição para concurso de música católica termina na segunda (30), em Petrolina

Termina nesta segunda-feira (30), o prazo de inscrição para Concurso de Música Católica de Petrolina. O evento será realizado no dia 1º de dezembro e os interessados podem se inscrever gratuitamente clicando aqui.

Para participar da seleção, é necessário enviar a letra da música em formato Word e uma foto vertical do participante ou grupo para a divulgação (veja o regulamento). Os inscritos devem compor e interpretar suas músicas ou indicar um intérprete.

As composições devem ser em língua portuguesa e o estilo musical é livre e permite a participação de solistas, bandas ou grupos em qualquer formato, ritmo ou conteúdo nos valores católicos. Cada compositor pode inscrever quantas músicas desejar, sendo da própria responsabilidade o registro das obras.

Os prêmios oferecidoos aos ganhadores são de R$ 1.000 para o primeiro lugar, R$ 750 para o segundo lugar e R$ 500 para o terceiro lugar. A premiação será entregue aos vencedores logo após a divulgação do resultado.

G1 Petrolina

IFSertãoPE abre inscrições para cursos gratuitos da Escola de Música no campus Petrolina

O IFSertãoPE está com inscrições abertas para os cursos gratuitos da Escola de Música, localizada no campus Petrolina. Ao todo, são ofertadas 60 vagas para os cursos de Musicalização, Canto Coral e Instrumentos Musicais (Piano, Violão, Cordas friccionadas agudas e graves e Sopros de madeira e metal). A ação é voltada para crianças e adolescentes e as inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 11 de setembro.

Dentre os requisitos para participar, o candidato devem possuir disponibilidade para frequentar o curso nos dias e horários determinados, além de estar regularmente matriculado a partir do Ensino Fundamental e ser pontual com os horários de início e término das aulas.

Os resultados parcial e final estão previstos para serem divulgados nos dias 16 e 18 de setembro, respectivamente. Outras informações podem ser conferidas no edital da seleção.

 G1 Petrolina

Terceira edição dos Encontros poéticos começa nesta sexta em Petrolina

Nos dias 30 e 31 será realizada a 3ª edição dos Encontros Poéticos, em Petrolina. O objetivo do evento é desenvolver diálogo, divulgar e publicar as produções das pessoas que atuam no fazer poético na região do Sertão do São Francisco e esbarram em dificuldades para apresentar seus trabalhos e apreender potenciais leitores para suas obras.

Os encontros gratuitos serão realizados a partir das 16h, na Rua José Rabelo Padilha, Petrolina Antiga, com apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). O evento aberto para o público de todas as idades, faz parte da comemoração de 20 anos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Durante os dois dias, mais de 40 poetas vão recitar poesia, farão apresentações de cordel, repente, embolada. O evento conta também com apresentações de teatro, música e feira de livros.

Confira a programação:

30/08
16h – Feira de livros e intervenções poéticas (com Graciele Castro, Pók Ribeiro, Jocelia Fonseca, João Gilberto Guimarães, Anielson Ribeiro e outros nomes);
17h – Cia Biruta – com apresentação da peça “História Lacrimogênica de Cordel (ou A Hora da Estrela)”;
18h – Intervenções poéticas;
19h – Música com Chorinho Matingueiro;
20h – Intervenções poéticas;
21h – Ivan Greg.

31/08
16h – Feira de livros e intervenções poéticas (com Graciele Castro, Pók Ribeiro, Jocelia Fonseca, João Gilberto Guimarães, Anielson Ribeiro e outros nomes);
17h – Trup Errante – Apresentação da peça “Palavras Andantes” com música, poesia e contos;
18h – Intervenções poéticas;
19h – Música com Mariano Carvalho;
20h – Intervenções poéticas;
21h – Música com Icaro Santana.

