Petrolinense morre durante ofensiva na guerra entre Rússia e Ucrânia

Foi confirmada na última sexta-feira (15) a morte do brasileiro Douglas Domingo Fernandes, natural de Petrolina, durante os combates na guerra entre Rússia e Ucrânia. O jovem, que era morador do bairro Santa Luzia, faleceu após uma forte ofensiva russa registrada na última quinta-feira (14).

Segundo informações oficiais, Douglas atuava na região do conflito e foi uma das vítimas de um grande ataque coordenado pelas forças russas contra a capital ucraniana, Kiev. A ação, que envolveu o disparo de dezenas de mísseis e centenas de drones, deixou pelo menos 24 mortos e causou severos danos à infraestrutura local.

Drones ucranianos atingem instalações petrolíferas russas

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) confirmou, nesta quinta-feira (30), que seus drones atingiram uma refinaria de petróleo estratégica próxima à cidade de Perm, na Rússia. Este é o segundo ataque consecutivo contra infraestruturas de energia na região, parte de uma estratégia de Kiev para asfixiar as receitas que financiam a máquina de guerra de Moscou.

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Rússia lança ataque massivo de drones e mísseis na Ucrânia com alvo em instalações de energia

A Rússia lançou um grande ataque com 51 mísseis e 653 drones na Ucrânia durante a madrugada deste sábado (06) que acionou alertas de ofensiva aérea em todo o país, afirmou a força ucraniana. Segundo as informações, 585 drones e 30 mísseis foram derrubados e neutralizados, mas 29 locais foram atingidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as instalações de energia foram os principais alvos das violências, também observando que uma ofensiva de drone “incendiou” a estação de trem na cidade de Fastiv, localizada na região da capital do país.

Também hoje, o ministério da Defesa da Rússia disse que suas defesas aéreas derrubaram 116 drones ucranianos sobre o território russo e, de acordo com uma mensagem enviada pelo canal de notícias russo Astra via Telegram, a refinaria de petróleo de Ryazan foi atingida.

A Ucrânia não comentou imediatamente sobre o suposto ataque, mas o governador regional russo de Riazan, Pavel Malkov, disse que um prédio residencial foi danificado e que destroços de drones caíram no terreno de uma “instalação industrial”, sem mencionar a refinaria.

Estadão Conteúdo

Rússia intensifica ataques aéreos contra a Ucrânia

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, que já é considerado o maior ataque aéreo russo desde julho. Mas, as forças de Kiev disseram que abateram 546 drones e 31 mísseis. Até o momento foi registrada a morte de uma pessoa na zona ocidental do país. Mas, o exército da Ucrânia também afirmou que atingiu uma refinaria de petróleo, assim como armazenamentos de drones e bases de combustível na Rússia durante a noite.

A agência de notícias estatal russa RIA Novosti publicou que o Ministério da Defesa da Rússia informou que os ataques foram contra a infraestrutura energética, instalações da indústria militar e aeródromos do território ucraniano. O ataque em alta escala acontece num contexto onde se intensificam os contatos políticos e diplomáticos na busca de negociar um cessar-fogo.

Por outro lado, o ministro russo das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou hoje que, antes de qualquer acordo de paz, as ‘questões de legitimidade’ do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky precisam ser resolvidas. “Quando se trata de assinar alguma coisa, as questões de legitimidade do representante ucraniano têm de ser resolvidas”, disse.

Sobre uma eventual reunião bilateral entre Vladimir Putin e Zelensky, reforçou que Putin sempre disse que está disponível para um encontro, mas que um decreto de Zelensky proíbe conversações com o presidente russo. Entretanto, acusou os líderes europeus da chamada ‘Coligação dos Dispostos’, comandada pela França e o Reino Unido, de tentarem prejudicar os avanços atingidos na reunião entre o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca. “Espero que este aventurismo europeu seja um fracasso”, admitiu.

