Aeroporto de Petrolina prevê aumento de 47% no fluxo de passageiros no São João

O Aeroporto Senador Nilo Coelho, em Petrolina, deve receber um fluxo maior de passageiros no mês de junho, segundo a concessionária que administra o terminal. Mais de 53 mil passageiros devem embarcar e desembarcar no terminal. A alta se deve às festas do ciclo junino, que começam oficialmente a partir do dia 19 de junho.

O número é 47% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o aeroporto movimentou pouco mais de 36 mil passageiros. Além do turismo, o período também intensifica a movimentação ligada aos negócios e ao agronegócio. A previsão é de aproximadamente 26,7 mil embarques ao longo do mês, crescimento de 56% em relação a junho de 2025. Já os desembarques devem superar 26,7 mil passageiros, representando aumento de 39%.

G1 Petrolina

Conta de luz deve ficar mais cara nos próximos meses

Após meses de bandeira verde, os brasileiros já começaram a sentir o impacto do período seco na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) acionou a bandeira amarela em maio e especialistas do setor projetam um cenário ainda mais caro nos próximos meses, com possibilidade de bandeiras vermelhas ao longo de 2026.

A mudança ocorre após o encerramento do período chuvoso e em meio aos efeitos do fenômeno El Niño, que tende a provocar estiagem principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável pela maior parte do consumo nacional, opera atualmente com 65,62% da capacidade de armazenamento. Já o Sul apresenta situação mais delicada, com reservatórios em 46,40%.

Bandeiras vermelhas devem voltar – A previsão do economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, é de que o sistema elétrico passe a operar com bandeira vermelha patamar 1 a partir de junho e bandeira vermelha 2 entre julho e setembro. Na prática, isso significa aumento na cobrança extra da conta de energia. Segundo Serrano, a energia elétrica pode subir cerca de 9% em 2026, pressionando também a inflação.

A estimativa do economista aponta: Bandeira vermelha 1 em junho, com alta média de 3,5%; Bandeira vermelha 2 entre julho e setembro, com aumento de 4,3%; Retorno da bandeira vermelha 1 em outubro; Possível bandeira amarela novamente em dezembro.  No ano passado, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada apenas por um mês. Em 2023, o sistema operou com bandeira verde durante todo o ano.

Uso de termelétricas encarece energia – Com a redução das chuvas, o governo já prevê maior uso de usinas termelétricas para garantir o abastecimento do sistema elétrico durante o período seco. Elas possuem custo mais elevado de geração, o que impacta diretamente as tarifas pagas pelos consumidores.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirmou que as usinas vêm sendo acionadas para preservar os reservatórios da região Sul e reforçar a segurança energética do país. Especialistas do setor, porém, afirmam que a alta da conta de luz não depende apenas da situação dos reservatórios. Segundo Victor Hugo Iocca, diretor da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), o atual modelo matemático usado para formação dos preços estaria elevando os custos mesmo sem risco imediato de falta de energia.

Sistema tem excesso de energia, mas tarifas continuam subindo – Apesar da perspectiva de aumento nas contas, o sistema elétrico brasileiro vive atualmente um cenário de excesso de geração. Segundo levantamento da consultoria Thymos Energia, há capacidade maior de produção do que demanda de consumo no país. Isso tem levado o ONS a interromper parte da geração de energia solar e eólica para evitar sobrecarga no sistema. Dados da Volt Robotics apontam que cerca de 20% de toda a energia renovável que poderia ter sido produzida no ano passado acabou sendo descartada. Os cortes geraram prejuízo estimado em R$ 6,5 bilhões para empreendimentos do setor.

