Rússia lança ataque massivo de drones e mísseis na Ucrânia com alvo em instalações de energia

A Rússia lançou um grande ataque com 51 mísseis e 653 drones na Ucrânia durante a madrugada deste sábado (06) que acionou alertas de ofensiva aérea em todo o país, afirmou a força ucraniana. Segundo as informações, 585 drones e 30 mísseis foram derrubados e neutralizados, mas 29 locais foram atingidos.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as instalações de energia foram os principais alvos das violências, também observando que uma ofensiva de drone “incendiou” a estação de trem na cidade de Fastiv, localizada na região da capital do país.

Também hoje, o ministério da Defesa da Rússia disse que suas defesas aéreas derrubaram 116 drones ucranianos sobre o território russo e, de acordo com uma mensagem enviada pelo canal de notícias russo Astra via Telegram, a refinaria de petróleo de Ryazan foi atingida.

A Ucrânia não comentou imediatamente sobre o suposto ataque, mas o governador regional russo de Riazan, Pavel Malkov, disse que um prédio residencial foi danificado e que destroços de drones caíram no terreno de uma “instalação industrial”, sem mencionar a refinaria.

Estadão Conteúdo

Ex-presidente do Parlamento ucraniano é morto a tiros

O ex-presidente do Parlamento ucraniano Andriy Parubiy, um dos protagonistas dos protestos pró-europeus de 2014 no país, foi morto a tiros neste sábado (30) na cidade de Lviv, oeste da Ucrânia, e as autoridades anunciaram uma operação de busca do autor dos disparos.

“Um homem não identificado atirou várias vezes contra o político, matando Andriy Parubiy no local”, anunciou a Procuradoria-Geral ucraniana, que não revelou detalhes sobre as circunstâncias ou o motivo do assassinato. O suspeito do crime fugiu e as autoridades iniciaram uma “operação especial” para determinar seu paradeiro, acrescentou a Procuradoria. As autoridades também anunciaram a abertura de uma investigação oficial por homicídio.

A imprensa ucraniana publicou fotos da suposta cena do crime – cuja autenticidade ainda não foi comprovada -, que mostram um homem com o rosto ensanguentado no chão, em uma rua de Lviv, uma grande cidade do oeste da Ucrânia. O suspeito estava vestido como entregador e usava uma bicicleta elétrica, informou a emissora pública Suspilne, que citou fontes que pediram anonimato

Andriy Parubiy – Parubiy, 54 anos, presidente do Parlamento ucraniano de 2016 a 2019, foi um dos protagonistas dos protestos pró-europeus na Ucrânia, primeiro na “Revolução Laranja” de 2004 e depois na “Revolução de Maidan” em 2014. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, lamentou o “assassinato horrível” e prometeu mobilizar “todas as forças e recursos necessários” para esclarecer o crime.

Parubiy foi uma figura conhecida no movimento pró-europeu de Maidan. Ele teve papel de “comandante” dos grupos de autodefesa durante as manifestações violentamente reprimidas pelo governo da época. Os protestos, que exigiam uma aproximação da Europa e a independência do Kremlin, forçaram o presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovych a abandonar o poder e fugir para a Rússia em 2014.

No mesmo ano, após a fuga do presidente, Parubiy ocupou durante alguns meses o cargo de secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional. Na época da União Soviética, o político também militou pela independência da Ucrânia. A primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, prestou homenagem à memória de “um patriota, que fez uma grande contribuição para a formação do Estado”.

Parubiy “dedicou sua vida à luta pela independência da Ucrânia desde a juventude”, afirmou o atual presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk. “Foi um dos fundadores da Ucrânia moderna”, acrescentou a deputada Irina Gerashchenko. “Exigimos que encontrem o assassino”.

AFP

Coreia do Norte oferece apoio total à Rússia contra a Ucrânia

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ofereceu a Moscou seu apoio total na guerra na Ucrânia neste sábado (12), durante seu encontro com o chanceler russo, Serguei Lavrov, informou no início da manhã de domingo (data local) a agência estatal norte-coreana KCNA. A visita oficial de Lavrov é a mais recente de uma série de encontros de alto nível com autoridades de destaque de Moscou, o que reflete o aprofundamento das relações bilaterais em meio à ofensiva russa contra Kiev.

