Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz no sábado (18) foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã. Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!”, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

Caminhoneiros ameaçam greve por conta de preços dos combustíveis

Em meio a uma grande crise de aumento nos preços dos combustíveis nos últimos dias, os caminhoneiros que atuam no transporte de cargas no Brasil alertaram o Palácio do Planalto para um risco de greve nacional. O setor relatou grandes aumentos considerados abusivos nas bombas em várias regiões do país, incluindo a Bahia.

Denúncias ao governo
Entre as denúncias enviadas ao governo, estão reajustes entre R$ 0,20 e R$ 0,60 por litro de diesel em cidades do Centro-Oeste. Em um documento enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira, 11, a ABRAVA apontou “evidências de práticas abusivas por parte de distribuidoras de combustíveis”. Além disso, a entidade ainda pede isenção temporária de tributos e a abertura de diálogo com governadores para discutir a suspensão do ICMS sobre o diesel, conforme a CNN Brasil.

Acionamento da Justiça
Na quinta-feira (12), a entidade informou ter acionado a Justiça contra distribuidoras que elevaram preços sem que houvesse, até o momento, anúncio de reajuste pela Petrobras.

A Tarde

Trump desafia Suprema Corte e ameaça Irã em discurso recorde

Durante discurso proferido ao Congresso sobre o Estado da União na noite de terça-feira (24), no Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a política anti-imigração do governo, voltou a criticar a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço e fez ameaças ao Irã. Com mais de 1h47, o republicano fez a fala mais longa da história norte-americana.

O evento contou com a presença de todos os membros do Senado, composto por 100 senadores, e da Câmara dos Representantes, com 435 cadeiras. O discurso do Estado da União dá a oportunidade ao presidente dos Estados Unidos de destacar os principais feitos do governo. Ele é feito em uma sessão conjunta do Congresso e é transmitido pela televisão em horário nobre.

Principais pontos do discurso:

Oriente Médio – Ao falar sobre a situação com o Irã, Trump disse que está próximo de um acordo, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”. O norte-americano disse ainda que não pode deixar o país desenvolver uma arma nuclear própria.  “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas: nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou. Trump ressaltou que quer resolver a questão por meio da diplomacia, mas se não for possível, usará o Exército norte-americano. “É chamada paz através da força, que é muito efetiva”, disse.

Suprema Corte “decepcionante” – Sobre a insatisfação com a decisão da Suprema Corte de suspender o tarifaço, Trump afirmou que foi por meio das tarifas que ele conseguiu resolver guerras. “Portanto, apesar da decisão decepcionante, essas poderosas leis, que salvam o país e protegem a paz, permanecerão em vigor sob estatutos legais alternativos totalmente aprovados e testados”, afirmou. O republicano reforçou ainda que a sentença da Corte, publicada há quatro dias, foi “muito infeliz” e garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão interessados em “manter o acordo que já negociaram”.

Imigração – Em relação às políticas anti-imigração do governo, Trump disse que, nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal entrou nos Estados Unidos. “Nenhum imigrante ilegal entrou nos EUA nos últimos 9 meses. Hoje nossas fronteiras estão seguras, a inflação está muito menor e a economia está como nunca antes”, afirmou. Em contrapartida, o norte-americano fez um aceno aos trabalhadores. “Sempre vamos permitir que pessoas trabalhadoras que gostam do nosso país entrem”, afirmou.

A Tarde

Governo Trump mantém investigação contra Brasil e China e ameaça com novas tarifas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que continuar investigando o Brasil e a China com base na Seção 301, ferramenta de política comercial que permite aos americanos investigar e retaliar outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas. Em comunicado emitido na sexta-feira (20), após a Suprema Corte dos EUA derrubar as tarifas globais de longo alcance impostas por Trump, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a administração Trump vai continuar as investigações em curso com base na Seção 301, incluindo aquelas que envolvem o Brasil e a China. “Se estas investigações concluírem que existem práticas comerciais desleais e que uma resposta ágil é justificada, tarifas são uma ferramenta que poderá ser imposta”, diz o comunicado.

Foi nesse mesmo comunicado que o governo americano reforçou uma sobretaxa temporária de 10% sobre artigos importados para os Estados Unidos de todos os países, nos termos da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após decisão contrária da Suprema Corte. A tarifa foi elevada para 15% neste sábado, 21, em anúncio feito pelo presidente Trump num rede social. O Brasil começou a ser investigado pelos americanos no ano passado, em meio ao tarifaço de Trump que atingiu as exportações brasileiras com taxas de 50%. A investigação ocorre com base na Seção 301, que faz parte da Lei de Comércio de 1974, assinada pelo então presidente Gerald Ford.