Diario de Pernambuco

Trump rompe isolamento de Putin, mas sai de cúpula sem acordo de paz

Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram nesta sexta-feira, 15, no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Após um recepção calorosa na pista da base aérea de Elmendorf-Richardson perto de Anchorage, os dois se fecharam por três horas cercados de diplomatas e assessores de segurança nacional. No fim, os dois realizaram um rápido pronunciamento, jurando terem chegado a um “acordo”, mas sem dizer qual.

Putin foi o primeiro a falar aos jornalistas – um gesto extremamente incomum, visto que o anfitrião normalmente tem a prerrogativa. O russo voltou a mencionar a necessidade de eliminar as “causas profundas” da guerra na Ucrânia, um jeito próprio de se referir a sua lista de exigências que já foram categoricamente rejeitadas por Ucrânia e Europa. O discurso sugere que Putin não mudou sua posição maximalista – anexação de parte do leste da Ucrânia, desarmamento total do país, veto à adesão à Otan e mudança de governo em Kiev.

Em seguida, Trump garantiu ter feito avanços, mas prometeu telefonar e contar os detalhes da reunião para os líderes europeus, para o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e para o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. “Fizemos progresso. Mas não existe acordo sem que haja um acordo”, disse o americano em referência às consultas com os aliados.

Exigências

A reunião terminou muito antes do previsto e foi bem mais curta do que as seis ou sete horas que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, disse que duraria. O fato de Putin e Trump não terem respondido a perguntas dos jornalistas deixou claro que nenhum dos dois queria ser pressionado a dar detalhes do que foi discutido – no caso do americano, é bastante incomum ele terminar um discurso sem conversar com a imprensa.

Autoridades ucranianas em Kiev acompanharam ansiosamente o pronunciamento após a reunião em busca de pistas sobre o futuro da guerra. Mas, quando os dois presidentes partiram, a sensação geral era de que a guerra continua, pelo menos por enquanto. “Foi um fracasso, porque Putin voltou a falar de questões de segurança e usou sua retórica habitual”, afirmou Oleksandr Merezhko, político ucraniano. “Não vi nenhuma mudança.”

Zelenski também reagiu com pouco entusiasmo. “No dia das negociações, os russos continuaram matando. E isso diz muito”, escreveu o presidente ucraniano no X, em referência aos ataques de ontem em Sumy, Dnipro, Zaporizhzia, Kherson e Donetsk. “A guerra continua, e é precisamente porque não há ordem ou sinal de que Moscou está se preparando para encerrá-la.”

Força – O que estaria por trás da intransigência de Putin, segundo analistas, é sua posição de força no campo de batalha. Nas últimas semanas, o exército russo abriu uma brecha nas defesas ucranianas na região de Donbas, e autoridades da Ucrânia afirmam que o Kremlin vem mobilizando forças e reunindo armamento para novas ofensivas. Quanto mais o cessar-fogo demorar, mais território a Rússia ocupa.

Para muitos observadores, no entanto, Putin saiu mais forte da cúpula. Foi a primeira visita dele aos EUA em mais de uma década. Com um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra na Ucrânia, ele está ameaçado de prisão se viajar para países que são membros da corte, o que não é o caso dos EUA. Além disso, ele não apenas saiu do isolamento internacional imposto pelas potências ocidentais, como rompeu o cerco com estilo. Na chegada coreografada ao Alasca, Trump recebeu um sorridente presidente russo.

Palmas – O tradicional aperto de mãos foi precedido de aplausos de Trump, enquanto Putin desfilava pelo tapete vermelho na pista do aeroporto. De forma surpreendente, Putin aceitou uma carona na limusine presidencial – chamada de “Besta” -, e parecia confortável ao se acomodar no banco de trás, ao lado de Trump. Foi a primeira vez que presidentes de EUA e Rússia apareceram juntos desde a cúpula de 2018 em Helsinque, quando Trump afirmou com todas as letras que acreditava mais na palavra de Putin do que nos relatórios de inteligência americanos sobre a interferência da Rússia nas eleições vencidas por ele, em 2016.

