Trump anuncia morte do chefe do Tren de Aragua, maior facção da Venezuela

O chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na sexta-feira (12) à noite. “Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social. “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”, acrescentou.

A Venezuela confirmou pouco depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, havia sido “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado”. El Niño Guerrero morreu em uma “operação coordenada” com os Estados Unidos, executada no estado de Bolívar, no sudeste do país, afirma um comunicado do Ministério das Comunicações venezuelano. “Teve apoio tecnológico especializado e aconteceu com mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência”, acrescentou a pasta.

Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, acusado de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob as pressões de Washington. “Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar”, afirmou Trump na Truth Social.

A mensagem do republicano foi acompanhada por um vídeo de 10 segundos que mostra a vista aérea de um edifício rodeado de vegetação, quando ocorre uma explosão, que levanta uma nuvem de fumaça. Não é possível distinguir claramente ninguém nas imagens.

‘Organização terrorista’ – Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025. O grupo, que atua em vários países da América Latina, surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e se dedica à prática de extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e até garimpo ilegal, embora também tenha empreendido em alguns negócios legalizados.

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do Tren de Aragua. Ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, juntamente com outros cabeças da organização. Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, entre eles Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo.

Após ocupar militarmente a prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo Maduro anunciou que havia “desmantelado totalmente” a gangue. Naquela época, Niño Guerrero era um fugitivo da Justiça. Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, tornou o grupo “o que ele é hoje durante sua prisão em Tocorón”. Sob sua liderança, o local “se tornou uma das prisões mais notórias do país, em grande parte devido à política não oficial do governo venezuelano de entregar o controle de algumas prisões a chefões do crime conhecidos como ‘pranes'”.

AFP

Venezuela anuncia anistia geral após prisão de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou, nesta sexta-feira, 30, que vai promover uma anistia geral dentro do país, abrangendo todos os presos políticos de 1999 até 2025.

A decisão ocorre quase um mês depois da captura e prisão de Nicolás Maduro, então presidente da Venezuela, pelos Estados Unidos, após investida do governo Donald Trump. Delcy, que também faz parte do núcleo chavista da política venezuelana, também anunciou que a prisão de Helicoide, em Caracas, será fechada.O local ficou conhecido por promover, segundo ativistas e adversários políticos de Maduro, tortura aos seus presos e opositores do chamado ‘chavismo’. A prisão se tornará um centro esportivo.

“Decidimos colocar em marcha uma lei de anistia geral que cubra todo o período de violência política de 1999 até o presente”, iniciou a presidente interina, que continuou. “Decidimos que as instalações de Helicoide, que hoje servem como centro de detenção, serão transformadas em um centro social, esportivo, cultural e comercial para a família policial e para as comunidades vizinhas”, afirmou Delcy durante discurso na Suprema Corte.

Prisão de Maduro
Nicolás Maduro foi preso nos primeiros dias de 2026, após avanço da operação liderada pelas forças policiais americanas. Contra o presidente, pesam acusações de envolvimento com uma organização criminosa que promove o tráfico de drogas. Maduro está nos Estados Unidos, onde deve ser julgado pelos crimes que é acusado.

A Tarde

Trump nega guerra com a Venezuela e comenta cenário político após captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5), em entrevista à NBC News, que o país não está em guerra com a Venezuela. Segundo ele, o enfrentamento é direcionado ao combate ao tráfico de drogas e a organizações criminosas. “Não, não estamos (em guerra)”, declarou.

Ao ser questionado sobre os próximos passos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, Trump descartou a realização de novas eleições em curto prazo. De acordo com o presidente, o país precisaria passar por um processo de reorganização antes de qualquer votação. “Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse, ao comentar a hipótese de eleições em 30 dias.

