Fraudes no INSS: Carlos Lupi é citado por delatores

Os ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, presos preventivamente desde novembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, citaram o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) em delação premiada. De acordo com informações da coluna de Andreza Matais e André Shalders, no portal Metrópoles, um dos anexos aborda a atuação de Lupi no esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas enquanto ainda integrava o governo Lula (PT).

Por que Lupi saiu do governo Lula?

Em janeiro de 2023, com a posse de Lula no terceiro mandato, Carlos Lupi assumiu o Ministério da Previdência. Ele foi demitido pelo presidente em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. Lupi desgastou a imagem do governo ao defender publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Segundo as investigações, o ex-dirigente do órgão recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos ocorreram, de acordo com a PF, entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que Lupi era ministro. Além de Lupi, delações também citaram Lulinha. Na delação, ainda segundo a coluna, Virgílio de Oliveira Filho e André Fidelis citaram o filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, e detalharam a participação de políticos na estrutura investigada.

Quebra de sigilo – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha. A autorização foi concedida antes da aprovação da quebra de sigilo bancário pela CPMI do INSS na quinta-feira, 26. A decisão de Mendonça atendeu a pedido da Polícia Federal e tramita sob sigilo.

A Tarde

Enem 2025: PF cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeita de fraude

A Polícia Federal iniciou neste domingo (23), a Operação Profeta, para apurar a suspeita de fraude na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. A corporação cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova, anulou três questões do Enem após denúncias sobre um vídeo, transmitido nas redes sociais dias antes do Enem, que mostrava questões muito parecidas com as que caíram no exame.

O alvo da operação, autorizado pela Justiça Federal, não foi divulgado pela PF. O vídeo nas redes foi transmitido por Edcley Teixeira, um estudante de Medicina que vende monitorias para o Enem nas redes sociais. O Estadão não conseguiu contato com a defesa de Teixeira. Nas redes, ele afirma que não houve vazamento de informações e diz que conseguiu “antecipar” trechos da prova ao analisar edições anteriores do exame e pré-testes, aplicado pelo Inep, para escolher questões que seriam usados na prova real.

Como o Estadão mostrou, Teixeira chegava a pagar colaboradores para fazer pré-testes do Enem e memorizar questões desses exames. Como os participantes não poderiam sair com o caderno de prova, essa era a maneira de reproduzir as perguntas e depois organizá-las em apostilas vendidas na internet.

Em nota, a PF afirma que a atuação da corporação visa a “apurar possíveis ilícitos, identificar os responsáveis pela obtenção dos dados e divulgação indevida, bem como possíveis conexões com outros delitos”.

Estadão Conteúdo

Fraude na convocação de servidores é investigada em prefeitura baiana

Após denúncia sobre possíveis irregularidades na convocação dos aprovados no concurso público da Guarda Municipal de Juazeiro, realizado em 2019, ainda na gestão de Paulo Bonfim (PCdoB), um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A denúncia aponta que a prefeitura, à época, convocou servidores fora da ordem da lista oficial de aprovados, como apontou publicação oficial de outubro de 2023, gestão de Suzana Ramos (PSDB), convocando candidatos sem respaldo judicial ou processo legal, o que teria prejudicado candidatos classificados na lista sequencial.

O Ministério Público do Estado da Bahia pediu esclarecimentos da prefeitura, na atual gestão de Andrei da Caixa (MDB), o qual apesar de ter recebido o pedido, não enviou ainda resposta formal ao procedimento. Diante da ausência de manifestação, o inquérito foi instaurado para aprofundar a investigação e garantir a legalidade da nomeação dos candidatos.

O Ministério Público da Bahia já determinou a requisição de documentos, bem como a lista de aprovados e convocados, além do edital do concurso, para auxiliar as diligências. O procedimento segue os dispositivos legais que garantem a transparência e o direito dos concursados, permitindo inclusive o ajuizamento de mandado de segurança caso algum candidato se sinta preterido.

A Tarde

Fraude do INSS: investigação no STF vai para as mãos de Mendonça após sair da alçada de Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o responsável pela investigação sobre fraudes no INSS, após o caso sair da alçada do ministro Dias Toffoli. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o caso saísses das mãos do ministro Dias Toffoli e houvesse uma redistribuição. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, acolheu o pedido e, após sorteio, o processo foi redistribuído para o ministro Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte da investigação deve tramitar sob competência da Corte diante do surgimento de citações a autoridades com foro privilegiado, enquanto o restante deve continuar a tramitar na primeira instância. Os inquéritos que apuram o assunto na primeira instância estão parados desde junho, quando Toffoli abriu um procedimento sigiloso no STF e solicitou cópia de todas as investigações para avaliar a sua competência no caso.

