Governo Trump classifica PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Trump endurece combate ao narcotráfico e classifica facções brasileiras como terroristas

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo o governo dos Estados Unidos, a medida faz parte da estratégia de combate ao chamado “narcoterrorismo”, intensificada no segundo mandato de Trump.

Em nota oficial, o governo norte-americano afirmou que continuará utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para proteger os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos, combater o tráfico de drogas e enfraquecer financeiramente organizações criminosas.

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, afirmou o comunicado divulgado pelas autoridades norte-americanas.

Segundo o governo dos Estados Unidos, as facções comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, agentes públicos e civis brasileiros, além de manter influência em diferentes regiões da América Latina.

Com a classificação como organizações terroristas, Washington poderá ampliar ações policiais, de inteligência e contraterrorismo contra integrantes das facções e possíveis redes de financiamento em qualquer parte do mundo.

A decisão também pode permitir sanções financeiras, bloqueios de bens e restrições internacionais contra pessoas e empresas eventualmente ligadas aos grupos criminosos.

O tema vinha sendo acompanhado com preocupação por autoridades brasileiras devido às possíveis implicações diplomáticas, legais e de soberania envolvendo operações internacionais relacionadas ao PCC e ao Comando Vermelho.

Países como Brasil e México já haviam demonstrado resistência à ampliação desse tipo de classificação para grupos criminosos locais, principalmente diante da possibilidade de aumento da atuação norte-americana em temas de segurança interna.

A medida deve ampliar o debate internacional sobre cooperação no combate ao crime organizado transnacional e ao tráfico internacional de drogas.

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