Ataque a hospital em Gaza mata 20 pessoas incluindo cinco jornalistas

Um ataque israelense em larga escala contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, causou a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para meios de comunicação das agências de notícias internacionais Reuters e Associated Press (AP) e para as emissoras Al Jazeera, do Catar, e NBC, dos EUA, segundo relataram as respectivas mídias.

O repórter fotográfico Hussam al-Masri, um dos jornalistas mortos nos ataques segundo as mesmas fontes, trabalhava para a Reuters. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado pela mesma empresa, ficou ferido, de acordo também com a agência de noticias. Outra vítima mortal foi Mariam Dagga atuava como freelancer para a AP desde o início da guerra, assim como para outros veículos de comunicação social. É uma das vítimas mortais.

A Al Jazeera confirmou também que o seu jornalista Mohammed Salam está entre os mortos na ofensiva ao hospital Nasser. Segundo a AP, a outra vítima mortal é Muath Abu Taha, que trabalhava para o canal norte-americano NBC.

O exército de Israel confirmou ter realizado um ataque na área do hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, e que o Chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação. “A FDI lamenta qualquer dano a civis não envolvidos e não tem como alvo jornalistas. A FDI atua para reduzir ao máximo os danos a civis não envolvidos, mantendo a segurança das tropas da FDI”, diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel.

Os ataques ocorreram uma semana após outros cinco pacientes no mesmo hospital, localizado na região de Khan Younis terem morrido depois de uma operação israelense ter provocado a perda de energia na unidade, comunicou as autoridades médicas locais, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou de profundamente alarmante. “O Complexo Médico Nasser estava sem eletricidade, água, alimentos e aquecimento, após a ofensiva lançada no dia 15 de agosto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou também na detenção de várias pessoas”, diz a nota.

Além disso, testemunhas citadas pela agência Reuters, reportaram que aviões e tanques israelenses bombardearam os subúrbios da Cidade de Gaza durante a madrugada deste domingo, destruindo vários prédios e casas. Enquanto isso, um grupo de 27 países exigiu que o governo de Tel Aviv permita o acesso imediato de jornalistas estrangeiros independentes à Faixa de Gaza e ainda que os profissionais que estão na região sejam protegidos. “Os jornalistas e os profissionais de comunicação social desempenham um papel vital para lançar luz sobre a realidade devastadora da guerra”, afirmam os 27 signatários, entre os quais Reino Unido, Alemanha e França, no documento divulgado pela diplomacia britânica.

Os países que assinaram o documento integram a Coligação para a Liberdade da Mídia, uma parceria global com a participação de 51 membros de todos os continentes. Israel não integra a coligação. “Condenamos também veementemente toda a violência dirigida contra jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social, especialmente o número extremamente elevado de mortes, prisões e detenções”, aponta o texto. No apelo, o grupo de países, além disso, destaca a catástrofe humanitária em curso em Gaza e assinala a sua oposição a todas as tentativas de restringir a liberdade de imprensa e de bloquear a entrada de jornalistas durante os conflitos.

“Atacar deliberadamente jornalistas é inaceitável e ofende o Direito Internacional. Apelamos para que todos os ataques contra profissionais dos meios de comunicação social sejam investigados e que os responsáveis sejam processados, em conformidade com a legislação nacional e internacional”, enfatizam os países da Coligação para a Liberdade da Mídia, que pedem igualmente às autoridades israelenses que garantam que os profissionais em Gaza, mas também em Israel e nos territórios palestinos ocupados, possam realizar o seu trabalho com liberdade e segurança.

No final do texto, o grupo reitera ainda a necessidade de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e acesso irrestrito de ajuda humanitária ao território, além de um caminho para uma solução de dois Estados, e para a paz e a segurança a longo prazo.Recentemente mais de uma centena de jornalistas, repórteres de guerra e fotojornalistas internacionais assinaram uma petição para exigir o acesso imediato da imprensa estrangeira ao enclave palestino. A petição pode ser assinada através da página “Freedom to Report” na rede social X ou no site freedomtoreport.org. A petição faz parte de um movimento global cada vez mais forte que conta com o apoio de organizações como a Associação de Jornalistas Europeus ou dos Repórteres Sem Fronteiras.

