Marina Silva destaca avanços na COP30, mas reconhece progresso modesto

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou as conquistas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre desde o início do novembro em Belém, e reconheceu que ainda há desafios a serem superados. “Progredimos, ainda que modestamente”, avaliou a ministra em discurso na plenária de encerramento da COP30 neste sábado (22).

A ministra se emocionou e foi aplaudida de pé por cerca de dois minutos. “Mesmo que aquelas versões de nós mesmos nos dissessem que não fomos tão longe quanto imaginávamos e seria necessário reconhecer que há algo fundamental: ainda estamos aqui. E que sigamos persistindo no compromisso de empreender a jornada necessária para superar nossas diferenças e contradições no urgente enfrentamento da mudança do clima”, disse a ministra após convidar os presentes a voltarem para as versões de si mesmos na Rio 92.

Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Eco92, foi lançado o primeiro tratado para que os países cooperassem no enfrentamento do aquecimento global e crise climática. Nesta edição, a presidência brasileira da COP30 fechou um acordo climático de compromisso que aumenta o financiamento para as nações pobres que estão lidando com o aquecimento global, mas que omite qualquer menção aos combustíveis fósseis que o impulsiona.

“Em que pese ainda não ter sido possível o consenso para que esse fundamental chamado entrasse entre as decisões dessa COP, tenho certeza de que o apoio que recebeu de muitas partes da sociedade fortalece o compromisso da atual presidência”, disse a ministra. Marina destacou os avanços desta edição da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

“Demos um passo relevante no reconhecimento do papel dos povos indígenas, comunidades tradicionais e afrodescendentes. Transição justa ganhou corpo e voz na presença desses segmentos”, ressaltou.  Além disso, destacou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), “um mecanismo inovador que valoriza autoriza aqueles que conservam e mantém as florestas tropicais”, disse.

Outro avanço considerado pela ministra foi o texto do Mutirão Global, que segundo Marina Silva, abriu “uma porta importante para o avanço da adaptação com o compromisso dos países desenvolvidos de triplicar o financiamento até 2035”. “Cento e vinte e duas partes apresentaram suas contribuições nacionalmente determinadas com compromissos em reduzir emissões até 2035. Faltam outras partes, mas esses resultados são ganhos fundamentais para o multilateralismo climático”, ressaltou.

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) é o plano de ação climática que cada país envia à Organização das Nações Unidas (ONU), detalhando os compromissos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas. “Muito obrigada por visitarem a nossa casa, o coração do planeta. Talvez não tenhamos recebido como vocês merecem, mas recebemos da forma como nós achamos que é o nosso gesto de amor à humanidade e ao equilíbrio do planeta”, finalizou a ministra.

Agência Brasil

Mutirão “Velho Chico + Limpo” integra a programação da Travessia do Nego D’Água

Neste domingo, 14 de setembro, a partir das 8h30, Juazeiro será palco do mutirão de limpeza “Velho Chico + Limpo”, que faz parte da programação oficial da Travessia do Nego D’Água. A concentração dos voluntários será na Kaiakeria Arca Sport, e a ação abrangerá o trecho do rio entre a Croa e a Ponte Presidente Dutra.

O mutirão é uma realização do grupo Sereias do Rio, com apoio do Colégio da Polícia Militar Alfredo Viana, dos Guarda Vidas Anjos do Rio e da Prefeitura de Juazeiro, além da Marinha do Brasil, nadadores, mergulhadores e frequentadores do rio. A iniciativa vai além da limpeza: busca sensibilizar a população, promover a educação ambiental e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade com o Velho Chico.

A idealizadora do projeto, Alice Rocha, reforça o convite: “Nosso objetivo é unir esforços para cuidar do Velho Chico e inspirar toda a população a se engajar na preservação do rio. Cada garrafa recolhida, cada pedaço de lixo retirado é uma pequena grande vitória para o meio ambiente e para nossas futuras gerações.”

Convite aos voluntários: Todos podem participar! A recomendação é que os voluntários tragam roupas leves, protetor solar, chapéu e, se possível, luvas. É a oportunidade de unir forças em um mutirão que alia esporte, cidadania e consciência ambiental.

