Fim das cédulas? Congresso avança com proposta para limitar uso de dinheiro

O uso de dinheiro em espécie entrou no centro do debate no Congresso Nacional. Um projeto de lei em tramitação quer impor limites para transações de alto valor, com o objetivo de dificultar práticas como corrupção e lavagem de dinheiro. A proposta aposta na rastreabilidade das operações financeiras, seguindo a lógica do “follow the money”, para permitir um controle maior sobre a circulação de recursos.

O texto, de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR), não estabelece valores fixos. A ideia é transferir essa responsabilidade ao Conselho Monetário Nacional (CMN), com participação do Banco Central e do Coaf, que ficariam encarregados de definir os tetos e condições para uso do dinheiro em espécie. A regra valeria para qualquer cliente de instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central.

Segundo Arns, o relatório foi construído após diálogo com órgãos como Banco Central, Coaf e Ministério da Fazenda, o que levou à mudança no modelo inicial da proposta.

Dinheiro não será proibido – O projeto não prevê o fim do dinheiro físico, mas propõe limites e condições para sua utilização. De acordo com o autor, a medida acompanha práticas já adotadas em países desenvolvidos e se adapta ao cenário atual, marcado pela predominância de transações digitais. Ele também argumenta que a proposta não fere a legislação que garante o curso legal da moeda nacional.

Proibição em imóveis avança na CCJ – Paralelamente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já aprovou um texto que vai além: a proibição do uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias. A proposta altera a Lei de Lavagem de Dinheiro e determina que o CMN defina limites e regras para pagamentos em espécie, incluindo cheques e boletos. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação no plenário do Senado.

Penalidades e combate à lavagem de dinheiro – O projeto também prevê punições para quem descumprir as regras, incluindo apreensão e até confisco de valores, respeitando o direito de defesa. A iniciativa foi inspirada em medidas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro e conta com apoio de parlamentares que defendem a redução do uso de grandes quantias em espécie como forma de coibir irregularidades.

A Tarde

Projeto propõe criação do Dia Municipal do Piseiro em Petrolina

A Câmara Municipal de Petrolina deve receber na sessão desta quarta-feira (8) o Projeto de Lei nº 0116/2025, de autoria do vereador Gilmar Santos, que propõe a criação do Dia Municipal do Piseiro.

O Piseiro é um estilo musical genuinamente nordestino que conquistou o Brasil nos últimos anos, com destaque para artistas como João Gomes, natural de Serrita (PE), além de nomes como Vitor Fernandes e Tarcísio do Acordeon. Misturando elementos do forró, arrocha e música eletrônica, o ritmo se tornou símbolo da nova geração musical do Nordeste, celebrando as raízes populares e o jeito irreverente do povo sertanejo.

A proposta apresentada por Gilmar dos Santos visa reconhecer oficialmente a importância cultural e artística do Piseiro, valorizando os artistas locais e a identidade nordestina que o ritmo representa.

Apesar de não constar ainda na pauta a justificativa do projeto, a expectativa é que, uma vez aprovado, o Dia Municipal do Piseiro passe a integrar o calendário oficial de eventos de Petrolina, abrindo espaço para celebrações, festivais e ações culturais voltadas à música e à juventude sertaneja.

Campeonato Pernambucano tem três propostas e formato segue indefinido

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) reuniu, nesta sexta-feira (25), representantes de clubes de todas as divisões do Estadual para discutir a possível unificação das Séries A2 e A3 do Campeonato Pernambucano, mudança estrutural importante no formato da competição a possível unificação das Séries A2 e A3 do Campeonato Pernambucano. Uma decisão, debatida entre as equipes, ainda não aconteceu, dependendo de aprovação unânime por parte dos clubes envolvidos.

A votação está prevista para ser encerrada na próxima segunda-feira (28), após um período adicional solicitado por alguns times para avaliar melhor os cenários apresentados. No modelo proposto pela FPF, as quatro equipes melhores ranqueadas no estado: Sport, Náutico, Santa Cruz e Retrô seriam separadas e todas as demais equipes disputariam a primeira parte da competição.