G1 Petrolina

Nação Zumbi celebra 30 anos do Manguebeat no Festival Turá neste sábado

No início da década de 1990, um turbilhão de criatividade irrompeu nos mangues do Recife, impulsionado por jovens artistas que, nascidos da lama e do caos, resgataram a identidade pernambucana, antes adormecida. Trinta anos se passaram, e o Manguebeat, longe de ser um movimento do passado, reverbera em diferentes sonoridades e gerações. Neste sábado, às 21h15, no Festival Turá, a Nação Zumbi estreia o projeto MangueFonia em Pernambuco, ao lado de Lia de Itamaracá, Jéssica Caitano, Siba, Cannibal (Devotos) e Fábio Trummer (Banda Eddie), no Classic Hall, para celebrar a longevidade da iniciativa que ousou mudar os rumos da cultura pernambucana, nordestina e brasileira.

Em 1990, o instituto Population Crisis Committee classificou Recife como a quarta pior cidade para se viver no mundo, mergulhada em desigualdade e com sua cultura relegada a um estado de marginalização; Nesse cenário, um grupo de amigos questionava como romper a inércia que aprisionava a capital pernambucana. Como reanimar, libertar e revitalizar a cidade? A resposta veio em forma de um movimento: o Manguebeat. “Era uma reunião de pessoas em prol de chacoalhar a cidade com as veias obstruídas”, define Jorge Du Peixe, vocalista da Nação Zumbi e um dos remanescentes da antiga formação.

Atualmente, o texto “Caranguejos com Cérebro” de Fred Zero Quatro é visto pela sua aura poética, mas a origem é bem mais prosaica: inicialmente, era apenas material de divulgação para uma coletânea. A imprensa local, porém, interpretou como manifesto e acendeu a faísca que deu origem ao Movimento Manguebeat. Isso despertou uma nova consciência cultural em Pernambuco, refletida em produções audiovisuais como Baile Perfumado (1996), no humor irreverente de Jeison Wallace em Cinderela, a história que sua mãe não contou, e na moda regional do estilista Eduardo Ferreira.

A bordo de um ônibus, Chico Science compôs Da Lama ao Caos (1994) – um retrato cru da desigualdade recifense que, além de marcar a sonoridade do Manguebeat, influencia profundamente a música pernambucana e nacional até hoje. Para Du Peixe, manter a Nação Zumbi em atividade é uma forma de renovar seu legado. “Acho que o manifesto em si, vivo e latente, é o fato de continuarmos fazendo as coisas. Estamos em processo criativo, na feitura de um disco novo. A cada disco, isso se reacende. A cada lançamento, uma nova geração, que não conhecia nosso trabalho, fica curiosa e acaba revisitando toda a discografia desde o começo”.

Ao mesmo tempo, o vocalista demonstra preocupação com a apatia recifense frente ao predatismo que ameaça a identidade musical da cidade. “Recife sempre foi a capital do brega, mas você pode remover esse título, porque, de tempos em tempos, as coisas se transformam. No entanto, o que vejo são festivais surgindo e desaparecendo, produtores se lamentando, as coisas ficando cada vez mais difíceis, e a camarotização avançando violentamente, seja no Carnaval, seja em outras gestões que abafam a cultura local”, lamenta. Du Peixe celebra a nova geração que, em vez de se render à homogeneização, abraça a diversidade. “Tem gente fazendo coisas interessantíssimas em vários gêneros e subgêneros. Estamos ouvindo, porque somos influenciados por vocês, nos influenciamos no grito, na intenção, na atitude”.

Assim como influenciou a cena cultural, a Nação Zumbi também foi moldada por personalidades como Lia de Itamaracá, Rainha da Ciranda, uma das participantes do projeto MangueFonia – que é capitaneado pelos agentes da Afrociberdelia Jorge Du Peixe e Dengue. “Mesmo aos 80 anos, ela ainda consegue incendiar o palco, seja no Brasil ou além-mar. É uma honra para nós, mas também nos influenciamos mutuamente”, destaca o cantor. Além de Lia, outras figuras influentes e amigas, como Cannibal, Siba e Fábio Trummer, vão executar os clássicos que marcaram a história de seus grupos e apontar novas direções. “É por isso que existe o MangueFonia. Estamos todos juntos ali, trazendo nossa nossa perspectiva sonora nessa linha do tempo”, complementa.