Serviço do evento:

• O que: Mutirão de limpeza do Rio São Francisco – “Velho Chico + Limpo”
• Quando: 14 de setembro, às 8h30
• Onde: Concentração na Kaiakeria Arca Sport
• Contato para informações: WhatsApp 79 99822-2717

1ª Travessia do Nego D’água

A Travessia do Nego D’água é uma prova de natação em águas abertas realizada no Rio São Francisco, em Juazeiro (BA), que une esporte, cultura e tradição ribeirinha. Inspirada na lenda do Nego D’água, personagem mítico descrito como um ser híbrido, meio homem e meio anfíbio, conhecido por assustar pescadores e proteger o Velho Chico, a travessia celebra o rio como fonte de vida e identidade cultural. Mais do que uma competição, o evento homenageia o guardião das águas, reforçando o respeito e a conexão da comunidade com a riqueza natural e simbólica do São Francisco.

Inscrições abertas

  • 1ª Travessia do Nego D’água
  • Data: 16 de novembro de 2025
  • Local: Orla de Juazeiro/BA – percurso da Capitania Fluvial de Juazeiro (CFJ) até a estátua do Nego D’água
  • Distância: 2 km
  • Público-alvo: Homens e mulheres, sem limite de idade
  • Valor da inscrição: R$ 100,00
  • Inscrições: Até 10 de novembro pelo link https://forms.gle/suww3HDmcuvYS5aL8

Ascom

Caminho Verde Brasil: R$ 30 bilhões para recuperar áreas degradadas

O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), visa restaurar milhões de hectares de áreas degradadas no país e promover práticas sustentáveis. O ponto de partida foi o segundo leilão Eco Invest Brasil, projeto que superou as expectativas e vai destinar cerca de R$ 30 bilhões para a primeira fase da ação.

Com esses recursos, o objetivo é recuperar 1,4 milhão de hectares de terras degradadas, convertendo-as em sistemas produtivos sustentáveis O Mapa está buscando outros meios para alcançar a meta do programa e restaurar até 40 milhões de hectares em 10 anos.

Segundo dados oficiais, cerca de 100 milhões de hectares utilizados pela agropecuária apresentam diferentes níveis de degradação. A proposta do governo é transformar essas áreas improdutivas em espaços novamente férteis e produtivos, reduzindo a pressão pela abertura de novas áreas e contribuindo para frear o desmatamento.

O consultor ambiental Charles Dayler destaca que a principal vantagem do programa está no aproveitamento inteligente de terras já utilizadas. “Pelo aspecto ambiental, a gente tira a pressão de abertura de novas áreas, ou seja, a gente reduz a pressão de desmatamento, porque sabemos que um dos principais motores de desmatamento é a abertura de florestas para áreas para produção, principalmente agropecuária”, afirma.

Dayler também sinaliza que a recuperação evita problemas de erosão, degradação do solo e impactos negativos sobre os recursos hídricos.  “O programa, ele é sim bem pensado porque abarca todos os pontos da cadeia, ele abarca bem o setor produtivo, que vai voltar a disponibilizar diárias, principalmente para pecuária. E se a gente for pensar sobre a ótica ambiental, evitamos a pressão de desmatamento em novas áreas”, completa.

O Caminho Verde Brasil busca restaurar ecossistemas, assim como criar um novo paradigma para o agronegócio brasileiro, integrando produtividade e responsabilidade socioambiental.

Brasil 61

CPRH promove consultas públicas para discutir estudo voltado ao Refúgio de Vida Silvestre Tatu-bola

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai realizar, entre os dias 2 a 4 de abril, consultas públicas no Sertão de Pernambuco. Os municípios de Petrolina e Lagoa Grande vão receber o evento, por fazerem parte da área de abrangência da unidade de conservação estadual.

O objetivo é discutir o estudo técnico sobre os conflitos socioambientais no Refúgio de Vida Silvestre Tatu-bola, buscando a construção de estratégias sustentáveis para garantir a preservação da fauna e flora local. O evento é aberto a órgãos ambientais, entidades públicas, organizações não governamentais, proprietários de terras, representantes do setor empresarial, comunidade acadêmica e a população em geral. O estudo técnico está disponível para consulta no site da CPRH.

