Investigação sobre tentativa de explosão em aeroporto vai para o STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que parte da investigação sobre a tentativa de explosão de um caminhão-tanque nos arredores do aeroporto de Brasília vai tramitar na Corte. O episódio ocorreu na véspera de Natal em 2022.

A decisão de Moraes foi assinada na quarta-feira (29). O ministro acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que o atentado pode ter ligação com os atos golpistas de 8 de janeiro, que também são investigados pelo Supremo.

Com a decisão, o processo deixará de tramitar na Justiça do Distrito Federal, e a Policia Federal (PF) terá prazo de 30 dias para realizar as diligências cabíveis.No ano passado, os três envolvidos na tentativa de explosão foram condenados. O empresário George Washington de Oliveira Sousa recebeu pena de nove anos e quatro meses de prisão. Alan Diego dos Santos Rodrigues deverá cumprir pena de cinco anos e quatro meses.

JC

Situação jurídica de Bolsonaro se agrava com investigações recentes

Com as revelações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro orientou ministros de seu governo a se insurgir contra o sistema eleitoral e descredibilizar as eleições, a situação jurídica do ex-capitão do Exército se agrava. Depoimentos, gravações e a coleta de documentos, como a minuta golpista encontrada na sede do Partido Liberal, na área onde ele despachava como presidente de honra da sigla, ligam diretamente Bolsonaro ao plano golpista. Na semana passada, ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão e de medidas cautelares.

Bolsonaro está proibido de deixar o país ou de se comunicar com outros investigados, como o general Augusto Heleno e Anderson Torres. As medidas cautelares ocorrem para evitar uma prisão preventiva, mas ao mesmo tempo garantir que as investigações serão preservadas, sem interferência dos alvos. No entanto, se as regras forem violadas, a prisão pode ser decretada pelo magistrado, como última medida para evitar que suspeitos tentem atrapalhar o andamento das diligências.

Juristas ouvidos pela reportagem apontam que não cabe, neste momento, prisão preventiva, mas que o cenário, depois da operação que revelou a existência de uma reunião liderada por Bolsonaro para incitar ataques às eleições, muda o cenário do ex-presidente perante a Justiça. Michel Saliba, advogado criminalista e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), afirma que os fatos avançam sobre Bolsonaro, mas ainda é necessário aprofundamento das diligências para avaliar se existem fatos que possam comprometer definitivamente o militar da reserva.

“A investigação traduz atos investigatórios que avançam e se aproximam do entorno do ex-presidente e dele próprio, isso ainda não significa dizer, de modo peremptório, que ele está implicado na participação da tentativa de golpe, mas me parece que o conjunto da obra, daquilo que se tem conhecimento público, autoriza a análise de que a situação do ex-presidente a cada dia que passa se complica mais. O aprofundamento das investigações em relação ao ex-presidente, para a aferição da sua real participação na tentativa de golpe de Estado”.

Em relatório enviado ao Supremo, a Polícia Federal informou “a existência de documento, em formato de decreto, que consubstanciava medidas de exceção, com detalhamento de ‘considerandos’ acerca de suposta interferência no Poder Judiciário no Poder Executivo, para decretar a prisão de diversas autoridades e a realização de novas eleições em vista de supostas fraudes no pleito presidencial”. A PF conclui que “o referido documento teria sido objeto de reuniões convocadas pelo então presidente Jair Messias Bolsonaro que envolveram tanto integrantes civis do governo como militares da ativa”.

A operação que mira Bolsonaro investiga os crimes de tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, ambos previstos na lei 14.197 de 2021 que incluíram esses tipos de delitos no Código Penal. Rodolfo Tamanaha, professor de direito constitucional do Ibmec Brasília, afirma que a decisão do ministro Alexandre de Moraes que impõe medidas cautelares a Bolsonaro está bem fundamentada.

Na visão dele, em razão do avanço das investigações, existe a chance de uma prisão preventiva, mas que nesta etapa, é preciso que as diligências avancem. “É difícil cravar agora as consequências de uma decisão. É preciso aprofundar as investigações para saber se a narrativa, criada a partir da delação (de Mauro Cid), começa a preencher o quebra-cabeças. Temos uma possibilidade de uma ordem de prisão contra o ex-presidente principalmente por conta destes tipos penais abertos que são de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado. A medida cautelar busca evitar que provas sejam destruídas. Ou pessoas possam se evadir”, destaca.