O encontro do Alasca foi o sétimo entre os dois presidentes e o primeiro no segundo mandato do americano. A primeira presidência de Trump foi ofuscada por questionamentos sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016, à qual Trump se refere repetidamente como “farsa da Rússia”. A cúpula do Alasca também teve momentos de bajulação, incluindo um presente de Putin a Trump, endossando a afirmação de que, se o republicano estivesse na Casa Branca, a Rússia não teria invadido a Ucrânia, em 2022. “O presidente Trump disse que, se ele fosse presidente, não haveria guerra, e posso confirmar isso.”

Analistas, no entanto, lembram que a Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, e paramilitares apoiados pelo Kremlin passaram todo o primeiro mandato de Trump – entre 2017 e 2021 – em guerra no leste da Ucrânia.

Próxima vez – O encontro terminou como uma confraria. “Provavelmente nos veremos novamente em breve”, disse Trump. “Da próxima vez, em Moscou”, respondeu Putin, em inglês macarrônico. “Vou receber algumas críticas, mas acho que pode ser”, disse o americano. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS).

Estadão Conteúdo

 

Coreia do Norte oferece apoio total à Rússia contra a Ucrânia

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ofereceu a Moscou seu apoio total na guerra na Ucrânia neste sábado (12), durante seu encontro com o chanceler russo, Serguei Lavrov, informou no início da manhã de domingo (data local) a agência estatal norte-coreana KCNA. A visita oficial de Lavrov é a mais recente de uma série de encontros de alto nível com autoridades de destaque de Moscou, o que reflete o aprofundamento das relações bilaterais em meio à ofensiva russa contra Kiev.

A Coreia do Norte tem fornecido armas e milhares de soldados para apoiar a ofensiva russa, especialmente na região de Kursk, a fim de expulsar as forças ucranianas. Kim e Lavrov se reuniram no sábado em “uma atmosfera repleta da confiança de uma calorosa camaradagem”, segundo a KCNA. Lavrov publicou um vídeo no Telegram em que aparece apertando a mão de Kim e trocando um abraço com ele, e afirmou que o diálogo aconteceu em Wonsan, cidade na costa leste do país.

Kim disse ao chanceler Lavrov que a Coreia do Norte estava “pronta para apoiar e incentivar de forma incondicional todas as medidas adotadas pela liderança russa para lidar com a raiz da crise ucraniana”, relatou a KCNA. O líder norte-coreano também expressou sua “firme convicção de que o Exército e o povo russos seguramente alcançarão a vitória ao cumprir a sagrada causa da dignidade e dos interesses essenciais do país”.

Os dois também discutiram “questões importantes para aplicar fielmente os acordos alcançados nas históricas conversas da cúpula RPDC-Rússia de junho de 2024”, disse a KCNA, utilizando as siglas do nome oficial da Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia). Nos últimos anos, os dois países reforçaram a cooperação militar. Eles assinaram um acordo de defesa mútua durante uma visita do presidente russo, Vladimir Putin, à Coreia do Norte no ano passado.

De acordo com a agência russa TASS, Lavrov disse que o presidente Putin “espera que os contatos diretos sejam mantidos num futuro muito próximo”. Meios de comunicação estatais da Rússia e da Coreia do Norte informaram que Lavrov permaneceria no país até este domingo.

No sábado, durante o encontro com a homóloga norte-coreana, Choe Son Hui, Lavrov agradeceu o trabalho dos “heroicos” soldados norte-coreanos que ajudaram o Exército russo a expulsar as tropas ucranianas da região fronteiriça de Kursk, onde ocorreram incursões em agosto de 2024. Moscou afirmou que havia expulsado as tropas ucranianas da região em abril, e naquela ocasião já havia agradecido às forças norte-coreanas, reconhecendo assim pela primeira vez sua participação direta no conflito.

Questionado sobre a possibilidade de que as tropas norte-coreanas sejam enviadas para outras partes da linha de frente, Lavrov respondeu que essa decisão cabe a Pyongyang. “Partimos do princípio de que é a própria RPDC que determina as formas pelas quais aplicamos nosso acordo de parceria estratégica”, disse o ministro, segundo a agência TASS. Essa viagem do diplomata russo ocorre um mês e meio após a visita a Pyongyang do secretário do Conselho de Segurança russo, Serguei Shoigu.

