EUA sancionam cidadãos e empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois brasileiros e três empresas por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) a aplicação de sanções contra dois cidadãos brasileiros e três empresas sediadas no Brasil por suposta participação em um esquema internacional de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida foi divulgada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

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Caso Dark Horse: empresa ligada a filme tem sócio envolvido com o PCC

O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como “Escorpião do PCC” — apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como integrante da facção criminosa —, é sócio da empresa subcontratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para um projeto de instalação de Wi-Fi na periferia de São Paulo. O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil paulista sobre o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto apontam para um esquema de superfaturamento que chega a 230%. O acordo principal, orçado originalmente em R$ 108 milhões — com apurações indicando que as cifras totais podem atingir R$ 157 milhões —, previa a instalação de 5 mil pontos de internet sem fio (Wi-Fi) na capital paulista.

No entanto, a auditoria identificou uma discrepância severa nos valores: enquanto a estatal Prodam cobrava R$ 306 mensais por ponto de conexão, o ICB recebia uma taxa fixa de R$ 1.800 pelo mesmo serviço. Além das distorções de preço, a execução do contrato apresentou graves falhas e indícios de fraude. Das 5 mil antenas contratadas, a entidade instalou apenas 3,2 mil. Em um dos episódios mais críticos detalhados pelos investigadores, o município desembolsou R$ 2,7 milhões pela manutenção de 128 pontos de conexão, pagando por 12 meses de prestação de serviço que, na realidade, durou apenas dois meses. Segundo a polícia, o custo efetivo dessa operação deveria ter sido de somente R$ 273 mil.

O rastreamento do dinheiro revelou ainda que R$ 12 milhões do montante total do contrato foram repassados à empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., de propriedade de Alex Leandro. Até dezembro de 2025, a empresa já havia recebido mais de R$ 3,8 milhões desse total. A principal hipótese com a qual a polícia trabalha é que parte dos recursos desviados dos cofres públicos paulistanos tenha sido direcionada para o financiamento e custeio da produção de Dark Horse.

Histórico criminal – Investigado no esquema de desvios, Alex Leandro possui um extenso histórico criminal que soma mais de 60 processos judiciais. Entre seus antecedentes constam três condenações por roubo e uma por extorsão mediante sequestro, crime que envolveu um sobrinho do político Eduardo Suplicy.

Devido a essas sentenças, ele cumpriu 13 anos de pena em regime fechado, período em que passou por penitenciárias de segurança máxima que abrigam a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), como a unidade de Presidente Venceslau. A possível ligação com a organização criminosa também é reforçada por relatos de vizinhos, que gravaram um vídeo no qual Alex afirmava possuir o “escorpião do PCC”, expressão apontada pelas apurações como um provável código ou símbolo do grupo.

Atualmente, Alex Leandro cumpre prisão preventiva e é réu pelo crime de feminicídio. Ele é acusado do assassinato de sua companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. O crime ocorreu em novembro de 2025, quando a jovem morreu após cair do 10º andar de um edifício residencial no bairro Vila Andrade, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com as investigações, imagens capturadas pelo sistema de segurança do prédio mostram Alex Leandro agredindo e arrastando a vítima pelo pescoço momentos antes da queda que resultou na morte.

Blindagem – As apurações também revelaram indícios de manobras administrativas para omitir a participação de Alex Leandro no negócio e blindar a empresa após o crime. Nos primeiros contratos firmados com o ICB, o suspeito assinou os documentos utilizando apenas o primeiro nome, “Alex”, omitindo seu sobrenome, número de CPF ou RG.

Posteriormente, em dezembro de 2025, logo após a repercussão da denúncia do feminicídio, a empresa Favela Conectada passou por uma reformulação: mudou sua razão social para Urban Connect e teve seu controle transferido para o nome de Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, que, segundo as investigações, reside no mesmo endereço de Alex. As partes envolvidas não haviam se manifestado até o fechamento desta reportagem.

