Endividamento das famílias bate recorde e chega a 49,9%, aponta Banco Central

O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer e atingiu 49,9% em fevereiro, o maior nível da série histórica do Banco Central do Brasil. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito.

Além do aumento no número de famílias endividadas, também subiu o comprometimento da renda. Segundo o levantamento, 29,7% da renda das pessoas físicas está comprometida com dívidas, alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,9 ponto percentual em 12 meses.

Desse total, 10,63% da renda é destinada ao pagamento de juros, enquanto cerca de 19% vai para a quitação do valor principal das dívidas, evidenciando o peso do crédito no orçamento das famílias.

O cenário acende alerta no governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um novo pacote econômico para conter o avanço do endividamento. A proposta em estudo, apelidada de “Desenrola 2.0”, deve permitir a renegociação de dívidas com uso de recursos do FGTS.

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Simão Durando celebra ExpoRajada com mais de R$ 1 milhão em vendas e recorde de participação

A 13ª edição da ExpoRajada foi encerrada com resultados expressivos, consolidando o evento como uma das principais vitrines da caprinovinocultura no Nordeste. O prefeito de Petrolina, Simão Durando, celebrou os números da feira, que faz parte das comemorações pelos 95 anos do distrito de Rajada, na zona rural do município. A programação superou as expectativas, registrou crescimento em relação ao ano anterior e reforçou seu papel estratégico na geração de emprego, renda e fortalecimento da economia local.

De acordo com o balanço oficial, a feira reuniu 1.215 animais, sendo 381 caprinos e 834 ovinos, um crescimento significativo frente aos cerca de 800 animais registrados na edição passada. Do total, mais de 300 animais foram comercializados, movimentando cifras superiores a R$ 1 milhão.

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Cartão corporativo: comparação entre Lula e Bolsonaro mostra diferença bilionária

Novos dados sobre as despesas do governo federal com o chamado Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), popularmente conhecido como cartão corporativo, mostram que os gastos autorizados pela Presidência da República aumentaram nos últimos anos e têm gerado debate no cenário político.

Segundo levantamento com base em informações oficiais e reportagens especializadas, os gastos totais do governo Lula com o cartão corporativo já superam a casa de R$ 1,4 bilhão desde o início do atual mandato até o final de 2025. Só em 2025, o total das despesas por meio desse cartão ultrapassou R$ 423 milhões.

Esses valores incluem despesas com fornecedores diversos — como empresas de meios de pagamento, lojas de materiais de construção e até serviços ligados à alimentação — mas grande parte das informações ainda é sigilosa, o que impede saber exatamente em que foi gasto cada centavo.

Comparativo com Bolsonaro

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Arrecadação federal de janeiro atinge maior valor da série histórica

Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

A arrecadação federal chegou a R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995, segundo dados divulgados pela Receita Federal do Brasil. O número representa um crescimento real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, já descontada a inflação.

O resultado supera o valor observado no mesmo período do ano anterior e indica que a União conseguiu ampliar suas receitas logo no início do ano fiscal, mesmo em um cenário de ajustes tributários e prioridades econômicas.

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MPF processa Globo em R$ 10 milhões por pronúncia errada de ‘recorde’

A TV Globo passou a responder na Justiça a uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) que questiona a forma através da qual a emissora pronuncia a palavra “recorde” em sua programação jornalística e esportiva. A iniciativa pede o pagamento de R$ 10 milhões por danos coletivos e a veiculação de uma retratação em rede nacional. O caso foi revelado pelo portal F5.

O autor da ação é o procurador da República Cléber Eustáquio Neves. O MPF confirmou a tramitação do processo, mas não divulgou detalhes adicionais. Ao ser procurado pelo portal F5, o procurador não se manifestou, e a emissora informou que não comenta ações em curso.

Na petição, Neves sustenta que apresentadores e repórteres da Globo estariam adotando de maneira reiterada uma pronúncia que classifica como incorreta, tratando a palavra como proparoxítona. Para ele, a repetição ao longo da programação teria potencial de influenciar o público e consolidar o que considera um erro de prosódia.