Em contato com o Diario de Pernambuco, o presidente da FPF, Evandro Carvalho, explicou as diferentes alternativas colocadas à mesa. Segundo ele, a Federação tem buscado uma solução conjunta para reformular as divisões inferiores do futebol estadual, dando mais competitividade e organização às competições de acesso. Equipes como Retrô, Sport, Santa Cruz e Decisão solicitaram um prazo maior para avaliação.

“A Federação desenvolveu um projeto de unificação dos clubes. O América, encabeçando, junto com o Vera Cruz, o Íbis e o Náutico, apresentaram uma proposta de unificar a Série A2 e a A3 neste ano, não com a A1, como foi proposto pela Federação, para disputar uma única competição, chamada de Série Especial. Isso foi sugerido no ano passado, e os clubes, neste ano, estudaram e trouxeram propostas.”

A proposta liderada pelo América-PE prevê a unificação imediata das Séries A2 e A3, já a partir dos meses de setembro, outubro e novembro deste ano. Pelo modelo, seriam promovidos cinco clubes à elite estadual em 2025, formando uma primeira divisão com 12 equipes, divididas em dois grupos de seis.

“Então, o América apresentou a proposta de unificar a Série A2 e a A3 já neste ano, nos meses de setembro, outubro e novembro. Dessa unificação, subiriam cinco clubes, para se juntar aos sete da A1, somando 12 clubes, divididos em dois grupos de seis. O Vera Cruz e o Íbis apresentaram outra proposta: unificar a Série A2 e a A3, mas subir apenas três clubes, e não cinco. Aí você teria dez clubes, com dois grupos de cinco, mantendo o mesmo formato de disputa”, explicou o presidente da FPF.

“Outros clubes apresentaram a proposta de unificar a Série A2 e a A3 apenas no próximo ano. Este ano jogaria apenas a Série A2, com acesso de apenas um clube; no próximo ano, jogariam A2 e A3, com acesso de dois; e, em 2027, unificaria todo mundo”, completou. Segundo Evandro Carvalho, a votação ainda está aberta. A decisão só será tomada após o prazo extra concedido para análise interna entre os clubes. O Maguary foi o único clube, até agora, que prevê a unificação somente a partir do próximo ano e, posteriormente, a junção de todas as divisões entre 2026 e 2028.

“Isso ainda está sendo votado. Tivemos reunião hoje, e a votação se encerra na segunda-feira, porque alguns clubes pediram prazo para refletir sobre qual das três formas irão votar. A informação de que a proposta foi rejeitada está errada. O Maguary foi o único que votou pela fórmula de, neste ano, jogar somente a Série A2; no próximo, unificar a Série A2 e A3; e, no ano seguinte, que seria 2026, 2027 e 2028, unificar tudo.” A expectativa é de que até a próxima segunda-feira o impasse seja resolvido e o modelo final da competição estadual para os próximos anos seja definido.

“Um grupo de clubes pediu para oficializar o voto apenas na segunda-feira, com prazo de 24 horas, pois querem conversar entre eles. Atualmente, há três propostas na mesa. Entre os clubes que pediram para esperar estão: Retrô, Sport, Santa Cruz, Decisão, que eu me lembre… e a proposta do América, de unificar tudo ainda este ano, continua em aberto”, detalhou.

Por fim, o presidente reforçou que a Federação propôs a unificação das divisões, deixando aos clubes a autonomia para definir o formato final da reestruturação.”A proposta da Federação era unificar, e os clubes definiriam como. O América apresentou a proposta de unificar todo mundo: Série A2 e A3, já agora, em agosto, com acesso de cinco clubes. Outros clubes propuseram unificar Série A2 e A3 ainda neste ano, entre setembro e novembro, mas com apenas três acessos. E o Maguary propôs unificar só no próximo ano, jogar este ano apenas a Série A2, com acesso de apenas um clube”, finalizou Evandro Carvalho.