Ao longo de três décadas, a Nação percorreu festivais pelo Brasil e pelo mundo, passando por diversas formações. A banda se reestruturou e se reinventou constantemente. Atualmente, Du Peixe e Dengue seguem em carreira solo com outros projetos em paralelo. “É legal se desprender da nave-mãe, que é a Nação Zumbi, dar um rolê e voltar com novas ideias para a criação de um novo disco”, explica o vocalista. Toca Organ, Matias e Da Lua (percussões e tambores da Nação Zumbi), Neilton (guitarra, Devotos) e Vicente Machado (bateria, Mombojó) completam a formação da banda no palco do Classic Hall.

Diário de Pernambuco

IFSertãoPE campus Petrolina abre inscrições para compor o ‘Coro Vozes do Sertão’

Estão abertas as inscrições para cantores interessados em compor o ‘Coro Vozes do Sertão’, do IFSertãoPE, campus Petrolina. Serão selecionados 40 integrantes, com idade a partir de 18 anos. Sendo 10 vozes femininas agudas (sopranos), 10 vozes femininas graves (contraltos), 10 vozes masculinas agudas (tenores) e 10 vozes masculinas graves (baixos).

As inscrições podem ser feitas a partir desta segunda (19) até o dia 30 deste mês, mediante preenchimento de formulário eletrônico do IFSertãoPE.

O Coro Vozes do Sertão é um grupo vocal misto que desenvolve atividades de performance e formação musical no Vale do São Francisco, com repertório da música popular brasileira, música erudita europeia, canções africanas e afro-brasileiras arranjadas para várias formações vocais.

O resultado da seleção será no dia 03 de setembro e as atividades iniciam no dia 04 do mesmo mês. Os ensaios do Coro serão realizados às segundas e quartas-feiras, a partir das 19h, na sala A – 13 do IFSertãoPE Campus Petrolina.

G1 Petrolina

Livro ‘Elton John: Todos os Discos’ será lançado em 27 de julho

Próximo de completar seis décadas de carreira musical, o cantor e compositor inglês Elton John é tema de um livro que analisa os seus discos gravados em estúdio ao longo dos anos. Trata-se do livro Elton John – todos os discos, organizada pelo jornalista pernambucano Chico Carlos e que conta com textos escritos por 21 autores brasileiros, entre eles críticos, jornalistas e fãs que acompanham a carreira do astro. O livro será lançado no Recife no dia 27 de julho (sábado), na Loja Passa Disco (rua da Hora, 345 – Galeria Hora Center, Espinheiro) a partir das 16 horas.

Elton John é um dos personagens mais importantes da música pop/rock internacional e sua trajetória já foi abordada em algumas biografias. No entanto, é a primeira vez no Brasil que um livro trata especificamente de sua produção musical de estúdio, comentando todos os discos lançados. Nos textos, é abordado o contexto de cada lançamento, as participações dos músicos, a repercussão que as músicas tiveram no grande público e na vida pessoal de cada um dos participantes do livro.

No livro são abordados desde primeiro lançamento em LP (Empty sky), em 1969, passando pela fase clássica dos anos 1970 (com discos como ‘Tumbleweed connection’, ‘Goodbye yellow brick road’ e ‘Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy’). Da década de 1980 estão presentes álbuns como The fox, Ice on fire e Reg strikes back.

A publicação aborda ainda todos os discos das décadas de 1990 e dos anos 2000, como Made in England e Songs from the West Coast.Além de Chico Carlos, responsável pela articulação com pessoas de vários estados do país que participaram do projeto, estão presentes textos do jornalista Marcelo Abreu, do crítico musical José Teles, do historiador paraibano Elton Farias da Silva, do crítico paulista Victor Persico, do colecionador carioca Sylvio Edgard, além de vários outros nomes de estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

Diário de Pernambuco

Educação Infantil: Prefeitura de Petrolina encerra projeto musical com show

Dos primeiros anos de vida até a fase adulta, a introdução da musicalização estimula a concentração, a criatividade, a memória, a disciplina, as habilidades sociais e coordenação motora. Além dos aspectos emocionais e cotidianos vivenciados no dia a dia, a música auxilia no processo de aprendizagem dos estudantes de uma maneira única.