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Suprema corte da Venezuela determina que vice assuma presidência

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela decidiu que a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, deve assumir o posto de presidente de forma interina após Nicolás Maduro ser capturado pelos EUA durante bombardeios ao país neste sábado (03). Na decisão, a corte determinou que “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo “estava pronto para defender a Venezuela e os recursos naturais do país”. Ela também instou a população a ter calma e disse que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”, que Nicolás Maduro foi “sequestrado” pelos EUA e segue como o único presidente do país.

Trump diz que vai controlar a Venezuela

Após acompanhar o ataque à Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em coletiva que vai administrar a nação sul-americana até que sejam decididos os próximos passos na gestão venezuelana, depois da captura do líder Nicolás Maduro. “Nós queremos ajudar esse país a fazer (a transição) de forma justa. Ter alguem (dos EUA) ali, até que a situação seja resolvida. Iremos administrar a Venezuela até que ele (país) possa permancer de forma segura, apropriada e justa”, afirmou Trump, em conversa com jornalistas, em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

O pronunciamento à imprensa ocorreu após Donald Trump publicar, em seu perfil na rede social Truth Social, foto de Nicolás Maduro, em navio militar norte-americano, a caminho de Nova York, onde ele será julgado pela justiça norte-americana. Segundo Trump, o venezuelano vai enfrentar a “justiça americana por sua campanha narcoterroristas contra os EUA”.

Petróleo

O líder norte-americano também discorreu sobre interesses dos EUA na exploração de petróleo na Venezuela. Com a intervenção no país sul-americano, Trump prevê que empresas norte-americanas do setor vão avançar investimentos à indústria petrolífera venezuelana. “Teremos grandes empresas americanas de petróelo que vão gastas US$ bilhões para consertar a infraestrutura e começar a ganhar dinheiro pelo país (Venezuela)”, anunciou Trump. Na avaliação dele, embora tenha classificado como bem-sucedido o ataque à Venezuela, os Estados Unidos estão preparados para uma segunda ofensiva contra o país sul-americano. “Estados preparados para lançar segunda onda de ataques, se for necessário”, ameaçou.

Diario de Pernambuco (com informações são do Correio Braziliense)

Trump diz que EUA vão governar Venezuela e irá controlar o petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que os EUA vão governar a Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro, coordenada pelos Estados Unidos. O presidente deu mais detalhes sobre a operação que levou à captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante uma coletiva de imprensa realizada neste sábado (03).

Apesar da fala, ele não deixou claro como isso será feito, sob qual autoridade ou com que tipo de acordos. “Não queremos que outra pessoa assuma o poder e continuemos na mesma situação que tivemos nos últimos anos. Portanto, vamos governar o país. Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição de poder”.

Trump também confirmou que os EUA vai ter empresas atuando para mexer com a estrutura do petróleo venezuelano. “Vamos levar nossas maiores companhias de petróleo dos EUA. Vão consertar a infraestrutura do petróleo e fazer dinheiro para o país”, disse ele em coletiva.

Celebração
Empolgado com o feito, Trump disse que “este foi um dos ataques mais impressionantes e uma das demonstrações mais eficazes e poderosas do poderio e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”,

Ainda segundo ele, “nenhuma nação no mundo conseguiria fazer o que os Estados Unidos conseguiram ontem, ou, francamente, em tão pouco tempo. Todas as capacidades militares venezuelanas foram neutralizadas quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando com as forças de segurança americanas, capturaram Maduro com sucesso na calada da noite.”

Segundo ataque?
Trump também disse que seu Exército estava pronto para “lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário” e acrescentou que havia operações militares subsequentes em fase de planejamento, mas seu mas seu governo “provavelmente não precisará realizá-las”.