Cronograma:
2 de abril (às 15h) – sede da Associação Comunitária dos Pequenos Agricultores de Baixa Alegre, zona rural de Petrolina.
3 de abril (às 9h) – quadra poliesportiva da Comunidade de Jutaí, zona rural de Lagoa Grande.
4 de abril ( às 9h) – quadra poliesportiva da Comunidade Açude Saco II, zona rural de Lagoa Grande, na divisa com Santa Maria da Boa Vista.

G1 Pettrolina

Queimadas: Marina Silva afirma que Brasil está enfrentando ‘terrorismo climático’

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou neste sábado (14), em São Carlos, no interior de São Paulo, que o Brasil vive um terrorismo climático, com pessoas usando as altas temperaturas e a baixa umidade para atear fogo ao país, prejudicando a saúde das pessoas, a biodiversidade e destruindo as florestas. “Há uma proibição em todo o território nacional do uso do fogo, mas existem aqueles que estão fazendo um verdadeiro terrorismo climático”, afirmou em entrevista a veículos de comunicação.

Ela ressaltou que é fundamental que todos os agentes públicos que já estão mobilizados continuem agindo, porque há uma intenção por trás dessas ações. Segundo a ministra, apenas dois estados não estão passando por seca. Ela defendeu pena mais rígida para quem comete esse tipo de crime. Atualmente a pena varia de um a quatro anos de prisão.

“Não é possível que diante de uma das maiores secas de toda a história do nosso continente e do país, e com a proibição existente, que as pessoas continuem colocando fogo. Isso causa grande mal à saúde pública, ao meio ambiente, aos nossos sistemas produtivos e só agrava o problema da mudança do clima. Quando você tem uma situação em que sabe que colocar fogo é como se estivesse acionando um barril ou um paiol de pólvora, isso é uma intenção criminosa”, disse.

Investigação 
Marina lembrou que 17 pessoas já foram presas e há 50 inquéritos abertos. Para a ministra, é provável que haja pessoas por trás incentivando os crimes, o que pode ser descoberto com investigações e trabalho de inteligência da Polícia Federal (PF). Ela comparou ainda os incêndios criminosos com a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023.

“Por isso é tão importante o trabalho da PF. É preciso continuar investigando com trabalho de inteligência combinado, porque é aí que vamos poder descobrir de onde vem essa motivação. Eu estou praticamente comparando o que está acontecendo ao dia 8 de janeiro. São pessoas atuando deliberadamente para criar o caos no Brasil, tocando fogo nas florestas e nas atividades produtivas das pessoas”.

A ministra ressaltou que o prejuízo em São Paulo já é de R$ 2 bilhões para os agricultores, principalmente os plantadores de cana-de-açúcar. Segundo ela, já são 900 mil hectares de áreas de agricultura e pecuária queimadas, 1,4 milhão de hectares em área de campo de pastagem e 1 milhão de hectares em áreas florestais.

“Uma floresta úmida não pega fogo, porque o fogo começa e a própria floresta consegue fazer com que se apague. Como já estamos vivendo os efeitos de mudança climática, provavelmente a floresta está perdendo umidade, como dizem os cientistas, e cerca de 32% dos incêndios estão sendo feitos intencionalmente para degradar a própria floresta”, analisou.

Agência Brasil

TRE-PE lança campanha de incentivo à eleição com responsabilidade ambiental

Com o slogan “Eleição Consciente, Futuro Sustentável”, a Assessoria de Gestão Socioambiental (AGS) do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) inicia, neste sábado (14), uma ação para sensibilizar candidatos, partidos políticos e coligações partidárias a realizarem uma campanha eleitoral alinhada às diretrizes da sustentabilidade. Os eleitores também são convidados a se juntarem à iniciativa fiscalizando e cobrando dos candidatos atitudes ambientalmente responsáveis.

Espalhar material de campanha nas ruas, como santinhos, adesivos e panfletos configura infração e polui o meio ambiente. Esses materiais, quando descartados inadequadamente, podem obstruir bueiros, contribuir para enchentes e causar a poluição de rios e mares.

