Leitora denuncia ação irregular da Celpe e assessoria da Neoenergia responde

Uma leitora do blog Waldiney Passos, enviou um vídeo mostrando a situação de um trecho da Rua Fernando Góes, no Centro de Petrolina, após o trabalho de equipes da Celpe. No vídeo é possível ver o ponto entre o poste que fica localizado na calçada de um Colégio. No local, a calçada está quebrada, com terra espalhada e fios estão jogados ao redor do poste o que poderia levar a algum tipo de acidente para os pedestres.

Em contato com a assessoria da Neoenergia, a produção do Blog Waldiney Passos foi informada de que houve a batida de um veículo no poste em questão, mas no horário em que aconteceu – era tarde da noite, e não havia condições de realizar o serviço de reconstrução da rede devido o alto risco para a equipe. Segundo a assessoria, na hora em que a moradora passou e fez o vídeo, o serviço ainda estava em andamento e as equipes designadas não haviam chegado ao estágio de conclusão.

A nota enviada diz que: “A Neoenergia Pernambuco agradece o alerta da cliente, mas esclarece que o serviço de substituição do poste ainda não foi concluído. Equipes estão no local desde a noite do domingo trabalhando na reconstrução da rede destruída após colisão de veículo contra a estrutura anterior, ocorrida no domingo à noite. Nesta terça, a calçada será finalizada, concluindo o serviço”.

A foto que ilustra esse texto foi enviada pela Neoenergia para mostrar que o serviço já foi concluído e o local está com a calçada refeita e os fios retirados.

 

Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

“Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero. O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

A manifestação contou com a presença de um ministro e seis ministras, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

Violência do Estado
Foram recorrentes falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes. A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima. “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário. “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

Patriarcado
Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil. “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país. “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.
Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

Papel dos homens e do orçamento público
A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.

“É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

“Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

Questão econômica
A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero. A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

“Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse. Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

Entenda
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero. Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

Agência Brasil

Ministério Público denuncia oito por morte do ex-delegado Ruy Ferraz

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou oito pessoas pela execução do ex-delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes (foto), ocorrida na Praia Grande, no dia 15 de setembro deste ano. Ele ocupava o cargo de secretário da Administração da prefeitura do município, na Baixada Santista.

Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP formalizou a denúncia pelos crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e por integrar organização criminosa armada.

“Segundo a investigação da Polícia Civil, os denunciados planejaram e executaram a vítima, que atuou por mais de 40 anos na instituição e era alvo de uma ordem emitida pelo alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) para eliminá-lo por conta da sua atuação contra a facção”, divulgou, em nota, o MPSP. Um dos envolvidos identificados morreu no curso das investigações durante tentativa de prisão, segundo o órgão.

Licitação
Especialista na cobertura de casos relacionados ao PCC, o jornalista Josmar Jozino da Silva publicou que, com base no inquérito a que teve acesso, a esposa do ex-delegado teria dito, em depoimento à Polícia Civil, que Ferraz estava nervoso e preocupado com uma licitação envolvendo a Secretaria de Planejamento nos dias que antecederam a execução.

O MPSP divulgou que, de acordo com as investigações, o PCC começou o planejamento do crime em março de 2025, com furto de veículos, aquisição de armamentos e definição de imóveis na Baixada Santista para apoio logístico. O crime foi praticado com emprego de armas de fogo de uso restrito, em emboscada, e resultou também em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos por disparos.

“No dia do crime, os executores emboscaram a vítima na saída da prefeitura de Praia Grande, efetuando dezenas de disparos com fuzis. Após a execução, os criminosos atearam fogo em um dos veículos utilizados e se dispersaram”, disse o MPSP.

Agência Brasil

Estudantes denunciam presença de lagartas e moscas em refeições da UFRPE

Estudantes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas (Codai), em Dois Irmãos, Zona Oeste do Recife, denunciaram problemas na alimentação servida pelo restaurante universitário (RU). Segundo relatos, foram encontradas moscas, larvas, lagartas e até carne de porco com pelos nas refeições. A empresa responsável pelo serviço assumiu a gestão há menos de um mês, após processo de licitação.

A Vigilância Sanitária do Recife confirmou ter recebido duas denúncias relacionadas ao restaurante e informou que fará uma fiscalização no local. Atualmente, o RU serve cerca de 3,5 mil refeições por dia, de segunda a sexta-feira, entre almoço e jantar. O valor cobrado é de R$ 3,50 no almoço e R$ 3 no jantar. O restaurante também oferece opções para vegetarianos e estudantes com restrições alimentares.

