Fraudes no Pronaf em Ouricuri desviaram R$ 1,9 milhão, aponta Justiça Federal

Esquema utilizava documentos falsos para liberar financiamentos rurais

A Justiça Federal condenou integrantes de um esquema de fraudes em financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que provocou prejuízo superior a R$ 1,9 milhão aos cofres públicos. As irregularidades ocorreram entre os anos de 2010 e 2012 na agência do Banco do Nordeste (BNB) de Ouricuri, no Sertão do Araripe pernambucano.

A sentença foi proferida no último dia 26 de maio pelo juiz federal substituto Bruno Rodolfo de Oliveira Melo, da 27ª Vara Federal de Pernambuco.

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Operação prende investigadas por fraude em concurso da Polícia Civil do Ceará em Petrolina e Juazeiro

Investigadas são suspeitas de participação em esquema de fraude em concurso público.

A Polícia Civil de Pernambuco, em ação conjunta com a Polícia Civil do Ceará, cumpriu nesta quinta-feira (7) dois mandados de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão durante a Operação “Irmão Lobo II”, que investiga fraudes no concurso público para Oficial Investigador da Polícia Civil do Ceará.

As diligências aconteceram nas cidades de Petrolina e Juazeiro, resultando na prisão de duas mulheres identificadas pelas iniciais E.R.G. e I.S.P.N.

Segundo as investigações coordenadas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), as suspeitas integrariam uma organização criminosa voltada à fraude no certame. De acordo com a Polícia Civil do Ceará, uma das investigadas teria conquistado a 1ª colocação geral no concurso, enquanto a outra ficou em 3º lugar.

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Fraudes no INSS: Carlos Lupi é citado por delatores

Os ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho, presos preventivamente desde novembro de 2025 no âmbito da Operação Sem Desconto, citaram o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) em delação premiada. De acordo com informações da coluna de Andreza Matais e André Shalders, no portal Metrópoles, um dos anexos aborda a atuação de Lupi no esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas enquanto ainda integrava o governo Lula (PT).

Por que Lupi saiu do governo Lula?

Em janeiro de 2023, com a posse de Lula no terceiro mandato, Carlos Lupi assumiu o Ministério da Previdência. Ele foi demitido pelo presidente em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. Lupi desgastou a imagem do governo ao defender publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Segundo as investigações, o ex-dirigente do órgão recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos ocorreram, de acordo com a PF, entre junho de 2023 e setembro de 2024, período em que Lupi era ministro. Além de Lupi, delações também citaram Lulinha. Na delação, ainda segundo a coluna, Virgílio de Oliveira Filho e André Fidelis citaram o filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, e detalharam a participação de políticos na estrutura investigada.

Quebra de sigilo – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha. A autorização foi concedida antes da aprovação da quebra de sigilo bancário pela CPMI do INSS na quinta-feira, 26. A decisão de Mendonça atendeu a pedido da Polícia Federal e tramita sob sigilo.

A Tarde

PF faz operação contra desvio de emendas. Fernando Bezerra, Fernando Filho e Miguel Coelho estão entre os alvos da operação

A Polícia Federal faz uma operação hoje (25) para combater uma organização criminosa acusada de movimentar um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. O objetivo da ação, denominada Operação Vassalos, é investigar a ocorrência de fraudes e desvios de emendas parlamentares. A suspeita é que o esquema tenha movimentado bilhões em recursos.

Segundo a TV Globo apurou, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e os filhos, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), estão entre os alvos da operação. De acordo com o blog da Camila Bomfim, a PF investiga suspeitas de negócios irregulares custeados com recursos de emendas parlamentares envolvendo a prefeitura de Petrolina.

Forças de segurança cumprem 42 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. De acordo com a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos vindos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo. Em seguida, os valores desviados eram encaminhados para o pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

Defesa da família Coelho afirma que não teve acesso à decisão do STF após operação da PF

Após a deflagração da operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25), a defesa de família Coelho informou que ainda não teve acesso à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que autorizou o cumprimento dos mandados judiciais. Em nota, os advogados declararam que “não tiveram acesso à decisão” e que os mandados foram cumpridos “desacompanhados dos fundamentos que ensejaram as medidas cautelares”. A defesa ressaltou que somente irá se manifestar de forma mais detalhada após ter acesso integral aos autos do processo.