Correio Brasiliense

Após divulgação de vídeo, Bolsonaro posta vídeo rezando com apoiadores contra “momentos difíceis”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou um vídeo neste sábado (10) em que reza com apoiadores em Angra dos Reis (RJ), local em que tem uma casa na praia.

A postagem ocorre um dia depois que foi divulgado o vídeo de uma reunião ministerial em que Bolsonaro convoca seus ministros a atacar o sistema eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Jair Bolsonaro publicou o vídeo com a legenda “uma oração pelo Brasil” e aponta que a prese ocorreu já neste sábado, no local que chama de “Cercadinho de Mambucaba”, um cercadinho instalado pelo ex-presidente na semana passada.

Nas imagens divulgadas pelo ex-presidente Bolsonaro, é possível vê-lo com diversos apoiadores em uma roda de oração. Durante o vídeo, a condutora das orações fala que Jair Bolsonaro passa por “momentos difíceis” e que “a luta dele também é a nossa”. Na oração, a condutora também pede para que Bolsonaro seja protegido de seus “inimigos”. Com a finalização da prese, os apoiadores do ex-presidente gritaram “mito” e bateram palmas para Jair Bolsonaro.

O caso ocorre logo após a divulgação de um vídeo apreendido pela Polícia Federal no computador do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. No material com mais de uma hora, é possível ver Bolsonaro a exigir que sua equipe “agisse” antes das eleições para evitar uma fraude, do qual não apresenta provas.

O vídeo, utilizado para embasar a busca e apreensão contra Jair Bolsonaro e seus aliados na quinta, apresenta o então presidente a incitar seu primeiro escalão a atacar o sistema eleitoral e o TSE para pressionar pelo adiamento das eleições, do qual Bolsonaro argumenta que seriam fraudadas a favor de Lula.

JC Online

‘Isso não é golpe’, diz Bolsonaro sobre minuta com declaração de estado de sítio achada em sua sala

Alvo de operação da Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro minimizou, na noite desta sexta-feira (9), a minuta minuta que previa declaração de estado de sítio e decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), encontrada em sua sala na sede do PL, em Brasília, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão. Ele negou ter relação com o documento e disse que, na verdade, era peça de um processo, que ele pegou porque não tinha conhecimento.

“O presidente não decreta estado de sítio. Ouve o Conselho da República e encaminha para o Congresso. Isso não é golpe”, afirmou Bolsonaro em entrevista à “TV Record”, de sua casa em Angra dos Reis (RJ). A defesa do ex-presidente afirma que, em 2023, após a apreensão de celulares do tenente-coronel Mauro Cid, a investigação encontrou as possíveis minutas de decretos de Estado de Sítio ou GLO durante a análise dos aparelhos, e que o documento foi enviado ao celular de Bolsonaro no dia 18 de outubro.

“Esses papeis que foram encontrados lá pela manhã vazaram e caiu o mundo na minha cabeça, de que ali estava a prova do golpe. Rapidamente conversei com os meus advogados e procurei saber como aqueles papeis estavam lá. Eram peças de um processo que o advogado havia conseguido junto ao ministro Alexandre de Moraes, que é o relator daquele outro inquérito. Então, era peça de processo”.

Bolsonaro comentou ainda sobre a reunião de 5 de julho de 2022, que veio à tona na íntegra, e segundo a PF possui “dinâmica golpista”. O ex-presidente disse que “não vê nada demais” no fato de seu ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, ter falado sobre um plano de infiltrar agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas campanhas eleitorais. Na gravação, Heleno fala ainda em “virada de mesa”.

“Em dado momento, o Heleno falou que ia seguir os dois lados, se inteirar dos dois lados… é o trabalho da Inteligência dele, que eu não tinha participação nenhuma. As Inteligências… eu raramente usava as Inteligências que nós temos: as Forças Armadas, a própria Abin, Polícia Federal. Não vejo nada demais naquilo”, disse. O ex-presidente acrescenta que cortou o ministro do GSI na reunião porque ele “queria se estender sobre o assunto”.

“Eu preferi cortar: “Olha, não é o caso de ficar entrando em detalhes aqui. Quer fazer operação, faça”. Bolsonaro também confirmou que não sabia que a reunião estava sendo gravada na íntegra. “Não era nem para ter sido gravada, mas não dou importância para isso – comentou”.