Em 2025, os Estados Unidos comunicaram que a apuração abordaria “atos, políticas e práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.

Entre as medidas que o governo americano considerou prejudiciais ao abrir o expediente, em 2025, estão a propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix. Neste sábado (21), Trump disse que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, mesmo após o revés imposto pela Suprema Corte. O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre a decisão e sobre a menção da Seção 301 no comunicado.

Estadão Conteúdo

Países ameaçados por Trump com tarifas pela Groenlândia prometem ‘permanecer unidos’

Os países ameaçados pelo presidente americano, Donald Trump, com novas tarifas caso se oponham a que os Estados Unidos comprem a Groenlândia, asseguraram, neste domingo (18), que “permanecerão unidos” e denunciaram uma “espiral perigosa”.

“As ameaças tarifárias minam as relações transatlânticas e correm o risco de provocar uma espiral descendente perigosa”, afirmaram, em um comunicado conjunto, Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Suécia.

“Permaneceremos unidos e coordenados na nossa resposta. Estamos comprometidos com a defesa da nossa soberania”, acrescentaram, após as ameaças de Trump sobre a ilha do Ártico, um território autônomo integrante do reino da Dinamarca.

AFP

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças. “A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares. A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica. “Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação. Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Venezuela recorre ao Conselho de Segurança da ONU contra desdobramento militar dos EUA

A Venezuela se defendeu sexta-feira (10) no Conselho de Segurança das Nações Unidas e pediu que os Estados Unidos sejam impedidos de cometer um “crime internacional” contra o país, embora tenha recebido apoio moderado da maioria dos Estados-membros. “Acreditamos que este é o momento certo para que este Conselho de Segurança cumpra o mandato que lhe foi confiado (…) e evite uma catástrofe que pode abalar toda a região por gerações”, declarou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

“As ações e a retórica belicista do governo dos Estados Unidos indicam (…) que estamos diante de uma situação em que é racional pensar que, em um prazo muito curto, será executado um ataque armado contra a Venezuela”, acrescentou Moncada. A Venezuela solicitou a reunião do Conselho para denunciar a “escalada de agressões” provocada pelo desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe.

“Estamos aqui para evitar a prática de um crime internacional”, insistiu Moncada, que pediu ao Conselho de Segurança — no qual os Estados Unidos têm direito a veto — que tome as “medidas necessárias”. Mas o país recebeu apoio apenas de alguns membros do Conselho, com seus aliados Rússia e China à frente.

As acusações de Washington — que afirma que o presidente Nicolás Maduro é o líder de uma suposta rede de tráfico de drogas, o Cartel de los Soles — “não se baseiam em nenhum fato”, mas “seriam um excelente tema para uma superprodução de Hollywood na qual, mais uma vez, os americanos salvariam o mundo”, ironizou o embaixador russo, Vasily Nebenzya. O diplomata russo acusou a Casa Branca de fomentar as tensões e afirmou que os Estados Unidos estão “a um passo de uma agressão armada direta”.

Embora muitos países tenham se mostrado cautelosos e pedido a ambas as partes que reduzam a tensão, Moncada declarou estar “satisfeito” com o fato de que alguns deles, sem condenar os Estados Unidos, defenderam o direito internacional. “A luta contra o narcotráfico deve ser conduzida com respeito ao direito internacional e aos direitos humanos”, declarou o embaixador adjunto da França, Jay Dharmadhikari. “Nesse contexto, os Estados devem abster-se de qualquer iniciativa armada unilateral.”

Desde setembro, os Estados Unidos realizam um desdobramento militar no sul do Caribe, diante das águas territoriais da Venezuela, e destruíram quatro supostas embarcações do narcotráfico, causando a morte de 21 pessoas, segundo Washington. O representante dos Estados Unidos, John Kelley, reiterou perante o Conselho a determinação de seu país de utilizar todo o seu “poderio” para “erradicar os cartéis de drogas, independentemente do lugar em que operem”.

AFP

Venezuela diz que EUA ameaçam paz com navios e pede apoio à ONU

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, divulgou nesta terça-feira (26), um encontro com o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, Gianluca Rampolla. O objetivo da reunião, conforme Gil, foi o de fortalecer o encontro como o organismo multilateral para um marco de respeito à soberania da nação sulamericana.

Na prática, o encontro visa a tentar fortalecer a Venezuela diante da tensão entre o país e os Estados Unidos. O clima ficou quente após os EUA enviarem navios de guerra com 4 mil militares para a costa da Venezuela e os norte-americanos aumentarem para US$ 50 milhões o valor da recompensa para a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No encontro, Gil afirmou existirem “preocupações sobre a implantação de unidades militares dos EUA e até mesmo armas nucleares no Caribe, ameaçando a paz”. Ainda nesta terça, o ministro venezuelano questionou afirmações dos Estados Unidos a respeito do suposto envolvimento de Maduro com um cartel do tráfico de drogas.