As diligências foram autorizadas no âmbito de uma investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal. Até o momento, o procedimento segue sob sigilo, sem divulgação pública dos elementos que embasaram as medidas determinadas pela Corte. No mesmo sentido, a Prefeitura de Petrolina, por meio da Procuradoria-Geral do Município, também informou que não teve acesso ao teor da decisão judicial. Em nota, a gestão municipal afirmou que os mandados apresentados não continham as justificativas detalhadas para as ações da Polícia Federal.

O município informou ainda que um posicionamento oficial será divulgado após a análise completa do conteúdo da decisão do STF. Até o momento, não houve manifestação pública do Supremo acerca dos fundamentos da operação.

G1 Pernambuco

Funcionária é investigada por desviar dinheiro de serviços cartorários em Verdejante-PE

Foto: Ascom MPPE/divulgação

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Verdejante e do Gaeco Sertão, deflagrou nesta quarta-feira (10) a Operação Scribanus, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude no Cartório de Registro Civil do município, no Sertão Central.

As investigações tiveram início em 23 de setembro e apontam indícios de que uma funcionária do cartório desviava valores pagos pelos serviços cartorários. De acordo com o MPPE, a servidora recebia os emolumentos, mas não repassava ao cartório, se apropriando do dinheiro — prática que configura, em tese, o crime de peculato-desvio.

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Enem 2025: PF cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeita de fraude

A Polícia Federal iniciou neste domingo (23), a Operação Profeta, para apurar a suspeita de fraude na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025. A corporação cumpre mandado de busca e apreensão no Ceará. Na semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pela prova, anulou três questões do Enem após denúncias sobre um vídeo, transmitido nas redes sociais dias antes do Enem, que mostrava questões muito parecidas com as que caíram no exame.

O alvo da operação, autorizado pela Justiça Federal, não foi divulgado pela PF. O vídeo nas redes foi transmitido por Edcley Teixeira, um estudante de Medicina que vende monitorias para o Enem nas redes sociais. O Estadão não conseguiu contato com a defesa de Teixeira. Nas redes, ele afirma que não houve vazamento de informações e diz que conseguiu “antecipar” trechos da prova ao analisar edições anteriores do exame e pré-testes, aplicado pelo Inep, para escolher questões que seriam usados na prova real.

Como o Estadão mostrou, Teixeira chegava a pagar colaboradores para fazer pré-testes do Enem e memorizar questões desses exames. Como os participantes não poderiam sair com o caderno de prova, essa era a maneira de reproduzir as perguntas e depois organizá-las em apostilas vendidas na internet.

Em nota, a PF afirma que a atuação da corporação visa a “apurar possíveis ilícitos, identificar os responsáveis pela obtenção dos dados e divulgação indevida, bem como possíveis conexões com outros delitos”.

Estadão Conteúdo

Fraude na convocação de servidores é investigada em prefeitura baiana

Após denúncia sobre possíveis irregularidades na convocação dos aprovados no concurso público da Guarda Municipal de Juazeiro, realizado em 2019, ainda na gestão de Paulo Bonfim (PCdoB), um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A denúncia aponta que a prefeitura, à época, convocou servidores fora da ordem da lista oficial de aprovados, como apontou publicação oficial de outubro de 2023, gestão de Suzana Ramos (PSDB), convocando candidatos sem respaldo judicial ou processo legal, o que teria prejudicado candidatos classificados na lista sequencial.

O Ministério Público do Estado da Bahia pediu esclarecimentos da prefeitura, na atual gestão de Andrei da Caixa (MDB), o qual apesar de ter recebido o pedido, não enviou ainda resposta formal ao procedimento. Diante da ausência de manifestação, o inquérito foi instaurado para aprofundar a investigação e garantir a legalidade da nomeação dos candidatos.

O Ministério Público da Bahia já determinou a requisição de documentos, bem como a lista de aprovados e convocados, além do edital do concurso, para auxiliar as diligências. O procedimento segue os dispositivos legais que garantem a transparência e o direito dos concursados, permitindo inclusive o ajuizamento de mandado de segurança caso algum candidato se sinta preterido.