O que diz a UFRPE

Em nota, a UFRPE afirmou que o restaurante integra a política de assistência estudantil da instituição e que as denúncias estão sendo apuradas. A universidade disse contar com servidores responsáveis pela fiscalização do serviço e que trabalha em parceria com a empresa contratada para manter a qualidade das refeições.

Segundo a instituição, câmeras instaladas no RU permitem acompanhar a rotina do espaço e verificar eventuais irregularidades. A administração informou ainda que os responsáveis serão advertidos e poderão ser punidos conforme a gravidade dos fatos.

A universidade destacou que, desde a reabertura do restaurante no semestre 2025.2, já foram servidas mais de 56 mil refeições. Pesquisas de satisfação aplicadas no local apontam que 82% dos usuários avaliaram o almoço como bom ou ótimo, índice que sobe para 85% no caso do jantar.

Diario de Pernambuco

BB denuncia vídeo de Eduardo Bolsonaro por fake news e pede ação da AGU contra corrida bancária

O Banco do Brasil denunciou à Advocacia-Geral da União uma série de postagens feitas na última semana nas redes sociais com informações falsas sobre o banco e incitando a retirada maciça de recursos por correntistas. Segundo ofício encaminhado pelo banco, os ataques nas redes sociais começaram na última terça-feira, 19. Entre eles, há um vídeo feito por Eduardo Bolsonaro no dia 20, em que o deputado federal afirma que “o Banco do Brasil será cortado das relações internacionais, o que o levará à falência”. Eduardo tem mais de 1,7 milhão de seguidores em seu canal no Youtube.

O Estadão/Broadcast procurou o deputado, mas ainda não obteve resposta. A presidente do banco, Tarciana Medeiros, reclamou publicamente desse movimento em evento no dia 20, sem citar nomes. O BB denunciou outros autores, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor da Presidência do governo Jair Bolsonaro Filipe Martins, com postagens, segundo o banco, difamatórias e contra a soberania nacional.

Na comunicação à AGU, os advogados alertam que esses ataques podem configurar crimes contra o Estado Democrático de Direito, contra a soberania nacional, contra o Sistema Financeiro Nacional, além de representar violação de sigilo bancário e difamação. Por isso, o BB quer que a AGU avalie a ação na Justiça para coibir a disseminação desse tipo de informação. As postagens mencionadas foram feitas no X, no Instagram e no Threads, além de vídeos no Youtube.

“A nova estratégia consiste em coagir, ameaçar e colocar instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional, notadamente o Banco do Brasil, contra o Supremo Tribunal Federal”, afirma o BB, no mesmo ofício. A informação de que o BB havia comunicado a AGU sobre as postagens foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão/Broadcast. Do dia para noite, surgem especialistas em Lei Magnitsky.

No documento, o BB relata à AGU que a campanha pode levar à uma corrida bancária contra a instituição, em razão de entendimentos falsos e incorretos sobre a aplicação da Lei Magnitsky e as consequências para o banco. Na semana passada, o BB cancelou o cartão internacional do ministro Alexandre de Moraes, de bandeira Mastercard, como consequência da aplicação da medida restritiva decretada por Donald Trump. No lugar, ele recebeu um cartão com da Elo, bandeira brasileira cujos acionistas são o próprio BB, além da Caixa e do Bradesco.

“O cenário de risco é que, do dia para noite, e cada vez mais, surgem especialistas em Lei Magnitsky, formados em redes sociais que recomendam a retirada de recursos de bancos brasileiros, especialmente do Banco do Brasil, controlado pelo Estado brasileiro”, afirma o BB. “Esse raciocínio enviesado, que pode fomentar uma corrida de clientes para retirada de recursos de instituições financeiras brasileiras, sem qualquer conhecimento de causa, gera tensão em seus clientes e risco à economia nacional.”

O banco relatou que, em razão da campanha, clientes começaram a pedir “esclarecimentos pelo temor de sanções secundárias falsamente propagadas”. Neste sábado (23), os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) atribuíram essa campanha nas redes sociais a bolsonaristas.

