IBGE abre seleção simplificada para agente censitário de pesquisas, com remuneração de R$ 3.100

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou edital, nesta segunda (24), para seleção simplificada de Agente Censitário de Pesquisas e Mapeamento (ACMAP). São cinco vagas para o Recife, sendo três para ampla concorrência; uma para pessoas pretas e pardas; e uma para pessoas com deficiência. Para se candidatar é preciso ter completado o ensino médio.

As pessoas contratadas vão da apoio ao IBGE em ações que acontecem depois do Censo Demográfico. As inscrições vão até o dia 13 de agosto e custam R$ 30. O edital está disponível na internet.

As pessoas aprovadas receberão remuneração de R$ 3.100 e benefícios como auxílio-alimentação (R$ 658), auxílio-transporte e auxílio pré-escolar. O contrato tem duração de até um ano, podendo ser renovado por mais dois anos. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais (oito horas por dia).

As provas acontecerão em 24 de setembro, das 13h às 17h (horário de Brasília), e o resultado final tem previsão de divulgação em 25 de outubro. O conteúdo das provas inclui Língua Portuguesa, Matemática e Raciocínio Lógico, Ética no Serviço Público e Geografia.

G1 Pernambuco

Envelhecimento da população muda cenário para o futuro

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE trouxe novos números sobre a população brasileira, divulgados nesta sexta-feira (16). Um dos destaques do levantamento é a consolidação da tendência do envelhecimento demográfico: em uma década, o percentual de indivíduos acima de 60 anos no país saltou de pouco mais de 11% para 15%. E além disso, o percentual dos que têm abaixo de 30 anos de idade caiu de cerca de 50%, em 2012, para pouco mais de 43% em 2022. Os dados refletem duas faces de um mesmo fenômeno, posicionando o Brasil em uma transição de nação de jovens para nação de idosos.

Confirmando outra tendência já observada, as mulheres vivem mais do que os homens. No ano passado, para cada 78 homens acima de 60 anos, existiam 100 mulheres. Esse recorte indica a demanda, que deve crescer junto com a curva do envelhecimento populacional nos próximos anos, de direcionamento de uma parcela das políticas públicas para os mais velhos, especificamente, para as idosas, que representam a maioria dessa população. Sobretudo para as mulheres acima de 60 anos em situação de vulnerabilidade, a rede de proteção social precisa se robustecer, alcançando a todas, na oferta de serviços de saúde dignos, por exemplo.

Independentemente do gênero, os brasileiros estão estendendo suas vidas até idade avançada, e não são poucas as pessoas centenárias, elevando-se também aquelas acima de 80 e de 90 anos. Hábitos saudáveis, alimentação adequada, exercícios e os avanços da medicina explicam a longevidade que se verifica em todo o planeta, não apenas aqui. Os desafios que se põem aos governos e à sociedade em geral se relacionam à preparação de todos para a velhice prolongada, uma vez que fazer 70 anos pode indicar um horizonte de algumas décadas ainda pela frente.

Outra informação relevante extraída da Pnad se refere à quantidade de brasileiros morando sozinhos. Quase 16% do total de domicílios pesquisados pelo IBGE em 2022 tinham apenas um morador. O volume de gente que se enquadra nessa moradia aumentou, e isso também afeta os idosos: mais de 40% do total de pessoas morando sós, no país, são de indivíduos acima de 60 anos. O que também implica em atenção maior para a situação psicológica, econômica e de saúde dos idosos sem companhia em casa. Tanto por parte das famílias, quanto do poder público, responsável pelo bem-estar da população, em qualquer idade.

O envelhecimento populacional significa uma mudança no padrão demográfico, que traz preocupações e oportunidades para um novo cenário. Sem ter chegado a um nível de desenvolvimento ideal para bancar a menor base de trabalho, o Brasil deve enfrentar, nos próximos anos, o desafio de agregar conhecimento e tecnologia, em diversas áreas, para ganhar mais produtividade. A experiência dos mais velhos precisa ser melhor aproveitada, nesse contexto, com a valorização da experiência para guiar as novas gerações. Afinal, um futuro de maturidade aguarda o país do futuro.

JC Online

Prefeitura de Juazeiro e IBGE coletam dados do setor agrícola nos distritos

Desde o início do ano equipes da Agência de Desenvolvimento Econômico, Agricultura e Pecuária (ADEAP) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizam a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM)na região do Pontal, em Itamotinga. O trabalho consiste em ir a campo dialogar com produtores e conhecer as características das produções em todo o território brasileiro. Em Juazeiro, o Instituto conta com a parceria da Prefeitura, através da secretaria de Agricultura.

Para o titular da ADEAP, Carlos Neiva, o trabalho do IBGE dá condições à administração municipal de tomar decisões econômicas e conhecer a realidade das produções com detalhes. “A PAM é muito importante, pois nos traz dados fidedignos para que possamos ter o nosso Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) repassando de maneira adequada. Os dados serão claros e objetivos e vamos agregar valor ao município com maior destaque em nível nacional”, disse.

A PAM possibilita uma investigação estatística e territorial mais aprofundada sobre as produções agropecuárias do país, possibilitando que os governos atuem em conjunto e criem políticas públicas que favoreçam o produtor rural. Das informações coletadas, estão os dados da propriedade, como área, produção, características das famílias, dentre outras.

De acordo Saulo Almeida, chefe da Agência do IBGE em Juazeiro, o levantamento está acontecendo em toda a produção agrícola do município. “Estamos fazendo esse mutirão para levantar as informações dos produtores rurais que estão fora dos perímetros irrigados. A agência do IBGE, em Juazeiro, é relativamente pequena, mas a cooperação da prefeitura com disponibilização de transporte e apoio técnico dos agrônomos, nos ajuda a encontrar e facilita o contato com os produtores rurais”, destaca.

Para o produtor Heronildes Francisco dos Santos, o trabalho do recenseamento agrícola do Instituto informa e agrega conhecimento. “Estávamos precisando muito ter um órgão aqui para influir e aprendemos muito com o eles”, reforça.

Ascom