A Tarde

Fraude do INSS: investigação no STF vai para as mãos de Mendonça após sair da alçada de Toffoli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o responsável pela investigação sobre fraudes no INSS, após o caso sair da alçada do ministro Dias Toffoli. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o caso saísses das mãos do ministro Dias Toffoli e houvesse uma redistribuição. O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, acolheu o pedido e, após sorteio, o processo foi redistribuído para o ministro Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte da investigação deve tramitar sob competência da Corte diante do surgimento de citações a autoridades com foro privilegiado, enquanto o restante deve continuar a tramitar na primeira instância. Os inquéritos que apuram o assunto na primeira instância estão parados desde junho, quando Toffoli abriu um procedimento sigiloso no STF e solicitou cópia de todas as investigações para avaliar a sua competência no caso.

Apesar de não determinar a suspensão das apurações, a decisão, na prática, acabou paralisando o andamento dos inquéritos da Operação Sem Desconto. Diante da incerteza sobre a competência do caso, os investigadores estão aguardando uma definição para evitar a anulação de diligências. Procurado para comentar a decisão que travou as investigações, o ministro não se manifestou.

A Operação Sem Desconto teve sua primeira fase deflagrada pela PF em 23 de abril, em uma ação que afastou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e apontou suspeitas de descontos irregulares bilionários dos beneficiários. Esses descontos, de acordo com as apurações, foram feitos de forma irregular por uma atuação de associações e sindicatos de aposentados em conjunto com integrantes do INSS. Essa primeira fase cumpriu 211 mandados de busca e apreensão.

A investigação tramita por meio de diferentes inquéritos abertos em diversos Estados, que miram diferentes sindicatos envolvidos nas fraudes. Até o momento, o INSS calcula em R$ 3,3 bilhões o dinheiro necessário para ressarcir os aposentados lesados.

Estadão Conteúdo

Polícia Civil faz operação contra fraude milionária envolvendo donos da Camisaria Colombo

A Polícia Civil de São Paulo realiza, nesta quinta-feira (21), uma operação contra fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio envolvendo, entre outros alvos, os donos da Camisaria Colombo. Pelo menos sete pessoas são investigadas pelos crimes de furto mediante fraude e fraude contra credores. A operação, da Divisão de Crimes Cibernéticos do Deic, tenta cumprir quatro mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão. Os agentes estão nas cidades de São Paulo, Avaré, Birigui e Brasília/DF.

Dois dos mandados de prisão são contra os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, donos da rede varejista de moda masculina. Álvaro foi preso, segundo investigadores do Deic. Os outros dois alvos dos mandados de prisões são Bruno Gomes de Souza e Mauricio Miwa, respectivamente, representante legal da BS Capital e funcionário da empresa de gestão de valores. Um deles foi detido. As defesas não foram localizadas. O espaço permanece aberto.

Entenda o caso
As investigações começaram com uma denúncia formalizada por uma instituição financeira, que relatou subtração de valores mediante fraude tecnológica. Os suspeitos exploraram uma vulnerabilidade de sistema para criar créditos inexistentes e movimentaram os valores de forma pulverizada em diversas contas bancárias.

Com essas operações, segundo o portal g1, conseguiram transferir cerca de R$ 21 milhões para uma conta BS Capital. Desses, R$ 9 milhões foram transferidos entre os dias 1º e 21 de outubro do ano passado. Segundo as investigações, o esquema teria como finalidade dissimular bens e valores em processo de recuperação judicial do grupo, em prejuízo de credores e do sistema financeiro nacional.

Agência O Globo

Operação contra fraudes em concursos é deflagrada em Petrolina, Trindade e Juazeiro

Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e dos Ministérios Públicos da Bahia e de Pernambuco desarticulou nesta quarta-feira (20) um grupo criminoso especializado em fraudar concursos públicos em diversos estados do Nordeste.

A operação cumpriu 46 mandados de busca e apreensão nos municípios de Petrolina e Trindade, no Sertão de Pernambuco, e em Juazeiro, no Norte da Bahia.Os mandados tiveram como alvos pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes em concursos públicos realizados nos estados do Ceará e Alagoas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e equipamentos supostamente utilizados para as fraudes no certames.

G1 Petrolina

Pernambucanos lesados em fraude do INSS relatam martírio para suspender descontos: ”Quebrou muito minhas pernas”

Pernambucanos estão entre as vítimas de um esquema bilionário de fraudes no INSS, que entre 2019 e 2024 teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas em todo o país. Os descontos eram feitos diretamente nos benefícios, sem autorização dos segurados, e destinados a entidades como Sindnapi/FS, Ambec e Adpap Prev — todas investigadas pela Polícia Federal e CGU.