Diario de Pernambuco

Editorial: Proposta de Alcolumbre para limitar ações de partidos no STF fortalece o Congresso e a vontade popular

Nós entendemos que a proposta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de restringir quais partidos podem acionar o Supremo Tribunal Federal para questionar leis aprovadas pelo Congresso é não apenas legítima, mas também necessária. O Brasil vive hoje um cenário de intensa judicialização da política, onde qualquer partido, mesmo com representação mínima, consegue travar no STF decisões que foram amplamente debatidas e aprovadas pelo Legislativo, que é a casa do povo.

É claro que o controle de constitucionalidade é fundamental para proteger a democracia e impedir abusos. Mas o que temos visto é o uso excessivo e, muitas vezes, estratégico de ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) por partidos nanicos, que não conseguem aprovar suas pautas no voto e tentam barrar no tapetão do Judiciário o que foi decidido pela maioria dos representantes eleitos. Isso desequilibra o jogo político e afronta o princípio da soberania popular.

A proposta de exigir um piso mínimo de representação, como ter ao menos 15 deputados ou um percentual relevante no Congresso para ter legitimidade ativa no STF, faz todo sentido. Não se trata de calar partidos pequenos, mas sim de garantir que o Supremo seja acionado para discutir grandes temas nacionais por partidos que realmente representam parcelas expressivas do eleitorado e do Parlamento.

É uma forma de respeitar a vontade popular expressa nas urnas, fortalecer o Congresso Nacional e diminuir o ativismo judicial, que tantas vezes paralisa o país. Por isso, apoiamos a iniciativa e esperamos que ela avance no Senado, trazendo mais responsabilidade e equilíbrio para as relações entre Legislativo, Judiciário e os partidos políticos.

Waldiney Passos

Escala 7×0? Congresso prepara mudança que deve impactar trabalhador

Diante da discussão do fim da jornada de seis dias de trabalho e um de folga, o Senado Federal pode ampliar a carga horária do trabalhador brasileiro com a chamada escala 7 x 0. O alerta foi feito pelo deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) nas redes sociais, na sexta-feira (27).

Segundo Boulos, o Senado se articula para votar três projetos que derrubam a Portaria MTE 3.665/2023, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garante folga aos trabalhadores aos sábados e domingos. O parlamentar, cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República nas próximas semanas, ainda fez críticas ao movimento iniciado por setores do Congresso.

“A resposta da direita e do centrão à nossa luta pela redução da jornada de trabalho é a mais absurda possível. Eles querem substituir a escala 6×1 pela escala 7×0, legalizar o trabalho sem folga e acabar com o único dia que milhões de trabalhadores ainda têm para viver além do trabalho”, escreveu Boulos no X, antigo Twitter.

“O descanso semanal não é um luxo, é um direito conquistado com muita luta. É o mínimo necessário para cuidar da saúde, estar com a família, recarregar o corpo e a mente. E ainda é insuficiente”, completou o deputado federal do Psol.

Fim da escala 6 x 1
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 8/25, de autoria da deputada federal Erika Hilton (Psol), prevê o fim da escala de trabalho 6 x 1, com a adoção de quatro dias de jornada e três de folga. O texto já ultrapassou as 171 assinaturas necessárias para tramitar na Câmara Federal, mas não possui previsão de apreciação até o momento.

A Tarde

Ucrânia apoia proposta dos EUA para cessar-fogo na guerra com a Rússia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comunicou que Kiev aceita “negociações imediatas” com a Rússia. “A Ucrânia manifestou a sua prontidão para aceitar a proposta dos EUA de promulgar um cessar-fogo imediato e provisório de 30 dias, que pode ser prorrogado por acordo mútuo entre as partes e que está sujeito à aceitação e implementação simultânea pela Federação Russa”, diz o comunicado divulgado pelo governo americano.