Conta de luz preocupa governo – O aumento da energia elétrica também virou preocupação do governo federal, principalmente pelo impacto direto no custo de vida da população. Segundo o IBGE, a energia residencial subiu 12,31% em 2025 e foi o item que mais pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na tentativa de aliviar as tarifas, o governo aplicou no ano passado R$ 2,2 bilhões em descontos por meio de bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A Tarde

 

Período sazonal de síndromes gripais aumenta procura por atendimentos pediátricos, e gestão municipal intensifica ações na UPED em Juazeiro

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), acompanha de perto o aumento na procura por atendimentos neste período de sazonalidade das síndromes gripais, com impacto direto na Unidade Pediátrica (UPED), referência em urgência e emergência infantil. Na sexta-feira (1), o secretário de Saúde, Helder Coutinho, esteve na unidade realizando escuta ativa com profissionais e usuários, com foco na adoção de medidas que ampliem a capacidade de resposta do serviço, incluindo reforço de equipes e melhorias estruturais. “Esse é um período que exige atenção redobrada. Estamos acompanhando de perto a situação, ouvindo nossa equipe e a população, e adotando medidas para garantir um atendimento mais ágil, seguro e resolutivo para nossas crianças”, destacou o secretário.

Diante do cenário, há aumento significativo de casos que demandam maior atenção das equipes, especialmente pelos quadros clínicos mais graves. A Sesau reforça que a UPED funciona por Classificação de Risco, priorizando atendimentos de maior gravidade. Casos leves devem ser direcionados, preferencialmente, às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), contribuindo para maior organização do fluxo assistencial.

A Secretaria destaca que a unidade conta com equipe multiprofissional e insumos assegurados, mantendo a assistência conforme os protocolos, mesmo diante de picos de demanda. Como parte das estratégias para este período, a Sesau tem realizado programação de educação permanente voltada aos profissionais médicos da Atenção Primária, fortalecendo a assistência desde a porta de entrada do sistema. Paralelamente, o município também participa de encontros sobre Governança nas Macrorregiões de Saúde da Bahia, com foco no fortalecimento da cooperação entre municípios, no equilíbrio das decisões entre níveis local e central, e na ampliação da participação social no Sistema Único de Saúde (SUS).

No âmbito da prevenção, a Secretaria reforça a importância da vacinação e destaca ações como o Giro da Gotinha, iniciativa que leva imunização itinerante ao público prioritário da campanha contra a influenza, ampliando o acesso e contribuindo para a redução da incidência e da gravidade das síndromes gripais e das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), especialmente entre crianças.

Ascom

Valor da carne bovina sobe 26,5% em 4 meses e bate recorde

O preço da carne bovina cresceu significativamente em 2026. O alimento popular na mesa dos brasileiros aumentou cerca de 26,5% nos últimos quatro meses, sendo considerado um “item de luxo” para algumas famílias. De acordo com Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a cotação do arroba do boi gordo chegou a marca de US$ 73,58, aproximadamente R$ 365 na cotação atual, na última quarta-feira (15).

Esse valor bate um recorde histórico de quase cinco anos, onde o mesmo produto atingiu US$ 73,53 em abril de 2022. A mudança reflete diretamente no bolso do consumidor, já que os açougues buscam lucrar com o novo valor. Segundo dados divulgados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o aumento acumulado é de 3,18%, uma média somando todos os cortes e tipos de carne bovinas existentes no país.

Porque o preço aumentou?
A demanda maior que a oferta é a principal justificativa do crescimento da carne bovina. A busca pelo produto em ritmo acelerado tem ocasionado a oscilação, refletindo diretamente na exportação para outros países. Outra justificativa dada por especialistas é a retenção de animais para o abate. Produtores de gado estão preservando as vacas para criar bezerros e consequentemente reduzindo o número de animais, fazendo o valor subir.

Quais carnes ficaram mais caras?
Ao todo, cerca de 10 tipos de carne sofreram um aumento significativo nos últimos meses, tanto em cortes populares ou nobres, pesando no bolso de todas as classes econômicas.

Confira a lista: Fígado (+7,5%), Capa de filé (+6,8%), Alcatra (+6,2%), Filé-mignon (+4,9%), Picanha (+4,4%), Contrafilé (+4,3%), Lagarto (+3,6%), Músculo (+3,5%), Coxão mole (+3,3%) e Acém (+3,3%).