Ao falar em perseguição, o ex-presidente também voltou a atacar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao afirmar que a campanha para jovens tirarem título de eleitor visava prejudicá-lo nas Eleições de 2022. “O TSE fez uma campanha em 2022 para jovem se alistar. Nós sabemos que os jovens de 16 e 17 anos, 70% ou 80% deles votam na esquerda. E nessa campanha, 4 milhões e poucos de jovens tiraram título de eleitor. Só aí os jovens deram uma diferença de 2 milhões e poucos de votos para o outro lado. Houve interferência ou não houve? Ou não posso tocar nesse assunto, senão é crime e eu posso receber outra visita da Polícia Federal para outra busca e apreensão?”, declarou.

Questionado mais uma vez se seu governo tramou um golpe, Bolsonaro voltou a negar e citou o ato golpista de 8 de janeiro. “Esses termos, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, são completamente… não é nem equivocado, é um crime falar nisso daí. O pessoal do 8 de janeiro, no meu entender, foi levado numa armadilha da esquerda, mas o que aconteceu foi baderna, ninguém tentou de forma violenta, usando armas, como estão sendo acusados e condenados”, disse o ex-presidente.

“E outra coisa, 1.500 pessoas partiram para um golpe e ninguém sabia de nada? Querem jogar a responsabilidade para mim, mas eu não estava no Brasil. Como eu vou dar golpe fora do Brasil e quando os comandantes militares, que eram novos naquele 8 de janeiro, foram nomeados por mim como presidente a pedido do Lula? Eu não tenho nada com isso e aquelas pessoas, no meu entender, estão sendo injustamente condenadas. Nunca existiu uma tentativa de golpe no Brasil durante meu governo. Eu discutia tudo com todos os meus 23, depois 22 ministros. Sobre tudo o que acontecia, exatamente para me precaver”.

Agência O Globo

Investigação do juiz morto será acompanhado por promotores e por grupo do Ministério Público

O caso do assassinato do juiz de direito Paulo Torres Pereira da Silva, de 69 anos, será acompanhado por promotores de Justiça de Jaboatão dos Guararapes, em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE). A decisão é do procurador-geral de Justiça, Marcos Carvalho, e foi divulgada neste sábado (21).

O acompanhamento da investigação, iniciada pela Polícia Civil, tem como intuito ajudar a identificar os responsáveis pela morte do juiz, que foi morto com tiro na nuca dentro do próprio carro na noite de quinta-feira (19), no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. Em coletiva de imprensa na sexta-feira, a Polícia Civil informou que os bens do magistrado não foram levados após o crime e ressaltou que a polícia não descarta nenhuma linha de investigação sobre o caso.

“No local, verificamos o modelo do carro dos criminosos, mas não vamos divulgar para não atrapalhar as investigações, mas a informação que nos passaram é que os suspeitos não estavam encapuzados, e sim usando máscaras cirúrgicas, mas são as imagens que vão identificar se houve ou não esse desembarque”, explicou a delegada Euricélia Nogueira, da Força-Tarefa de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Paulo Torres da Silva foi velado e cremado nesta sexta (20), no Cemitério  Memorial Guararapes, na mesma cidade.

O filho do juiz, Daniel Torres, de 44 anos, descreveu o pai como “um esposo maravilhoso, um baita de um pai e um avô completamente encantado pelas netas”. Já a assessora do juiz, Mariana Gaião disse que atuou na 21ª Vara Cível do Recife, com Paulo Torres, e que “aprendeu muito” com ele.

No velório, o presidente do TJPE, Luiz Carlos Figueiredo, afirmou que  a expectativa é que a polícia faça o trabalho de prender e que ocorra um julgamento justo. “É preciso ter a condenação e a prisão”, completou.

Diário de Pernambuco

Caso Daniel Alves: Investigação chega ao fim e julgamento já tem data para acontecer

Quase cinco meses depois da prisão de Daniel Alves, acusado de estuprar uma jovem de 23 anos na boate Sutton, em Barcelona, no fim de dezembro do ano passado, a investigação chegou ao fim. Segundo o jornal espanhol El Periódico, o julgamento será realizado no próximo outono na Espanha, especificamente, entre os meses de outubro e novembro deste ano de 2023.

