Trump desafia Suprema Corte e ameaça Irã em discurso recorde

Durante discurso proferido ao Congresso sobre o Estado da União na noite de terça-feira (24), no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política anti-imigração do governo, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã. Com mais de 1h47, o republicano fez a fala mais longa da história norte-americana.

O evento contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. O discurso do Estado da União dá a oportunidade ao presidente dos Estados Unidos de destacar os principais feitos do governo. Ele é feito em uma sessão conjunta do Congresso e é transmitido pela televisão em horário nobre.

Principais pontos do discurso:

Oriente Médio – Ao falar sobre a situação com o Irã, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano disse ainda que não pode deixar o país desenvolver uma arma nuclear própria.  “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou. Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.

Suprema Corte “decepcionante” – Sobre a insatisfação com a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço, Trump afirmou que foi por meio das tarifas que ele conseguiu resolver guerras. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou. O republicano reforçou ainda que a sentença da Corte, publicada há quatro dias, foi “muito infeliz” e garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão interessados em “manter o acordo que já negociaram”.

Imigração – Em relação às políticas anti-imigração do governo, Trump disse que, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses. Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, afirmou. Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

A Tarde

Suprema corte da Venezuela determina que vice assuma presidência

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela decidiu que a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, deve assumir o posto de presidente de forma interina após Nicolás Maduro ser capturado pelos EUA durante bombardeios ao país neste sábado (03). Na decisão, a corte determinou que “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

Em pronunciamento feito logo após os bombardeios em Caracas, Rodríguez afirmou que o governo “estava pronto para defender a Venezuela e os recursos naturais do país”. Ela também instou a população a ter calma e disse que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”, que Nicolás Maduro foi “sequestrado” pelos EUA e segue como o único presidente do país.

Trump diz que vai controlar a Venezuela

Após acompanhar o ataque à Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em coletiva que vai administrar a nação sul-americana até que sejam decididos os próximos passos na gestão venezuelana, depois da captura do líder Nicolás Maduro. “Nós queremos ajudar esse país a fazer (a transição) de forma justa. Ter alguem (dos EUA) ali, até que a situação seja resolvida. Iremos administrar a Venezuela até que ele (país) possa permancer de forma segura, apropriada e justa”, afirmou Trump, em conversa com jornalistas, em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

O pronunciamento à imprensa ocorreu após Donald Trump publicar, em seu perfil na rede social Truth Social, foto de Nicolás Maduro, em navio militar norte-americano, a caminho de Nova York, onde ele será julgado pela justiça norte-americana. Segundo Trump, o venezuelano vai enfrentar a “justiça americana por sua campanha narcoterroristas contra os EUA”.

Petróleo

O líder norte-americano também discorreu sobre interesses dos EUA na exploração de petróleo na Venezuela. Com a intervenção no país sul-americano, Trump prevê que empresas norte-americanas do setor vão avançar investimentos à indústria petrolífera venezuelana. “Teremos grandes empresas americanas de petróelo que vão gastas US$ bilhões para consertar a infraestrutura e começar a ganhar dinheiro pelo país (Venezuela)”, anunciou Trump. Na avaliação dele, embora tenha classificado como bem-sucedido o ataque à Venezuela, os Estados Unidos estão preparados para uma segunda ofensiva contra o país sul-americano. “Estados preparados para lançar segunda onda de ataques, se for necessário”, ameaçou.

Diario de Pernambuco (com informações são do Correio Braziliense)

Suprema Corte impede Trump de usar Lei de Inimigos para deportações

A Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu, neste sábado (19), o presidente Donald Trump de usar a Lei de Inimigos Estrangeiros para deportar venezuelanos para prisão de El Salvador. A decisão é temporária e vale enquanto o tribunal não analisa o caso de forma definitiva. ”O governo é instruído a não remover nenhum membro da suposta classe de detentos dos Estados Unidos até nova ordem deste tribunal”, diz a decisão, que teve voto contrário de dois dos nove magistrados da Corte máxima do país.