A Tarde

Diesel fica mais caro a partir deste sábado e e impacto pode chegar aos postos

Começa a valer neste sábado (14), o reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras pela Petrobras. A estatal confirmou aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, fazendo com que o valor médio passe a ser de R$ 3,65 por litro. Apesar da mudança, os demais combustíveis não sofreram alteração.

Segundo a companhia, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A com 15% de biodiesel — que forma o diesel B comercializado nos postos — o reajuste representa um aumento de cerca de R$ 0,32 por litro ao consumidor. Com isso, a participação média da Petrobras no preço final do diesel vendido nas bombas passa a ser de aproximadamente R$ 3,10 por litro.

O último ajuste no valor do diesel para as distribuidoras havia ocorrido em 6 de maio de 2025, quando houve redução no preço. Já o último aumento havia sido registrado em 1º de fevereiro de 2025. De acordo com a empresa, portanto, o reajuste anunciado agora acontece após mais de 300 dias desde a última alteração e mais de 400 dias desde o último aumento.

A Petrobras também ressaltou que, mesmo com o novo reajuste, o preço do diesel acumula queda significativa desde o início do atual governo. Segundo a estatal, “Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período”, informou a companhia.

O aumento ocorre em meio à pressão internacional sobre o preço do petróleo. Em maio de 2025, o barril da commodity era negociado em torno de US$ 60, mas conflitos recentes no Oriente Médio elevaram o valor para mais de US$ 100, encarecendo a matéria-prima utilizada na produção de combustíveis. Para reduzir o impacto ao consumidor final, o governo federal anunciou nesta semana uma série de medidas voltadas ao mercado de combustíveis. As iniciativas foram assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluem mudanças tributárias e incentivos ao setor.

Entre as ações está um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, medida que representa redução estimada de R$ 0,32 por litro. Além disso, uma medida provisória prevê o pagamento de subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores do combustível.

O pacote também prevê a tributação da exportação de petróleo, com o objetivo de incentivar o refino no mercado interno e garantir o abastecimento, além de um decreto que obriga postos de combustíveis a exibirem sinalização clara informando aos consumidores a redução de tributos federais e o impacto da subvenção no preço final. A estatal também informou que pretende aderir ao programa de subvenção econômica criado pelo governo federal. A iniciativa prevê pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas que participarem do programa, instituído pela Medida Provisória nº 1.340, publicada em 12 de março de 2026.

A adesão, entretanto, ainda depende da publicação dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que irá definir o preço de referência necessário para a operacionalização da política. Segundo a Petrobras, ao considerar o reajuste anunciado e o potencial benefício da subvenção, o efeito combinado pode chegar a R$ 0,70 por litro. Ainda assim, a empresa afirma que o impacto ao consumidor tende a ser amenizado pelas medidas tributárias adotadas pelo governo federal.

Por fim, a companhia lembra que o valor pago pelo motorista nos postos não depende apenas do preço praticado pela Petrobras. O preço final inclui ainda custos e margens de distribuidoras e revendedores, impostos federais como Cide, PIS/Pasep e Cofins, além do ICMS estadual, cuja alíquota varia de acordo com cada unidade da federação.

A Tarde

Número de entrega voluntária de recém-nascidos para adoção aumentou 32% em Pernambuco

O quantitativo de recém-nascidos que foram para adoção após as mães realizarem a entrega voluntária vem crescendo em Pernambuco. Segundo dados do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), houve um aumento, em 2025, de 32% no número de recém-nascidos encaminhados para adoção em relação a 2024. No ano passado, foram feitos 33 encaminhamentos para adoção, enquanto em 2024 foram realizados apenas 25.

O quantitativo de mulheres que demonstraram interesse de entrega voluntária em 2025 também seguiu a mesma lógica de crescimento, sendo 81 no ano passado e 53 em 2024. Esse aumento nos últimos anos também vem sendo registrado no Recife, segundo a coordenadora do programa Mãe Legal da 2ª Vara da Infância e Juventude do Recife, Ana Cláudia Souza. Só no ano passado, 30 famílias demonstraram o interesse de realizar a entrega voluntária dos recém-nascidos, resultando em 10 direcionamentos de bebês ao processo de adoção.