Diario de Pernambuco

Trump ameaça com tarifa de 200% se China não fornecer ímãs aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças à China, nesta segunda-feira (25), após semanas de calmaria na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. O líder norte-americano ameaçou os chineses com uma taxação de até 200% caso o país asiático não forneça ímãs aos EUA.

O ímã é uma peça de aço magnetizado que tem a propriedade de atrair o ferro e algumas outras substâncias. “[Se a China não fornecer ímãs] Teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo parecido”, afirmou Trump, sem dar maiores detalhes.

Diario de Pernambuco

Secretário de Segurança diz que preso por ameaçar Felca vendia material infantil na web

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (25) em Pernambuco um homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca. Segundo a polícia, o suspeito também armanezava material infantil.

A prisão foi feita com base em uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de 17 de agosto, em que a empresa Google teve o prazo de 24 horas para fornecer os dados do e-mail que fez as ameaças à Felca.

A prisão foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. “Um belo trabalho de investigação que levou até esse criminoso que, além de ameaças, vendia material infantil nas redes”.

Diario de Pernambuco

Justiça determina que Google quebre sigilo de usuário que ameaçou Felca

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou neste domingo (17), que o Google quebre em 24 horas o sigilo de um usuário do serviço de e-mail da empresa que ameaçou de morte o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. Os e-mails têm os seguintes dizeres: “prepara pra morrer vc vai pagar com a sua vida” e “vc vai morrer se prepara por sua vida vc corre risco e vc vai pagar com a vida”.

O juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho determina que sejam repassados “os dados de identificação vinculados à conta de e-mail, contemplando os IPs de acesso dos últimos 6 (seis) meses, portas lógicas de origem, data, hora, minutos, segundos e milésimos de segundos, bem como quaisquer dados cadastrais aptos a identificar o usuário responsável”.

O magistrado fixou ainda multa diária no valor de R$ 2 mil, limitada a R$ 100 mil, para o caso de descumprimento.O tema da adultização entre crianças e adolescentes nas redes sociais ganhou força depois que o influenciador digital Felca publicou, no último dia 6, um vídeo com denúncias após observar o crescimento desse tipo de conteúdo nas redes sociais – um assunto, segundo ele, “pouco falado por quem tem alcance”.

Após a publicação do vídeo, o assunto também entrou em discussão entre parlamentares e autoridades, que, pressionados a reagir diante de um tema tão importante, prometem definir com urgência uma proposta de regulamentação das redes sociais. Em 50 minutos, o youtuber mostrou na prática como o algoritmo funciona para entregar conteúdos com crianças e adolescentes para pedófilos e entrevistou uma psicóloga especializada para falar sobre o perigo da exposição nas redes sociais para as crianças e adolescentes.

As denúncias apresentadas por Felca apontaram que o influenciador Hytalo dos Santos sexualiza os conteúdos envolvendo os menores, publicados nas redes, além de manter uma convivência apontada como imprópria com os adolescentes em sua casa. Após o vídeo de Felca, o influenciador e o marido, Israel Nata Vicente – conhecido como Euro -, foram presos na sexta-feira, 15, em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, acusados pelos crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil. A defesa do casal afirma que ambos são inocentes e “sempre se colocaram à disposição das autoridades”. Consideram também que a decisão de prisão é uma medida “extrema”

Pelo Código Penal brasileiro, caracteriza-se como tráfico de pessoas quando a vítima é aliciada, comprada ou acolhida por outra pessoa, com propósitos que podem incluir remoção de órgãos, servidão, submissão a trabalho análogo à escravidão, adoção ilegal ou exploração sexual. Hytalo e Euro são investigados pelo Ministério Público da Paraíba pela suspeita de explorar menores de idade nas redes sociais por meio de vídeos virais que mostram crianças e adolescentes de forma sexualizada, seminuas e ingerindo bebidas alcoólicas em festas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o influencer pagava às famílias dos adolescentes cerca de três salários mínimos para abrigá-los em sua casa. Os menores, sob a tutela de Hytalo, eram chamados de “cria” pelo influenciador. Ainda segundo o MP, o influencer apreendia os celulares das vítimas para garantir que apenas o seu perfil nas redes sociais fizessem postagens, estratégia que concentrava a audiência em suas plataformas.

Estadão Conteúdo

Moraes intima Musk e ameaça retirar X do ar dentro de 24h

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes (STF) emitiu um mandado de intimação contra o empresário americano Elon Musk, dono do X. O documento foi divulgado nesta quarta-feira (28) e pede que a empresa identifique um representante legal no Brasil dentro de 24 horas. Caso a decisão não seja cumprida, o magistrado ameaçou retirar a plataforma do ar.