Os jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza por causa das restrições de Israel, que alega questões de segurança, mas os funcionários de organizações humanitárias ou alguns líderes religiosos já tiveram autorização para ingressar no enclave palestino. Já a agência internacional de notícias France-Presse (AFP) afirmou que os seus colaboradores freelancers a partir de Gaza também correm o risco iminente de morrer de fome no enclave, uma condição inédita desde a sua fundação há 81 anos. Enquanto a publicação alemã Der Spiegel diz que depende de repórteres na Faixa de Gaza para sua cobertura da guerra, e relatou que uma delas é Ghada Alkurd, que tem trabalhado incansavelmente desde o começo da guerra, mas agora ela e sua família enfrentam a fome.

Diario de Pernambuco

Rússia intensifica ataques aéreos contra a Ucrânia

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, que já é considerado o maior ataque aéreo russo desde julho. Mas, as forças de Kiev disseram que abateram 546 drones e 31 mísseis. Até o momento foi registrada a morte de uma pessoa na zona ocidental do país. Mas, o exército da Ucrânia também afirmou que atingiu uma refinaria de petróleo, assim como armazenamentos de drones e bases de combustível na Rússia durante a noite.

A agência de notícias estatal russa RIA Novosti publicou que o Ministério da Defesa da Rússia informou que os ataques foram contra a infraestrutura energética, instalações da indústria militar e aeródromos do território ucraniano. O ataque em alta escala acontece num contexto onde se intensificam os contatos políticos e diplomáticos na busca de negociar um cessar-fogo.

Por outro lado, o ministro russo das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou hoje que, antes de qualquer acordo de paz, as ‘questões de legitimidade’ do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky precisam ser resolvidas. “Quando se trata de assinar alguma coisa, as questões de legitimidade do representante ucraniano têm de ser resolvidas”, disse.

Sobre uma eventual reunião bilateral entre Vladimir Putin e Zelensky, reforçou que Putin sempre disse que está disponível para um encontro, mas que um decreto de Zelensky proíbe conversações com o presidente russo. Entretanto, acusou os líderes europeus da chamada ‘Coligação dos Dispostos’, comandada pela França e o Reino Unido, de tentarem prejudicar os avanços atingidos na reunião entre o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca. “Espero que este aventurismo europeu seja um fracasso”, admitiu.

Diario de Pernambuco

Mulher morre e filho de 15 anos é baleado em ataque em Petrolina

Uma mulher foi morta e o filho, de 15 anos, foi baleado na madrugada deste sábado (9), no bairro Vila Vitória, em Petrolina. A vítima foi identificada como Francisca Zenilda da Silva, de 50 anos, conhecida como Leda. De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco, dois homens não identificados efetuaram os disparos e fugiram em seguida.

O adolescente ferido foi socorrido para uma unidade hospitalar. Francisca não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.Em nota a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que registrou o caso por meio da Delegacia de Petrolina. “As diligências seguem até o esclarecimento do caso”, destacou.

Diario de Pernambuco

EUA na guerra: Trump anuncia ataque a três instalações nucleares do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na noite deste sábado (21), que as tropas norte-americanas atacaram três instalações nucleares no Irã. O caso acontece em meio ao embate entre o Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Autoridade diz que EUA usaram bombardeiros B-2 em ataques ao Irã

Após o presidente do EUA, Donald Trump anunciar em publicação no Truth Social, que mandou atacar bases nucleares do Irã, especialistas disseram que bombardeiros norte-americanos B2 foram usados ​​na operação do fim de semana para atingir as três instalações nucleares iranianas mencionadas pelo presidente. Mais cedo no sábado o movimento de bombardeiros B-2 havia sido reportado. As aeronaves podem ser equipadas para transportar bombas que, segundo especialistas, seriam ideais para atacar os locais.