O portal ainda afirma que o lateral brasileiro não terá sua liberdade concedida e precisará aguardar a decisão final dentro do presídio Brians 2. Além disso, o El Periódico garante que a menos que os advogados, tanto de defesa quanto da vítima, solicitem algum novo exame e o juiz conceda — algo extremamente improvável neste momento — todas as provas já estão na mesa do juiz.

Quinta versão de Daniel Alves

Em abril, em novo depoimento à Justiça da Espanha, o jogador afirmou que a relação sexual com a jovem que o acusa de estupro teria sido consensual. Daniel Alves enfatizou que é “respeitoso” na relação com as mulheres e não toma a iniciativa se não perceber “tensão sexual” e uma clara predisposição. O jogador também afirmou que tudo o que aconteceu dentro do banheiro da boate foi um “ato livre e voluntário”, que ele e a jovem fizeram amor e acusadora “nunca disse para parar”.

Questionado sobre o teor da denúncia da jovem, Daniel Alves diz que tem pensado a respeito desde o dia em que foi preso. Ele disse acreditar que a vítima se sentiu “ofendida ou irritada” pelo fato dele ter pedido para saírem separados e discretos, e também porque não foi atencioso ou carinhoso com ela.

As novas declarações de Daniel Alves contradizem a versão da vítima e as evidências coletadas pela polícia. A jovem foi atendida por uma ambulância chamada pela boate Sutton, e transferida para o Hospital Clínic, referência em atendimentos a vítimas de abusos sexuais. Lá, ela passou por um exame médico. O relatório diz que ela sofreu ferimentos leves compatíveis com a “luta” que teria travado com o jogador de futebol para não se sujeitar ao ato sexual.

Versões anteriores

Logo que foi preso acusado de estupro, Daniel Alves negou que havia tinha tido qualquer tipo de contato com a vítima. A versão foi dada pelo próprio jogador, assim que recebeu a acusação, em um vídeo enviado ao canal de TV espanhol Antena 3.

Dias depois, o jogador mudou seu relato, afirmando ter encontrado a vítima no banheiro da boate, tendo sido surpreendido por ela na ocasião. Nessa versão, Alves afirmou que não teve qualquer contato com ela e teria ficado parado, sem saber o que fazer quando a viu.

Daniel Alves, pouco tempo depois, admitiu que manteve uma relação sexual com a mulher (após amostras de sêmen serem encontradas no banheiro), mas disse que ela teria se lançado em sua direção dentro do banheiro para fazer sexo oral. O brasileiro alegou que ele não tinha dado essa versão até aquele momento com o intuito de “proteger” a vítima.

O jogador, depois, acabou afirmando ter havido penetração enquanto eles estavam no banheiro após o resultado de testes biológicos realizados na mulher que acusa o brasileiro. Daniel Alves afirmou que não teria dado essa versão ainda também para proteger a vítima e a sua então esposa, Joana Sanz — que acabou pedindo divórcio após a repercussão do caso.

Agência O Globo

 

Oito servidores de Garanhuns com acúmulo de cargos públicos são alvos de investigação do MPC-PE

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) recomendou à Prefeitura de Garanhuns, no Agreste do Estado, a instauração de procedimento administrativo para apurar oito servidores da saúde que possuem acúmulo indevido de cargos públicos.A recomendação foi expedida pela procuradora Germana Laureano, da 7ª Procuradoria de Contas, e enviada à gestão municipal.

O MPC-PE afirmou que, em setembro de 2022, encaminhou ofício à Prefeitura de Garanhuns, solicitando informações sobre 11 profissionais de saúde com acúmulo indevido de mais de dois vínculos públicos.Na ocasião, em resposta, o município encaminhou ofício ao MPC-PE, informando que os profissionais apontados foram notificados para optarem por um dos cargos ou comprovarem a licitude da acumulação.

Porém, segundo a procuradora, não houve resposta dos servidores e nenhuma outra providência foi adotada pela administração da cidade após o primeiro ofício.Uma consulta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), realizada no último dia 14 de abril, indicou a regularização de apenas três profissionais, estando outros oito servidores ainda com vínculos acima do permitido.

Diante da irregularidade, a procuradora Germana Laureano orientou ao município o envio de documentação comprobatória ao MPC-PE em até 30 dias com as providências adotadas.Ainda segundo o MPC-PE, o descumprimento da recomendação pode gerar a formulação de representação perante o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e o Ministério Público do Estado (MPPE).