“Uma das justificativas pelo aumento é que uma parcela de mulheres que acessaram o curso superior, que transitam socialmente de uma forma mais confortável, chegam a ter o desejo de não ser mãe e fazem a entrega do bebê. Com isso, esse grupo de mulheres se soma àquelas que realizam a entrega por viverem em uma lógica de vulnerabilidade social. Mas, independentemente dos motivos, toda a entrega tem sofrimento, pois é um filho que está sendo entregue”, explicou Ana Cláudia Souza, que também é analista jurídica/psicóloga da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital.

Apesar dessa lógica, o quantitativo de 2025 segue uma média anual de registros na capital pernambucana, contabilizada desde 2009, ano em que iniciou o programa Mãe Legal. A média é de 15 bebês por ano que vão para adoção após 30 mulheres demonstrarem interesse em realizar a entrega voluntária. Só neste ano, no Recife, dois recém-nascidos já foram destinados para o processo de adoção e quatro grávidas estão sendo acompanhadas pela Mãe Legal. Desde o começo do Programa Acolher, iniciado em 2011, 283 mulheres demonstraram interesse em realizar a entrega dos recém-nascidos, resultando em 104 encaminhamentos para adoção.

A entrega voluntária é o ato legal pelo qual uma pessoa gestante ou parturiente manifesta, de forma consciente e protegida, o desejo de entregar seu filho ou filha para adoção, com o acompanhamento da Vara da Infância e da Juventude. Esse é um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e regulamentado pela Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Cartilha da entrega voluntária para adoção – Diante desse aumento no número de entrega voluntária, não apenas em Pernambuco, o CNJ lançou, nesta terça-feira (27), de forma online, uma Cartilha da entrega voluntária para adoção. Esse documento visa reunir informações essenciais sobre o processo de entrega voluntária de crianças para adoção e orientar pessoas gestantes, parturientes e profissionais da rede de proteção sobre os direitos, procedimentos legais, alternativas disponíveis e os cuidados necessários para garantir a proteção integral da mulher e da criança.

“Essa cartilha traz um direcionamento ao público alvo, que são mulheres, seus familiares e profissionais da rede protetiva. Esse documento tem uma linguagem fácil, onde constam várias dúvidas sobre esse procedimento da entrega. A Cartilha também explica a diferença entre a entrega e o abandono, deixando bem claro que a entrega é um direito e que o abandono é crime. Tudo isso combate a entrega informal, algo comum no nosso país”, explicou Ana Cláudia Souza, que participou do webinário.

Nesse documento, as pessoas poderão entender como funciona todo o processo de da entrega voluntária, que deve iniciar a partir do momento em que uma mulher, durante o período de gestação, expõe o desejo de não criar aquela criança, seja por questões socioeconômicas ou por outro motivo. Além disso, a cartilha tira dúvidas frequentes que as mulheres possam ter durante o processo de decisão. Todas essas orientações visam evitar o abandono desses recém-nascidos e problemas judiciais.

“Essas orientações têm um papel importante para evitar o abandono ou a entrega ilegal, que é quando as mães entregam o filho para outra família criar. Nesses casos de entrega ilegal, o prazo de arrependimento é menor, pois a nova família da criança pode sumir no mundo, sem contar nas questões judiciais que podem surgir pela guarda da criança. Por isso, fazer a entrega voluntária é o principal caminho, pois evita o desgaste das crianças”, destacou Ana Cláudia Souza.

Em Pernambuco, o TJPE disponibiliza dois programas que atendem mulheres que necessitam decidir sobre a entrega de suas crianças a uma família adotiva. O programa Mãe Legal, que tem como contato o (81) 3181- 5904, atende mulheres residentes no Recife. Já o Acolher, que tem número para contato o (81) 3181 – 5938, é responsável pela acolhida dessas famílias em todo estado de Pernambuco.

Passo a passo do processo de entrega voluntária

1º) Manifestação do desejo de entrega – A manifestação pode ser feita em qualquer serviço da rede de proteção, como unidades de saúde (UBS, UPAs, hospitais, maternidades) CRAS e CREAS, Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público e Vara da Infância e Juventude.