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Joaquim Lira representa Pernambuco em evento pela paz no Vaticano

O deputado pernambucano Joaquim Lira está em Roma onde representou nosso Estado no evento “Concerto pela Paz”, acontecimento mundial que busca chamar a atenção e sensibilizar autoridades e povos pela paz do mundo, e o sessar das guerras.

O parlamentar acompanhou de perto a apresentação da Orquestra Criança Cidadã, do Recife, que ao lado de músicos da Itália, Rússia e Ucrânia realizaram um concerto para uma seleta plateia, que contou com a presença do sumo pontífice da Igreja Católica, Papa Francisco, na sessão deste sábado (04), além de cardeais, bispos, representantes do Vaticano, jovens, autoridades, políticos e empresários do Brasil e do exterior. Foram duas apresentações no altar-mor da Basílica de São Pedro e na Sala Paulo VI, respectivamente, na sexta (03) e sábado (04).

Joaquim Lira falou da gratidão em estar num evento de tamanha importância para o mundo: “Extremamente feliz. Não somente por estar representando nosso Pernambuco em um evento tão grandioso como este, mas, também, por ver esses jovens pernambucanos trazendo com tanta maestria a música, para sensibilizar toda essa gente e diferentes povos ao redor do mundo. É a superação em prol da superação. Sem dúvida, todos sairemos daqui com o coração renovado de esperanças de que logo superaremos esses momentos difíceis que a Europa, África e Oriente Médio estão passando com os atuais conflitos”, finalizou o parlamentar.

A Orquestra Criança Cidadã (OCC) é um projeto de inclusão social sediado na comunidade do Coque, em Recife, e levou à Roma 25 jovens músicos pernambucanos, com idades entre 14 e 21 anos, escolhidos através de audições.

Ascom

Papa Francisco cita Dom Hélder Câmara e exalta concerto do Criança Cidadã no Vaticano

Se há um paraíso, ele deve se parecer com a grande celebração pela paz presenciada neste sábado (4) no Vaticano. Como anjos, jovens da Orquestra Criança Cidadã e de outros países entoaram canções para um público de mais de 2,5 mil fiéis, que ouviam com admiração cada palavra de exortação e amor do Papa Francisco.

O líder religioso foi recebido ao som de “Messias”, de Friedrich Hendel, interrompida por aplausos. No discurso, ele pontuou a importância do Movimento da Renovação Carismática (RCC) para o catolicismo e a de olhar para o pobre — citando o trabalho de Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife que está em processo de beatificação.Ainda, condenou os impactos da guerra, relembrando o tema do Concerto pela Paz. “A guerra destrói tudo, tudo, tira a humanidade, destrói a juventude. Por favor, lutemos pela paz, não permitamos que nos roubem essa memória da paz”, afirmou durante o encerramento da conferência Charis 2023, que aconteceu entre 2 e 4 de novembro.

Diante do pontífice, o idealizador do projeto social que muda vida de jovens periféricos de Pernambuco há 17 anos, o juiz João José Targino, relembrou o ensinamento bíblico de que devemos amar uns aos outros. Por fim, entregou um violino feito na Escola de Formação de Luthier e Archetier. “Neste solo sagrado do Vaticano, onde o Filho do Pai fez edificar sua igreja, que a presente manifestação artística possa converter-se em mais uma semente plantada, para a colheita dos frutos da paz universal e inclusiva entre todos os povos”, pediu, em português.

Logo depois, o papa se despediu, cumprimentando o público presente. A orquestra começou a tocar No Reino Da Pedra Verde, do caruaruense Clóvis Pereira. O número continuou com “Bachianas brasileiras n° 4”, de Villa-Lobos, Oblivion (com Singrid Sousa solista), Erbarme dich Mein Gott (com os dois violinistas solistas, o ucraniano e a russa), Aquarela do Brasil e, finalmente, Por una Cabeza, de Carlos Gardel.Ao todo, foram convidados 25 pernambucanos do Criança Cidadã, oito russos, oito ucranianos e 12 italianos pela Comunidade Obra de Maria para se apresentar no Charis. “A ideia era colocar esses países juntos para mostrar que é possível e que na arte não tem guerra”, disse Lanfranco Lancellotti, maestro honorário da orquestra social.