Estadão Conteúdo

 

Celulares, bebidas e prostitutas. Entenda como funcionava o esquema de corrupção na Penitenciária de Petrolina

Aparelhos celulares, entrada de prostitutas e bebidas alcoólicas. Essas são algumas das regalias que determinados detentos da Penitenciária de Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, no Sertão do Estado, tinham acesso. Segundo fontes policiais, as práticas teriam aval de diretores e agentes em cargos de chefia, mediante pagamento de propina. Na última terça-feira (19), o diretor do presídio, Alessandro Barbosa, e outros cinco policiais penais foram alvos da Operação Publicanos, deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga uma quadrilha suspeita de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

O Diario de Pernambuco apurou que os principais beneficiados eram os “chaveiros”, presos que assumem a função de apoio aos agentes de segurança na unidade, e “cantineiros”, que são detentos que cuidam das cantinas. No esquema, eles seriam responsáveis por intermediar o acesso dos demais presos às vantagens indevidas junto aos policiais penais envolvidos.

Além do diretor da unidade, foram afastados os policiais penais Ronildo Barbosa dos Santos, Ricardo Borges da Silva, Rivelino Rufino de Carvalho, Cledson Gonçalves de Oliveira e Vinícius Diego Souza Colares. A decisão judicial foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Petrolina.

A lista de benefícios também incluiria a mercantilização de itens básicos, como água e espaços para detentos dormirem, consumo de drogas, visita de pessoas sem cadastro prévio autorizado e até a entrada de aparelhos eletrônicos sem autorização e entrada de pedaços de animais para churrasco. Um vídeo, obtido pelo Diario de Pernambuco, mostra detentos entrando com um boi inteiro para um churrasco. Outras imagens mostram, também, as carnes já fatiadas e bebidas alcoólicas.

Em nota enviada na última quinta-feira (21), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), informou que as imagens são antigas e que medidas já foram adotadas. A reportagem voltou a procurar a SEAP para comentar as novas informações, mas não houve resposta até a publicaçao.

Operação La Catedral

A prática também pôde ser vista no Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Em denúncia do Ministério Público (MPPE). Entre os anos de 2018 e 2024, detentos e diretores se associaram de forma estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas no Presídio de Igarassu para obter vantagens mediante a prática de infrações penais.

Segundo relatório da PF, obtido pelo Diario de Pernambuco, a peça central do esquema era o preso Lyferson Barbosa da Silva, conhecido como “Mago” ou “Lobo”, que atuava como “chaveiro” do pavilhão e levava uma vida de luxo na cadeia. De acordo com a investigação, Lyferson intermediava a entrada de visitantes sem vínculo familiar com os presos, o que seria irregular, além do ingresso de alimentos não autorizados e de aparelhos eletrônicos nas celas, como TVs, freezers e celulares.

Por conta dessa operação, um ex-secretário, um ex-diretor de presídio, oito policiais penais e três detentos viraram réus, acusados de participar de um esquema envolvendo organização criminosa, corrupção, prevaricação (quando um funcionário público atrasa, deixa de fazer ou faz algo indevidamente em benefício próprio), favorecimento real impróprio (facilitar a entrada de aparelhos de comunicação em estabelecimentos prisionais sem autorização legal), violação de sigilo funcional, tráfico de drogas e tráfico de influência.

Diario de Pernambucco

Abrigo de idosos em Petrolina é alvo de investigação por suspeita de maus-tratos

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina, instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de possíveis violações de direitos contra idosos em uma instituição de longa permanência da cidade. O abrigo investigado é o Cantinho do Abraço, localizado no bairro Alto da Boa Vista.

A investigação teve início após o Hospital Universitário Dr. Washington Antônio de Barros (HU/Univasf) comunicar sobre suspeitas de violência envolvendo dois idosos identificados como Inês Joaquina da Conceição Souza e Nicanor Cardoso da Silva.

De acordo com o Ministério Público, a apuração busca verificar eventuais situações de maus-tratos, negligência ou falhas na assistência prestada aos moradores do abrigo. O procedimento foi instaurado com base no Estatuto do Idoso e no Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garantem a dignidade, o respeito e a proteção integral desses grupos.

Entre as medidas determinadas pela promotoria, estão:

– Solicitação ao Hospital Universitário para envio, no prazo de dez dias, dos relatórios médicos e sociais referentes aos dois idosos;
– Requisição ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa para realizar uma vistoria na instituição, elaborando relatório circunstanciado sobre as ocorrências registradas e os protocolos de prevenção adotados;
– Comunicação da instauração do procedimento ao Conselho Superior do MPPE e publicação no Diário Oficial Eletrônico.