2º) Encaminhamento à Vara da Infância e Juventude – A pessoa que demonstrar o interesse de fazer a entrega voluntária será acolhida e encaminhada para atendimento pela equipe técnica, que ouvirá sem julgamentos; explicará o processo; passará informações sobre seus direitos; garantirá o sigilo uma vez solicitado; avaliará se há necessidade de encaminhamentos (pré-natal, apoio social, etc.), consultando sobre a concordância com estes.

3º) Atendimento no hospital – Durante o parto, a pessoa receberá atendimento médico adequado e humanizado, decidindo livremente se quer ver o bebê, segurá-lo, amamentá-lo, dar-lhe nome ou não. Todas as decisões devem ser respeitadas. Porém, há obrigatoriedade de se proceder com o registro de nascimento, observando-se o direito da criança à sua origem.

4º) Audiência judicial – Após o nascimento, será realizada audiência com o juiz e o defensor ou advogado. Nessa ocasião, haverá a confirmação, ou não, da decisão perante o Juízo, com acompanhamento de advogado ou defensor. Ela será orientada novamente sobre seus direitos.

5º) Prazo de arrependimento – Após a audiência, tem-se 10 dias corridos para manifestação de arrependimento quanto à entrega, com acompanhamento da equipe técnica.

6º) Encaminhamento para adoção – Confirmada a entrega, a criança será colocada como apta à adoção no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e encaminhada para família habilitada compatível com o perfil da criança. Não há possibilidade de escolha dos adotantes, garantindo a legalidade e a proteção de todos os envolvidos.

Diario de Pernambuco

Contribuição mensal do MEI sobe para R$ 81,05 em 2026

A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) aumentou de R$ 75,90 por mês para R$ 81,05 por mês na  quinta (1º), uma vez que o valor é calculado com base no salário mínimo, que também foi reajustado. A contribuição representa 5% do novo salário mínimo, que subiu para R$ 1.621.

Pagamento 
O valor é pago por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que, além da contribuição previdenciária, cobra os impostos devidos pelos MEIs. O DAS vence todo dia 20 de cada mês. Ele pode ser emitido diretamente no Portal do Simples Nacional ou pelo App MEI, disponível para iOS e Android.

Há opção também de pagar por boleto, PIX e débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras. Os microempreendedores individuais (MEIs) que exercem atividades sujeitas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do comércio e indústria, têm um acréscimo de R$ 1 por mês no DAS.  Para atividades sujeitas ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), os prestadores de serviços, a soma é de R$ 5. Os empreendedores que realizam os dois tipos de atividade precisam pagar os dois impostos, desembolsando R$ 6 a mais na contribuição.

MEI
O Microempreendedor Individual (MEI) é a forma mais simples de o empreendedor se formalizar, pois disponibiliza ao cadastrado um número de Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Uma vez formalizado como MEI, o empresário pode emitir notas fiscais com facilidade, abrir uma conta empresarial e ter acesso a empréstimos com melhores taxas de juros. Além disso, pode contribuir para a aposentadoria e receber benefícios de seguridade social. Para se tornar MEI, o faturamento anual deve ser de até R$ 81 mil por ano. Para o MEI transportador autônomo, o valor anual é de até R$ 251,6 mil.

Agência Brasil

Preço da cesta básica volta a subir em Petrolina no mês de julho

A cesta básica em Petrolina, registrou um leve aumento de preço no mês de julho de 2025. Segundo pesquisa realizada pelo Colegiado de Economia da Facape, o custo da cesta teve inflação de 0,28% em comparação com o mês anterior, passando a custar R$ 612,37.

Entre os produtos que mais influenciaram essa elevação estão o tomate e a carne bovina. O tomate voltou a subir de preço após um período de quedas, causado pelo fim da grande oferta no campo que durou cerca de dois meses. Já a carne bovina teve aumento devido à redução no abate de animais, impactada por tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que reduziu a oferta no mercado interno.