“A palavra ‘recorde’ é paroxítona, com a sílaba tônica em cor: reCORde. Portanto, não leva acento gráfico e não deve ser pronunciada como proparoxítona. Leia-se RÉ-cor-de”, afirma o procurador na petição inicial. Como parte dos argumentos, o procurador anexou registros de programas como o Jornal Nacional, o Globo Esporte e o Globo Rural. Em um dos exemplos citados, ele menciona a forma como o jornalista César Tralli pronunciou o termo durante o telejornal.

Além da indenização, o MPF-MG pede que a emissora corrija publicamente a pronúncia da palavra em seus telejornais e programas esportivos, com a concessão de liminar para que a medida seja adotada com urgência.

Petrolina bate recorde de renovações de matrículas para 2026

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, encerrou esta semana o prazo para a renovação de matrículas dos estudantes da rede municipal de educação. O processo, iniciado no início do mês de outubro, foi realizado de forma online e presencialmente contando com o engajamento das equipes escolares e das famílias.

O sistema online, implantado pela gestão municipal em 2024, vem consolidando um novo modelo de atendimento, mais ágil e acessível para a população. Desde a sua implantação, quase 33 mil responsáveis já renovaram a matrícula direto de suas residências, um aumento de 20% no processo online. No total, quase 43 mil estudantes tiveram a matrícula renovada.

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Santa Cruz iguala recorde de público do Sport na Arena Pernambuco

A torcida tricolor protagonizou mais um espetáculo nas arquibancadas. O Santa Cruz alcançou, neste sábado (27), o recorde de público da Arena de Pernambuco: 45.500 torcedores. A marca, que pertencia ao arquirrival Sport desde a final contra o Náutico no Campeonato Pernambucano de 2024, foi agora igualada pelo Tricolor do Arruda.

O número expressivo marca não só a maior presença de público no futebol pernambucano em 2025, como também consolida a impressionante marca de 510.851 torcedores presentes nas 19 partidas como mandante do Santa Cruz neste ano. A média é de 26.886 torcedores por jogo, a maior entre todos os clubes do estado e uma das maiores do país na temporada.

Além do recorde igualado neste sábado, o Santa Cruz emplacou uma sequência de quatro jogos consecutivos com mais de 40 mil pessoas na Arena, durante o mata-mata da Série D. Foram 42.653 contra o Altos-PI, 40.505 diante do América-RN, 40.892 contra o Maranhão e, por fim, os 45.500 diante do Barra-SC.

Com esses números, o Tricolor do Arruda mostra mais uma vez por que é reconhecido nacionalmente por sua apaixonada torcida. Mesmo na Série D, a massa coral tem dado uma demonstração de fidelidade e mobilização poucas vezes vista no futebol brasileiro.

Maiores públicos da Arena de Pernambuco
45.500 pessoas: Sport 0 x 0 Náutico (06/04/2024, Estadual)
45.500 pessoas: Santa Cruz 1 x 2 Barra-SC (27/09/2025, Série D)
45.492 pessoas: Sport (5) 0 x 0 (3) Santa Cruz (16/03/2024, Estadual)
45.010 pessoas: Brasil 2 x 2 Uruguai (25/03/2016, Eliminatórias)
42.653 pessoas: Santa Cruz 1 x 1 Altos (18/08/2025 – Série D)

Dados do Santa Cruz como mandante em 2025:
Total de jogos: 19
Público total: 510.851 torcedores
Média de público: 26.886 por jogo
Menor público: Santa Cruz x Santa Cruz-RN – 8.003 torcedores
Maior público: Santa Cruz x Barra-SC – 45.500 torcedores

Diario de Pernambuco

Brasil bate recorde na abertura de pequenos negócios no 1º trimestre

 

O Brasil bateu recorde na abertura de pequenos negócios nos três primeiros meses deste ano, com mais de 1,4 milhão de registros. Os microempreendedores individuais (MEIs) chegaram a 78% dos novos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs). Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e indicam, ainda, um aumento de 35% no número de MEIs em comparação com igual período de 2024, além de um crescimento de 28% nas micro e pequenas empresas.

De acordo com a pesquisa, a expansão do empreendedorismo formalizado vem acompanhada de medidas governamentais voltadas à simplificação, incentivo, inovação e ampliação do acesso ao crédito para pequenos negócios. Ainda segundo o estudo, o país tem 47 milhões de pessoas à frente de algum negócio, formal ou informal.