A promotoria destacou que a investigação poderá se estender por até um ano, prazo que pode ser prorrogado caso necessário. O objetivo é assegurar que os direitos das pessoas idosas sejam respeitados e que situações de violência, abandono ou descuido não permaneçam impunes.O Diario de Pernambuco entrou em contato com o Cantinho do Abraço, mas não obteve retorno.

Diario de Pernambuco

Vídeo mostra detentos entrando com um boi inteiro para churrasco na Penitenciária de Petrolina

Um vídeo da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, mostra detentos entrando com um boi inteiro para um churrasco. Outras imagens mostram, também, as carnes já fatiadas e bebidas alcoólicas. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), as imagens são antigas e medidas já foram adotadas.

Na última terça-feira (19), o diretor do presídio, Alessandro Barbosa, e outros cinco policiais penais foram alvos da Operação Publicanos, deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga uma quadrilha suspeita de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.Os vídeos e fotos foram enviados para o Diario de Pernambuco. Em um deles, dois homens colocam as partes de um animal em cima de um lençol enquanto outros dois seguram o pano. Em seguida, o animal é colocado no scanner do raio-x e entregue por uma janela para dentro do presídio. Em outro vídeo, mais pedaços do animal entram na penitenciária da mesma maneira.

A carne do boi teria sido usada para fazer churrascos na quadra do presídio. Em uma das fotos, um dos detentos aparece com o rosto virado, preparando as carnes, que, em outra imagem, aparecem fatiadas. Outra foto mostra uma mesa, com um homem com anéis dourados nos dedos, um celular da marca iPhone, tomando um líquido amarelo, semelhante a whisky. Há uma garrafa de água com a mesma bebida, além de outros copos.

Operação
Além do diretor da unidade, foram afastados os policiais penais Ronildo Barbosa dos Santos, Ricardo Borges da Silva, Vinícius Diego Souza Colares, Rivelino Rufino de Carvalho e Cledson Gonçalves de Oliveira. A decisão judicial foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Petrolina. Segundo a Polícia Civil, as investigações foram iniciadas em maio de 2024. Nesta terça-feira (19), foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão domiciliar, afastamento de função e bloqueio judicial de ativos financeiros. A ação foi realizada nas cidades de Petrolina, e em Itaberaba e em Juazeiro, no interior da Bahia.

Em nota, a Seap informou que as imagens foram registradas há mais de um ano e que, na época, “adotou as providências cabíveis como apreensão de itens proibidos, transferências de envolvidos no fato e abertura de procedimento administrativo disciplinar”. “A Seap reforça que segue adotando ações estratégicas de segurança para coibir a entrada de itens proibidos nas unidades prisionais em todo o Estado”, afirmam, em nota.

Diario de Pernambuco

Presidente da Alepe denuncia milícia digital

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), subiu à tribuna da Casa, nesta quarta-feira (20), e acusou o assessor especial do governo, Manoel Medeiros, como integrante da “milícia digital” que opera no ataque de parlamentares e figura responsável pela denúncia anônima feita contra a deputada Dani Portela (Psol) junto ao Ministério Público de Contas (MPCO) e à imprensa.

“Estou aqui para expressar toda nossa indignação e o mais veemente repúdio desta Casa diante da criação desta rede paga com dinheiro público para difamar, desonrar e caluniar deputados, Tribunal de Contas, o Tribunal de Justiça e outros segmentos da sociedade”, afirmou o deputado. Em discurso, Álvaro revelou que o material teria sido apurado pela Superintendência de Inteligência Legislativa (Suint), que identificou o computador de onde saíram as denúncias contra a deputada, em um lan house de um shopping, um dia antes da denúncia ser divulgada.

“A milícia digital não é só obra da Casa Civil, como se pensava, é apenas um braço da rede. A cabeça, senhoras e senhores, pasmem – mas, pasmem mesmo – está montada no gabinete da governadora. A milícia digital palaciana vem sendo operada pelo assessor do gabinete, Manoel Pires Medeiros Neto. Acabamos de confirmar que ele é o autor da denúncia anônima encaminhada ao TCE e à imprensa contra a deputada Dani Portela”, revelou o presidente da Alepe na tribuna.

Segundo o deputado, a cópia da gravação que mostra o assessor da governadora no estabelecimento foi recebida na tarde da última terça-feira. “A gente está vendo que uma base forte que está no Palácio do Governo se preocupando em atacar os deputados desta Casa”, afirmou. “Foi uma coisa dirigida e a gente tá vendo isso de onde partiu? Partiu do de dentro do Palácio, então que seja apurado e vamos ver qual é a situação que ela vai ter com esse funcionário do seu gabinete”.