AFP

Putin rejeita trégua imediata na Ucrânia e impõe condições para paz

O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou nesta quinta-feira (13), um cessar-fogo imediato na Ucrânia, defendendo mais discussões para obter um fim permanente para a guerra. Putin disse que qualquer pausa nos combates agora favoreceria os ucranianos, já que a Rússia está obtendo avanços rápidos no campo de batalha.

“A ideia (cessar-fogo) em si é boa, e é claro que a apoiamos, mas há questões que temos de discutir antes”, disse Putin, referindo-se pela primeira vez à proposta dos EUA de cessar-fogo de 30 dias. De acordo com Putin, a Rússia busca uma paz duradoura, mas precisa eliminar as “causas fundamentais” do conflito.  Entre as exigências estão o veto à adesão da Ucrânia à Otan e garantias de neutralidade do país, a desmilitarização e o reconhecimento da anexação de quase 20% do território ocupado pela Rússia. Putin exige ainda detalhes sobre o que seria permitido nos 30 dias de trégua e como ela seria verificada.

“Se pararmos de lutar por 30 dias, o que isso significa? Que todos que estão lá sairão sem lutar? Para a Ucrânia continuar sua mobilização? Para que os EUA forneçam mais armas para a Ucrânia? Quem determinará onde e quem violou a trégua? Essas são perguntas legítimas”, disse Putin. Quem também criticou a proposta americana foi Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin. “O cessar-fogo temporário proposto na Ucrânia não é nada mais do que um alívio para os militares ucranianos”, disse. “A trégua é apressada e não favorece uma solução de longo prazo.”

Pressão

Ao evitar uma rejeição total da proposta de cessar-fogo de Trump Putin tentou ontem se equilibrar entre não criticar abertamente a pressão pelo acordo e, ao mesmo tempo, impor suas próprias exigências e prolongar as negociações. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse que os comentários de Putin foram “previsíveis e muito manipuladores”. “Putin, é claro, tem medo de dizer diretamente a Trump que ele quer continuar essa guerra, quer matar ucranianos”, afirmou. “Ele estabeleceu tantas precondições que nada vai dar certo.”

Donald Trump, falando no Salão Oval após as declarações de Putin disse que o presidente russo “fez uma declaração promissora”, mas incompleta. “Adoraria me encontrar com ele, mas temos de acabar com isso rapidamente”, afirmou o americano, que garantiu que as conversas com o Kremlin estão em andamento. “Espero que eles façam a coisa certa.”Com suas tropas avançando rapidamente e retomando o território russo em Kursk, que a Ucrânia esperava usar como moeda de troca, o Kremlin tem pouco incentivo para interromper a guerra.

“Putin não está sentindo pressão nenhuma”, disse Konstantin Sonin, especialista da Harris School of Public Policy, da Universidade de Chicago. “Trump não tem nenhuma influência sobre ele, porque Putin acha que está ganhando.”

Estadão

 

 

Ucrânia apoia proposta dos EUA para cessar-fogo na guerra com a Rússia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comunicou que Kiev aceita “negociações imediatas” com a Rússia. “A Ucrânia manifestou a sua prontidão para aceitar a proposta dos EUA de promulgar um cessar-fogo imediato e provisório de 30 dias, que pode ser prorrogado por acordo mútuo entre as partes e que está sujeito à aceitação e implementação simultânea pela Federação Russa”, diz o comunicado divulgado pelo governo americano.

O acordo foi firmado em meio às negociações entre os EUA e a Ucrânia na Arábia Saudita. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que os EUA devem convencer a Rússia a aceitar o cessar-fogo de 30 dias proposto nas conversações entre as delegações ucranianas e norte-americanas. “A Ucrânia encara a trégua proposta de forma positiva”, declarou Zelensky.

O chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Andrii Yermak, considera que este acordo de cessar-fogo vai mostrar se a Rússia quer paz ou não. Yermak também revelou que foram discutidas várias opções de garantias de segurança com os EUA. “Uma vez mais, demonstramos que queremos paz”, acrescentou

Diario de Pernambuco

Bombardeios russos deixam 14 mortos e 37 feridos na Ucrânia

Ao menos 11 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas, incluindo crianças, durante os bombardeios russos na madrugada deste sábado na Ucrânia. O Ministério do Interior ucraniano informou que as forças russas atacaram Dobropillia com mísseis balísticos, múltiplos foguetes e drones, danificando oito prédios de vários andares e 30 carros.

“Enquanto combatia o incêndio, os ocupantes atacaram novamente, danificando o caminhão de bombeiros”, disse o ministério no Telegram. Dobropillia, com cerca de 28 mil habitantes antes da guerra, está na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, a 22 quilômetros da linha de frente ao norte do importante hub de Pokrovsk, que as tropas russas têm atacado há semanas.

O exército ucraniano informou que a Rússia atacou a Ucrânia durante a noite com dois mísseis balísticos Iskander-M e um míssil de cruzeiro Iskander-K, além de 145 drones. Eles disseram que as forças aéreas derrubaram um míssil de cruzeiro e 79 drones. O exército acrescentou ainda que outros 54 drones não atingiram seus alvos.

A Tarde

 

Putin afirma querer a paz, mas não aceita ceder territórios conquistados da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou hoje (07) estar pronto para discutir a paz com a Ucrânia, mas admitiu que não aceita perder nenhum dos territórios que as forças russas conquistaram em território ucraniano, pedindo ainda garantias de segurança para o seu país no futuro.

Putin afirmou que quer um acordo de paz com o governo de Kiev, mas se recusa a ceder os territórios que anexou desde o começo da guerra.  “Temos de escolher uma opção de paz que nos sirva e que nos garanta a paz para o nosso país a longo prazo”, disse.  Os russos controlam neste momento perto de um quinto do território ucraniano, o que corresponde a 113 mil quilômetros quadrados.

Já a predisposição e as evidências de Putin para negociar um acordo de paz vêm efetivamente a partir da nova administração de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump iniciou imediatamente conversações com Putin e suspendeu a ajuda militar e financeira à Ucrânia, apos um confronto com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, juntamente com o seu vice-presidente, JD Vance, na Casa Branca. Moscou também rejeita completamente  a adesão da Ucrânia a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)  e também exige que as forças de Kiev retirem suas tropas militares de quatro regiões parcialmente controladas pelos russos.

Apoio incondicional europeu

Enquanto isso, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu hoje, em Bruxelas, na cúpula extraordinária que acontece dos líderes da União Europeia (UE), da qual foi convidado, ajuda na produção militar para o seu país. Zelensky também agradeceu o apoio dos europeus desde o começo da guerra.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou esperar que os líderes da UE tomem decisões e apresentem resultados no decorrer da conferência e garantiu que a Europa vai defender a Ucrânia.  “A segurança e a defesa da Europa não estão separadas, porque a segurança e a defesa da Ucrânia reforçam a defesa europeia. Continuaremos com vocês agora e continuaremos no futuro, em negociações de paz individuais, quando vocês decidirem que é o momento certo para negociar e, mais importante, no futuro como Estado-membro da União Europeia”, reforçou Costa a Zelensky.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou ao líder  ucraniano que a Europa e a Ucrânia se encontram num momento decisivo.“A Europa enfrenta um perigo claro e imediato e deve ser capaz de se proteger e defender, tal como nós devemos dar à Ucrânia os meios para se proteger e trabalhar para uma paz justa e duradoura”, garantiu von der Leyen.

Para a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, o bloco europeu deve se fortalecer para desenvolver as relações com os Estados Unidos. “Temos sido aliados de longa data, temos muitas relações entre nós e precisamos continuar a desenvolvê-las. A administração norte-americana também está olhando para nós para sermos mais fortes. Quando a Europa é mais forte, também somos, aos seus olhos, parceiros mais fortes”, indicou Kallas.  A alta representante para a Política Externa da UE referiu ainda que a retirada de apoio à Ucrânia anunciada pela Casa Branca se trata de uma aposta perigosa para o futuro do país.

