Dino diz não ver ilegalidade em prisão preventiva e nega liberdade a Deolane

Defesa enviou ao STF reclamação contra ordem da 1ª instância. Defesa tentou revogar prisão, domiciliar ou aplicação de cautelares. Influenciadora é suspeita de lavagem de dinheiro.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou não ver “manifesta ilegalidade” na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e não concedeu liberdade à empresária “de ofício”, ou seja, por iniciativa do magistrado.

O ministro do STF fez as considerações em decisão assinada no sábado (23) e publicada neste domingo (24). Ele analisou uma reclamação, apresentada por uma advogada da influenciadora, contra decisão da primeira instância que determinou a prisão preventiva de Deolane.

Dino decidiu não dar andamento ao pedido da defesa da empresária, que queria a revogação da prisão, o regime domiciliar ou aplicação de medidas cautelares.

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Deolane Bezerra foi presa em investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira (21), provocou forte repercussão política nas redes sociais e mobilizou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Deolane foi presa durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 27 milhões relacionados à influenciadora.

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A influenciadora e advogada pernambucana Deolane Bezerra foi presa no desdobramento de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, na manhã desta quinta-feira (21).

A Operação Vérnix também mira o considerado chefe da facção, Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, preso desde julho de 1999, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, que segundo a polícia, estão fora do país.

Foram emitidos, ao todo, seis mandados de prisão preventiva pelas autoridades.

A investigação aponta para uma transportadora de cargas em São Paulo, na cidade de Presidente Venceslau, que seria controlada pela facção.

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A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra voltou ao centro das atenções após ser processada pelo delegado Paulo Godim, da Polícia Civil de Pernambuco. A informação foi divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O delegado pede indenização de R$ 81 mil por danos morais após ser acusado por Deolane de abuso de autoridade, de mentir à Justiça e de ter determinado uma “prisão criminosa”. Ele foi responsável pela investigação que levou à prisão da influenciadora em 2024, no âmbito de uma operação contra jogos de azar, fraudes e lavagem de dinheiro.

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