Apesar de não determinar a suspensão das apurações, a decisão, na prática, acabou paralisando o andamento dos inquéritos da Operação Sem Desconto. Diante da incerteza sobre a competência do caso, os investigadores estão aguardando uma definição para evitar a anulação de diligências. Procurado para comentar a decisão que travou as investigações, o ministro não se manifestou.

A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada pela PF em 23 de abril, em uma ação que afastou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e apontou suspeitas de descontos irregulares bilionários dos beneficiários. Esses descontos, de acordo com as apurações, foram feitos de forma irregular por uma atuação de associações e sindicatos de aposentados em conjunto com integrantes do INSS. Essa primeira fase cumpriu 211 mandados de busca e apreensão.

A investigação tramita por meio de diferentes inquéritos abertos em diversos Estados, que miram diferentes sindicatos envolvidos nas fraudes. Até o momento, o INSS calcula em R$ 3,3 bilhões o dinheiro necessário para ressarcir os aposentados lesados.

Estadão Conteúdo

Polícia Civil faz operação contra fraude milionária envolvendo donos da Camisaria Colombo

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta quinta-feira (21), uma operação contra fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio envolvendo, entre outros alvos, os donos da Camisaria Colombo. Pelo menos sete pessoas são investigadas pelos crimes de furto mediante fraude e fraude contra credores. A operação, da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic, tenta cumprir quatro mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão. Os agentes estão nas cidades de São Paulo, Avaré, Birigui e Brasília/DF.

Dois dos mandados de prisão são contra os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, donos da rede varejista de moda masculina. Álvaro foi preso, segundo investigadores do Deic. Os outros dois alvos dos mandados de prisões são Bruno Gomes de Souza e Mauricio Miwa, respectivamente, representante legal da BS Capital e funcionário da empresa de gestão de valores. Um deles foi detido. As defesas não foram localizadas. O espaço permanece aberto.

Entenda o caso
As investigações começaram com uma denúncia formalizada por uma instituição financeira, que relatou subtração de valores mediante fraude tecnológica. Os suspeitos exploraram uma vulnerabilidade de sistema para criar créditos inexistentes e movimentaram os valores de forma pulverizada em diversas contas bancárias.

Com essas operações, segundo o portal g1, conseguiram transferir cerca de R$ 21 milhões para uma conta BS Capital. Desses, R$ 9 milhões foram transferidos entre os dias 1º e 21 de outubro do ano passado. Segundo as investigações, o esquema teria como finalidade dissimular bens e valores em processo de recuperação judicial do grupo, em prejuízo de credores e do sistema financeiro nacional.

Agência O Globo

Operação contra fraudes em concursos é deflagrada em Petrolina, Trindade e Juazeiro

Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e dos Ministérios Públicos da Bahia e de Pernambuco desarticulou nesta quarta-feira (20) um grupo criminoso especializado em fraudar concursos públicos em diversos estados do Nordeste.

A operação cumpriu 46 mandados de busca e apreensão nos municípios de Petrolina e Trindade, no Sertão de Pernambuco, e em Juazeiro, no Norte da Bahia.Os mandados tiveram como alvos pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes em concursos públicos realizados nos estados do Ceará e Alagoas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e equipamentos supostamente utilizados para as fraudes no certames.

G1 Petrolina

PF investiga elo entre farra do INSS e esquema de crédito consignado

Quebras de sigilo bancário mostram que entidades envolvidas no esquema bilionário de fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fizeram pagamentos milionários a empresas que operam créditos consignados sob suspeita. As transações fizeram a Polícia Federal (PF) investigar a relação entre a farra dos descontos indevidos e os empréstimos feitos com segurados.

A prática seria uma forma de as entidades conseguirem filiar ainda mais aposentados para cobrar mensalidades associativas por meio de convênio com o INSS. Estima-se que mais de 6 milhões de segurados tenham sido filiados a associações e sindicatos, que arrecadaram R$ 6,3 bilhões com descontos desde 2019.

Diario de Pernambuco

INSS prepara plano para ressarcir aposentados vítimas de fraude

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está elaborando uma proposta de Plano de Ressarcimento Excepcional para os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos não autorizados por entidades associativas. A medida foi discutida em reunião na tarde desta sexta-feira (2), conduzida pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e que contou com a presença do novo presidente do INSS.

“A proposta está em fase final de elaboração e, tão logo seja concluída, será submetida no início da próxima semana à Casa Civil da Presidência da República, para posterior apresentação ao Conselho Nacional de Justiça, ao Ministério Público Federal e à Defensoria Pública da União”, informou a AGU, em nota.