Diario de Pernambuco

Denúncias por gastos contra Janja são arquivadas pela PGR

Os pedidos de investigação contra os gastos da primeira-dama Janja, feitos por parlamentares da oposição, foram arquivados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No documento, Gonet justificou que os relatos feitos nos pedidos “não contêm elementos informativos mínimos, que indiquem suficientemente a realidade de ilícito cível ou penal, justificadora da atuação investigativa do Ministério Público “.

O procurador-geral justificou ainda que a participação da esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventos oficiais “não caracteriza indevida ingerência na administração do Executivo, nem tampouco, decerto, na soberania do país”.

Baby do Brasil é denunciada ao Ministério Público de SP após pedir a vítimas que perdoem abusadores

A declaração da cantora e pastora Baby do Brasil durante um culto evangélico na casa noturna D-Edge, em São Paulo, gerou ampla repercussão e críticas nas redes sociais. No evento realizado na última segunda-feira (10), Baby pediu que vítimas de abuso sexual perdoassem seus agressores, inclusive em casos ocorridos dentro da família.

A fala foi considerada problemática por internautas e levou a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) a acionar o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para investigação. O Estadão tentou contato com a equipe da artista e da parlamentar, o espaço segue aberto.  Nas redes sociais, Sâmia classificou o discurso como “lamentável e criminoso”, ressaltando que a violência sexual no Brasil é alarmante: nove estupros são registrados por hora, sendo que 61% das vítimas são menores de 14 anos.

O episódio também impactou diretamente a D-Edge. O dono da boate, Renato Ratier, que organizou o evento, compartilhou uma nota pública em suas redes sociais repudiando as declarações da cantora. Ratier afirmou que o culto foi realizado com a intenção de promover “amor, respeito e transformação”, mas algumas declarações feitas durante o evento não condizem com o que acredita. Ele expressou solidariedade às pessoas que se sentiram atingidas pelas falas e garantiu que jamais foi sua intenção desrespeitar qualquer vítima de violência.

O DJ também declarou que não autorizou a fala da cantora e está cobrando um posicionamento público dela. Segundo ele, Baby foi chamada a falar de última hora, sem seu consentimento, e as declarações feitas não refletem seus valores nem os da D-Edge. Além disso, Ratier reiterou que repudia qualquer tipo de abuso e discriminação e que todo crime deve ser denunciado e apurado.

 Ele ainda destacou que a D-Edge continua comprometida com a diversidade e rejeitou qualquer associação com a “cura gay”, reforçando que essa ideia jamais fez parte de seus valores. Inicialmente, Ratier cogitava tornar o culto um evento mensal na D-Edge, no entanto, diante da polêmica, ele decidiu cancelar o projeto.

Diario de Pernambuco

Ex-chefes de Governo denunciam invasão armada à embaixada Argentina na Venezuela

Ex-chefes de Estado e Governo participantes do Grupo Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (IDEA) publicaram uma carta condenando o “aumento do terrorismo” na Venezuela e denunciam a invasão armada à sede da embaixada da Argentina em Caracas, capital do país, e o assassinato de mais dois presos políticos pela ditadura de Nicolás Maduro.

Na publicação, assinada por 21 ex-chefes de Estado e Governo, eles condenam também as intervenções diplomáticas da Suíça, que “ao invés de conceder (aos asilados) os salvo-condutos necessários para saírem” do país, teria mediado a entrega de Fernando Martínez Mottola, ex-ministro dos Transportes e Comunicações da Venezuela.

Mottola é um dos seis opositores que estão asilados na embaixada desde 20 de março deste ano. Além dele estão Pedro Urruchurtu, coordenador de relações internacionais do partido Vente Venezuela; a ativista Magalli Meda; o ex-deputado Omar González; a jornalista Claudia Macero; e Humberto Villalobos.

A falta de insumos e o isolamento dos asilados, que são apoiadores de María Corina Machado, opositora de Maduro, é também citada na carta. O grupo pede ação urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia e do Tribunal Penal Internacional (TPI) para proteger os direitos humanos e evitar novos abusos.

