Vídeo mostra detentos entrando com um boi inteiro para churrasco na Penitenciária de Petrolina

Um vídeo da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, mostra detentos entrando com um boi inteiro para um churrasco. Outras imagens mostram, também, as carnes já fatiadas e bebidas alcoólicas. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), as imagens são antigas e medidas já foram adotadas.

Na última terça-feira (19), o diretor do presídio, Alessandro Barbosa, e outros cinco policiais penais foram alvos da Operação Publicanos, deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga uma quadrilha suspeita de crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.Os vídeos e fotos foram enviados para o Diario de Pernambuco. Em um deles, dois homens colocam as partes de um animal em cima de um lençol enquanto outros dois seguram o pano. Em seguida, o animal é colocado no scanner do raio-x e entregue por uma janela para dentro do presídio. Em outro vídeo, mais pedaços do animal entram na penitenciária da mesma maneira.

A carne do boi teria sido usada para fazer churrascos na quadra do presídio. Em uma das fotos, um dos detentos aparece com o rosto virado, preparando as carnes, que, em outra imagem, aparecem fatiadas. Outra foto mostra uma mesa, com um homem com anéis dourados nos dedos, um celular da marca iPhone, tomando um líquido amarelo, semelhante a whisky. Há uma garrafa de água com a mesma bebida, além de outros copos.

Operação
Além do diretor da unidade, foram afastados os policiais penais Ronildo Barbosa dos Santos, Ricardo Borges da Silva, Vinícius Diego Souza Colares, Rivelino Rufino de Carvalho e Cledson Gonçalves de Oliveira. A decisão judicial foi proferida pela Vara Criminal da Comarca de Petrolina. Segundo a Polícia Civil, as investigações foram iniciadas em maio de 2024. Nesta terça-feira (19), foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão domiciliar, afastamento de função e bloqueio judicial de ativos financeiros. A ação foi realizada nas cidades de Petrolina, e em Itaberaba e em Juazeiro, no interior da Bahia.

Em nota, a Seap informou que as imagens foram registradas há mais de um ano e que, na época, “adotou as providências cabíveis como apreensão de itens proibidos, transferências de envolvidos no fato e abertura de procedimento administrativo disciplinar”. “A Seap reforça que segue adotando ações estratégicas de segurança para coibir a entrada de itens proibidos nas unidades prisionais em todo o Estado”, afirmam, em nota.

Diario de Pernambuco

Dez pessoas contraem parasita raro nos EUA ao comerem churrasco de carne de urso

Dez pessoas, incluindo cinco crianças, foram infectadas por um parasita raro após consumirem carne de urso em um churrasco na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O grupo teve sintomas gripais como febre, inchaço no rosto e dor muscular.

Segundo o relatório do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, a contaminação ocorreu durante um churrasco que reuniu 34 pessoas em novembro do ano passado. Dessas, 22 comeram carne de urso malpassada.

Os sintomas foram causados por um parasita do gênero Trichinella, que costuma infectar diversos animais, como javalis e roedores. Seres humanos podem ser contaminados ao ingerir carne crua ou mal cozida. De acordo com o CDC, o alimento deve ser aquecido até 74°C para estar seguro para o consumo.

Comer carne de urso derivada de caça esportiva não é ilegal nos EUA, mas o alimento deve ser utilizado para consumo próprio, portanto é proibida a comercialização. Os sintomas da triquinelose (infecção por Trichinella) incluem, além daqueles relatados pelo grupo, dor abdominal e diarreia. Em casos graves, pode provocar a morte. Desde 2016, 51 pessoas contraíram a parasitose por consumo de carne de urso nos EUA. Não foi registrado nenhum caso fatal.

Em 2022, seis pessoas tiveram triquinelose no estado de Dakota do Sul depois de ingerirem carne de urso que havia sido congelada por 45 dias e foi usada para preparar kebabs. Entre eles, um homem de 29 anos precisou ser hospitalizado duas vezes.

Os novos casos incluíram uma criança de 10 anos. O período de incubação entre o consumo da carne e o surgimento dos sintomas foi de 21 a 26 dias.

Agência O Globo