O B-2 Spirit é a única aeronave dos EUA capaz de lançar a bomba antibunker GBU-57, de 13,6 toneladas, capaz de penetrar até 61 metros no subsolo antes de explodir. Trata-se do único armamento conhecido com capacidade para destruir instalações nucleares fortemente protegidas, como as do complexo subterrâneo iraniano de Fordow. Cada bombardeiro pode carregar até duas dessas bombas.

A Tarde

Polícia do DF prende suspeito de planejar ataque ao STF e ameaçar ministros

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu na sexta-feira um homem, de 52 anos, que tentou invadir o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) dois dias antes. Segundo a corporação, o suspeito é acusado de ameaçar servidores e ministros da Corte. A PCDF afirma que o homem, que não teve a identidade revelada, resistiu à prisão e desacatou os policiais durante a abordagem.

A investigação aponta que ele “proferiu diversas ameaças, ofensas e hostilizações a ministros do Supremo” na quarta-feira. Os policiais encontraram “diversos indícios de que o homem planejava ações extremistas”. Na residência do suspeito, foram localizados “bilhetes confirmando as suas intenções violentas, bem como um artefato para a construção de bomba caseira. Além disso, foi apreendido um casaco de uso exclusivo da Polícia Militar do DF, “utilizado indevidamente pelo acusado”, um aparelho celular e um computador.

Agência O Globo

Um morto e três policiais feridos em ataque ”terrorista” no leste da França

Um homem de 37 anos, fichado por risco de “terrorismo” e com “perfil esquizofrênico”, é suspeito de matar uma pessoa e de ferir pelo menos três policiais durante um ataque com faca no leste da França neste sábado (22).De acordo com relatos obtidos pela AFP, o agressor gritou “Allah Akbar” (“Deus é o maior”, em árabe) várias vezes durante o incidente, ocorrido na cidade de Mulhouse, e ao ser detido pelas forças de segurança.

Segundo a promotoria de Mulhouse, o autor do ataque usou uma faca para agredir as vítimas, incluindo um português de 69 anos, que morreu. O Ministério Público Nacional Antiterrorismo (Pnat, na sigla em francês) anunciou em um comunicado que assumiu a investigação. “Um civil interveio e morreu. Três policiais municipais teriam ficado feridos”, precisou em um comunicado o Pnat, que informou que o suspeito foi preso.

Por sua vez, o ministro do Interior, Bruto Retailleau, afirmou que o agressor tem “um perfil esquizofrênico”, o qual foi detectado após sua detenção no final de 2023 por apologia ao terrorismo. Foi aberta uma investigação por homicídio e tentativa de homicídio contra agentes públicos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou o ataque como um “ato de terrorismo” e acrescentou que não havia dúvidas de que se tratava de uma agressão “islamista”. Além disso, expressou seus “pêsames” à família da vítima e destacou a “solidariedade de toda a nação”. Já o primeiro-ministro francês, François Bayrou, lamentou que o “fanatismo” tenha atingido novamente o país. “Estamos de luto”, disse o chefe de governo.

O suspeito figura em uma lista de vigilância de prevenção ao terrorismo, declarou à AFP o promotor Nicolas Heitz.  Nascido na Argélia, ele se encontrava sob vigilância judicial e em prisão domiciliar, segundo fontes sindicais, e também estava obrigado a deixar a França.

Um dos policiais com ferimentos graves foi atingido na “carótida” e outro “no tórax”, detalhou. No total, cinco agentes de segurança acabaram feridos. Os fatos ocorreram pouco antes das 16h locais (11h de Brasília), durante uma manifestação de apoio à República Democrática do Congo, alvo de uma ofensiva do movimento armado M23, apoiado pelo Exército de Ruanda.

As autoridades estabeleceram quatro perímetros de segurança na área, nos diferentes locais onde ocorreu o ataque e onde o suspeito foi detido. Diversos policiais foram mobilizados e militares reforçaram o contingente, observou um fotógrafo da AFP. “O horror acaba de se apoderar da nossa cidade”, lamentou em uma mensagem no Facebook a prefeita de Mulhouse, Michèle Lutz, expressando seus “sentimentos fraternais” às vítimas e aos seus familiares.