“É por isso que estamos aqui hoje e também estamos a discutir o que mais podemos fazer do lado europeu”, referiu, acrescentando que a UE não deve subestimar o seu poder, sobretudo econômico. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também declarou que o plano para rearmar a Europa já era esperado há muito. “A Europa tem de aceitar este desafio, esta corrida ao armamento. E tem de vencê-lo. A Europa como um todo é verdadeiramente capaz de vencer qualquer confronto militar, financeiro e econômico com a Rússia, somos simplesmente mais fortes”, completou Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia.

Diario de Pernambuco

 

Líderes da UE se reúnem para discutir o futuro da Ucrânia

Nesta quinta-feira (6), os líderes europeus se reúnem em Bruxelas para uma cúpula extraordinária dedicada à defesa e ao futuro da Ucrânia, convocada em reação à decisão unilateral do presidente dos EUA Donald Trump de iniciar negociações com Vladimir Putin e insistir num acordo de paz rápido.

 Na conferência, os dirigentes discutirão e tentarão projetar unidade no seu apoio coletivo à Ucrânia e responder a algumas das questões mais prementes, como garantias de segurança que a UE pode oferecer, quanto dinheiro adicional está disposta a dedicar e até onde poderá compensar a ausência de ajuda norte-americana. Além de debater a possibilidade de nomear um enviado especial para as negociações de paz.

O encontro, além disso, abordará as despesas com a defesa da Europa, com base na recente proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para que seja mobilizado até 800 bilhões de euros em investimentos adicionais. Para tanto, visa garantir a sobrevivência da Ucrânia como uma democracia soberana e estável, tendo os membros  do bloco que reforçar os seus exércitos nacionais para controlar o expansionismo da Rússia e assegurar uma paz duradoura.

Há ainda o projeto em andamento de uma Coligação dos dispostos, formada por países democráticos empenhados em apoiar a Ucrânia durante e após as negociações, através de garantias de segurança. A França, a Dinamarca e a Suécia, assim como nações que não pertencem à UE como o Reino Unido, a Noruega e a Austrália, já manifestaram interesse em aderir à coligação. Entretanto, todos indicaram que a sua contribuição deve ser acompanhada de uma proteção dos EUA. Por sua vez, Trump defende, em vez disso, o acordo sobre minerais como uma espécie de dissuasão econômica contra a Rússia. “Não pode haver negociações que afetem a segurança europeia sem o envolvimento da Europa A segurança da Ucrânia, da Europa e do mundo estão interligadas”, aponta o projeto.

No entanto, todo esse esforço pode ser prejudicado pelo presidente da Hungria, Viktor Orbán, aliado totalmente com a administração Trump e que tem um histórico de veto nas questões relacionadas à Ucrânia. Orbán se opõe, entre outros pontos, à assistência militar e financeira da União Europeia a Kiev. “Existe uma divisão estratégica, uma fratura transatlântica entre a maioria da Europa e os EUA sob o comando do presidente Trump”, adiantou antes do inicio da cúpula.

A crescente adesão de Trump as justificativas do Kremlin, a não condenação à Rússia como agressora e o recente confronto com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky no Salão Oval impactaram a União Europeia, que receia que a Casa Branca estabeleça um acordo com Moscou e exija que Kiev aceite.

Após Zelenskyy lamentar o confronto e elogiar a forte liderança de Trump, as tensões desescalaram um pouco. Mas mesmo assim, Washington ainda mantém uma suspensão temporária da ajuda militar e do compartilhamento de informações secretas com Kiev, duas decisões que podem levar a um agravamento profundo do país que enfrenta grandes dificuldades nas frentes dos combates.