E parece ter funcionado. Cada músico chegou a ganhar um broche com a bandeira do seu país, mas, por iniciativa própria, dispensou o uso do item: queriam demonstrar que eram um só. “é impossível que nos entendamos, mas é muito bom o sentimento de conseguir conversar pela música”, disse o russo Nikita Shkuratov, de 20 anos.

A ansiedade que antecedeu o espetáculo foi trocada, na hora, pela excitação à arte. A certo ponto, os olhos dos músicos deixavam as partituras e se perdiam. A rigidez era trocada pela dança conduzida pelos violinos, violas, contrabaixos e violoncelos, deixando a respiração ofegante. Incentivavam uns aos outros, relembraram quais eram as próximas canções.

Após quatro meses de ensaios, o maestro José Renato Accioly, finalizou o trabalho com “um sentimento de dever cumprido”, que era possível notar pelo sorriso dele durante o solo do spalla Ivo Gomes. “A felicidade maior é ter conseguido integrar músicos da Ucrânia, Rússia e da Itália com brasileiros, ter passado pelo universo desses vários países através da música e ter estabelecido uma relação próxima e fraterna como deve ser com os povos”, disse.

JC Online

Juazeiro: Afrocidade e Nêssa se unem à artistas do Vale do São Francisco e Minas Gerais no Festival Opará, neste sábado (4)

O Vale do São Francisco vai ser palco neste sábado (4) de uma grande experiência de intercâmbio cultural, com shows de artistas do circuito independente da música contemporânea brasileira. Nomes da cena regional se unem a artistas que são destaque dentro e fora da Bahia, e também de outros estados, na primeira edição presencial do Festival Opará. A festa acontece no espaço Via Show (antiga Nossa Casa), a partir das 20h, em Juazeiro-BA.

O grupo Afrocidade, de Camaçari-BA, promete fazer um show reverberando influências da ‘África atual e outras Áfricas possíveis’. Tem ainda Nêssa, de Salvador-BA, que vai trazer em sua apresentação um pouco do funk, afrobeat, pagodão e o trap, ritmos periféricos que fazem parte da sua essência.

A proposta principal do Festival Opará é trazer artistas que representam o multiculturalismo de estados brasileiros banhados pelo Rio São Francisco, ou Rio Opará, como era chamado pelos indígenas Caetés. Diretamente de Minas Gerais, berço do Velho Chico, vem a DJ Nanda Chitta, que vem com um repertório de samples envolventes.

Representando a região ribeirinha do Vale do São Francisco na Bahia e Pernambuco, o festival traz ainda o reggae da Sóda Solta; o rap de AK, GG, Kevinho MC e Therss; e a ancestralidade do show ‘Encruzilhada’, com Camila Yasmine, Carina Oliveira e DJ Werson, que inclusive estará animando o público durante o intervalo das atrações. Uma verdadeira mistura de sons e experiências, que promete movimentar a cena cultural regional.

Os ingressos podem ser garantidos na bilheteria do evento. O segundo dia do Festival Opará acontecerá dia 9 de dezembro. O projeto foi contemplado pelo Edital Setorial de Música 2019 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.

Ascom Opará Produtora
Fotos: divulgação

Daniela Mercury volta a palco de show histórico no Rio para celebrar 40 anos de carreira e 30 de disco

Após 31 anos de um show histórico, a rainha do axé Daniela Mercury volta à Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, neste domingo (22), para celebrar 40 anos de carreira e 30 anos do álbum “O Canto da Cidade” .  A apresentação terá as participações de Ivete Sangalo, Luísa Sonza e os grupos afros Olodum, Ilê Aiyê e Didá. O show de 1992 é considerado por Daniela como o ato de nascimento do Axé Music para o Brasil.

Para celebrar as quatro décadas de estrada, a rainha do Axé apresentará repertório especial com referências ao show de 1992. A apresentação, que virou um especial da TV Globo, é considerado um divisor de águas para o ritmo nascido nas ruas de Salvador.
Em conversa com o g1, Daniela diz que considera o show na Apoteose há 31 anos como uma abertura de portas para o ritmo que desde então rompeu divisas e fronteiras musicais.