A Tarde

Petróleo, China e poder: o que levou Trump a agir na Venezuela

Além do discurso do governo dos Estados Unidos de que realizava operações marítimas próximas à costa da Venezuela para combater o narcotráfico, os interesses norte-americanos por trás do ataque que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, na madrugada deste sábado, 3, vão muito além. Fatores econômicos e geopolíticos, como o interesse pelo petróleo, a relação da Venezuela com a China e a necessidade de conquistar protagonismo na América Latina, estão entre os principais motivadores da ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Petróleo – Atualmente, a Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, o equivalente a 17% do volume conhecido, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. Esse volume coloca o país à frente de gigantes como Arábia Saudita, com 267 bilhões de barris, e Irã, com 209 bilhões, com ampla margem. Grande parte do petróleo venezuelano, no entanto, é extra-pesado, o que exige tecnologia sofisticada e investimentos elevados para a extração.

Nesse contexto, há um claro interesse dos Estados Unidos. Segundo a EIA, o petróleo pesado da Venezuela é bem adequado às refinarias norte-americanas, especialmente às localizadas ao longo da Costa do Golfo. O jornal americano The New York Times, por exemplo, afirmou que a commodity é prioridade na ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro, já que Washington vinha realizando negociações secretas com Caracas justamente com foco no petróleo.

China, inimiga de Trump – Antes das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos à Venezuela, em 2019, os norte-americanos eram os maiores importadores do petróleo bruto venezuelano. Depois disso, grande parte das vendas externas passou a ocorrer por meio de acordos de petróleo em troca de empréstimos, utilizados para quitar dívidas.

Nesse arranjo, a China ampliou significativamente sua participação e passou a desempenhar um papel central. Atualmente, grande parte das exportações venezuelanas é destinada ao país asiático. Por meio desses acordos, a China já concedeu quase US$ 50 bilhões em empréstimos ao longo da última década, em troca de petróleo bruto. Segundo o relatório mais recente da Energy Information Administration, a China recebeu 68% das exportações de petróleo bruto da Venezuela apenas em 2023.

Doutrina Monroe – A nova estratégia de política externa publicada pela Casa Branca coloca em prática a Doutrina Monroe, formulada há mais de dois séculos, e afirma que Washington deve retomar seus princípios na relação com a América Latina. A doutrina estabelece que qualquer intervenção de potências europeias no hemisfério ocidental é considerada uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, define a região como área de interesse estratégico prioritário para Washington.

Ataque à Venezuela deixa poucos feridos e não causa mortes, diz Trump

E Donald Trump afirmou à Fox News que a ofensiva militar realizada pelo país contra a Venezuela deixou poucos feridos e não provocou mortes. A declaração foi feita pouco depois do republicano confirmar a ofensiva e afirmar que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”, escreveu Trump na Truth Social, sua rede social.

Estado de emergência – A Venezuela declarou estado de emergência após os ataques militares dos Estados Unidos. Em um comunicado oficial, a população foi convocada por representantes do país a reagir contra a agressão cometida pelos estadunidenses, que explodiram a capital Caracas.

“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz”, disse o comunicado.

“O presidente Maduro determinou a ativação de todos os planos de defesa nacional, a serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita observância ao que prevê a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, a Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação”, conclui a declaração.

A Tarde

“Afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, diz Lula sobre bombardeio dos EUA

O presidente Lula (PT) repudiou os bombardeios dos Estados Unidos na Venezuela que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O ataque aconteceu na madrugada deste sábado (3), e o paradeiro do líder venezuelano ainda é desconhecido.

Em publicação na rede social X, antigo Twitter, Lula afirmou que a operação estadunidense “ultrapassa uma linha inaceitável” e “representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou. O líder brasileiro evitou citar os nomes de Nicolás Maduro, da primeira-dama ou do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referindo apenas aos governos de ambos os países com um tom institucional.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, continuou. Ainda, Lula declarou que a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas (ONU) precisam responder ao episódio, e colocou o governo brasileiro à disposição para “promover a via do diálogo e da cooperação”.