A Coreia do Norte tem fornecido armas e milhares de soldados para apoiar a ofensiva russa, especialmente na região de Kursk, a fim de expulsar as forças ucranianas. Kim e Lavrov se reuniram no sábado em “uma atmosfera repleta da confiança de uma calorosa camaradagem”, segundo a KCNA. Lavrov publicou um vídeo no Telegram em que aparece apertando a mão de Kim e trocando um abraço com ele, e afirmou que o diálogo aconteceu em Wonsan, cidade na costa leste do país.

Kim disse ao chanceler Lavrov que a Coreia do Norte estava “pronta para apoiar e incentivar de forma incondicional todas as medidas adotadas pela liderança russa para lidar com a raiz da crise ucraniana”, relatou a KCNA. O líder norte-coreano também expressou sua “firme convicção de que o Exército e o povo russos seguramente alcançarão a vitória ao cumprir a sagrada causa da dignidade e dos interesses essenciais do país”.

Os dois também discutiram “questões importantes para aplicar fielmente os acordos alcançados nas históricas conversas da cúpula RPDC-Rússia de junho de 2024”, disse a KCNA, utilizando as siglas do nome oficial da Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia). Nos últimos anos, os dois países reforçaram a cooperação militar. Eles assinaram um acordo de defesa mútua durante uma visita do presidente russo, Vladimir Putin, à Coreia do Norte no ano passado.

De acordo com a agência russa TASS, Lavrov disse que o presidente Putin “espera que os contatos diretos sejam mantidos num futuro muito próximo”. Meios de comunicação estatais da Rússia e da Coreia do Norte informaram que Lavrov permaneceria no país até este domingo.

No sábado, durante o encontro com a homóloga norte-coreana, Choe Son Hui, Lavrov agradeceu o trabalho dos “heroicos” soldados norte-coreanos que ajudaram o Exército russo a expulsar as tropas ucranianas da região fronteiriça de Kursk, onde ocorreram incursões em agosto de 2024. Moscou afirmou que havia expulsado as tropas ucranianas da região em abril, e naquela ocasião já havia agradecido às forças norte-coreanas, reconhecendo assim pela primeira vez sua participação direta no conflito.

Questionado sobre a possibilidade de que as tropas norte-coreanas sejam enviadas para outras partes da linha de frente, Lavrov respondeu que essa decisão cabe a Pyongyang. “Partimos do princípio de que é a própria RPDC que determina as formas pelas quais aplicamos nosso acordo de parceria estratégica”, disse o ministro, segundo a agência TASS. Essa viagem do diplomata russo ocorre um mês e meio após a visita a Pyongyang do secretário do Conselho de Segurança russo, Serguei Shoigu.

AFP

Presidente Lula embarca para viagens à Rússia e à China

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda de viagens internacional essa semana. O primeiro compromisso será em Moscou, na Rússia. A convite do presidente Vladimir Putin, Lula participará das celebrações dos 80 anos da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na segunda guerra mundial.

É o feriado mais importante da Rússia, que ocorre no dia 9 de maio, com um grandioso desfile cívico-militar em Moscou. Ambos os presidentes também manterão reunião bilateral durante a visita, entre 8 e 10 de maio. Na sequência, Lula segue para China, onde cumprirá agendas nos dias 12 e 13 de maio. A visita de Lula ao país asiático ocorrerá no contexto da Cúpula entre China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O encontro bilateral previsto entre Lula e Xi Jinping ocorrerá em meio ao acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias do planeta. A imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do presidente norte-americano Donald Trump, vem causando sucessivas turbulências nos mercados de ações e alimenta o temor de uma recessão global.

A viagem à China será a segunda visita oficial de Lula neste terceiro mandato. A visita anterior ocorreu em abril de 2023, que foi retribuída por Xi Jinping em visita de Estado em novembro do ano passado, após a Cúpula do G20, sediada pelo Brasil. Além disso, eles haviam se encontrado outra vez em 2023 na Cúpula dos Brics, na África do Sul.