De acordo com a assessora-chefe da AGS, Mariana Dardenne, a ideia é incentivar o uso de materiais de campanha sustentáveis, reutilizáveis e que, ao final do período eleitoral, as sobras sejam enviadas para associações e cooperativas de reciclagem. “A título de sugestão, o TRE-PE vai disponibilizar uma lista no site com nomes de diversas entidades que trabalham com materiais recicláveis para que os partidos e coligações possam destinar de forma correta todo o material de campanha que será descartado. Caso existam outras organizações fora da lista que recebam, o partido pode destinar para essas também”, explicou.

As sobras dos materiais de campanha podem ser levadas às associações, cooperativas ou empresas de recicláveis por candidato ou representante de partido político e coligações partidárias. De maneira geral, podem ser descartados panfletos, lonas, adesivos não utilizados, bandeiras com haste de madeira e faixas. Contudo, é importante entrar em contato com as associações e cooperativas para saber quais materiais podem ser recebidos.

Diário de Pernambuco

Caminhão é flagrado despejando dejetos de fossa séptica na caatinga em Juazeiro

No sábado (31), por volta das 7h, uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizava uma fiscalização de rotina próximo ao km 13 da BR 407, em Juazeiro (BA), quando avistou um automóvel desviando para uma estrada vicinal, aparentemente tentando evitar a fiscalização.

Ao seguir o veículo, os policiais se depararam com uma cena alarmante: um caminhão estava despejando dejetos de fossa séptica diretamente na vegetação da caatinga.

Ao questionar os presentes sobre o material que estava sendo descartado na área, o passageiro e responsável pela empresa inicialmente afirmou que se tratava de “detergente”. No entanto, o condutor do caminhão confirmou que o material despejado era, na verdade, dejetos provenientes de fossa séptica.

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Proprietários rurais de Araripina e Ouricuri podem solicitar apoio gratuito para restaurar áreas degradadas

Proprietários rurais de Araripina e Ouricuri, no Sertão de Pernambuco, que desejam recuperar áreas degradadas, podem obter apoio gratuito do Cepan – Rede de Conservação e Restauração da Chapada do Araripe. A instituição oferece mudas, sementes, assistência técnica e suporte na implantação de diversas técnicas visando a recuperação de áreas degradadas.

Para obter o benefício, o proprietário precisa ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR),  uma área livre de autuações e de disputas judiciais e ter o compromisso com a preservação contínua das áreas, garantindo sua proteção a longo prazo. Mais informações podem ser obtidas através do site do projeto, em contato com a analista de projetos, Adrielle Leal, pelo telefone (81) 98237-8598 ou pelo e-mail  [email protected] .

O processo de restauração vai utilizar diversas técnicas, como o plantio de mudas nativas florestais, semeadura direta (utilização de sementes para plantio), sistemas agroflorestais (SAFs) e a condução da regeneração natural, por meio do adensamento e enriquecimento da área.

Serão utilizadas sementes e mudas nativas, as mesmas predominantemente naturais na Caatinga. Elas serão prioritariamente adquiridas no próprio território, o que além de facilitar a adaptação, também gera renda para os produtores de mudas e sementes locais.

Os efeitos da degradação da Caatinga podem ser agravados pelo desmatamento que atinge a região, especialmente na área de proteção ambiental (APA) da Chapada do Araripe. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, essa área protegida apresenta os maiores índices de desmatamento entre 2021 e 2023 dentro do bioma Caatinga. Essa iniciativa integra o projeto Rede de Conservação e Restauração da Chapada do Araripe.

G1 Pertrolina

Projeto que permite irrigação em área de proteção recebe críticas

Organizações ligadas ao meio ambiente criticaram a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta semana, do Projeto de Lei 2.168/21, que permite a derrubada de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APPs) para obras de infraestrutura de irrigação e de bebedouros para animais, modificando o Código Florestal Brasileiro.

Aprovado na CCJ por 37 votos contra 13, o texto já passou pelas comissões de Meio Ambiente e de Agricultura. Agora, deve seguir para o plenário da Câmara. “A medida simboliza um retrocesso significativo na proteção ambiental no Brasil ao facilitar o desmatamento em APPs e, assim, colocar sob ameaça à segurança hídrica, alimentar e a biodiversidade do país. Além disso, aumenta a vulnerabilidade do país a eventos climáticos extremos, cada ano mais comuns”, afirmou, em nota, o Observatório do Código Florestal, que reúne 45 entidades ligadas à questão ambiental.