A pasta instituiu um Grupo Especial, com suporte da Dataprev e do próprio INSS, para resolver a situação causada a milhões de aposentados e pensionistas. A devolução dos recursos cobrados indevidamente foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que abordou o tema em seu mais recente pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

O novo presidente do INSS afirmou, durante a reunião, que vai determinar a abertura Procedimentos Administrativos de Responsabilização de Pessoas Jurídicas (PAR), com base na Lei nº 12.846/2013 (Lei Anticorrupção), em desfavor das entidades investigadas com indícios de pagamento de propina a agentes públicos, bem como as entidades classificadas na investigação como de fachada.

Da parte da AGU, Jorge Messias determinou, segundo o que foi informado, a instauração de procedimentos preparatórios para ajuizamento de ações de improbidade administrativa. “Os denominados Procedimentos de Instrução Prévia (PIP) investigarão as condutas dos agentes públicos e das pessoas jurídicas objeto de apuração na Operação Sem Desconto com vistas à plena responsabilização administrativa dos envolvidos”, disse a pasta.

Ministro pede demissão

Também nesta sexta, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, acertou sua saída do cargo, após se reunir com Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília. Em seu lugar, o Planalto anunciou ex-deputado federal Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, indicado pelo PDT, que é presidido pelo próprio Lupi.

A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre uma semana após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem uma operação conjunta que apura um suposto esquema de descontos não autorizados. A investigação aponta que as irregularidades começaram em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e prosseguiram nos últimos anos.

Mudanças no INSS

O caso já havia resultado na exoneração do então presidente do Instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de quatro dirigentes da autarquia e  de um policial federal lotado em São Paulo. Deputados de oposição protocolaram, na última quarta-feira (30), um requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os sindicatos envolvidos na fraude do INSS.

A PF informou ter reunido indícios da existência de irregularidades em parte dos cerca de R$ 6,3 bilhões que a cobrança das mensalidades associativas movimentou apenas entre 2019 e 2024. Nos dias seguintes, a CGU e o próprio INSS tornaram públicos os resultados de auditorias realizadas desde 2023, que também apontavam inconsistências e problemas relacionados ao tema.

Agência Brasil

Operação da Polícia Federal desmonta esquema de fraude de R$ 945 milhões no INSS

Uma operação da Polícia Federal (PF) desmontou um esquema de fraude previdenciária envolvendo um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que movimentou cerca de R$ 945 milhões nos últimos três anos. As informações sobre a ação, ocorrida na cidade de Garanhuns, no Agreste, foram repassadas pela PF na manhã desta quinta-feira (13).

De acordo com a corporação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Garanhuns. Foram apreendidos um notebook e um smartphone, além de uma pistola calibre 9 mm. Diante das apreensões, será instaurado um novo inquérito policial para a apuração do crime de posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito. A Justiça Federal também determinou afastamento cautelar do servidor público de suas atribuições.

Os crimes investigados são inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção, cujas penas somadas podem ultrapassar os 24 anos de reclusão. A ação é da Polícia Federal em Caruaru, com apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária

Como funcionava

A PF constatou que a fraude consistia no desbloqueio indevido de benefícios para a contratação de empréstimos sem a devida solicitação do titular realizado pelo funcionário do INSS investigado, que não teve identidade revelada. “Em um dos casos analisados, o servidor manipulou um benefício de titular incapaz, excluindo o seu representante legal para permitir o desbloqueio e a averbação do consignado”, comunicou a PF.

O servidor estaria atuando desde 2022 e teria desbloqueado por volta de 70 mil benefícios distribuídos nas 27 unidades da Federação, em todo o Brasil. Os valores emprestados liberados com a atuação do servidor no desbloqueio dos benefícios podem ter sido emitidos com ou sem o conhecimento do beneficiário.

Diario de Pernambuco

Clientes denunciam golpe de agência de turismo de Petrolina: “Cadê a viagem?”

Clientes de uma empresa de turismo de Petrolina, denunciam um suposto golpe envolvendo pacotes de viagem. Promessas de estadias em resorts e destinos paradisíacos não foram cumpridas, e os prejuízos já somam milhares de reais.

A estudante Ivane Passos contratou um pacote de viagem com a empresa para passar cinco dias em um resort em Aracaju, capital de Sergipe. O contrato foi firmado em abril do ano passado. Ela já conhecia a empresa e nunca imaginou que seria lesada.

Ivane diz que um dia antes da viagem foi informada de que a data precisaria ser remarcada. Confiou e aguardou. No entanto, a mesma justificativa foi dada dias depois. Ao perceber que havia caído em um golpe, tentou pedir reembolso, mas até agora não teve retorno.