Agência Brasil

Putin diz que apoia trégua apenas se conduzir a uma “paz duradoura”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que apoia cessar as operações militares na Ucrânia, mas desde que isso leve a uma “paz duradoura”. É a resposta do líder russo à proposta dos Estados Unidos de um cessar-fogo imediato de 30 dias.

“A Rússia concorda com a proposta de cessar as hostilidades e a ação militar, mas presumimos que isso deve conduzir a uma paz duradoura e eliminar as causas profundas e originais desta crise”, declarou Putin durante uma conferência de imprensa no Kremlin.

Putin também disse que precisa acertar detalhes com os Estados Unidos e que estuda a possibilidade de uma nova conversa telefônica com Trump. O líder russo deve se reunir ainda hoje com o enviado especial da administração do presidente dos EUA, Steve Witkoff, que já chegou a Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o governo estava “pronto” para as negociações com o representante da Casa Branca, no entanto adiantou que existem exigências a serem feitas para se alcançar um acordo.A proposta da delegação norte-americana já foi prontamente aceita e aprovada pelos ucranianos

Diario de Pernambuco

Bombardeios russos deixam 14 mortos e 37 feridos na Ucrânia

Ao menos 11 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas, incluindo crianças, durante os bombardeios russos na madrugada deste sábado na Ucrânia. O Ministério do Interior ucraniano informou que as forças russas atacaram Dobropillia com mísseis balísticos, múltiplos foguetes e drones, danificando oito prédios de vários andares e 30 carros.

“Enquanto combatia o incêndio, os ocupantes atacaram novamente, danificando o caminhão de bombeiros”, disse o ministério no Telegram. Dobropillia, com cerca de 28 mil habitantes antes da guerra, está na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, a 22 quilômetros da linha de frente ao norte do importante hub de Pokrovsk, que as tropas russas têm atacado há semanas.

O exército ucraniano informou que a Rússia atacou a Ucrânia durante a noite com dois mísseis balísticos Iskander-M e um míssil de cruzeiro Iskander-K, além de 145 drones. Eles disseram que as forças aéreas derrubaram um míssil de cruzeiro e 79 drones. O exército acrescentou ainda que outros 54 drones não atingiram seus alvos.

A Tarde

 

Países bálticos se desligam da rede elétrica da Rússia para integrar sistema elétrico europeu

O fluxo de eletricidade entre a Rússia e os países bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia foi oficialmente cortado na manhã deste sábado, 8, após os oficiais desligarem as linhas de transmissão da rede da era soviética e se prepararem para se juntar ao restante da Europa amanhã.

“O sistema energético do Báltico finalmente está em nossas mãos, estamos em total controle”, disse o ministro da Energia da Lituânia, Žygimantas Vaiciunas, a repórteres.

O Sistema de Energia Báltico passa a operar independentemente, após 24 horas desligado da rede da era soviética. Se tudo ocorrer conforme planejado, o sistema de energia se fundirá com as redes de energia europeias na tarde de domingo por meio de várias conexões com Finlândia, Suécia e Polônia.

É esperada a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como dos presidentes da Polônia e dos países bálticos, em uma cerimônia na Lituânia no domingo à noite, juntamente com outros dignitários. /Associated Press.

Estadão Conteúdo

Putin promete mais ‘destruição na Ucrânia após ataque contra a Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu neste domingo mais “destruição” na Ucrânia, em resposta a um bombardeio com drones que atingiu no sábado um prédio residencial na cidade de Kazan, região central do país.

“Quem quer que seja, e por mais que tentem destruir, enfrentarão muito mais destruição e se arrependerão do que estão tentando fazer em nosso país”, disse Putin durante uma reunião de governo exibida na televisão.

A Rússia acusou a Ucrânia de executar um bombardeio em larga escala com drones, que atingiram um bloco de apartamentos de luxo em Kazan, a quase 1.000 quilômetros da fronteira.Vídeos divulgados nas redes sociais russas mostram o impacto dos drones contra um edifício. Nenhuma vítima foi relatada no ataque.