Entre os fatores que justificam o indicador está o aumento na Taxa de Empreendedores Estabelecidos, aqueles com mais de 3 anos de operação, que saltou de 8,7%, em 2020, para 13,2% no ano passado. Com o resultado de 2024, o Brasil avançou duas posições – da oitava para a sexta – no ranking de países com a maior Taxa de Empreendedores Estabelecidos, na frente de países como Reino Unido, Itália e Estados Unidos.

Agência Brasil

 

SUS registra em 2024 maior número de cirurgias eletivas da história

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 13.663.782 cirurgias eletivas realizadas em 2024. O volume é 10,8% maior do que em 2023, quando o número foi de 12.322.368 procedimentos. Em relação a 2022, a alta foi de 32%, com 10.314.385 cirurgias realizadas.

Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Redução das Filas, que visa a expansão de cirurgias classificadas como prioritárias, também registrou aumento no número de procedimentos realizados. No ano passado, 5.324.823 cirurgias foram realizadas – índice 18% maior que o registrado em 2023 (4.510.740).

O ministério avalia que o programa Mais Acesso a Especialistas contribuiu para o alcance dos resultados. Os números mostram que a iniciativa abriu caminho para o maior crescimento no número de serviços especializados no SUS nos últimos 10 anos, além da ampliação do número de médicos especialistas entre 2022 e 2024.

“O Mais Acesso a Especialistas traz inovações como a incorporação de um modelo de remuneração baseado no cuidado integral, que prioriza o paciente. Para isso, estão sendo investidos R$ 2,4 bilhões nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.”

Segundo a pasta, o programa alcançou adesão de 100% dos estados e do Distrito Federal e de 97,9% dos municípios. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, abrangendo 167,9 milhões de habitantes. A proposta é priorizar a redução do tempo de espera para consultas, exames e tratamentos, com foco no diagnóstico precoce.

Agência Brasil

Classe C compra mais imóveis em Pernambuco e pode fechar 2024 com maior alta entre as faixas de renda

A chamada Classe C, cuja soma dos rendimentos fica entre quatro a 10 salários mínimos, tem avançado na aquisição de imóveis em Pernambuco. Em um ano, a projeção é de que essa parcela da população chegue ao marco de crescimento de 21% no total de recursos investidos na compra da casa própria, segundo aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros.

Em 2023, a Classe C contabilizou R$ 354,8 milhões investidos em imóveis no Estado. Já para este ano, a projeção é de que seja alcançado o total de R$ 430,8 milhões. Ao passo que a Classe A deve avançar 5,4%, enquanto a Classe B deverá ter retração de -5,2%. Além da Classe C, apenas as Classes D e E estão com projeção expressiva de crescimento (10,6%).

O movimento explica-se, em parte, pelas condições do mercado de crédito e imobiliário em todo o País, inclusive Pernambuco, cujas ofertas de imóveis têm se concentrado no programa Minha Casa Minha Vida e em imóveis de alto padrão, com menos opções para a classe média enquadrada logo acima do programa habitacional do governo federal.

No Brasil, segundo dados da Brain em parceria com a Associação Brasielira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a proporção de lançamentos voltados para a classe média caiu de 65% para 45% do total de unidades lançadas, entre o segundo trimestre de 2023 e o mesmo período deste ano. As classes A e B tendem a sentir mais o peso da alta taxa de juros praticada pelo mercado, sem subsídios, retraindo a tomada de crédito, assim como as próprias construtoras.

Famílias com renda bruta mensal entre R$ 4.700,01 e R$ 8.000. Segundo balanço trimestral da Ademi, a capital pernambucana, por exemplo, fechou o primeiro semestre tendo como destaques do mercado as categorias Standard, Studio ou Loft de um quarto, além do modelo econômico, que se enquadra no Minha Casa Minha Vida, com valores médios entre R$ 250 mil a R$ 460 mil.