A decisão visa garantir que o X respeite as leis brasileiras e que a empresa pague multas que foram impostas pela Justiça. Essa multas foram determinadas após o X desrespeitar a solicitação de Moraes para bloquear perfis que atacavam as instituições democráticas.

A rede social anunciou, no dia 17 de agosto, que vai “encerrar as operações” no Brasil. O serviço continua disponível para usuários do país. A medida teria sido tomada em razão de decisões de Moraes que, em um despacho, teria ameaçado multar e prender a responsável pelo escritório da empresa no Brasil por descumprimento de decisões judiciais.

O perfil publicou uma cópia digital da suposta decisão de Moraes, que tramita em segredo de Justiça. Um dos trechos do suposto documento atribui “multa diária de R$ 20 mil à administradora da empresa, Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição, cumulativa àquela imposta à empresa, bem como decretação de prisão por desobediência à determinação judicial”.

O X ainda afirmou não ter sido ouvido pelo Supremo. “Apesar de nossos inúmeros recursos ao Supremo Tribunal Federal não terem sido ouvidos, de o público brasileiro não ter sido informado sobre essas ordens e de nossa equipe brasileira não ter responsabilidade ou controle sobre o bloqueio de conteúdo em nossa plataforma, Moraes optou por ameaçar nossa equipe no Brasil em vez de respeitar a lei ou o devido processo legal”, disse.

A equipe da plataforma completou dizendo que está profundamente triste por ter sido forçada a sair do Brasil. “A responsabilidade é exclusivamente de Alexandre de Moraes”, acusa.

Diário de Pernambuco

Moraes se declara impedido de julgar presos por ameaças a sua família

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste sábado (1º) manter a prisão preventiva de dois homens suspeitos de ameaçar a integridade física de sua família, mas em seguida se declarou impedido de julgá-los em relação a essas mesmas ameaças.

Moraes manteve o sigilo das investigações sobre as ameaças a sua família. Ele justificou a manutenção das prisões afirmando que os autos apontam a prática de atos para “restringir o exercício livre da função judiciária”, em especial no que diz respeito à apuração dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Para o ministro, “a manutenção das prisões preventivas é a medida razoável, adequada e proporcional para garantia da ordem pública, com a cessação da prática criminosa reiterada”, escreveu.

Moraes manteve a relatoria sobre a parte do inquérito que aponta a prática do crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais” (Art. 359-L do Código Penal). Foi em função desse crime que Raul Fonseca de Oliveira e Oliveirino de Oliveira Júnior foram presos pela Polícia Federal (PF) nessa sexta-feira (31).

Já em relação aos crimes de ameaça e perseguição (Art. 147 e 147-A do Código Penal), que teriam sua família como alvo, Moraes se declarou impedido, sob a justificativa e que, apenas nesse ponto, ele é interessado direto no caso, não podendo, portanto, ser também o julgador. É a primeira vez que o ministro reconhece o impedimento em um caso sobre tentativa de golpe.

Ao manter a prisão dos suspeitos, Moraes transcreveu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo o qual o conteúdo de mensagens trocadas pelos dois fazia referência a “comunismo” e “antipatriotismo”.

Para a PGR, a comunicação entre os suspeitos “evidencia com clareza o intuito de, por meio das graves ameaças a familiares do Ministro Alexandre de Moraes, restringir o livre exercício da função judiciária pelo magistrado do Supremo Tribunal Federal à frente das investigações relativas aos atos que culminaram na tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito em 8.1.2023”.

Agência Brasil

Anielle Franco é ameaçada de morte, e PF passa a escoltar ministra de Lula

A ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial, passou a ser escoltada por agentes da Polícia Federal (PF) após solicitar reforço na sua segurança em virtude de ter recebido ameaças de morte nas redes sociais. A auxiliar de Lula acionou a PF na última quinta-feira (29), quando foi abertau uma apuração sobre o caso.

Além dos perfis da ministra nas redes sociais, o e-mail institucional do ministério também recebeu ameaças contra Anielle. A titular da pasta de Igualdade Racial é atacada nas redes sociais desde 2018, quando sua irmã, a vereadora carioca Marielle Franco, foi assassinada, em um crime sem solução até hoje.

Ataques após polêmica com assessora
Segundo o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, as ameaças começaram a ser feitas na semana passada, depois que uma assessora da pasta comandanda por Anielle fez ataques à torcida do São Paulo nas redes sociais.

A funcionária foi demitida em seguida. No último dia 24, a ministra e auxiliares haviam ido ao Estádio do Morumbi para assinar um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol de combate ao racismo.

Folha PE