A nota pública afirma que o projeto prioriza interesses econômicos privados em detrimento do interesse público “de um bem comum vital – a água”. Para o Observatório, as APPs garantem a qualidade e a quantidade das águas que abastecem cidades e comunidades rurais, além da própria sustentabilidade da produção agropecuária e de reduzir os efeitos dos eventos climáticos extremos.

“Tais evidências são exaustivamente comprovadas pelos estudos científicos e análises técnicas da sociedade civil organizada”, acrescenta a nota. A manifestação dos ambientalistas argumenta que a aprovação do projeto ignora o desastre climático no Rio Grande do Sul (RS) – “que inclusive contou com aprovação de uma lei estadual similar à aprovada pela Câmara dos Deputados” – e a crise hídrica na região amazônica, “onde a redução do fluxo de água devido ao assoreamento dos rios tem comprometido o abastecimento de água para as populações”.

Agronegócio
A relatora do projeto na CCJ da Câmara, deputada Coronel Fernanda (PL), explicou na sessão que a medida é importante para o agronegócio, reduzindo a burocracia e facilitando a irrigação na produção de grãos e na hidratação dos animais.

“A irrigação é necessária para que o campo continue produzindo. Estamos vivendo momentos de alteração de estações e, em algumas regiões, ocorre a falta de chuva. Com esse projeto, vamos dar ao homem do campo, principalmente ao pequeno produtor, a possibilidade de guardar a água da chuva”, destacou a parlamentar.

Coronel Fernando acrescentou, em seu relatório, que o projeto expressa que as obras de infraestrutura em áreas de proteção devem respeitar os regulamentos sobre recursos hídricos. O projeto cita ainda que a mudança legislativa é importante para “garantir a segurança alimentar e segurança hídrica do Brasil”.

Agência Brasil

Univasf sedia 1º Congresso Internacional sobre Mudanças Climáticas e suas Consequências em Territórios Semiáridos

Para contribuir com a reflexão das populações sobre a convivência com a região semiárida do Brasil, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) realizará o 1º Congresso Internacional Sobre Mudanças Climáticas e Suas Consequências em Territórios Semiáridos (CIMCCTS).

O evento integra a programação dos 20 anos da Univasf e está sendo organizado por meio dos Programas de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial e em Extensão Rural.

O 1º CIMCCTS ocorrerá de 20 a 24 de agosto no Complexo Multieventos, localizado no Campus Juazeiro. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até a data do evento.

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Estudo vê chance de recuperação de meio milhão de hectares de caatinga

(Foto: Internet)

Um levantamento feito pela fundação holandesa IDH, com apoio do instituto de pesquisa WRI Brasil, mostra que há, pelo menos, meio milhão de hectares de caatinga com potencial de restauração.

Segundo o estudo, divulgado nesta terça-feira (23), em São Paulo, as áreas ficam no Cariri Ocidental, na Paraíba; no Sertão do Pajeú, em Pernambuco; e no Sertão do Apodi, no Rio Grande do Norte.

A pesquisa destaca que a vegetação nativa restaurada  poderá oferecer oportunidades econômicas sustentáveis, proporcionando renda e empregos para as populações locais. Entre outros benefícios, a restauração da mata local traria regulação hídrica, estabilização do solo e controle da erosão.

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Desafios no setor de viveiros comprometem meta do Brasil no acordo de Paris

O Brasil enfrenta obstáculos significativos no setor de viveiros de mudas nativas que ameaçam seu compromisso no Acordo de Paris.

Para cumprir a meta de reflorestar 12 milhões de hectares até 2030, o país precisa aumentar drasticamente sua produção de mudas, alcançando 5,4 bilhões delas nesse período. No entanto, atualmente, o mercado produz apenas cerca de 300 milhões de mudas por ano, muito aquém do necessário.

Rodrigo Ciriello, colíder da Força-Tarefa Silvicultura de Nativas da Coalizão Brasil, enfatiza a falta de linhas de crédito específicas como um dos principais desafios.

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Câmara aprova definição marco legal de hidrogênio verde

A Câmara dos Deputados aprovou esta semana a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, chamado de hidrogênio verde, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O texto aprovado pelos deputados, tinha voltado do Senado Federal com emendas. Agora, o Projeto de Lei 2308/23 seguirá para sanção presidencial para que possa virar lei.

