Petróleo fecha em alta com escalada no Oriente Médio e impasse no Estreito de Ormuz

Novos episódios envolvendo o Estreito de Ormuz elevam o risco de perturbações no fluxo da commodity energética e reforçam a incerteza sobre uma solução diplomática entre Estados Unidos e Irã (Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP)

Para junho, o petróleo WTI negociado na Nymex encerrou a sessão com valorização de 4,29%, cotado a US$ 106,42 o barril

O petróleo fechou em forte alta nesta segunda-feira (4), à medida que a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a ditar o ritmo dos mercados globais no início desta semana. Novos episódios envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o risco de interrupções no fluxo global da commodity e reforçaram a incerteza sobre uma possível solução diplomática entre Estados Unidos e Irã.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho subiu 4,29% (US$ 4,48), fechando a US$ 106,42 o barril. Já o tipo Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, avançou 5,8% (US$ 6,27), encerrando o dia a US$ 114,44 o barril.

O governo do Irã afirmou que interceptará à força qualquer embarcação que viole suas normas marítimas e voltou a advertir os Estados Unidos contra a presença na região. A declaração ocorre após Washington anunciar que passará a “guiar” navios retidos. Em resposta, o presidente americano, Donald Trump, declarou que Teerã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação marítima dos EUA no Estreito de Ormuz, citando inclusive um cargueiro da Coreia do Sul.

Analistas do Eurasia Group avaliam que o plano americano dificilmente aumentará, de forma relevante e no curto prazo, o volume de navegação pelo Estreito. Segundo os especialistas, isso exigiria o aval do Irã ou um reforço expressivo da presença naval na área. Por outro lado, Phil Flynn, do Price Futures Group, alerta que, caso o Irã inicie disparos contra navios de guerra dos EUA, o conflito poderá escalar para um confronto direto rapidamente.

A tensão regional expandiu-se após países do Golfo elevarem o nível de alerta diante de ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos. Em nota, Abu Dhabi afirmou ter o “pleno direito de responder” às agressões.

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