Diario de Pernambuco

EUA anunciam nova ajuda de segurança à Ucrânia no valor de US$ 2,5 bi

Os Estados Unidos anunciaram um pacote de ajuda militar de US$ 2,5 bilhões (R$ 15,5 bilhões na cotação atual) para a Ucrânia nesta segunda-feira,30, enquanto correm para fornecer ajuda a Kiev antes que o presidente eleito , Donald Trump, tome posse. A vitória eleitoral de Trump em novembro lançou dúvidas sobre o futuro da ajuda dos EUA à Ucrânia.

O novo pacote anunciado nesta segunda-feira inclui um “pacote de redução” militar de 1,25 bilhão de dólares (R$ 7,7 bilhões), permitindo ao Pentágono retirar armas dos arsenais dos EUA e enviá-las rapidamente para o campo de batalha. Outra ajuda de 1,22 bilhão de dólares (R$ 7,5 bilhões) será financiada por meio da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, mediante a aquisição de material para a indústria do setor.

“Tenho orgulho de anunciar quase 2,5 bilhões de dólares em assistência de segurança para a Ucrânia, enquanto o povo ucraniano continua defendendo sua independência e liberdade da agressão russa”, disse o presidente Joe Biden em um comunicado.

As reduções dos estoques do Departamento de Defesa incluem drones, munições para sistemas de foguetes de alta mobilidade (HIMARS), mísseis guiados opticamente, sistemas de armas antitanque, munições ar-terra e peças de reposição, de acordo com um comunicado separado do Departamento de Estado. “Os Estados Unidos e mais de 50 nações estão unidos para garantir que a Ucrânia tenha as capacidades possíveis para se defender da agressão russa”, disse o secretário de Estado, Antony Blinken.

A administração em fim de mandato de Biden trabalha para obter o máximo de ajuda possível à Ucrânia antes de Trump, que criticou repetidamente a assistência dos EUA a Kiev e afirmou que poderia garantir um cessar-fogo dentro de horas, tome posse em 20 de janeiro. Biden indicou que seu governo já entregou todo o dinheiro de ajuda à Ucrânia aprovado pelo Congresso na primavera deste ano, após intensas negociações.

O presidente democrata afirmou que pretendia que continuassem enviando a Kiev o máximo de ajuda militar possível no final de seu governo, incluindo equipamentos militares mais antigos dos Estados Unidos, e que fossem transferidos rapidamente para o campo de batalha, em um momento em que a Ucrânia perde território para as tropas russas.

Enquanto isso, o Departamento do Tesouro anunciou nesta segunda-feira o desembolso de 3,4 bilhões de dólares (R$ 21 bilhões) em apoio orçamentário direto à Ucrânia, a última entrega de fundos como parte do pacote de ajuda bilionária planejada no início deste ano.

“Junto com a assistência de segurança que os Estados Unidos estão fornecidos à Ucrânia e as ações do Tesouro para suportar ainda mais as avaliações contra a máquina de guerra da Rússia, continuaremos fazendo tudo o que for possível para posicionar a Ucrânia no caminho de alcançar uma paz justa”, disse a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em um comunicado.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou que a ajuda chega em um momento crítico, enquanto a Rússia intensifica seus ataques contra o território ucraniano, “até recorrendo à participação de soldados norte-coreanos e recebendo continuamente armas da Coreia do Norte e do Irã “.

AFP

Putin promete mais ‘destruição na Ucrânia após ataque contra a Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu neste domingo mais “destruição” na Ucrânia, em resposta a um bombardeio com drones que atingiu no sábado um prédio residencial na cidade de Kazan, região central do país.

“Quem quer que seja, e por mais que tentem destruir, enfrentarão muito mais destruição e se arrependerão do que estão tentando fazer em nosso país”, disse Putin durante uma reunião de governo exibida na televisão.

A Rússia acusou a Ucrânia de executar um bombardeio em larga escala com drones, que atingiram um bloco de apartamentos de luxo em Kazan, a quase 1.000 quilômetros da fronteira.Vídeos divulgados nas redes sociais russas mostram o impacto dos drones contra um edifício. Nenhuma vítima foi relatada no ataque.