AFP

Putin assina acordo de defesa mútua com Coreia do Norte

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um tratado de defesa mútua com a Coreia do Norte, soldados, segundo Kiev e Washington, estão prestes a se unir às forças russas que combatem as forças ucranianas.

Concluído durante uma visita de junho de Putin a Pyongyang, o tratado entre dois dos principais inimigos dos Estados Unidos prevê, entre outras coisas, “assistência militar imediata” recíproca no caso de um ataque a qualquer um dos países.

A alta câmara do Parlamento russo ratificou o tratado em 8 de novembro, mas ele ainda precisa ser assinado pelo presidente russo para entrar em vigor. O Kremlin publicou uma lei de ratificação em seu site na noite de sábado.

O acordo formaliza meses de crescente cooperação de segurança entre os dois países, aliados comunistas durante a Guerra Fria. A Rússia e a Coreia do Norte se aproximaram consideravelmente desde o início da invasão russa na Ucrânia em 2022.

O acordo também compromete os dois países a cooperar internacionalmente para se opor às avaliações ocidentais e coordenar suas posições na ONU. Em junho, Putin chamou o acordo de “documento revolucionário”.

Citando relatórios de inteligência, a Coreia do Sul, a Ucrânia e o Ocidente afirmam que a Coreia do Norte envia cerca de 10.000 soldados para a Rússia para lutar na Ucrânia. Questionado publicamente sobre essa implantação em outubro, o presidente russo não negou o fato, desviando uma pergunta para criticar o apoio ocidental à Ucrânia.

A Tarde

Rússia e Ucrânia trocam 206 prisioneiros após mediação dos Emirados Árabes Unidos

A Rússia anunciou, neste sábado (14), a troca de 206 prisioneiros com a Ucrânia, 103 de cada parte, após um acordo negociado pelos Emirados Árabes Unidos, que inclui soldados russos capturados por Kiev na região fronteiriça de Kursk.

No total, “103 militares russos capturados na região de Kursk foram devolvidos daquele território controlado pelo regime de Kiev”, informou o Ministério da Defesa russo. “Em troca, foram entregues 103 prisioneiros de guerra do exército ucraniano”, acrescentou.

Segundo o ministério, os Emirados Árabes fizeram “esforços de mediação” para permitir a troca. Os militares russos foram capturados na ofensiva ucraniana na região russa de Kursk. “Todos os soldados russos (trocados) estão atualmente em Belarus, onde recebem a ajuda psicológica e médica necessária”, acrescentou a fonte.

As autoridades ucranianas ainda não confirmaram oficialmente a troca. A ofensiva de Kiev lançada em 6 de agosto na região fronteiriça russa de Kursk pegou o exército russo de surpresa. A Ucrânia anunciou a prisão de centenas de soldados de Moscou.

Segundo a imprensa russa, estes prisioneiros são, em sua maioria, recrutas e guardas de fronteira. Em 24 de agosto, Rússia e Ucrânia anunciaram, também com a mediação dos Emirados Árabes, uma troca de 230 prisioneiros, incluindo soldados russos detidos em Kursk.

AFP

Otan condena ataques russos e reafirma compromisso de reforçar defesa da Ucrânia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reafirmou nesta quarta-feira (28) o seu compromisso em reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia, após uma onda de bombardeios russos atingir infraestruturas energéticas ucranianas na segunda e terça-feira.

O Conselho Otan-Ucrânia se reuniu hoje para analisar a situação após o incidente afetar o fornecimento de eletricidade nas cidades ucranianas. Em comunicado, a aliança militar sinalizou que os integrantes do Conselho “condenaram veementemente os ataques indiscriminados da Rússia e reafirmaram seu compromisso de reforçar ainda mais as defesas da Ucrânia”.

Em nota, o secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg, afirmou que Kiev segue interceptando mísseis diariamente, mas que manter esta capacidade “requer um fornecimento maior e mais apoio”. Por isso, declarou, “devemos continuar proporcionando à Ucrânia o equipamento e as munições necessárias para se defender da invasão russa. Isto é vital para que a Ucrânia possa se manter na luta”.