A nova legislação estabelece diretrizes para a produção, transporte e uso do hidrogênio verde, e, ainda, institui uma certificação voluntária e incentivos federais tributários para indústria e para incentivar a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono no país.

O relator do texto na Câmara, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – SP), anunciou que Ministério de Minas e Energia (MME) concordou em enviar a cada seis meses um relatório sobre o uso do novo Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro), que suspenderá a incidência do PIS/Pasep e da Cofins, com a lei.

Até o momento, o Brasil possui mais de US$ 30 bilhões em projetos de hidrogênio anunciados dentro do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), do governo federal. O setor de geração elétrica lidera o número de projetos apresentados.

Repercussão
Em nota, o ministro do MME, Alexandre Silveira, destacou que a aprovação do marco legal do hidrogênio é um passo importante para a transição energética justa e inclusiva no Brasil. “Com esse novo instrumento, o Brasil terá mais segurança jurídica com previsibilidade para os investimentos em empreendimentos de hidrogênio, além de contribuir para a descarbonização da matriz energética brasileira.”

A aprovação do marco legal do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono repercutiu em diversos setores, sobretudo na indústria, que usa o chamado combustível do futuro, principalmente no refino do petróleo e na produção de fertilizantes.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou passo importante na corrida pela descarbonização, no Brasil. “Temos grande potencial de energias verdes para diminuir a pegada de carbono da indústria e para agregar valor à nossa manufatura”, afirma o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio (ABIHV), que reúne entidades e empresas do setor de hidrogênio verde, comemorou a aprovação pelo congresso Nacional. “O marco [legal] tem o poder de destravar os primeiros investimentos em H2V [hidrogênio verde]. É a pedra fundamental para os investimentos em grande escala na produção e no mercado de hidrogênio verde no Brasil”, avaliou a diretora executiva da ABIHV, Fernanda Delgado.

Entre os principais pontos do texto aprovado estão: definição do conceito do hidrogênio de baixa emissão de carbono, produzido a partir de fontes diversas. renováveis; aumento da quantidade de dióxido de carbono por quilograma de hidrogênio produzido a partir da fonte de energia utilizada para obter o hidrogênio igual a 7 kgCO2eq/kgH2; nova intensidade de emissão de gases do efeito estufa (GEE) deverá ser adotada até 31 de dezembro de 2030; instituição do Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro) por cinco anos, a partir de 1º de janeiro de 2025, com a suspensão da incidência do PIS/Pasep e da Cofins, inclusive na compra ou importação de máquinas, instrumentos e materiais de construção destinados a projetos de hidrogênio. O benefício poderá ser usado ainda para os bens alugados. concessão de crédito fiscal para produtores ou compradores de hidrogênio de baixo carbono no período de 1º de janeiro de 2028 a 31 de dezembro de 2032.

Hidrogênio verde
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o hidrogênio de baixa emissão de carbono (H2) é produzido por diferentes rotas com emissão nula ou reduzida de dióxido de carbono (CO₂).

A produção deste tipo de hidrogênio poderá gerar benefícios ambientais que podem contribuir para redução das emissões de carbono e para mudanças climáticas, para reduzir o ritmo do aquecimento global e suas consequências globais.

O hidrogênio verde é gerado a partir: da produção de biocombustíveis, como etanol, ou biomassas (resíduos agrícolas ou florestais);  de fontes renováveis (eólica, solar fotovoltaica e hidráulica); de energia nuclear; do sequestro e uso de carbono, pela retirada de gás carbônico (CO₂) da atmosfera para ser transformado em oxigênio (O₂).  da extração do solo, entre outros.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2031, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil tem potencial técnico para produzir 1,8 gigatonelada de hidrogênio por ano, sendo que aproximadamente 90% desse volume com uso de energias renováveis.

Agência Brasil

Na Semana do Meio Ambiente, Pernambuco lança programa de reflorestamento

Pernambuco celebra, a partir desta segunda-feira (3), a Semana do Meio Ambiente, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho). Com uma programação que inclui palestras, oficinas, trilhas, workshops, mesas-redondas, exposições, anúncios estratégicos e premiações, o Estado também está se comprometendo com o lançamento do Movimento Plantar Juntos – programa de reflorestamento de Pernambuco, que recebe um investimento de R$ 150 milhões para o plantio de 4 milhões de árvores até 2026.