AFP

EUA anunciam quase US$ 1 bilhão para dar mais armas à Ucrânia

Os Estados Unidos fornecerão US$ 988 milhões a mais em armas no longo prazo para a Ucrânia, disse o secretário de Defesa, Lloyd Austin, neste sábado, 7, enquanto a administração Biden se apressa em gastar todo o dinheiro aprovado pelo Congresso que resta para reforçar Kiev antes que o presidente eleito Donald Trump assuma o cargo no próximo mês.

O pacote mais recente incluirá mais drones e munições para os Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade, ou HIMARS, que os EUA forneceram. Embora essas armas sejam criticamente necessárias agora, elas serão financiadas por meio da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que paga por sistemas de longo prazo a serem contratados.

Os sistemas de armas comprados são frequentemente destinados a apoiar as capacidades militares futuras da Ucrânia, não fazendo uma diferença imediata no campo de batalha. O pacote de quase US$ 1 bilhão soma-se a outra assistência militar dos EUA, de US$ 725 milhões, anunciados na segunda-feira, 2.

A Ucrânia está enfrentando um ataque intensificado pela Rússia, que agora está usando milhares de soldados norte-coreanos para aumentar sua luta para retomar a região de Kursk. Moscou também lançou um míssil balístico de alcance intermediário e regularmente ataca a infraestrutura civil de Kiev.

Com dúvidas sobre se Trump manterá o apoio militar à Ucrânia, a administração Biden tem tentado gastar cada dólar restante de um grande projeto de lei de ajuda externa aprovado no início deste ano para colocar a Ucrânia na posição mais forte possível.

“Esta administração fez sua escolha. A próxima administração deve fazer sua própria escolha,” disse Austin em um encontro anual de oficiais de segurança nacional, empresas de defesa e legisladores na Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia.

Estadão Conteúdo

Equipe de Trump já quer começar a trabalhar em ‘acordo’ sobre a Ucrânia

A equipe do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a trabalhar com o governo de Joe Biden para chegar a um “acordo” entre a Ucrânia e a Rússia, disse, neste domingo (24), Mike Waltz, futuro assessor de segurança da Casa Branca.

Desde a eleição de Trump, em 5 de novembro, os europeus temem que os Estados Unidos possam vir a pressionar por um acordo em detrimento da Ucrânia.  O presidente eleito, que assumirá o cargo em 20 de janeiro, já escolheu a maior parte do seu gabinete, ainda sujeito à aprovação do Senado.

“O presidente Trump tem sido muito claro sobre a necessidade de pôr fim a este conflito. O que temos que discutir é quem vai estar ao redor da mesa, se é um acordo, um armistício, como conseguir que ambas as partes se sintam ao redor da mesa e qual será o marco para um acordo”, disse à Fox News Waltz, nomeado para a carga estratégica de assessor de segurança nacional da Casa Branca.

“Vamos trabalhar nisso com esta administração até janeiro e seguiremos depois”, afirmou à emissora favorita dos conservadores. Nossos oponentes, que acham que esta é uma oportunidade para confrontar uma administração com a outra, se enganam”, afirmou, ao mesmo tempo em que insistiu na “preocupação” da equipe de Trump com a atual “escalada” do conflito.

O círculo próximo do presidente eleito criticou duramente a decisão de Biden de permitir que a Ucrânia atacasse o território russo com mísseis de longo alcance de fabricação americana. Durante sua campanha, Trump mostrou cético sobre os bilhões de dólares que o governo Biden destinou à Ucrânia desde o início da invasão russa, em 2022.

O republicano prometeu em reiteradas graças pôr fim rapidamente à guerra, sem especificar como. Quanto ao Oriente Médio, seu futuro avaliador de segurança nacional também defendeu um “acordo” que “realmente traga estabilidade”. Com Marco Rubio à frente da diplomacia, Waltz formará uma dupla de falcões, afirmam analistas.

Trump apresentou Waltz, ex-oficial das forças especiais, como um “especialista nas ameaças que representam China, Rússia, Irã e o terrorismo mundial”.

AFP

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