O acordo foi firmado em meio às negociações entre os EUA e a Ucrânia na Arábia Saudita. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que os EUA devem convencer a Rússia a aceitar o cessar-fogo de 30 dias proposto nas conversações entre as delegações ucranianas e norte-americanas. “A Ucrânia encara a trégua proposta de forma positiva”, declarou Zelensky.

O chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Andrii Yermak, considera que este acordo de cessar-fogo vai mostrar se a Rússia quer paz ou não. Yermak também revelou que foram discutidas várias opções de garantias de segurança com os EUA. “Uma vez mais, demonstramos que queremos paz”, acrescentou

Diario de Pernambuco

Comissão da Câmara adia análise de proposta que limita decisões individuais no STF

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara adiou a votação da chamada “PEC das Decisões Monocráticas”, que estava pautada para esta terça-feira (27), após pedido de vista da base governista. A PEC já foi aprovada pelo Senado no ano passado, mas estava parada da Câmara até o embate com o Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve as emendas parlamentares.

A proposta é uma demanda antiga de parlamentares bolsonaristas, que queriam limitar o poder de alcance do Judiciário. Para esta PEC, o líder da oposição na Câmara, o deputado Filipe Barros (PL-PR), já foi designado relator do texto. Também estão pautadas para esta terça um pacote de outras três medidas que podem restringir a atuação dos ministros do STF. O fato de os projetos serem votados na CCJ, entretanto, não implica na possibilidade de haver votação sobre os temas no plenário da Casa. A CCJ é presidida pela deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC).

Uma das Propostas de Emenda à Constituição que está prevista é a que dá aos congressistas o poder de suspender decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O texto, que estava parado desde o ano passado, havia sido enviado à CCJ pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após o ministro Flávio Dino, do STF, suspender a execução de recursos via emendas.

Entre parlamentares, comenta-se que as chances de Lira colocar esta iniciativa à frente, depois do acordo alinhavado, é “remota”. O texto prevê que o Congresso possa suspender decisões da Corte quando considerarem “que exorbita do adequado exercício da função jurisdicional e inova o ordenamento jurídico como norma geral e abstrata”.

Completam o pacote apresentado pela CCJ dois projetos de lei com o mesmo objetivo: tipificar como crime de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal possível “usurpação de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo”.

O ministro do STF Flávio Dino afirmou na quarta-feira passada que o acordo fechado entre os três Poderes sobre emendas traz “balizas” para serem seguidas, mas ressaltou que ele ainda dará uma nova decisão no caso e que, no fim, haverá um julgamento no plenário da Corte.

Dino, que é o relator de um conjunto de ações envolvendo emendas, afirmou que analisará o caso novamente após o prazo de 10 dias para o Executivo e o Legislativo definirem alguns pontos. Depois disso, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Procurador-Geral da República (PGR) poderão se manifestar, antes do julgamento.

Agência O Globo

Propostas de anistia ao 8 de janeiro e a Bolsonaro recebem apoio público de 24 membros da CCJ

Ao menos 24 integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, entre eles 14 titulares, fizeram publicações nas redes sociais defendendo a anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de Janeiro ou a políticos declarados inelegíveis por crimes eleitorais.

Além do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, a pauta tem a simpatia pública de deputados do Republicanos, do Podemos e do União Brasil no colegiado onde tramitam esses projetos hoje na Câmara. O levantamento, realizado pela empresa de análise digital de cenários e reputação de marcas Codecs a pedido do Estadão, abrange todos os parlamentares indicados como titulares ou suplentes para as 132 cadeiras da CCJ no total este ano. Seis deles não eram conhecidos até esta sexta-feira, 8, e ficaram de fora.

Dados mostram ainda que outros 24 parlamentares criticaram publicamente as propostas, todos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O restante dos deputados, configurando a maioria, silenciou sobre o assunto em suas contas de Facebook, Instagram, TikTok e X, antigo Twitter. Apesar de o grupo contrário ter feito quase dez vezes mais publicações, 1.337 contra 135 conteúdos nas redes, o engajamento é consideravelmente maior pelo lado de quem defende anistiar manifestantes e políticos. Das 20 publicações com mais interações (curtidas, comentários e compartilhamentos), 16 foram do grupo favorável aos projetos.