A agricultora Maria da Conceição, de Belo Jardim, percebeu descontos mensais de R$ 30 em sua pensão por morte e acionou a Justiça pedindo R$ 8 mil por danos morais. “Me senti enganada”, disse. Já o metalúrgico aposentado José Edson, de Jaqueira, identificou débitos da Ambec, ligou mais de 20 vezes para o INSS sem sucesso, e recebeu proposta de acordo de apenas R$ 90 — rejeitada. Sandro Vieira, de Tamandaré, também prejudicado, lamenta: “O INSS deveria nos proteger, não permitir isso”.

As vítimas relatam extrema dificuldade para suspender os descontos e cobrar ressarcimento, enfrentando burocracia, despreparo no atendimento e desrespeito. Enquanto isso, esperam que a Justiça puna os responsáveis e devolva o que foi tomado.

Editorial — O roubo dos aposentados: um crime imperdoável

O Brasil amanheceu esta semana ainda mais envergonhado. Mais de 6 bilhões de reais foram retirados de forma fraudulenta dos aposentados e pensionistas no escândalo do INSS — seis bilhões subtraídos de quem passou a vida inteira trabalhando, suando, contribuindo mês a mês, confiando que, ao fim da jornada, teria ao menos o direito à dignidade.

Mas o que encontraram foi a traição mais suja: marginais sem coração, bandidos de colarinho branco que não tiveram o mínimo respeito pelos nossos idosos. Gente que, sem qualquer escrúpulo, roubou o que era o sustento do pão de cada dia, o dinheiro da farmácia, o dinheiro da feira, o dinheiro de uma vida inteira de lutas. Quem tira o alimento de um idoso, quem rouba o remédio de um aposentado, não é apenas um ladrão: é um criminoso que deveria apodrecer na cadeia!

E é preciso apontar: a irresponsabilidade do Congresso Nacional também tem sua marca nesse escândalo. Em 2022, durante o atual governo Lula, o Congresso revogou uma medida que combatia fraudes nos descontos do INSS — uma proteção que havia sido criada no governo anterior. Ao revogar essa lei, deixaram os aposentados desprotegidos e facilitaram o terreno para que esses crimes acontecessem. Sim, foi o Congresso que rasgou a proteção dos nossos idosos!

E o mais revoltante é saber que os idosos, que já sofrem com aposentadorias miseráveis, ainda terão que esperar anos — talvez décadas — para tentar reaver seus direitos. Porque, no Brasil, tudo é assim: há um “devido processo legal”, os bandidos têm todo o direito de defesa, os processos se arrastam, os culpados recorrem, protelam… E muitos aposentados sequer estarão vivos para ver a justiça sendo feita.

Enquanto isso, falta comida na mesa, falta dinheiro para os remédios, falta dignidade para quem deveria ser honrado. Esta é a vergonha que carregamos. Um país que deveria respeitar os cabelos brancos, mas que, dia após dia, golpeia seus idosos de forma cruel e covarde.

Externamos aqui toda nossa revolta, nosso sentimento de indignação, nossa solidariedade aos aposentados e pensionistas!

Eles não podem ficar sozinhos diante dessa violência institucionalizada. Que esses bandidos sejam desmascarados, julgados e punidos exemplarmente. Que a sociedade não aceite mais calada essa verdadeira agressão aos nossos pais, avós, trabalhadores que deram o melhor de si por este país e que agora, na hora que mais precisam, são vítimas de uma elite criminosa e impune.

Basta de roubo! Basta de impunidade! Respeito aos nossos idosos já!

Waldiney Passos

Operação da Polícia Federal desmonta esquema de fraude de R$ 945 milhões no INSS

Uma operação da Polícia Federal (PF) desmontou um esquema de fraude previdenciária envolvendo um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que movimentou cerca de R$ 945 milhões nos últimos três anos. As informações sobre a ação, ocorrida na cidade de Garanhuns, no Agreste, foram repassadas pela PF na manhã desta quinta-feira (13).

De acordo com a corporação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Garanhuns. Foram apreendidos um notebook e um smartphone, além de uma pistola calibre 9 mm. Diante das apreensões, será instaurado um novo inquérito policial para a apuração do crime de posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito. A Justiça Federal também determinou afastamento cautelar do servidor público de suas atribuições.