Apesar da alta geral, alguns itens apresentaram queda nos preços. A banana segue em tendência de redução pelo terceiro mês consecutivo, reflexo de uma boa oferta e demanda mais baixa. O arroz teve uma forte queda, influenciado pela entrada de produto importado, e o feijão também ficou mais barato, com destaque para a boa safra anual. Ambos apresentaram redução tanto no mês quanto no acumulado dos últimos 12 meses.

Outro destaque foi o café, que teve uma leve queda de -0,29% em julho, após meses seguidos de alta, devido ao avanço da colheita nacional. No entanto, o produto ainda acumula uma alta superior a 65% no período de um ano. O açúcar também teve redução no preço, graças ao aumento da oferta.

No acumulado de 2025, de janeiro a julho, a cesta básica em Petrolina registra uma alta de 4,55%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento chega a 17,24%. A pesquisa destaca ainda que há grandes variações nos preços coletados, e reforça a importância de os consumidores compararem valores antes das compras para economizar.

Ascom

Rendimento de trabalhador rural sobe 5,5% no 1º trimestre

O Anuário Estatístico da Agricultura Familiar contabiliza que o rendimento médio mensal dos trabalhadores da agropecuária cresceu 5,5% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado. Em termos absolutos, o salário de quem trabalha na agropecuária passou no período de R$ 2.022 para R$ 2.133.

O estudo é da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Abrange os empregados em atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

O rendimento médio resulta da grande variação do valor dos salários nas cinco grandes regiões brasileiras. No Norte, o incremento foi de 21%; no Nordeste, 7,5%; no Sudeste, 1,7%; e no Sul, 9,7%. Diferente das demais, o Centro-Oeste registrou perda de renda de 7,9%. A despeito do mal resultado, a região mantém o maior valor médio pago de salário R$ 3.492 – bem acima dos valores do Nordeste (R$ 1.081) e do Norte (R$ 1.997); e também superior ao Sudeste (R$ 3.147) e ao Sul (R$ 3.147).

De acordo com a presidente da Contag Vânia Marques Pinto, a finalidade do anuário é fazer o monitoramento das remunerações e direcionar a atuação da entidade. “A Contag vem pautando os entes federativos para rever e qualificar políticas públicas para os povos do campo, da floresta e das águas”, disse em nota à imprensa.

Trabalho feminino
O anuário também registra que houve, pelo terceiro ano consecutivo, redução do desemprego feminino no campo. Em 2024, a taxa foi de 7,6% – a menor desde 2015. Afora a aceleração da atividade econômica, que abre vagas para ambos os sexos e permite ganhos salariais, Contag e Dieese assinalam um fator não conjuntural para a melhoria da oferta de emprego entre as mulheres no campo: a qualificação da força de trabalho feminina.

“Segundo a pesquisa, o nível de instrução das mulheres acima de 15 anos que moram em zonas rurais avançou significativamente entre os anos de 2012 e 2024. O percentual das que possuem Ensino Superior triplicou, saindo de 2% para 6%. A fatia daquelas que concluíram o Ensino Médio também subiu significativamente, passando de 14% para 25% no período. Ao mesmo tempo, a população feminina rural sem instrução e com menos de um ano de estudo recuou de 14% para 10%, enquanto a parcela com Ensino Fundamental incompleto caiu de 50% para 38%”, registra a nota da Contag.

Agência Brasil

Trump anuncia aumento de tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30), que aumentará as tarifas sobre o aço e o alumínio de 25% para 50% a partir de quarta-feira, 4 de junho.

“Nossos setores de aço e alumínio estão se recuperando como nunca antes. Essa será mais uma GRANDE sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores”, escreveu ele na Truth Social.

Durante discurso na fábrica da US Steel na noite desta sexta-feira, o republicano havia mencionado apenas tarifas de 50% para o aço.