Governo Lula realiza reunião de emergência sobre o caso

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para a manhã deste sábado (3) após o anúncio feito pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a invasão da Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. De acordo com informações apuradas, o encontro reunirá ministros e assessores do Palácio do Planalto e está previsto para ocorrer às 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Ainda segundo interlocutores do governo, o presidente brasileiro já foi informado sobre as declarações de Trump e acompanha os desdobramentos do caso.

Diario de Pernambuco

Lula convoca reunião de emergência após Maduro ser capturado

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará uma reunião de emergência, na manhã deste sábado, (03), para discutir a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que ocorreu nas primeiras horas do dia, e culminou na captura do presidente do país, Nicolás Maduro.

A reunião, segundo Igor Gadelha, do portal Metrópoles, será liderada por ministros e assessores de Lula, que ainda não se manifestou nas redes sociais ou por meio de nota. A Venezuela, que manteve durante anos uma relação próxima ao Brasil, faz fronteira com o país. Ainda de acordo com a publicação, Lula já foi informado sobre os comunicados feitos por Trump. O presidente, no entanto, não está em Brasília, e tem previsão de retorno para a capital federal apenas na segunda-feira, (05).

Como Maduro foi capturado?
Segundo Trump, Nicolás Maduro foi capturado por volta das 2h, em uma ação liderada pela Delta Força, considerada a ‘tropa de elite’ do exército dos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre como se deu a operação. Os Estados Unidos já haviam sinalizado a possibilidade de uma invasão nos últimos meses, na escalada de uma tensão diplomática que se prolongou por anos.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump.

A Tarde

Estados Unidos atacam Venezuela e Maduro é preso, diz Trump

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), e o presidente Nikolás Maduro foi preso. A informação foi repassada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e divulgada pelo G1. Ainda segundo os EUA, o ataque ao país sul americano foi de “grande escala”.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump. De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Diario de Pernambuco

Sem Brasil, países emitem comunicado que pede democracia na Venezuela

Os presidentes da Argentina, Javier Milei, do Paraguai, Santiago Peña, e do Panamá, José Raúl Mulino, emitiram neste sábado (20) um comunicado que expressa “profunda preocupação com a grave crise migratória, humanitária e social na Venezuela” e pede restauração da democracia no país.

O texto é assinado também pelo ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo, e por altas autoridades do Equador e do Peru. Todos estiveram presentes neste sábado mais cedo da 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em Foz do Iguaçu (PR).

Eles “instaram as autoridades venezuelanas a cumprirem as normas internacionais sobre a matéria, a libertarem imediatamente e a garantirem o devido processo legal e a integridade física de todos os cidadãos arbitrariamente privados de sua liberdade”. A carta expõe ainda mais o racha dentro do Mercosul a respeito da Venezuela. O comunicado conjunto do bloco não fez qualquer menção ao país, suspenso da união aduaneira desde 2016.

Antes do comunicado, na fala que encerrou a cúpula, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para os riscos de uma intervenção externa na Venezuela. Por sua vez, Milei endossou a pressão militar dos Estados Unidos contra o governo do ditador Nicolás Maduro. Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia são Estados Partes do Mercosul. Equador, Panamá e Peru são Estados Associados.

Estadão Conteúdo

“Intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária”, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou neste sábado (20), durante uma cúpula com seus homólogos do Mercosul, que uma guerra na Venezuela provocaria “uma catástrofe humanitária”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conduz uma campanha de ataques contra embarcações de supostos traficantes de drogas em águas próximas à Venezuela e, na sexta-feira (19), não descartou uma guerra com o país caribenho.

“Passadas mais de quatro décadas desde a guerra das Malvinas, o continente americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional”, disse Lula durante a cúpula de chefes de Estados do bloco sul-americano em Foz do Iguaçu. “Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária”, alertou Lula. Os ataques dos Estados Unidos no Caribe deixaram até o momento pelo menos 104 mortos.