Já para as Classes D e E, o novo Minha Casa Minha Vida trouxe o retorno do grupo de Faixa 1 ao programa, contemplando famílias que possuem uma renda mensal de até R$2.640, que posteriormente foi ampliada para R$ 2.850. Iniciativas estaduais também impulsionaram esse nicho do mercado, como é o caso do Entrada Garantida em Pernambuco. Imóveis de até R$ 190 mil aumentaram as vendas, entre os meses de janeiro a agosto deste ano, em 142%, de acordo com a secretaria estadual de Habitação.

Somando todas as classes, a Pesquisa IPC Maps aponta um aumento de 5,5% na aquisição de imóveis até o fim deste ano. A compra de materiais de construção também devem crescer, saindo de R$ 6,7 bilhões, em 2023, para R$ 7,1 bilhões até o fim deste ano (+ 6,6%).

Volume projetado da compra de imóveis por classe:
Classe A: R$ 331, 3 milhões (+5,4%)
Classe B: R$ 618, 1 milhões (-5,2%)
Classe C: R$ 430, 8 milhões (21,4%)
Classe D/E: R$ 283, 1 milhões (10,6%)

JC

IBGE revela que emprego com carteira assinada alcançou nível recorde no trimestre até julho

O Brasil registrou contingente recorde de trabalhadores ocupados tanto no setor privado quanto no setor público no trimestre terminado em julho, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trimestre encerrado em julho mostrou uma abertura de 353 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em abril. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, 1,546 milhão de vagas foram criadas no setor privado.

O total de pessoas com carteira assinada no setor privado subiu a 38,542 milhões de trabalhadores no trimestre até julho, um recorde na série histórica iniciada em 2012. Já o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado aumentou a 13,916 milhões de pessoas, também um ápice da série histórica.

O resultado significa 378 mil de vagas a mais nessa condição do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até julho de 2023, foram criadas 689 mil vagas sem carteira no setor privado. O trabalho por conta própria perdeu 22 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,428 milhões de trabalhadores. O resultado representa 164 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O número de empregadores aumentou em 96 mil em um trimestre, para 4,252 milhões de pessoas. Em relação a julho de 2023, o total de empregadores teve um aumento de 47 mil empregadores. O País teve uma queda de 35 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,833 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 45 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.

O setor público teve 424 mil pessoas a mais no trimestre terminado em julho ante o trimestre encerrado em abril, para um recorde de 12,695 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até julho de 2023, foram abertas 436 mil vagas no setor público.

Estadão Conteúdo

Governo bate recorde em viagens: R$2,1 bilhões

Enquanto Lula usava seu avião privativo para o “tour” mundial do ano passado, com despesas sob sigilo, dados atualizados do Portal da Transparência federal apontam que o restante da atual administração seguiu o mau exemplo do chefe e bateu o recorde histórico de gastos com viagens: mais de R$2,12 bilhões em 2023. Isso representa um aumento de 40% nas despesas com passagens e diárias de 2022.

Valores impressionam

Os impostos bancaram em 2023 mais de R$787 milhões em passagens e impressionantes R$1,33 bilhão com o pagamento de diárias.

Na pandemia

Só as diárias de servidores no Lula 3, terceirizados e comissionados, representam mais que todo gasto com transporte do governo em 2020.

Ritmo intenso

Dados preliminares apontam que em 45 dias de 2024, viagens custaram R$29 milhões: R$14 milhões em passagens e R$15 milhões em diárias.

Brasil bate recorde de consumo de energia elétrica pelo segundo mês consecutivo em novembro

O Brasil bateu o segundo recorde consecutivo de consumo de energia elétrica em novembro, atingindo 46.407 gigawatts-hora (GWh), alta de 8,5% em comparação com novembro de 2022, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo a autarquia, é o maior consumo de toda a série histórica desde 2004.

“Assim como em outubro, impulsionadas pelas ondas de calor, as classes residencial e comercial registraram taxas de expansão de dois dígitos. O consumo industrial também avança e contribui para a alta. No acumulado em 12 meses, o consumo nacional registrou 527.073 GWh, alta de 7,5% em comparação ao período imediatamente anterior”, informou a EPE.

Quanto ao ambiente de contratação, com 18.482 GWh, o mercado livre respondeu por 39,8% do consumo nacional de energia elétrica em novembro, registrando crescimento de 9% no consumo e de 22% no número de consumidores, na comparação com novembro de 2022.