AFP

PF instaurará inquérito para investigar ataque a assentamento do MST

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou, neste sábado (11), que a Polícia Federal (PF) instaure inquérito para apurar o ataque ao assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Localizado em Tremembé (SP), no Vale do Paraíba, a cerca de 140 quilômetros da capital paulista, o assentamento foi atacado por homens armados na noite desta sexta-feira (10). Segundo o MST, dois assentados foram mortos a tiros e ao menos outros seis estão feridos, alguns em estado grave.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que uma equipe da PF, com agentes, perito e papiloscopista, já está se deslocando para Tremembé. Além disso, no ofício encaminhado à Andrei Passos, diretor-geral da corporação, o ministro substituto Manoel Carlos de Almeida Neto, reitera a informação de que, por volta das 23 horas desta setxa (10), “criminosos” armados invadiram o assentamento e dispararam contra “famílias de agricultores” que moram no assentamento devidamente regularizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

“Ante o exposto, determino à Polícia Federal que proceda abertura de investigação criminal para apuração dos fatos narrados”, reforça o ministro.

De acordo com o MST, os agressores, ainda não identificados, usavam “vários carros e motos” e chegaram atirando quando a maioria dos assentados dormia, entre eles crianças e idosos. Em meio à confusão, dois assentados foram baleados e não resistiram: Valdir do Nascimento, o Valdirzão, de 52 anos, e Gleison Barbosa de Carvalho, 28. Nascimento era uma das lideranças do assentamento. Integrantes do movimento chegaram a divulgar uma terceira morte, não confirmada pelas autoridades, e a postagem inicial foi apagada das redes sociais.

Consultada pela Agência Brasil, a secretaria estadual de Saúde confirmou que ao menos seis feridos foram atendidos em unidades públicas de saúde da região, entre elas o Hospital regional do Vale do Paraíba – Sociedade Beneficente São Camilo, de Taubaté, mas informou que, por se tratar de uma ocorrência policial e também por não ter autorização das vítimas ou de seus parentes, não está autorizada a fornecer detalhes sobre o estado de saúde dos pacientes que seguem internados.

Proteção
Diante da repercussão, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (Mdhc) anunciou que vai oferecer assistência e proteção às lideranças e demais moradores do Assentamento Olga Benário, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“O MDHC, por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, está buscando mais informações sobre os fatos ocorridos e oferecerá assistência para as lideranças do assentamento e sua coletividade”, anunciou o ministério, em nota divulgada esta tarde.

Também em nota, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, repudiou o “atentado praticado por criminosos ainda não identificados”. “O MDA repudia o crime e manifesta solidariedade e apoio aos assentados da reforma agrária, especialmente às famílias de Valdir do Nascimento e do jovem Gleison Barbosa Carvalho, brutalmente assassinados neste caso”.

Recorrência
Juntos com a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, os conselhos Nacional de Direitos Humanos (Cndh) e de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo (Condepe) manifestaram tristeza e indignação, repudiando o “violento atentado” contra as famílias assentadas.

“Queremos prestar total apoio e solidariedade à família das vítimas, aos amigos e aos feridos, nesta inadmissível incursão criminosa, ainda sob investigação”, expressaram as entidades, lamentando que ataques desta natureza contra movimentos sociais, sobretudo os que lutam pelo acesso a terras produtivas, sejam recorrentes. De acordo com dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, entre os anos de 2020 e 2024, foram registradas 2.332 denúncias de violações motivadas por questões relacionadas a conflitos agrários, crimes ambientais e/ou à atuação de comunicadores e defensores dos direitos humanos, o que corresponde a mais de uma denúncia por dia.

“Fazemos um compromisso publico com as famílias e assentados de que acompanharemos este acaso até seu total esclarecimento: vamos exigir uma apuração qualificada e punição exemplar dos culpados, por este ataque terrorista ao estado democrático com ato de terrorismo” acrescentaram as entidades, defendendo ser necessário “dar um basta a esta espiral de violência”, cujas vítimas são, no plano urbano, a população periférica e pobre, e, no campo, assentados e movimentos em defesa dos menos favorecidos”.