Ao todo, seis projetos de lei que tratam da anistia aos envolvidos no 8 de janeiro estão tramitando conjuntamente na CCJ da Câmara. Até esta semana, eles estavam sob relatoria da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que apresentou parecer contrário à constitucionalidade da matéria. O presidente da CCJ no ano passado, deputado Rui Falcão (PT-SP), no entanto, preferiu não arriscar uma derrota e adiou a entrada na pauta.

Em conversa com o Estadão na semana passada, a deputada havia manifestado preocupação em perder a relatoria dos projetos caso o comando da CCJ passasse para as mãos de um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O próprio PSOL, no entanto, retirou dela a possibilidade de continuar na função ao deixar a deputada ausente da nova composição este ano. Cabe agora à nova presidente da CCJ, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), delegar a responsabilidade a outro colega e decidir quando o assunto deve ser analisado.

Caroline de Toni, aliada de Bolsonaro, afirmou ao site UOL, nesta sexta-feira, 8, que poderia pautar o projeto de anistia do 8 de Janeiro quando for conveniente. “Não teria problema nenhum de pautar, porque entendo que houve excessos e que eles só podem ser corrigidos pelo Congresso Nacional, que pode exercer um papel de contrapeso”. Ela indicou não saber se há votos suficientes para aprovar a matéria neste momento e destacou que a decisão da CCJ não é conclusiva, pois o projeto precisa ir a plenário.

Também está na CCJ, aguardando relator, um projeto de lei apresentado pelo deputado Sanderson (PL-RS), com coautoria da própria deputada, que tenta anistiar todos os condenados por ilícitos cíveis eleitorais ou declarados inelegíveis entre outubro de 2016 e a data em que a lei vier a entrar em vigor. A medida beneficiaria diretamente Bolsonaro, que está impedido de disputar eleições por oito anos por conta de uma reunião com embaixadores antes do pleito de 2022 em que atacou o sistema eleitoral brasileiro.

O apelo na pauta de anistia é, naturalmente, maior no PL, que no momento ocupa 13 cadeiras na CCJ. Destes, 10 titulares manifestaram apoio aos projetos, além de nove suplentes. A campeã de publicações é a deputada Júlia Zanatta (PL-SC). “Quantas crianças mais crescerão órfãs de mães vivas, presas por motivação política? Assim como nosso presidente Bolsonaro, defendo anistia já. Tenha certeza de que haverá muita luta na Câmara para amenizar tamanho sofrimento causado a essas famílias”, declara em um de seus posts.

Outros três deputados favoráveis são do Republicanos, partido que ocupa ministérios e outros cargos no governo Lula, mas se declara independente. Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), inclusive, é autor de um dos projetos na CCJ. Ele quer anistiar todos os participantes, organizadores e incentivadores de manifestações políticas após o segundo turno das eleições presidenciais, exceto no caso de crimes contra a vida e depredação de patrimônio, por exemplo. Em um dos posts, diz que “muitos patriotas se viram confundidos com criminosos enquanto lutavam por seus ideais de esperança e justiça”.

Além deles, o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) fez um post conjunto com outros parlamentares defendendo a aprovação de um Projeto de Lei da anistia como “instrumento político” para corrigir uma suposta “falha histórica do Judiciário”. O União Brasil, outro que indicou ministros na Esplanada, tem no deputado Nicoletti (União-RR) um defensor da anistia a Bolsonaro. “Foi injusta a decisão”, opinou o parlamentar em vídeo no Instagram, sobre o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ambos são titulares na nova configuração da CCJ da Câmara.