A reportagem da Folha de Pernambuco entrou em contato com a Prefeitura de Garanhuns, mas não obteve resposta até o momento.

TSE nega pedido para tirar sigilo de investigação contra Bolsonaro

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (13) negar pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para retirar o sigilo da investigação que pode torná-lo inelegível.

O pedido foi feito após os advogados se queixarem da divulgação do parecer no qual o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a inelegibilidade de Bolsonaro. A solicitação ocorreu no âmbito do processo que discute a legalidade do encontro do ex-presidente com embaixadores para criticar o sistema eletrônico de votação, em 2022.

Na decisão, o ministro disse que o sigilo das peças processuais é necessário para proteger as provas e que a própria defesa pode divulgar as informações que achar necessárias.

“Considerando-se que os sujeitos processuais foram relembrados, no despacho anterior, que é dever de todos preservar as informações sigilosas transcritas ou avaliadas nas referidas peças, conclui-se que os próprios investigados, se assim entenderem, poderão adotar as providências para assegurar que a divulgação pública de suas alegações finais observe essa diretriz, seja por meio de tarjamento ou de outra providência suficiente para a finalidade consignada no despacho”, decidiu.

O despacho foi proferido na ação de investigação na qual o PDT contesta a legalidade da reunião com embaixadores. O processo está na fase de alegações finais, a última antes do julgamento, que pode ocorrer no primeiro semestre deste ano.

Agência Brasil

Celebridades nacionais prestam apoio a jovem vítima de tentativa de estupro em Petrolina

Jovem tem recebido muito apoio nas redes sociais.

A jovem Raiza Ximenes, vítima de uma tentativa de estupro que está sendo investigada, tem recebido apoio de diversas celebridades regionais e nacionais. O fato aconteceu na última semana, quando o influenciador Super Odair teria tentado beijar a jovem à força e a agredido.

No perfil de Raiza, nomes como Carla Rocha, o cantor Josué Bom de Faixa, o humorista Lucas Veloso, filho de Shaolin, e a cantora Mel Rios, foram alguns dos famosos que prestaram solidariedade à vítima repostando o caso em seus stories.

Defesa

Nosso blog voltou a entrar em contato com o advogado de Super Odair. Em resposta, o advogado afirmou que “como se trata de uma investigação sigilosa, e em respeito à dignidade das partes, não estamos autorizados a comentar sobre o caso”.

Reiteramos que o espaço continua aberto para que o influenciador e seu advogado possam se manifestar sobre as investigações.

Vítima de tentativa de estupro, que tem influencer como suspeito, se pronuncia nas redes sociais e mostra agressões sofridas

Após a repercussão do caso de tentativa de estupro e agressão, que teria sido praticada por um famoso influencer petrolinense, a vítima resolveu se pronunciar pela primeira vez sobre o caso em sua conta do Instagram.

Raiza Ximenes, de 27 anos, agradeceu, neste domingo (15), o apoio que tem recebido de muitas mulheres “que passaram por casos parecidos com a mesma pessoa”. Em sua publicação, a jovem se colocou à disposição para ajudar outras mulheres que tenham sofrido o mesmo tipo de violência.

Além disso, a vítima mostrou seu corpo coberto de hematomas provocados pelas agressões sofridas. São inúmeros ferimentos causados nas mãos, pés e pernas. A divulgação do vídeo abaixo e das imagens foi autorizada pela vítima.

Confira o vídeo

Fraudes na Compesa geram investigação policial

Um esquema de pelo menos três anos, com funcionários fantasmas e falsos concursados, foi descoberto dentro da Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa). As fraudes vieram à tona após uma matéria do Blog do Jamildo, que teve acesso a relatórios internos da companhia. As fraudes estão sendo investigadas pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil do Estado.

De acordo com informações divulgadas em nota da Polícia Civil, a própria presidente da Compesa, Manuela Marinho, foi quem solicitou a apuração das supostas irregularidades. Em nota, a companhia afirmou que “identificou, há 60 dias, irregularidades na folha de pagamento e, imediatamente, instaurou sindicância interna para apurar o fato, além de notificar a Polícia Civil para as devidas apurações“.