Correio Braziliense

Brasileiro apontado como ex-líder do PCC e do CV é preso nos Estados Unidos

Um suposto ex-chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do Brasil, foi preso pela polícia imigratória dos Estados Unidos, segundo anúncio do Departamento de Segurança Interna do país norte-americano (DHS).

Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como “Don”, foi detido pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) no dia 5 de junho, na cidade de Mooresville, na Carolina do Norte. Ele estava sendo perseguido por agentes federais. No veículo de Felipe foram encontrados diversos aparelhos celulares, uma arma de fogo e dólares americanos.

Segundo o DHS, Don planejava uma fuga para o México e mantinha a esposa contra a vontade dela.

Ele teria liderado, além do PCC, o Comando Vermelho (CV). As duas organizações criminosas foram classificadas pelo governo estadunidense como organizações terroristas estrangeiras no mesmo dia em que Don foi preso.

Ainda segundo o DHS, Felipe é alvo de um mandado de prisão internacional  no Brasil, pelos crimes de associação criminosa e extorsão. Nos Estados Unidos, ele estava em situação migratória irregular e possuía antecedentes criminais.

Militares dos EUA dizem que classificação de PCC e Comando Vermelho amplia combate ao narcotráfico

Órgão militar dos Estados Unidos afirma que a medida amplia os instrumentos para combater o narcotráfico e impedir a atuação de organizações criminosas no Hemisfério Ocidental

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (Southcom) se manifestou pela primeira vez sobre a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelo governo norte-americano.

Segundo o órgão militar, a decisão representa um reforço na estratégia de combate ao narcotráfico e amplia os instrumentos disponíveis para impedir o avanço de grupos criminosos que atuam em diversos países do continente. A avaliação é de que a nova classificação fortalece as ações de segurança e cooperação internacional.

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PCC e CV passam a ser grupos terroristas para os EUA a partir de hoje

Governo Trump amplia combate ao crime organizado e inclui PCC e CV em lista de grupos terrorista

As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passaram a ser oficialmente classificadas pelos Estados Unidos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (5) e foi adotada pelo governo do presidente Donald Trump.

Segundo documento do Departamento de Estado norte-americano, as duas organizações representam risco à segurança nacional dos Estados Unidos e estão envolvidas em atividades que ameaçam cidadãos, interesses econômicos e a política externa do país. A decisão coloca PCC e CV no mesmo enquadramento jurídico utilizado para grupos terroristas internacionais.

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Lula critica classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA

Durante agenda em Sergipe, Lula afirmou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas autoridades brasileiras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou pela primeira vez, nesta sexta-feira (29), a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

Durante agenda no estado de Sergipe, Lula criticou a postura adotada pelas autoridades norte-americanas e afirmou que o Brasil não aceitará interferências externas no combate ao crime organizado.

“Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, declarou o presidente.

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Governo Trump classifica PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Trump endurece combate ao narcotráfico e classifica facções brasileiras como terroristas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo o governo dos Estados Unidos, a medida faz parte da estratégia de combate ao chamado “narcoterrorismo”, intensificada no segundo mandato de Trump.

Em nota oficial, o governo norte-americano afirmou que continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para proteger os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, combater o tráfico de drogas e enfraquecer financeiramente organizações criminosas.

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Oposição associa Lula a Deolane após prisão da influenciadora

Deolane Bezerra foi presa em investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira (21), provocou forte repercussão política nas redes sociais e mobilizou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Deolane foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 27 milhões relacionados à influenciadora.

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Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A influenciadora e advogada pernambucana Deolane Bezerra foi presa no desdobramento de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, na manhã desta quinta-feira (21).

A Operação Vérnix também mira o considerado chefe da facção, Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, preso desde julho de 1999, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, que segundo a polícia, estão fora do país.

Foram emitidos, ao todo, seis mandados de prisão preventiva pelas autoridades.

A investigação aponta para uma transportadora de cargas em São Paulo, na cidade de Presidente Venceslau, que seria controlada pela facção.