“Não haveria micareta no Rio se o Axé não tivesse chegado no Brasil com a força que chegou a partir desse show na Apoteose. Foi a constatação do que estava acontecendo e teve um efeito de abrir definitivamente o Brasil para o gênero nordestino, baiano”, disse Daniela Mercury. A artista promete um show com roteiro nunca antes feito, vídeos especiais e a junção das baterias do Olodum, Ilê Aiyê e Didá.
“Teremos a Deusa do Ébano e as baterias vão tocar juntas várias músicas e separadas. Vou começar a apresentação em um trio elétrico e depois passo para o palco. Já pedi até um pouquinho de tempo a mais para conseguir cantar as músicas mais emblemáticas desse show da Apoteose”, revelou.

Daniela Mercury vai celebrar 10 anos de união com esposa confiante de que casamentos homoafetivos não serão proibidos. A apresentação deve durar mais de três horas e a rainha promete não deixar nenhum hit de fora. Daniela também pretende levar ao show momentos marcantes com “Jeito Faceiro/Canto ao Pescador”, “Pega que Oh!”, da época que fazia parte da banda Companhia Clic e “Vai chover”, do disco Feijão com Arroz.

A cantora revelou ainda que vai cantar “Rede” com Ivete Sangalo. O hit com Luísa Sonza ainda não foi definido. Os filhos da artista também vão participar da festa. Daniela vai cantar com Gabriel Mercury, enquanto a bailarina e diretora teatral Giovana Póvoas estará na equipe de dança. “Já chorei algumas vezes emocionada, ensaiando. Vai ser show para dançar, com umas músicas de amor também no meio, porque eu não resisti a colocar músicas como ‘Nobre Vagabundo’, que é um grande hit, que se tornou também muito forte para as novas gerações”. Daniela Mercury diz que o show será dedicado ao povo brasileiro e a cultura do país.

“A minha música sempre foi muito ligada a questões sociais e ao fortalecimento da nossa autoestima. A vida inteira minhas canções falaram do coletivo e trouxeram questões que naqueles momentos me tocaram”, contou a baiana. Na conversa com o g1, Daniela lembrou que aos 31 anos, com 10 anos de carreira no Norte-Nordeste, mas sem experiência no eixo Rio-São Paulo, não imaginava o que encontraria na Apoteose. “Nem eu, nem ninguém sabia se nós teríamos capacidade, porque lotar aquele lugar com venda de ingressos, nunca isso tinha sido feito por nenhum outro artista brasileiro”, contou.

Daniela Mercury afina o ativismo no álbum ‘Baiana’, mas a música resulta sem a força do discurso,. Ao subir no palco, a surpresa: milhares de pessoas cantavam “Swing da Cor”, que mais de 30 anos depois ainda ecoa nos principais circuitos do carnaval de Salvador, considerado o maior do planeta.”Não, não me abandone, não me desespere, porque eu não posso ficar sem você 🎶’, diz o refrão icônico de Swing da Cor, composição de Luciano Gomes, baiano que também é autor do clássico “Faraó – Divindade do Egito”.

Outro momento simbólico do show foi durante a execução de “O Canto dessa Cidade”, outro sucesso do Axé na voz da cantora. “Eu vou andando a pé pela cidade bonita. O toque do afoxé e a força de onde vem, ninguém explica, ela é bonita”, cantou o público com a rainha do axé, momentos antes de chegarem ao refrão que virou símbolo da carreira da artista.”A cor dessa cidade sou eu. O canto dessa cidade é meu 🎶”, diz a letra composta por Tote Gira.

“O ‘Canto da Cidade’ é o canto de todos, não é o meu especificamente, mas serviu a mim como uma mulher nordestina para sair da Bahia, serviu a outras mulheres, serviu ao povo negro”, ressaltou a cantora. “Era realmente o florescer de um gênero, juntando canções que foram ficando conhecidas nas vozes de outros artistas também, mas que eu levei comigo”, lembrou Daniela.

G1 Bahia

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