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CODEVASF emite nota sobre operação que investiga recursos desviados da empresa em Petrolina

(Foto: CODEVASF)

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) foi alvo, nesta quarta-feira (11), da  “Operação Mapa da Mina”, da Polícia Federal, que apura desvios de recursos da 3ª Superintendência Regional da Codevasf, cuja sede é em Petrolina. Segundo a PF, criminosos utilizavam cinco casas lotéricas para “lavar” recursos públicos.

Esses desvios eram feitos da seguinte forma. Os contratos investigados foram firmados com uma empresa de segurança privada chamada Alforge. Ao longo dos anos, ela teria se beneficiado com o direcionamento das licitações. A Alforge pertence a um policial militar.

Segundo os investigadores, a ação de ontem é um desdobramento da Operação Decimus, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2018, cuja finalidade foi apurar crimes de uso de documentos ideologicamente falsos por parte dos responsáveis por um grupo de empresas de segurança e vigilância patrimonial.

Citada na investigação a 3ª Superintendência Regional da Codevasf, com sede é em Petrolina, enviou a seguinte nota:

“A CODEVASF esclarece que a empresa ALFORGE SEGURANÇA PATRIMONIAL LTDA foi contratada em 25/04/2014, após sagrar-se vencedora do Pregão Eletrônico nº 001/2014.

Referido contrato foi rescindido em atendimento a decisão judicial proferida pela 8ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, transitada em julgado em 30/06/2015, que não apontou qualquer prejuízo ao Erário ou conduta ilícita dos empregados e gestores dessa empresa pública federal.

A CODEVASF ressalta que todos os seus atos foram públicos, que a contratação da empresa ALFORGE SEGURANÇA PATRIMONIAL LTDA foi fundamentada no menor preço por ela ofertado no certame, que a integra do processo de contratação foi exibida em juízo e disponibilizada à CGU e que está a colaborando com autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários.”

Imagem de suspeito conversando com policiais reforça posição da família de que PC não é capaz de seguir à frente do Caso Beatriz

Suspeito foi visto conversando com policiais civis, revela Lucinha Moto (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma novidade no Caso Beatriz reforça o posicionamento da família da garota de que a Polícia Civil de Pernambuco não é capaz de dar continuidade às investigações. Segundo Lucinha Mota, a investigação paralela recebeu uma foto que mostra o principal suspeito de cometer o crime conversando com policiais civis no dia do assassinato.

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Lucinha Mota afirma ter imagens de policiais conversando com assassino de Beatriz

A imagem que tenho dele é no portão do colégio. É uma foto dele e aparentemente mostra ele conversando com essas pessoas. Já conseguimos identificar duas. Dá pra identificar que são sim [policiais], falta identificar [outras] duas pessoas. Confirmando isso eu vou atrás dessas pessoas e vou atrás do nome dessa pessoa que eles apontam como assassino“, disse a mãe de Beatriz ao programa Super Manhã com Waldiney Passos nessa sexta-feira (31).

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Caso Beatriz: Lucinha Mota e Sandro Romilton repudiam afastamento da delegada Poliana Nery

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Já são quase cinco anos sem respostas para o crime brutal que vitimou a pequena Beatriz Angélica Mota. O caso ganhou um novo capítulo, a delegada Poliana Nery, quinta autoridade policial responsável pelas investigações do caso, foi afastada.

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Delegada Poliana Nery confirma saída do Caso Beatriz

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz, divulgaram uma nota de repúdio ao Governo de Pernambuco pelo afastamento da Delegada. “É preocupante a saída da delegada Poliana Nery, pois a mesma tem uma linha de investigação muito forte e que acreditamos que leva a conclusão do caso. OOu será porque ela indiciou mais dois funcionários do colégio Maria Auxiliadora?”, questionaram.

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Após nova perícia, IML libera corpo de Adriano Nóbrega para enterro

Caso a família opte pela cremação do corpo, será necessária uma autorização judicial.(Foto: Internet)

O corpo do ex-capitão Adriano da Nóbrega foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro para a família após ser submetido nesta quinta-feira (20) a nova perícia.

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Médicos legistas da família do ex-PM, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e dos Ministérios Públicos fluminense e baiano participaram da nova análise no corpo de Adriano. Foram cerca de quatro horas e meia de trabalho.

Até as 14h desta sexta-feira (21), a família ainda não havia retirado o corpo de Adriano do IML para sepultamento. Caso opte pela cremação, será necessária uma autorização judicial.

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