A Otan informou ainda que a reunião desta quarta-feira ocorreu a nível de embaixadores “e foi convocada a pedido da Ucrânia”. O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, participou através de videoconferência e apresentou informações sobre a situação atual de segurança e as “necessidades prioritárias” em relação às capacidades.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, pediu às forças aéreas europeias que ajudassem o seu país a adquirir a capacidade de interceptar drones e mísseis russos. “Em várias regiões da Ucrânia poderíamos fazer muito mais para proteger vidas se a aviação dos nossos vizinhos europeus trabalhasse em conjunto com os nossos [caças] F-16 e a nossa defesa aérea”, disse Zelensky.

Os ataques russos de segunda e terça-feira estiveram entre os mais importantes das últimas semanas: 15 regiões ucranianas foram atacadas por um total de 236 mísseis e drones, dos quais o governo ucraniano afirmou ter atingido 201. Os bombardeios causaram pelo menos quatro mortes e forçaram as autoridades ucranianas a impor cortes de energia emergenciais. Na terça, vários bairros da capital Kiev ficaram sem eletricidade.

AFP

Kremlin adverte que mísseis dos EUA podem transformar capitais europeias em alvos russos

O Kremlin alertou neste sábado (13) que a decisão anunciada esta semana de instalar mísseis americanos de longo alcance na Alemanha poderá transformar as capitais europeias em alvos para a Rússia, repetindo um confronto como o da Guerra Fria.

“A Europa é o alvo dos nossos mísseis, o nosso país é o alvo dos mísseis americanos na Europa. Já vivemos isso. Temos a capacidade de parar estes mísseis, mas as vítimas potenciais são as capitais desses países europeus”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov. Durante a cúpula da Otan, Washington e Berlim anunciaram na quarta-feira que iniciarão a implantação pontual de mísseis americanos de longo alcance na Alemanha em 2026.

No comunicado, os Estados Unidos e a Alemanha mencionaram que este plano inclui a implantação de mísseis SM-6, mísseis Tomahawk e armas hipersônicas em desenvolvimento, o que aumentará o alcance dos projéteis atualmente implantados na Europa. “Manter linhas de comunicação” .

O Kremlin condenou na quinta-feira a decisão, que criticou como um retorno à “Guerra Fria”, uma alusão ao confronto entre a ex-URSS e os Estados Unidos, marcado, entre outras frentes, pela crise dos euromísseis no final dos anos 1960 e 1980, desencadeada pela implantação soviética e depois americana de mísseis com capacidade nuclear na Europa.

Esta crise foi encerrada com a assinatura do histórico tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) em 1989, assinado pelo então presidente dos EUA Ronald Reagan e pelo líder soviético Mikhail Gorbachev, que limitou o uso de mísseis de médio alcance, tanto convencionais como nucleares.

Este tratado foi enterrado após os Estados Unidos se retiraram dele em 2019, durante o governo do republicano Donald Trump, que acusou Moscou de não cumpri-lo. Depois, a Rússia garantiu que manteria uma moratória sobre a produção deste tipo de mísseis se os Estados Unidos não os posicionassem a uma distância que lhes permitisse chegar ao território russo.

O ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, e o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, falaram por telefone sobre a redução do risco de uma “possível escalada”, informou Moscou na sexta-feira. O Pentágono destacou “a importância de manter linhas de comunicação” com a Rússia, em meio ao conflito na Ucrânia, apoiada pelas potências ocidentais desde que Moscou lançou uma operação militar em fevereiro de 2022.

As relações entre a Rússia e a Otan enfraqueceram ainda mais desde o início da ofensiva russa em 2022 na Ucrânia, um país apoiado por membros da Aliança Atlântica. Os países ocidentais adotaram fortes sanções econômicas contra a Rússia, que fortaleceu os laços com a China, o grande rival dos Estados Unidos em escala global, e também com a Coreia do NorteAs autoridades europeias também acusam a Rússia de ataques cibernéticos à espionagem, para enfraquecer as empresas do continente.

AFP