Pelo lado de quem critica as propostas de anistia, a maior mobilização parte de membros do PT. A federação, composta ainda por PV e PCdoB, ocupa 10 cadeiras na CCJ. O grupo ganha o reforço de membros do PSOL, Rede, Solidariedade e PSB. A mobilização, grande parte com o mote “Sem anistia”, se deu principalmente em momentos-chave do noticiário, como a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, o “aniversário” do atentado de Brasília e fatos relacionados a Bolsonaro.

A CCJ é considerada a comissão mais importante da Câmara, porque tem a responsabilidade de analisar a validade jurídica de todas as propostas. Ela também decide a admissibilidade das propostas de emenda à Constituição. A distribuição de cadeiras leva em conta o tamanho das bancadas no Legislativo e o cargo de presidente, que controla o ritmo das votações e determina os relatores na comissão, prevê votação entre os membros, mas costuma ser decidido por acordo.

A oposição, que envolve PL, PSDB, Cidadania, Podemos, PRD e Novo, tem 19 titulares hoje na CCJ. Já o núcleo duro do governo, com PT, PSOL, Rede, PSB, PDT, PCdoB, PV, Avante e Solidariedade, tem 18 vagas. O restante está distribuído entre partidos que ocupam cargos em ministérios e, em tese, fazem parte da base aliada do governo (MDB, PSD, União Brasil, Progressistas e Republicanos). Há neles, no entanto, parlamentares que criticam abertamente o Planalto, o que coloca em dúvida o nível de fidelidade.

Segundo parlamentares consultados, a aprovação de um projeto de anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro é considerada improvável. O assunto ganhou fôlego com a manifestação na Avenida Paulista, realizada no dia 25, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro fez um apelo ao Congresso. Oposicionistas apontam que não há interesse neste momento no comando da Câmara e do Senado em dar prosseguimento.

A proposta precisa passar, além da CCJ, por outras comissões na Câmara e ser levada a plenário tanto na Câmara quanto no Senado. Mesmo se houver aprovação, também não se imagina que Lula sancione uma legislação do tipo, o que exigiria ainda a derrubada do veto. O andamento da pauta deve entrar em negociação nas disputas pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no comando das duas Casas, em 2025, mas há também quem acredite que o tema só prosperaria sob outro governo.

Do lado governista, parlamentares rebatem dizendo que nunca foi tão custoso colocar a digital nesse tipo de projeto em um momento em que a Polícia Federal fecha o cerco a Bolsonaro em uma investigação sobre uma suposta trama golpista antes e depois da eleição presidencial passada. Seu ajudante de ordens, Mauro Cid, fechou acordo de delação premiada e declarou que o ex-presidente editou uma “minuta de golpe” que previa a prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes e a convocação de um novo pleito.

Estadão

Pacheco apresenta medidas para financiar piso dos enfermeiros

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu nesta segunda-feira (19) a aprovação de quatro projetos de lei como forma de viabilizar o pagamento do piso salarial dos enfermeiros. O tema foi debatido durante reunião de líderes virtual.

O piso de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras está previsto na Lei 14.434, sancionada em agosto. Neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a aplicação da norma por 60 dias. O prazo deve ser usado para que entes públicos e privados da área da saúde esclareçam o impacto financeiro, os riscos para a empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços.

Os quatro projetos de lei defendidos por Pacheco são os seguintes:

  • PLP 44/2022: o projeto de lei complementar do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) permite que estados e municípios possam realocar recursos originalmente recebidos para o combate da covid-19 para outros programas na área da saúde. A matéria aguarda distribuição para as comissões permanentes do Senado.
  • PL 798/2021: o projeto de lei do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) reabre por 120 dias o prazo de adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT). Conhecido como programa de repatriação de recursos, o regime foi criado em 2016 e, até o ano seguinte, trouxe de volta ao Brasil cerca de R$ 179 bilhões. O texto aguarda parecer do relator, o senador licenciado Renan Calheiros (MDB-AL).
  • PL 458/2021. de autoria do senador Roberto Rocha (PTB-MA), o projeto cria o Regime Especial de Atualização Patrimonial (Reap). O objetivo é permitir a atualização de valores e a correção de dados de bens móveis e imóveis de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no Brasil, com a consequente aplicação de alíquota especial do Imposto de Renda sobre o acréscimo patrimonial e a exclusão de penalidades decorrentes da omissão objeto de correção. A matéria foi aprovada pelos senadores e aguarda votação na Câmara dos Deputados.
  •  PL 1.417/2021: do senador Luis Carlos Heinze, a proposta prevê o pagamento de um auxílio financeiro pela União para as santas casas e hospitais filantrópicos sem fins lucrativos. O benefício é estimado em R$ 3,34 bilhões. O texto foi aprovado pelos senadores e encaminhado à análise dos deputados.
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Fernando de Noronha: União e Pernambuco vão discutir proposta de autocomposição