“Quando foi dia 16 de dezembro, ela manda mensagem cancelando a viagem, falando que a maioria das pessoas que haviam comprado seriam estudantes e os estudantes tinham ficado de recuperação, por isso a viagem seria cancelada. Marcou para o dia 25 de dezembro, sendo que no dia 24 de dezembro ela manda mensagem desmarcando novamente, dizendo que faria o reembolso sem sete dias”,diz Ivane, que até o momento não teve o reembolso.

Pedro Henrique Dantas também viveu o mesmo problema. O estudante comprou pacotes para ele e o irmão. “A resposta deles, assim como nos dias anteriores que entrei em contato, era que eles iam tomar partido para resolver a questão, apesar de estar no dobro do prazo útil que eles deram”, conta o estudante.

Ivane e Pedro começaram a notar que outras pessoas relataram casos semelhantes nas redes sociais da empresa. Juntos, decidiram formar um grupo, que já reúne mais de 80 pessoas. No dia 6 deste mês, os dois registraram boletim de ocorrência. “Fiz planos com meus filhos, com a minha família para poder se distrair, se divertir, e chaga o dia, cadê, cadê a viagem?”, lamenta Ivane.

Pedro diz que teve prejuízo de pouco mais de R$2 mil, mas há relatos de clientes que perderam mais de R$ 30 mil.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que está investigando os casos, registrados como estelionato e fraude. Novas informações só serão divulgadas após a conclusão das investigações. Enquanto isso, os clientes seguem cobrando o reembolso e a responsabilidade judicial da empresa.

G1 Petrolina

Auxílio Reconstrução governo suspeita de 300 mil fraudes em pedidos

Indícios de fraudes em pedidos de recebimento do Auxílio Reconstrução do governo federal foram detectados pela Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. O benefício e destinado a moradores desabrigados em municípios em situação de calamidade ou emergência, devido aos temporais que afetaram a maior parte do estado nos meses de abril e maio. Do total de 629.611 pedidos, quase a metade caiu na malha fina (300.660 cadastros), conforme levantamento da secretaria.

O relatório aponta que 1.262 cadastros foram feitos pelas prefeituras em nome de pessoas já falecidas, na tentativa de receber a parcela única, no valor de R$ 5.100. De acordo com o documento, outras 150.638 pessoas cadastradas não moram em áreas atingidas pelas chuvas volumosas. Outra inconsistência verificada nas informações é a de 152.780 famílias que não tiveram o endereço confirmado.

O cadastro duplo também configura irregularidade. Este é o caso de 2.721 pessoas com solicitação do auxílio feita por mais de uma prefeitura, o que é vedado, pela Medida Provisória nº 1.228/2024 que criou o Auxílio Reconstrução do governo federal. O ministro da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, disse, neste sábado (13), que o Poder Executivo vai investigar as situações suspeitas.

Pimenta afirmou que governo federal tem um sistema rigoroso de checagem para impedir tentativas de fraudes e que haverá responsabilização de quem fizer uso incorreto do dinheiro público. “Se efetivamente algum caso desse for confirmado, nós vamos determinar os órgãos de controle e até mesmo a Polícia Federal, se houver dolo, para que os fraudadores sejam responsabilizados.”

A Medida Provisória nº 1.228/2024 que criou o Auxílio Reconstrução estabelece que o responsável familiar que prestar informação falsa deverá ressarcir à União o valor do apoio financeiro recebido e está sujeito às sanções penais e cíveis cabíveis.

O ministro apontou que as prefeituras têm a atribuição de cadastrar os responsáveis pelas famílias desabrigadas ou desalojadas pelas chuvas e que receberão o benefício em parcela única de R$ 5,1 mil. “A fé pública da informação é dos prefeitos”. Por fim, Paulo Pimenta lamentou as tentativas de fraude neste momento de retomada de atividades no estado, após os desastres climáticos.

Auxílio Reconstrução
O Auxílio Reconstrução é um apoio financeiro do governo federal no valor de R$ 5,1 mil para que as famílias possam repor itens perdidos nos desastres climáticos, como móveis, eletrodomésticos e utensílios; ou em pequenas reformas no imóvel residencial danificado pelas águas. As vítimas estão livres para usar o recurso da forma que achar mais adequada.

Até esta sexta-feira (12), cerca de 323,1 mil famílias de 125 municípios foram aprovadas no auxílio para recebimento do benefício, o que resultou no repasse feito pela União no valor de R$ 1,4 bilhão, nas contas dos responsáveis familiares da Caixa Econômica Federal. O recurso financeiro está limitado a um recebimento por famílias afetadas e, devidamente cadastrada.

Ao todo, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) prevê o pagamento do Auxílio Reconstrução a 375 mil famílias, o que representa o investimento de R$ 1,9 bilhão. Nesta sexta-feira, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional prorrogou até 26 de julho o prazo para as prefeituras gaúchas cadastrarem novas famílias no Auxílio Reconstrução.

Agência Brasil