Até então usada apenas em tempos de guerra, a lei de 1798 foi evocada por Trump em meados de março para deportar 238 imigrantes da Venezuela sem direito à apelação para prisão de El Salvador sob acusação de integrarem a organização criminosa Trem de Aragua.  Familiares dos imigrantes deportados sob essa lei negam as acusações e o governo da Venezuela recorreu ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra as deportações.

No dia 7 de abril, a Suprema Corte dos EUA autorizou o uso da lei desde que os imigrantes tivessem o direito de contestar a deportação. Porém, organizações de direitos humanos recorreram aos tribunais alegando que o governo Trump não estava respeitando a decisão. A União Americana pelas Liberdades Civis (Aclu) representou um grupo de imigrantes nos tribunais denunciando que novas deportações ilegais eram iminentes. ”A decisão [do governo] também não prevê nenhum processo para que indivíduos contestem que são membros da Trem de Aragua e, portanto, não se enquadram nos termos da Proclamação [da Suprema Corte]”, apelou a organização.

A Aclu lembra que, pelo menos, 137 venezuelanos foram removidos para El Salvador sem o devido processo legal ”possivelmente pelo resto de suas vidas”. ”Resta saber se a maioria (ou talvez todos) dos homens não têm vínculos com o Trem de Aragua, pois o governo secretamente os expulsou do país e não forneceu informações sobre eles”. A organização sustenta que as evidências têm mostrado que “muitos indivíduos removidos para El Salvador sob a Lei de Inimigos Estrangeiros não eram membros do Trem de Aragua”.

Trump
Na sexta-feira (18), o presidente Donald Trump postou um vídeo com supostos criminosos sendo deportados para El Salvador. Em seguida, publicou entrevista para a Fox News para defender as deportações para o país centro-americano. ”Nós não precisamos de legislação, precisamos de um presidente”, escreveu na postagem o presidente dos EUA, com tradução em espanhol para atingir o público latino-americano no país.

El Salvador
O governo de El Salvador, que há três anos governa por meio de decretos de Estado de Exceção, tem recebido prisioneiros enviados pelos EUA em troca de ajuda financeira e de “inteligência” do governo Trump. O Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot) de El Salvador, conhecida como maior prisão da América Latina, construída pelo presidente Nayib Bukele, é alvo de denúncias de violações de direitos humanos com prática sistemática de tortura, incluindo contra crianças, e por não conceder aos suspeitos direitos à defesa e julgamento justo, com condenações em massa.

”Aqueles que foram removidos para El Salvador enfrentam danos e condições prisionais ameaçadoras no Cecot, incluindo choques elétricos, espancamentos, afogamento simulado e instrumentos de tortura nos dedos dos detentos para tentar forçar confissões de filiação a gangues”, acrescentou a Aclu na ação judicial.

A entidade de defesa dos direitos dos imigrantes afirma ainda que o governo dos EUA tem usado critérios duvidosos para classificar os imigrantes como integrantes da organização criminosa da Venezuela. ”Incluindo atributos físicos como ‘tatuagens que denotam filiação/lealdade à Trem de Aragua’ e gestos com as mãos, símbolos, logotipos, grafites ou vestimenta. Especialistas que estudam a TdA explicaram como nenhum desses atributos físicos é uma forma confiável de identificar membros de gangues”, completou.

Agência Brasil

Laurita Vaz é a primeira mulher a presidir o Superior Tribunal de Justiça

laurita vaz

A Corte é formada por 33 ministros

O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segunda maior instância do Judiciário, elegeu nesta quarta-feira (1º) a ministra Laurita Vaz como nova presidente para o biênio 2016-2018. Atual vice-presidente da Corte, ela assume o cargo somente em setembro, quando termina o mandato do atual presidente, ministro Francisco Falcão.

Atualmente, ela é a quarta mais antiga integrante do STJ. Além de administrar o tribunal, cabe ao presidente pautar os julgamentos no plenário da Corte, formado por 33 ministros.