Estadão Coteúdo

Aneel anuncia bandeira vermelha patamar 1 e conta de luz ficará mais cara em junho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (30), bandeira tarifária vermelha patamar 1 para o mês de junho, com cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kW/h (quilowatt-hora) consumidos. A perspectiva cresceu ao longo deste mês e já estava prevista, conforme mostrou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

Como motivo para o acionamento, a agência reguladora apontou para o cenário de afluências para as hidrelétricas abaixo da média em todo o País e consequente redução da geração dessas fontes, em relação ao mês anterior. Com isso, há um aumento nos custos de geração devido à necessidade de acionamento de fontes de energia mais onerosas, como as usinas termoelétricas.

A arrecadação via bandeira tarifária paga os custos adicionais. Desde fevereiro houve piora nas expectativas de chuva. Além do risco hidrológico (GSF), outro gatilho para o acionamento da bandeira mais cara no ano passado foi o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde dezembro passado a bandeira tarifária permanecia verde, com as condições favoráveis de geração de energia no País durante o período chuvoso. Contudo, a previsão de geração de energia proveniente de hidrelétrica piorou, a Aneel acionou bandeira amarela para maio.

Lucas Paiva, engenheiro elétrico e Sócio-Fundador da Lead Energy menciona as chuvas abaixo da média histórica no outono e inverno, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentram cerca de 70% da capacidade de armazenamento de água do país. Além disso, ele acrescenta que há redução gradual dos níveis de armazenamento, que devem cair de 69% em abril para 55% até outubro, de acordo com relatório divulgado com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Diario de Pernambuco

Pesquisa da Facape aponta alta no custo da cesta básica em Petrolina

Em fevereiro, mais uma vez, o preço da cesta básica teve comportamentos diferentes entre Petrolina e Juazeiro. Enquanto os consumidores petrolinenses sentiram um aumento de 1,68% em relação a janeiro, os juazeirenses tiveram um alívio, com uma deflação de -1,98%.

No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 7,73% em Petrolina e 5,63% em Juazeiro, de acordo com a pesquisa realizada pelo Colegiado de Economia da Faculdade de Petrolina (FACAPE). O levantamento também apontou que o custo da cesta no mês passado foi estimado em R$ 621,54 para Petrolina e R$ 581,72 para Juazeiro, uma diferença de R$ 39,82 entre as cidades.

Entre os produtos que mais encareceram a cesta básica em Petrolina, o café em pó teve um aumento expressivo de 12,69%, seguido pela banana, que subiu 11,58%. Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos e ajudaram a conter um aumento ainda maior, como o arroz (-3,54%), o feijão (-4,05%) e a carne (-0,60%).

O crescimento da oferta de feijão e arroz, sem um aumento proporcional na demanda, contribuiu para a queda dos preços desses produtos. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, o café em pó disparou 62,08%, a carne subiu 18,06% e o arroz aumentou 9,75%. Já a banana teve uma redução de -17,63% no período, e o feijão carioca caiu -29,51%.

A pesquisa também revelou que os preços variam bastante entre supermercados, marcas e até mesmo dias da semana em que a coleta foi realizada. Isso mostra a importância de pesquisar antes de comprar, permitindo que os consumidores encontrem melhores preços e economizem nas compras do dia a dia.

Ascom-Facape

Teto do seguro-desemprego sobe para R$ 2.424,11 após reajuste

A partir deste sábado (11), o trabalhador demitido sem justa causa receberá mais seguro-desemprego. A tabela das faixas salariais usadas para calcular o valor da parcela seguiu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2024 e foi reajustada em 4,77%.

Com a correção, o valor máximo do seguro-desemprego subirá de R$ 2.313,74 para R$ 2.424,11, diferença de R$ 110,37. O piso segue a variação do salário mínimo e aumenta de R$ 1.412 para R$ 1.518. Os novos montantes valem tanto para quem recebe o seguro-desemprego como para quem ainda dará entrada no pedido.

A parcela do seguro-desemprego é calculada com base na média das três últimas remunerações do trabalhador antes da demissão. Após a correção das faixas salariais, o benefício será definido da seguinte forma.