“Para nós, Dia do Meio Ambiente é todo dia. A Semana de Meio Ambiente é um momento especial, quando concentramos uma programação voltada à educação ambiental e à sensibilização dessa causa”, afirma o diretor presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente, José de Anchieta dos Santos.

Programação do Meio Ambiente
O início da programação acontece na segunda-feira (3), com a oficina “Transformando Lixo em Dinheiro”, a partir das 9h, no Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Gurjaú, no município do Cabo de Santo Agostinho. No mesmo dia, ainda pela manhã, o Parque Estadual Dois Irmãos promove um circuito ambiental com alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Cândido Duarte, às 10h.

À tarde, a partir das 14h, haverá a cerimônia de entrega do prêmio Vasconcelos Sobrinho 2024, no auditório da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Derby, promovido pela Agência Estadual do Meio Ambiente (CPRH). No mesmo horário, os alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Humberto Lins Barradas, no município do Jaboatão dos Guararapes, vivenciam Oficina de Letramento Climático.

“É uma honra fazermos parte deste momento, entregando o Prêmio Vasconcelos Sobrinho como reconhecimento do Governo do Estado a pessoas físicas e jurídicas pelo comprometimento com o nosso meio ambiente. Também reconheceremos oficialmente o empenho de pessoas que estão nessa luta conosco, entregando o Certificado Amigo e Amiga do Meio Ambiente”, afirmou o diretor presidente da Agência Estadual de Meio Ambiente, José de Anchieta dos Santos.

Na terça-feira (4), das 8h30 às 17h, o Governo de Pernambuco, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, com recursos do Future Fund do Under 2 Coalition, realizará o workshop “Pernambuco Fortalecendo Capacidades Locais para a Ação Climática”, no auditório do RioMar Trade Center, no Recife. Durante o encontro, que conta com a participação de prefeitos e secretários municipais, haverá a apresentação da ferramenta ClimaPE, plataforma que reúne dados climáticos de todos os municípios pernambucanos.

Plantar juntos
O momento chave da programação foi dedicado ao Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, com o lançamento do Movimento Plantar Juntos, quando haverá o anúncio oficial do programa de reflorestamento de Pernambuco, que recebe um investimento de R$ 150 milhões para o plantio de 4 milhões de árvores até 2026.

“O Plantar Juntos é um movimento poderoso para reflorestamento de Pernambuco. Além da recuperação ambiental, o principal valor desse programa é unir toda a sociedade pernambucana – estado, municípios, empresas, cidadãos – em prol do plantio de árvores. Estamos convidando todo mundo para junto, para usarmos a tecnologia para facilitar as ações e monitorar esse trabalho”, sintetiza a secretária da Semas-PE, Ana Luiza Ferreira.

Durante a cerimônia, a secretária anuncia ainda o lançamento do aplicativo Plantar Juntos, plataforma que vai monitorar o plantio em todo o estado. O app tem como principal objetivo acompanhar o crescimento das mudas e monitorar a localização, as espécies e o quantitativo do que está sendo plantado. A ferramenta é gratuita e estará disponível para download no Play Store e no Apple Store a partir do dia 5 de junho.Na ocasião, haverá entrega dos certificados do Programa Selo Verde Pernambuco para as empresas que desempenham responsabilidade ambiental em suas ações. “Passamos muito tempo distanciados da importância da conservação ambiental e agora com as questões climáticas nos atingindo passamos a enxergar o meio ambiente como essencial para nossas vidas. O ser humano é indissociável do meio ambiente”, reforça a secretária.

JC

Prefeitura de Petrolina adere à campanha de defesa do Rio São Francisco

A bacia hidrográfica do Rio São Francisco é um verdadeiro tesouro cultural, abrigando uma riqueza incomparável de costumes e tradições.

Com o intuito de preservar a importância do nosso Velho Chico, a Prefeitura de Petrolina, através da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), aderiu à campanha realizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A campanha ‘Eu viro Carranca para defender o Velho Chico’ está em sua 11ª edição e em 2024 tem como tema ‘Velho Chico: Revitalizar o rio, preservar riquezas’.

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