Os crimes investigados são inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção, cujas penas somadas podem ultrapassar os 24 anos de reclusão. A ação é da Polícia Federal em Caruaru, com apoio da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária

Como funcionava

A PF constatou que a fraude consistia no desbloqueio indevido de benefícios para a contratação de empréstimos sem a devida solicitação do titular realizado pelo funcionário do INSS investigado, que não teve identidade revelada. “Em um dos casos analisados, o servidor manipulou um benefício de titular incapaz, excluindo o seu representante legal para permitir o desbloqueio e a averbação do consignado”, comunicou a PF.

O servidor estaria atuando desde 2022 e teria desbloqueado por volta de 70 mil benefícios distribuídos nas 27 unidades da Federação, em todo o Brasil. Os valores emprestados liberados com a atuação do servidor no desbloqueio dos benefícios podem ter sido emitidos com ou sem o conhecimento do beneficiário.

Diario de Pernambuco

Clientes denunciam golpe de agência de turismo de Petrolina: “Cadê a viagem?”

Clientes de uma empresa de turismo de Petrolina, denunciam um suposto golpe envolvendo pacotes de viagem. Promessas de estadias em resorts e destinos paradisíacos não foram cumpridas, e os prejuízos já somam milhares de reais.

A estudante Ivane Passos contratou um pacote de viagem com a empresa para passar cinco dias em um resort em Aracaju, capital de Sergipe. O contrato foi firmado em abril do ano passado. Ela já conhecia a empresa e nunca imaginou que seria lesada.

Ivane diz que um dia antes da viagem foi informada de que a data precisaria ser remarcada. Confiou e aguardou. No entanto, a mesma justificativa foi dada dias depois. Ao perceber que havia caído em um golpe, tentou pedir reembolso, mas até agora não teve retorno.

“Quando foi dia 16 de dezembro, ela manda mensagem cancelando a viagem, falando que a maioria das pessoas que haviam comprado seriam estudantes e os estudantes tinham ficado de recuperação, por isso a viagem seria cancelada. Marcou para o dia 25 de dezembro, sendo que no dia 24 de dezembro ela manda mensagem desmarcando novamente, dizendo que faria o reembolso sem sete dias”,diz Ivane, que até o momento não teve o reembolso.

Pedro Henrique Dantas também viveu o mesmo problema. O estudante comprou pacotes para ele e o irmão. “A resposta deles, assim como nos dias anteriores que entrei em contato, era que eles iam tomar partido para resolver a questão, apesar de estar no dobro do prazo útil que eles deram”, conta o estudante.

Ivane e Pedro começaram a notar que outras pessoas relataram casos semelhantes nas redes sociais da empresa. Juntos, decidiram formar um grupo, que já reúne mais de 80 pessoas. No dia 6 deste mês, os dois registraram boletim de ocorrência. “Fiz planos com meus filhos, com a minha família para poder se distrair, se divertir, e chaga o dia, cadê, cadê a viagem?”, lamenta Ivane.

Pedro diz que teve prejuízo de pouco mais de R$2 mil, mas há relatos de clientes que perderam mais de R$ 30 mil.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que está investigando os casos, registrados como estelionato e fraude. Novas informações só serão divulgadas após a conclusão das investigações. Enquanto isso, os clientes seguem cobrando o reembolso e a responsabilidade judicial da empresa.

G1 Petrolina

Cientista brasileiro é investigado por fraudar 34 estudos acadêmicos

O pesquisador brasileiro Guilherme Malafaia Pinto, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), é investigado por fraudar 34 artigos científicos. O biólogo teria usado os nomes de outros cientistas, sem o conhecimento deles, para atestar a qualidade dos próprios trabalhos.

Os 34 estudos foram publicados entre 2019 e 2024, na revista Science of the Total Environment (Stoten), voltada para pesquisas ambientais. Depois da denúncia, eles foram “despublicados”. Outros 13 estão sob análise, segundo a plataforma Retraction Watch.

O volume de artigos científicos “retratados”, ou seja, cancelados e despublicados, coloca Malafaia na lista dos 30 pesquisadores com mais estudos cancelados, ocupando a 21ª posição do ranking, segundo o Retraction Watch.

Diário de Pernambuco

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