Direitos
Pago ao trabalhador com carteira assinada dispensado sem justa causa, o seguro-desemprego tem de três a cinco parcelas, que dependem do número de meses trabalhados no emprego anterior e do número de pedidos do benefício, que pode ser solicitado por meio do Portal Emprega Brasil , do Ministério do Trabalho e Emprego.

Para ter direito ao seguro-desemprego, o trabalhador deve cumprir os seguintes requisitos:
•    Ter sido dispensado sem justa causa;
•    Estiver desempregado, quando do requerimento do benefício;
•    Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica (inscrita em cadastro específico da Previdência Social) relativos a:
–     pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, no primeiro pedido;
–     pelo menos nove meses nos últimos 12 meses imediatamente anteriores à data de dispensa, no segundo pedido;
–     cada um dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores à data de dispensa, nos demais pedidos;
•    Não ter renda própria para o seu sustento e de sua família;
•    Não estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social, exceto pensão por morte ou auxílio-acidente.

O trabalhador não pode ter outro vínculo empregatício. O prazo para fazer o pedido varia entre o 7º e o 120º dia da demissão, para trabalhadores formais, e entre o 7º e o 90º dia, para empregados domésticos.

Agência Brasil

Mais de 550 mil procedimentos foram oferecidos na atenção básica em Petrolina

Os atendimentos realizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Petrolina, são pilares da atenção primária à saúde no município. Em 2024, a assistência aconteceu nas 57 UBS e contou com a atuação cerca de 100 Equipes de Saúde da Família, oferecendo à população serviços de saúde essenciais e de baixa complexidade. Os serviços prestados contabilizaram 552.665 procedimentos.

Os tipos de atendimentos incluem consultas com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista entre outras especialidades. Os profissionais atuam no diagnóstico e tratamentos preventivos, administração de medicamentos, orientações de saúde, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, entre outras funções. Os pacientes ainda contam com a realização de exames simples e testes rápidos, como verificação de pressão arterial, glicemia, vacinas e curativos nos cuidados com ferimentos e orientações preventivas e educativas sobre doenças e cuidado com a saúde de forma geral.

Esses serviços visam melhorar a qualidade de vida da população, focando na prevenção contínua, além de reduzir a sobrecarga dos hospitais de maior complexidade. A Atenção Primária à Saúde é fundamental para um sistema eficiente, pois permite o acompanhamento regular da comunidade, promovendo intervenções precoces quando necessário.

Débora Sousa/Ascom Secretaria de Saúde

Desastres climáticos aumentam de forma alarmante no Brasil

O Brasil caminha para um cenário crítico, podendo dobar os números de desastres climáticos anuais nos últimos quatro anos, quando comparados ao registros das duas décadas anteriores, segundo estudos científicos.

Segundo relatório elaborado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica com apoio do governo brasileiro e da Unesco. “Os desastres climáticos têm se tornado mais frequentes e intensos nas últimas décadas, refletindo os impactos das mudanças climáticas.

Um estudo realizado pelo braço de pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) divulgado nesta sexta-feira, 27, mostra que, entre 2020 e 2023, os dados oficiais mostram um média de 4077 desastres anuais relacionados ao clima no Brasil. Este número é quase o dobro dos 2037 desastres registrados em média das duas décadas de 2000 a 2019. O relatório caracteriza essa situação como um “cenário alarmante”

Os desastres incluem secas, enchentes, temperaturas extremas, deslizamentos de terra, tempestades violentas e ciclones. Somado a isso, o estudo mostrou uma relação entre estes desastres climáticos e o aquecimento da superfície oceânica. Ainda também se nota que as secas e as enchentes recordistas no Brasil em 2024 agregam aos desafios climáticos que o país enfrentam.

“Os prejuízos econômicos causados por desastres climáticos no Brasil tem aumentado significativamente ao longo das ultimas décadas, refletindo os impactos crescentes das mudanças do clima”, mostra o estudo. No Brasil, os custos desses danos de 1995 até 2023 é estimado em R$547,2 bilhões. Ainda foi destacado por pesquisadores a “urgência de medidas para mitigar os impactos das mudanças climáticas e aumentar a resiliência socioeconômica no país”

A Tarde

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