A ocorrência também gerou reações de parlamentares de diferentes partidos, entre eles o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), que atribuiu o “atentado” a organizações criminosas que, segundo ele, “querem se apossar dos territórios da reforma agrária”.

Agência Brasil

Três pessoas morrem em ataque a imóvel no norte da BA; criança de 2 anos é atingida na mão e no joelho

Três pessoas morreram e uma criança de dois anos ficou ferida no ataque a uma residência em Juazeiro, na noite de sexta-feira (20). De acordo com informações da Polícia Militar, quatro homens invadiram o imóvel, na Rua Nossa Senhora de Nazaré, bairro Palmares II, e efetuaram diversos disparos.

Atingida na mão e no joelho, a menina de dois anos foi socorrida por familiares e levada a um hospital em Petrolina.

Os mortos ainda não foram identificados: dois homens de 29 e 40 anos, e uma mulher de 33. Os corpos foram encaminhados para o IML de Juazeiro e a Polícia Civil investiga o caso.

G1 Bahia

Bolívia: ex-presidente Evo Morales diz ter sido atacado a tiros

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales fez uma publicação nas redes sociais, neste domingo (27), em que denuncia ter sido vítima de uma suposta tentativa de prisão e de um ataque a tiros. Imagens mostram o carro em que ele estava com marcas de tiros no vidro.

Conforme a postagem, o ataque teria ocorrido no município de Shinahota, localizado na província de Tiraque. “Como todos os domingos, íamos para Lauca Ñ, para realizar o nosso programa dominical, quando dois veículos cruzaram o nosso caminho”, afirmou.

Dos veículos, segundo o perfil do ex-presidente colombiano, teriam saído quatro policiais encapuzados e vestidos de preto com armas nas mãos. Eles então teriam começado a disparar contra o carro em que estava Evo Morales.

Diário de Pernambuco

Dois jovens morrem e quatro pessoas ficam feridas após ataque a tiros em bar no norte da Bahia

Dois jovens morreram e quatro pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros em um bar da cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia. O crime aconteceu na tarde de sexta-feira (27), no bairro BTN 03. Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Weverton Pereira da Silva, de 23 anos, e Wesley Sá da Silva Vieira, de 20.

De acordo com a polícia, entre as vítimas feridas está um adolescente de 13 anos. Ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e já recebeu alta hospitalar. Três vítimas, entre elas o adolescente de 13 anos, foram levadas para a UPA. Todas já tiveram alta hospitalar; Uma vítima está internada no Hospital Nair Alves. O estado de saúde dela é estável.

Ainda não se sabe quem cometeu o ataque. A dona do estabelecimento informou que tinha saído do bar no momento do crime e que quando retornou, já encontrou as vítimas baleadas.

O crime é investigado pela delegacia de Paulo Afonso.

G1 Bahia

Otan condena ataques russos e reafirma compromisso de reforçar defesa da Ucrânia

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reafirmou nesta quarta-feira (28) o seu compromisso em reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia, após uma onda de bombardeios russos atingir infraestruturas energéticas ucranianas na segunda e terça-feira.

O Conselho Otan-Ucrânia se reuniu hoje para analisar a situação após o incidente afetar o fornecimento de eletricidade nas cidades ucranianas. Em comunicado, a aliança militar sinalizou que os integrantes do Conselho “condenaram veementemente os ataques indiscriminados da Rússia e reafirmaram seu compromisso de reforçar ainda mais as defesas da Ucrânia”.

Em nota, o secretário-geral da Otan, Jens Soltenberg, afirmou que Kiev segue interceptando mísseis diariamente, mas que manter esta capacidade “requer um fornecimento maior e mais apoio”. Por isso, declarou, “devemos continuar proporcionando à Ucrânia o equipamento e as munições necessárias para se defender da invasão russa. Isto é vital para que a Ucrânia possa se manter na luta”.