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No Piauí, juiz anulou investigação do PCC após decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, esclareceu nesta terça-feira (21) que sua decisão liminar sobre o uso de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras deve ser aplicada apenas a casos futuros.

O despacho foi publicado após a repercussão da medida, que vinha sendo utilizada por advogados para tentar anular investigações em andamento em diferentes partes do país.

Antes do esclarecimento, um juiz do Tribunal de Justiça do Piauí anulou uma investigação relacionada à Operação Carbono Oculto 86, citando a decisão de Moraes como fundamento. O caso envolve apurações sobre suposta atuação de organização criminosa no setor de combustíveis.

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PF contesta EUA e rejeita enquadramento de PCC e CV como terrorismo

A Polícia Federal encaminhou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) uma manifestação formal após a sinalização dos Estados Unidos de que pretendem classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A comunicação norte-americana teria sido feita ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No documento enviado, assinado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a corporação adota posição contrária ao enquadramento das facções nesse tipo de classificação dentro da legislação brasileira. A PF argumenta que, embora não exista uma definição única e universal sobre terrorismo, há “relativo consenso internacional quanto aos elementos essenciais que caracterizam esse fenômeno”.

O que é terrorismo, segundo a PF – Na avaliação apresentada, o terrorismo está ligado a ações violentas praticadas por motivações políticas, ideológicas, religiosas, xenófobas ou discriminatórias, com o objetivo de provocar medo generalizado na sociedade, pressionar populações ou influenciar governos. A partir dessa distinção, o documento separa o conceito de terrorismo das atividades das facções criminosas. O texto afirma: “Em contrapartida, as organizações criminosas são grupos estruturados que se dedicam a atividades ilícitas com o objetivo primordial de obtenção de lucro”.

Facções atuam com lógica econômica –Segundo a PF, o funcionamento do PCC e do CV se encaixa nessa lógica econômica. Mesmo com estrutura complexa e uso recorrente de violência, essas organizações têm como foco principal a geração de lucro por meio de atividades como tráfico de drogas, armas e pessoas. Outro ponto abordado pela corporação é o uso da violência como critério de classificação. O documento sustenta que esse elemento, isoladamente, não é suficiente para caracterizar terrorismo. Nesse sentido, a PF registra: “Ao contrário, direcionam suas ações violentas principalmente contra adversários específicos, sejam eles forças policiais ou grupos criminosos rivais”.

PF reconhece risco à segurança pública – Apesar da distinção conceitual, a própria instituição reconhece a gravidade da atuação dessas organizações. O documento afirma que elas representam “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, exigindo ações permanentes e articuladas do Estado.

Alerta sobre impactos jurídicos – A PF também chama atenção para possíveis consequências jurídicas de uma eventual mudança de enquadramento. O alerta é de que a aplicação da Lei Antiterrorismo fora das condições previstas pode ferir o princípio da legalidade penal e gerar impactos em processos já em andamento, incluindo a possibilidade de anulação de provas. Além disso, o órgão reforça que uma eventual reclassificação não poderia ocorrer por interpretação, mas sim por alteração legislativa, já que hoje as facções são enquadradas na Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013).

Estrutura e atuação das facções – O documento ainda detalha o nível de sofisticação dessas organizações, que operam de forma interestadual e internacional, utilizam empresas de fachada, movimentam recursos por estruturas financeiras complexas, incluindo criptomoedas, e mantêm cadeias hierárquicas de comando, muitas vezes a partir de dentro de presídios.

Combate ao crime organizado – No enfrentamento ao crime organizado, a PF cita a atuação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) como modelo de ação coordenada. De acordo com os dados apresentados, somente em 2024 foram realizadas cerca de 180 operações, com aproximadamente 1,6 mil mandados de busca e apreensão cumpridos, cerca de 700 prisões e mais de R$ 300 milhões em bens e valores apreendidos.

