Trump nega guerra com a Venezuela e comenta cenário político após captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5), em entrevista à NBC News, que o país não está em guerra com a Venezuela. Segundo ele, o enfrentamento é direcionado ao combate ao tráfico de drogas e a organizações criminosas. “Não, não estamos (em guerra)”, declarou.

Ao ser questionado sobre os próximos passos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, Trump descartou a realização de novas eleições em curto prazo. De acordo com o presidente, o país precisaria passar por um processo de reorganização antes de qualquer votação. “Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse, ao comentar a hipótese de eleições em 30 dias.

Durante a entrevista, Trump também mencionou a possibilidade de os Estados Unidos subsidiarem projetos de empresas petrolíferas para reconstrução da infraestrutura energética venezuelana. Segundo ele, o processo poderia levar menos de 18 meses, com custos elevados que seriam inicialmente arcados pelas companhias e posteriormente compensados.

Trump afirmou ainda que um grupo de autoridades americanas, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, irá supervisionar o envolvimento dos EUA no país. Questionado sobre quem teria a palavra final, respondeu que seria ele próprio.

Na Venezuela, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, em cerimônia no Parlamento conduzida por seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. Em discurso, Delcy criticou a ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, classificando o episódio como agressão ilegítima.

Aliados do governo venezuelano se reuniram em Caracas para manter a posse da Assembleia Nacional, com discursos de condenação à captura de Maduro e pedidos de apoio internacional. Enquanto isso, Maduro compareceu a um tribunal nos Estados Unidos, onde se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo.

Autoridades americanas afirmaram que os EUA não pretendem administrar diretamente o país, limitando-se a medidas já existentes, como sanções no setor de petróleo.

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