A Otan informou ainda que a reunião desta quarta-feira ocorreu a nível de embaixadores “e foi convocada a pedido da Ucrânia”. O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, participou através de videoconferência e apresentou informações sobre a situação atual de segurança e as “necessidades prioritárias” em relação às capacidades.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, pediu às forças aéreas europeias que ajudassem o seu país a adquirir a capacidade de interceptar drones e mísseis russos. “Em várias regiões da Ucrânia poderíamos fazer muito mais para proteger vidas se a aviação dos nossos vizinhos europeus trabalhasse em conjunto com os nossos [caças] F-16 e a nossa defesa aérea”, disse Zelensky.

Os ataques russos de segunda e terça-feira estiveram entre os mais importantes das últimas semanas: 15 regiões ucranianas foram atacadas por um total de 236 mísseis e drones, dos quais o governo ucraniano afirmou ter atingido 201. Os bombardeios causaram pelo menos quatro mortes e forçaram as autoridades ucranianas a impor cortes de energia emergenciais. Na terça, vários bairros da capital Kiev ficaram sem eletricidade.

AFP

Lula firma contrato para vigilância 24h contra ataques cibernéticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, na manhã desta terça-feira (27), o Centro de Operações Espaciais Principal (Cope-P) da Telebras, em Brasília.

No local, a Telebras e o Ministério do Trabalho assinaram um contrato para a conectividade segura entre as 409 agências da pasta, com monitoramento de 24 horas por dia contra ataques cibernéticos.

Em discurso, Lula voltou a se posicionar contra a privatização de empresas estatais, como a Telebras. “Quando tiramos essa empresa do hall das empresas de privatização, nós assumimos um compromisso. Garantir coisas para o futuro para que a sociedade volte a sonhar”, falou.

Diário de Pernambco

Delegados da PF vão processar Eduardo Bolsonaro e Marcos do Val por ataques à instituição

A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) vai apresentar ações judiciais contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por ataques à instituição. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 20, em assembleia da organização.

O Estadão tentou contato com Do Val e Eduardo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Serão dois processos separados. Do Val será alvo de uma denúncia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na própria PF por incitação ao crime.

Em uma publicação nas redes sociais, o parlamentar publicou uma foto do delegado Fábio Alvarez Shor com a legenda “procurado”, insinuando que ele fosse um criminoso. Os associados à ADPF também vão apresentar uma ação na União contra Eduardo por declarações contra o mesmo delegado e contra toda a PF.

Além disso, eles vão entrar com representações nos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado contra os parlamentares As ações devem ser protocoladas ainda nesta semana. Shor conduz inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, como o dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e das tentativas de golpe de Estado. As duas investigações miram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“A imunidade parlamentar não autoriza qualquer pessoa a propagar acusações infundadas e ofensas que têm o objetivo de constranger o delegado que atuou no estrito cumprimento do dever legal, visando a desqualificar o trabalho técnico e independente realizado pela Polícia Federal”, diz a nota da entidade.

Na semana passada, o senador foi um dos alvos da Operação Disque 100, deflagrada pela PF. Ele foi acusado de corrupção de menores e, na mesma investigação, teve suas redes sociais bloqueadas e bloqueio de até R$ 50 milhões em suas contas.

Estadão Conteúdo

Pesquisadora vê “ataque à democracia” após aprovação de PEC na Câmara

A aprovação, na última quinta-feira (11), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 9/2023), que proíbe a aplicação de multas aos partidos que não tiveram o número mínimo de candidatas mulheres ou negros, representa um “ataque direto à democracia”. Essa é a avaliação da pesquisadora em sociologia Clara Wardi, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). Ela dedica-se à avaliação de políticas públicas, ao monitoramento legislativo e aos temas de gênero e raça.

Para Clara Wardi, o resultado é consequência de o Congresso ser majoritariamente conservador. Para ela, o resultado passa um “péssimo recado” para a sociedade em relação aos direitos das mulheres e “principalmente das mulheres negras”.

A assessora técnica da Cfemea entende que a PEC é um exemplo de “violência política institucional contra as mulheres e as pessoas negras”. “Expõe as limitações e dificuldades que os partidos têm em impulsionarem essas candidaturas”. Ela lamentou ainda que a PEC teve uma aprovação sem dificuldades. “Não é a primeira vez que uma anistia desse tipo é feita”.