Cooperação internacional – Ao final da manifestação, a corporação destaca que, mesmo com divergências conceituais sobre a classificação das facções, Brasil e Estados Unidos mantêm cooperação ativa no combate ao crime organizado.

A Tarde

 

EUA sinalizam ao Banco Central ofensiva financeira contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos enviou um comunicado estratégico ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, detalhando a ofensiva que pretende lançar contra as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Em reunião técnica, autoridades de Washington sinalizaram que o Departamento de Estado caminha para classificar ambos os grupos como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A medida ocorre a despeito da resistência diplomática da administração Lula, que prefere tratar o tema sob a ótica da segurança pública tradicional.

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Polícia prende tesoureiro do PCC em Surubim

Procurado por homicídio, homem seria responsável por arrecadar dinheiro do tráfico na cidade

Uma operação conjunta terminou de um homem apontado como tesoureiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Surubim, no Agreste pernambucano, na manhã de sexta-feira (16).

O preso foi identificado como Patrick Anderson Galdino Barbosa, de 30 anos, que era procurado por homicídio. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi pego após policiais montarem um cerco em uma casa, no centro do município, por volta das 5h.

O suspeito ainda teria tentado fugir, pulando uma janela lateral da residência, mas acabou capturado. Ele também foi autuado em flagrante por posse e porte ilegal de arma de fogo, por estar com dois revólveres calibre 38 e 21 munições, de acordo com a polícia.

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PF investiga pagamentos do PCC a funcionários de aeroporto

Atuação do grupo vai muito além do que apenas o tráfico de drogas, segundo PF

A Polícia Federal (PF) investiga se o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem um vínculo mais extenso com o grupo de funcionários terceirizados que atuava no Aeroporto de Guarulhos (SP) despachando drogas nas malas de passageiros que iam para o exterior.

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Comissão aprova requerimento para ouvir Marcos Valério sobre relação entre PT e PCC

O empresário Marcos Valério RECORDTV MINAS

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (3), requerimento para que o empresário Marcos Valério detalhe a delação premiada sobre as relações entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O requerimento é de autoria do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que avalia como “gravíssimas” as denúncias sobre o envolvimento do crime organizado na política brasileira, com “impactos diretos na soberania nacional e na integridade territorial do país”.

Reportagem publicada pela revista Veja mostra que Valério, condenado no processo do mensalão a 37 anos de prisão, afirmou em delação à Polícia Federal que ouviu informações sobre a relação do PT com a facção por parte de um dos integrantes do partido na época.

A notícia diz ainda que um empresário do ramo dos transportes chantageava o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não revelar detalhes de como funcionava o esquema. No mês passado, a reportagem procurou o PT, que afirmou que não vai comentar “delações sem provas feitas por pessoas buscando benefícios judiciais”. A legenda foi acionada novamente.

No mês passado, requerimento semelhante foi aprovado na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. No documento, Eduardo Bolsonaro, o autor, diz que a oitiva se justifica “em face da nova delação prestada pelo senhor Marcos Valério e da recente repercussão e relevância das informações prestadas em seu depoimento”.

Conteúdos que ligam o PT ao PCC

ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, no dia 17, a remoção imediata de conteúdos falsos, por parte de parlamentares e sites, que ligam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e à morte do ex-prefeito Celso Daniel.

Moraes também ordenou a exclusão de conteúdos que envolvem uma declaração de Lula sobre papel higiênico e suposta associação entre o PT, fascismo e nazismo. A decisão se deu após a legenda acionar a Corte e prevê multa de R$ 15 mil caso haja novas postagens ou compartilhamentos.

Na decisão, o ministro lista os conteúdos que divulgaram as notícias falsas — entre eles, há publicações de parlamentares aliados ao presidente Jair Bolsonaro, como Carla Zambelli (PL-SP), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hélio Lopes (PL-RJ); sites, como Jornal da Cidade, Jornal Minas Acontece; e perfis, como ZaqueBrasil e Titio 2021.

Fonte: notícias.r7

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