Já o mercado regulado das distribuidoras, com 27.925 GWh, respondeu por 60,2% do consumo nacional de eletricidade em novembro, alta de 8,1% na comparação com 2022, enquanto o número de unidades consumidoras aumentou 2,3% no período.

Estadão

Eólica e solar batem recordes de geração em julho

Tanto a geração de energia eólica como a solar bateram recordes de produção no País nos primeiros 15 dias de julho. Foram cinco recordes de eólica e sete de solar. No dia 04 de julho, as eólicas chegaram a produzir 26,1% de toda a energia consumida no País num determinado horário. “Nos surpreendeu. Neste dia, as eólicas geraram 150% do consumo do Nordeste e o excedente foi enviado para o Sistema Interligado Nacional (SIN)”, resume a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), Elbia Gannoum.

No Brasil, 95% das eólicas estão instaladas no Nordeste. O Brasil tem uma capacidade instalada de cerca de 26 gigawatts de geração eólica, que correspondem a cerca de 14% de toda a matriz energética brasileira. O último recorde de geração eólica tinha ocorrido em agosto de 2021, quando as eólicas, num determinado horário, produziram 22% de toda a energia do Brasil.

“As eólicas estão gerando mais do que a potência instalada por causa dos fortes ventos. A tendência é gerar mais alto nos próximos meses”, comenta Elbia. A temporada dos ventos mais fortes começa na segunda metade de junho e tem o pico em setembro e outubro.

As gerações de energia eólica e solar estão traçando um novo cenário para o País.  “Temos energia de sobra e barata no País atualmente. Isso sinaliza para as fábricas que querem fazer os seus processos de descarbonização.É uma oportunidade única”, afirma Elbia. Para ela, isso também pode ajudar o País a implantar uma política industrial verde porque há energia renovável para fazer a transição energética.

A partir de 2018, a geração eólica começou a implantar empreendimentos com uma potência instalada de 4 gigawatts por ano em média. “Se vierem os investimentos previstos para a produção de hidrogênio, vamos ter mais investimentos em eólica e solar porque para produzir o hidrogênio precisa de mais energia renovável”, conta Elbia.

O hidrogênio só é considerado verde caso seja produzido usando energia limpa.  Já a transição energética tem o objetivo de diminuir as emissões de carbono em vários setores produtivos e, para isso, é necessário usar energia de fontes renováveis, como a eólica ou solar nos mais diversos setores, como a indústria, o transporte, entre outros.

Os recordes da energia solar
No dia 13 de julho último, a produção solar instantânea no Nordeste atingiu 6.597 megawwats (MW), o que corresponde a 53,3% da demanda da região. No dia anterior (12 de julho), a geração solar instantânea ficou em 6.478 MW, o equivalente a 52% da demanda.

Já a geração solar média no Nordeste apresentou dois registros importantes. Em 4 de julho, alcançou 2.060 MW médios e, em 11 de julho, essa mesma modalidade indicou a produção de 2.211 MW médios. Também houve um recorde da produção solar média no Sistema Interligado Nacional (SIN) com a geração de 5752 MW médios no dia 4 de julho.Historicamente, o Nordeste sempre foi importador de energia, pois tinha limitação na expansão da sua geração por depender da energia que poderia ser gerada pelas águas do São Francisco. Isso começou a mudar em 2013, quando as eólicas começaram a se expandir na região e o Nordeste passou a exportar energia.

Folha PE

Geração instantânea de energia eólica no Nordeste tem novo recorde

(Foto: ASCOM)

A energia eólica no Nordeste bateu novo recorde de geração instantânea (pico de geração), informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em 8 de julho, as turbinas eólicas produziram 14.167 megawatts (MW), o equivalente a 123,2% da demanda na região.

Esse montante é suficiente para suprir o consumo de energia de todo o Nordeste por um minuto, sobrando 23,2%. Por um minuto naquele dia, a região tornou-se exportadora de energia eólica para o restante do país.

Os dados ainda estão em fase de validação pela ONS. Além do recorde eólico, o Nordeste atingiu o recorde de geração instantânea de energia solar. Às 10h28 da última terça-feira (12), a região produziu 2.963 MW solares. Isso equivale a 27,5% da demanda de todo o subsistema Nordeste naquele minuto.

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