Clara Wardi considera ainda que, nos últimos oito anos, as leis 13.165, de 2015, a 13.831, de 2019, e também a PEC-18 de 2021 acabaram eximindo partidos do compromisso com as candidaturas de mulheres, “como essa proposta que foi aprovada agora”.

“Misoginia e racismo”
A pesquisadora entende que o resultado demonstra que a “misoginia” e o “racismo” estão “entranhados” nos representantes da Câmara. Para a pesquisadora, a Câmara dos Deputados e o Senado deveriam ser casas legislativas que representassem a população. “Não à toa, a gente se depara com uma série de projetos que visam retroagir com os direitos das mulheres e da população negra já conquistados”.

Clara Wardi não acredita que o resultado poderá ser revertido no Senado porque há uma disposição majoritária dos partidos para que a PEC seja também aprovada na Casa. Na Câmara, a votação aprovou em dois turnos. No primeira, foram 344 votos favoráveis, 89 contrários e 4 abstenções. Na segunda votação, foram 338 votos favoráveis e 83 contrários, com 4 abstenções. No Senado, também são necessárias duas votações, com mínimo de 49 votos dos 81 senadores.

“Nada fácil”
A pesquisadora considera que, antes da votação no Senado, movimentos sociais farão manifestações de resistência contrárias à PEC, particularmente ligadas às mulheres feministas a aos movimentos da população negra. “As organizações da sociedade civil que defendem a democracia estão muito atentas à questão eleitoral”. Ela entende que existe um esforço coletivo para confrontar PEC.

“Por outro lado, há uma articulação partidária muito forte, inclusive de partidos considerados progressistas, para que essa PEC caminhe. As trincheiras nessa disputa em torno da PECnão estão nada fáceis para os movimentos sociais”.

Ela avalia que essa decisão faz parte de um contexto de ofensivas contra os direitos das mulheres, como o que ocorreu em relação ao projeto de lei 1904, que previa a equiparação do aborto ao homicídio.

Agência Brasil

Ataque a campo de deslocados deixa ao menos 71 mortos em Gaza, diz Ministério da Saúde

Pelo menos 71 pessoas morreram neste sábado em um ataque israelense ao campo de deslocados de Al Mawasi, no sul da Faixa de Gaza, segundo um novo balanço do Ministério da Saúde do território. A área de Al Mawasi, na costa entre Rafah e Khan Younis, foi declarada “zona humanitária” por Israel, teoricamente segura para os deslocados.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNWRA) estima que cerca de 1,5 milhão de pessoas estejam em Al Mawasi, disse um porta-voz à AFP. O bombardeio deste sábado atingiu a parte que fica no setor de Khan Younis.

Em nota, o ministério denunciou um “massacre da ocupação [Israel] contra cidadãos e pessoas deslocadas” e mais de 289 feridos. O Exército israelense declarou que estava analisando esta informação. “Ainda há muitos corpos de mártires espalhados pelas ruas, sob os escombros e ao redor das tendas dos deslocados que não podem ser acessados devido aos intensos bombardeios da ocupação”, disse Mahmud Bassal, porta-voz da Defesa Civil que mencionou um “novo massacre”.

As vítimas foram levadas para vários hospitais da região. O diretor do hospital kuwaitiano em Rafah, Suhaib al Hams, disse que a maioria das vítimas sofreu ferimentos graves, incluindo amputações. Ele descreveu a situação como um “verdadeiro desastre em meio ao colapso do sistema de saúde”, segundo um comunicado.

Na última semana, vários bombardeios atingiram escolas que acolhem deslocados em um período de quatro dias, causando pelo menos 49 mortes, segundo fontes em Gaza, entre elas o Hamas.

Israel alegou que tinha “terroristas” como alvo. O conflito entre o Exército israelense e o Hamas na Faixa de Gaza eclodiu em 7 de outubro, quando comandos islamistas mataram 1.195 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 251 no sul de Israel, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que já matou 38.345 pessoas em Gaza, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

AFP

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