Foi realizada hoje (9), no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), audiência de conciliação no âmbito da Ação Cível Originária (ACO) 3568, em que a União pede que seja reconhecida sua titularidade sobre o Arquipélago de Fernando de Noronha e que o Estado de Pernambuco observe todas as cláusulas do contrato de cessão de uso em condições especiais da área. Proposta a conciliação, as partes retomaram as tratativas e concordaram em realizar reuniões internas para definir obrigações e questões ambientais envolvidas na demanda, com o objetivo de apresentar uma proposta de autocomposição. Nova audiência foi marcada para o dia 8/11, às 15h, para continuidade dos trabalhos.

Na ação, a AGU sustenta que o governo de Pernambuco não estaria cumprindo o contrato firmado em 2002. Entre outros aspectos, aponta autorizações indevidas para edificações na faixa de praia e permissões de uso sem o aval da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), permitindo o crescimento irregular da rede hoteleira. Também não estaria sendo cumprida a obrigação de prestação anual de contas das atividades desenvolvidas no arquipélago e os pagamentos mensais à União. A AGU também alega que o governo estadual estaria embaraçando a atuação da SPU e do Ibama na gestão da área.

A audiência foi conduzida pelos juízes Caroline dos Santos Lima (instrutora) e Paulo Cesar Batista dos Santos (auxiliar), do gabinete do ministro Lewandowski. A advogada da União Andrea de Quadros Dantas Echeverria e o secretário-adjunto do Contencioso da AGU Adriano Martins de Paiva representaram a União, enquanto o Estado de Pernambuco foi representado pelo procurador-geral do estado, Ernani Varjal Medicis Pinto, pela procuradora-geral adjunta Giovana Ferreira e pelo procurador do estado Sérgio Augusto Santana Silva.

Lula critica projeto que reduz preço dos combustíveis

O ex-presidente e pré-candidato ao Planalto pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta 5ª feira (9.jun.2022) que a “crise no preço dos combustíveis não se resolve atacando direitos dos que mais precisam”. O petista criticou o projeto apresentado mais cedo no Senado que propõe limitar a alíquota do ICMS sobre combustíveis.

“Com o pretexto de resolver os preços dos combustíveis, apresentam uma imposição de redução de recursos para saúde e educação nos Estados e municípios”, declarou Lula sobre o PLP (Projeto de Lei Complementar) 18/22, de relatoria do senador Fernando Bezerra Coelho.

Lula recomendou ainda a leitura de uma nota técnica redigida pela bancada do PT no Senado. Segundo o comunicado, a redução do imposto pago a Estados e municípios prejudicaria setores como saúde e educação.

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Remanso: Professores encerram greve e vão discutir proposta de Marcos Palmeira

Os professores de Remanso, representados pela APLB Sindicato, reuniram-se durante toda a tarde desta quarta-feira (16/03) com os representantes da Prefeitura de Remanso, ouviram a apresentação elaborada pelo Secretário de Finanças Fábio Pimentel e após 9 dias de paralisação concordaram em voltar às aulas e apresentar uma contra proposta até o dia 10 de abril.

A proposta apresentada pelo Prefeito Marcos Palmeira (PC do B), garante o piso nacional de 3.845,34 reais para todo professor e 10,06% de aumento linear para todos os outros que já recebem acima do piso.