Questionado na sexta-feira, em uma entrevista por telefone à emissora NBC News, se descartava uma guerra, Trump respondeu: “Não descarto”. “Os limites do direito internacional estão sendo testados”, disse Lula neste sábado. O presidente brasileiro se ofereceu esta semana para mediar a crise entre Washington e Caracas a fim de encontrar uma saída diplomática e evitar um conflito armado.

AFP

Venezuela recorre ao Conselho de Segurança da ONU contra desdobramento militar dos EUA

A Venezuela se defendeu sexta-feira (10) no Conselho de Segurança das Nações Unidas e pediu que os Estados Unidos sejam impedidos de cometer um “crime internacional” contra o país, embora tenha recebido apoio moderado da maioria dos Estados-membros. “Acreditamos que este é o momento certo para que este Conselho de Segurança cumpra o mandato que lhe foi confiado (…) e evite uma catástrofe que pode abalar toda a região por gerações”, declarou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

“As ações e a retórica belicista do governo dos Estados Unidos indicam (…) que estamos diante de uma situação em que é racional pensar que, em um prazo muito curto, será executado um ataque armado contra a Venezuela”, acrescentou Moncada. A Venezuela solicitou a reunião do Conselho para denunciar a “escalada de agressões” provocada pelo desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe.

“Estamos aqui para evitar a prática de um crime internacional”, insistiu Moncada, que pediu ao Conselho de Segurança — no qual os Estados Unidos têm direito a veto — que tome as “medidas necessárias”. Mas o país recebeu apoio apenas de alguns membros do Conselho, com seus aliados Rússia e China à frente.

As acusações de Washington — que afirma que o presidente Nicolás Maduro é o líder de uma suposta rede de tráfico de drogas, o Cartel de los Soles — “não se baseiam em nenhum fato”, mas “seriam um excelente tema para uma superprodução de Hollywood na qual, mais uma vez, os americanos salvariam o mundo”, ironizou o embaixador russo, Vasily Nebenzya. O diplomata russo acusou a Casa Branca de fomentar as tensões e afirmou que os Estados Unidos estão “a um passo de uma agressão armada direta”.

Embora muitos países tenham se mostrado cautelosos e pedido a ambas as partes que reduzam a tensão, Moncada declarou estar “satisfeito” com o fato de que alguns deles, sem condenar os Estados Unidos, defenderam o direito internacional. “A luta contra o narcotráfico deve ser conduzida com respeito ao direito internacional e aos direitos humanos”, declarou o embaixador adjunto da França, Jay Dharmadhikari. “Nesse contexto, os Estados devem abster-se de qualquer iniciativa armada unilateral.”

Desde setembro, os Estados Unidos realizam um desdobramento militar no sul do Caribe, diante das águas territoriais da Venezuela, e destruíram quatro supostas embarcações do narcotráfico, causando a morte de 21 pessoas, segundo Washington. O representante dos Estados Unidos, John Kelley, reiterou perante o Conselho a determinação de seu país de utilizar todo o seu “poderio” para “erradicar os cartéis de drogas, independentemente do lugar em que operem”.

AFP

Itamaraty discute taxação surpresa da Venezuela contra o Brasil

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que acompanha, em coordenação com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a retomada de taxas sobre exportações do Brasil para a Venezuela. Em nota enviada ao Metrópoles nesta sexta-feira (25), o Itamaraty afirmou que o caso está sendo apurado pela embaixada brasileira em Caracas junto de autoridades do país caribenho.

“A Embaixada do Brasil em Caracas está apurando, junto às autoridades venezuelanas responsáveis, elementos para esclarecer a natureza da situação, com vistas à normalização da fluidez no comércio bilateral, regido pelo Acordo de Complementação Econômica nº 69 (ACE 69), que veda a cobrança de imposto de importação entre os dois países”, afirmou o Itamaraty.