Estadão Conteúdo

Pai denuncia filho de 14 anos por participação em grupos neonazistas

Um adolescente de 14 anos foi denunciado pelo próprio pai à polícia por participação em grupos neonazistas. Bandeiras com a suástica, livros sobre nazismo e o celular do jovem foram apreendidos no começo de setembro. A família é de Vila Velha, na Grande Vitória.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil na quinta-feira (26), as investigações vão continuar para tentar descobrir se outras pessoas no Brasil estão envolvidas no mesmo esquema do jovem. Praticar, incitar ou induzir a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime pelo artigo 20 da Lei de Crimes Raciais. A pena é de reclusão de um a três anos e multa.

O adolescente está em liberdade devido ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério Público deverá fazer os devidos encaminhamentos do caso.

Investigações

As investigações do caso começaram em março, após um Boletim de Ocorrência (BO) ter sido registrado pelo pai do adolescente. No BO, o homem disse ter descoberto no telefone do filho grupos que faziam referência ao nazismo e adoração a Adolf Hitler. Ele também alegou ter encontrado bandeiras com a suástica que o jovem teria comprado na internet.

O adolescente foi ouvido na delegacia. Ele afirmou que inicialmente tinha apenas interesse histórico sobre o tema, mas que começou a gostar mais dos ideais nazistas após um acontecimento na escola.

Conforme o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade, o jovem disse que começou a nutrir um sentimento de ódio contra quem não fosse branco depois de um colega negro da escola ser “preconceituoso” com pessoas brancas.

O jovem ainda relatou ter conhecido uma pessoa em uma rede social que o encaminhou para os grupos neonazistas. A maioria dos integrantes são de outros países e as conversas são realizadas em inglês e alemão.

Correio Braziliense

App do TSE recebe 38 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular

O aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral, já recebeu este mês 38 mil denúncias de propagandas eleitorais irregulares e desvios das campanhas eleitorais na internet.

A maior parte das suspeitas diz respeito ao cargo de vereador, com 20.358. No que se refere ao cargo de prefeito, há 10.141 apurações em andamento. Para vice-prefeito, constam 264.

As irregularidades registradas até o momento para apuração da Justiça Eleitoral ocorreram mais nas ruas do que na internet. Ao todo, 89% dos relatos indicam que postulantes infringiram regras fora do ambiente das redes sociais. Os casos de irregularidades na web representam 11% dos registros.

As denúncias vêm principalmente dos estados de São Paulo (7.425), Minas Gerais (4.645) e Rio Grande do Sul (3.823). Todas as denúncias recebidas pelo Pardal são encaminhadas automaticamente para o Ministério Público Eleitoral (MPE).

A Tarde

Eleitores podem denunciar irregularidades pelo aplicativo Pardal

Disponível gratuitamente para Android e iOS, o aplicativo Pardal permite aos eleitores realizarem denúncias sobre diversos tipos de irregularidades durante as campanhas eleitorais no Brasil. Lançado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2014, a plataforma foi aprimorada para as Eleições Municipais de 2020 e recebeu uma nova versão durante as Eleições Gerais de 2022.

A ferramenta tem por objetivo contribuir com o trabalho de apuração dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Ministério Público Eleitoral (MP), ao contar com a contribuição dos cidadãos para fiscalizar falhas eleitorais. Segundo as estatísticas da plataforma, durante as Eleições de 2020 foram feitas 105.543 denúncias. Já em 2022, a ferramenta recebeu 38.747 registros.

Na época, São Paulo foi o estado com a maior quantidade de denúncias (5.748). Na sequência, vieram Pernambuco (4.348), Minas Gerais (3.907), Rio Grande do Sul (3.053), Rio de Janeiro (2.906) e Bahia (2.457). Por cargo, a maioria das ocorrências se concentrou em “Deputado Federal” (12.802) e “Deputado Estadual” (12.607), seguidas de “Presidente” (3.978), “Governador” (3.136), “Deputado Distrital” (1.258) e “Senador” (813).

Irregularidades como casos de propaganda eleitoral antecipada, compra de votos, uso da máquina pública, abuso de poder (político ou econômico), uso indevido dos meios de comunicação e crimes eleitorais são encaminhados para serem investigados pelo MP. Os registros podem ser feitos de forma anônima ou não por qualquer pessoa, desde que comprovados por fotos, áudios ou vídeos. Todas as demandas são tratadas como sigilosas pelo sistema, assegurando a confidencialidade da identidade do cidadão.

No aplicativo, também é possível encontrar orientações sobre o que pode ou não ser utilizado durante os períodos eleitorais, a exemplo do uso de alto-falantes e amplificadores de som, camisetas, carros de som e trios elétrico, adesivos em automóveis, distribuição de material gráfico e comícios.

Agência Brasil

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