A proposta, lastreada no estudo apresentado, “apesar de impactar a folha será cumprida”, garante o Prefeito.

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Vereador petrolinense quer tornar salões de beleza, barbearias, clubes, bares, restaurantes e similares como “serviços essenciais”

Vereador Wenderson Batista (DEM)

A reclamação é geral. Religiosos, empresários e funcionários dos mais variados segmentos do comércio local não têm escondido a insatisfação com o fechamento de seus estabelecimentos devido ao “toque de recolher”, decretado pelo Governo do Estado, restrições que seguem até o dia 17 de março, das 20h às 5h, durante a semana, para evitar a propagação da covid-19 em todo o Estado. Aos sábados e domingos, estão fechados clubes sociais, praias e parques.

A primeira reação questionando o Decreto do Governo do Estado, partiu de pessoas e políticos ligados às Igrejas, eles defendem a inclusão das atividades religiosas como serviço essencial.

Seguindo a mesma linha da raciocínio, o vereador de Petrolina, Wenderson Batista (Pé-de-Galo), decidiu abraçar a causa e pretende apresentar, na sessão desta terça-feira (9), Projeto de Lei que torna bares, restaurantes e similares como serviços essenciais. A proposta é polêmica, pois vai ao encontro ao Decreto Estadual, mas o edil garante estar conversando e convencendo os demais pares no sentido de acatar a matéria.

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Correios rejeitam proposta do Tribunal Superior do Trabalho, e greve dos funcionários continua

(Foto: Arquivo)

Os Correios rejeitaram a proposta de conciliação com os trabalhadores, apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), na noite desta quinta-feira (27). Mesmo com a categoria não solicitando mais o aumento salarial, nem dos benefícios, a direção da estatal se negou a manter o atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) por mais um ano. Assim, a greve, que começou no dia 17 de agosto, continua.

A proposta inicial de acordo apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), segundo os trabalhadores, retira 70 cláusulas do atual ACT, acabando com os 30% do adicional de
risco; auxílio creche/babá; 70% sobre férias; indenização por morte e auxílio para lhos com necessidades especiais; pagamento de horas extras, e entre outros direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados. A estatal também propôs equiparar os direitos dos trabalhadores com os da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Os funcionários protestam também contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de medidas para proteger os empregados da pandemia do novo coronavírus. O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (SINTECT-PE), que representa a categoria no Estado, informou que enquanto um acordo não for firmado, a paralisação vai continuar.

Na negociação de ontem a noite, a vice-presidência do TST enviou a proposta dos trabalhadores à ECT, que a rejeitou prontamente. Caso um acordo não seja consumado, o Tribunal deve julgar o impasse. “A vice-presidência do TST apresentou uma proposta, que seria a manutenção ACT por mais um ano, porém, sem reajustes econômicos; nem nos salários, nem em nossos benefícios. A ECT recusou a proposta”, informou o sindicato em comunicado.

Com informações do NE10

Senador quer adiar eleições municipais para dezembro por causa da Covid-19

(Foto: Internet)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da minoria no Senado, apresentou, na sexta-feira (15), uma Proposta de Emenda à Constituição que adia em dois meses as eleições municipais em decorrência das medidas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A proposta prevê que o pleito que elegerá prefeitos, vice-prefeitos e vereadores seja adiado para o dia 6 de dezembro deste ano -atualmente, está previsto para ocorrer no dia 4 de outubro.

Na PEC apresentada, ficam preservados o período dos respectivos mandatos, bem como a data da posse. A realização do segundo turno, nos municípios em que houver necessidade, ocorreria no dia 20 de dezembro deste ano.

A proposta também autoriza o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a promover a revisão do calendário eleitoral e a proceder aos ajustes na aplicação da legislação infraconstitucional.

No texto, o senador ressalta que, dependendo da evolução do coronavírus no país, será necessário estabelecer outras formas de realização da campanha eleitoral. ​

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