A Venezuela, comandada por Nicolás Maduro, taxou produtos brasileiros entre 15% a 77%. As tarifas preocupam o governo brasileiro, principalmente o Estado de Roraima, que tem no país seu principal parceiro comercial. Em nota, o governo estadual afirmou que as exportações roraimenses têm como principal destino o mercado venezuelano, que corresponde a 70% das movimentações externas registradas nos últimos anos.

Diario de Pernambuco

Colômbia recusa voos com deportados dos EUA e Trump reage com taxação

Em resposta à recusa da Colômbia de voos de nacionais deportados em aviões dos EUA, Trump impôs tarifas de 25% aos produtos do país

Neste domingo (26), a Colômbia anunciou que barrou a entrada de aviões militares dos Estados Unidos com migrantes deportados. O presidente colombiano, Gustavo Petro, utilizou a rede social X para afirmar que seus cidadãos devem ser tratados com “dignidade”.

“Um migrante não é um criminoso e deve ser tratado com a dignidade que um ser humano merece. É por isso que mandei devolver os aviões militares dos EUA que vieram com migrantes colombianos”, escreveu o mandatário.

Petro não especificou quantos voos planejavam aterrissar em território colombiano e nem quantas pessoas eram transportadas.

O presidente da Colômbia completou: “não posso obrigar os migrantes a permanecer num país que não os quer, mas se esse país os devolver, deverá ser com dignidade e respeito por eles e pelo nosso país. Nos aviões civis, sem sermos tratados como criminosos, receberemos os nossos compatriotas”, publicou.

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Venezuela fecha fronteira com o Brasil até a próxima segunda-feira

O Ministério das Relações Exteriores informou, na noite de sexta-feira (10), que a fronteira da Venezuela com o Brasil foi fechada temporariamente, até a próxima segunda-feira (13). A medida foi implementada por decisão das autoridades venezuelanas.

Em nota, o Itamaraty divulgou orientações a brasileiros que vivem no país vizinho e, porventura, precisem de ajuda do governo brasileiro. Nesse caso, poderão acionar os plantões consulares da Embaixada do Brasil em Caracas (+58 414 3723337) e do Vice-Consulado em Santa Elena de Uairén (+58 424 9551570), ambos com Whatsapp.

Em cerimônia realizada na Assembleia Nacional da Venezuela, em Caracas, ontem, o presidente Nicolás Maduro foi empossado para o terceiro mandato como chefe do Executivo do país, para o período de 2025 a 2031. No discurso, Maduro destacou que falharam em impedir sua posse.

A disputa em torno da presidência do país tem causado apreensão dentro e fora da Venezuela. Diversos países contestaram o resultado das urnas e apontaram fraude nas eleições, e a véspera da posse presidencial foi marcada por animosidade, troca de acusações entre governistas e a oposição, e a prisão de adversários políticos do governo.

Conforme noticiou a Agência Brasil, circularam notícias, na imprensa brasileira, na última quinta-feira (9), de que a principal expoente da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi presa durante um protesto. O Comando Com Venezuela publicou nova comunicação informando que ela foi obrigada a gravar vídeos para negar a detenção e que foi condição para ser liberada. Autoridades alegaram que a ex-deputada criou um factóide para tentar “manchar” a posse do presidente Nicolás Maduro, marcada para esta sexta-feira (10) e afirmaram que as manifestações têm estado vazias.

Três dias antes da posse de Maduro, também foi reportada a prisão do ex-candidato à presidência do país, Enrique Márquez, do partido Centrados, acusado de tentativa de golpe de Estado. De acordo com o governo, Márquez estaria articulando uma posse paralela à presidência do país do opositor Edmundo González, a partir de alguma embaixada venezuelana no exterior.

O estremecimento nas relações do país vizinho com o Brasil foi permeado por críticas diretas da Venezuela. Para Maduro, o Brasil foi responsável por vetar seu ingresso no grupo do Brics, durante a cúpula da organização, em Kazan, na Rússia, em novembro. As acusações e rupturas diplomáticas se estenderam à Argentina e ao Paraguai.

Agência Brasil

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