Líder do Comando Vermelho na Bahia é preso na Bolívia

Um homem apontado como líder do Comando Vermelho na Bahia foi preso na sexta-feira (13), na Bolívia durante uma ação conjunta das forças de segurança. O suspeito, identificado como Matheus Nascimento Santos, era alvo da Operação Bomboniere e foi localizado na cidade de Santa Cruz de La Sierra. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, e as investigações apontavam que o suspeito estava escondido no país vizinho.

De acordo com as autoridades, Matheus é era responsável pela “assessoramento logístico e operacional” da facção, além de ter forte contato com os traficantes do Rio de Janeiro.

Operação Bomboniere – A Operação Bomboniere foi deflagrada em setembro do ano passado e tem como alvo um grupo investigado por diversos crimes, entre el\es tráfico de drogas, armas e munições, homicídios, extorsão, corrupção de menores, roubos e lavagem de dinheiro.As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa.

A captura contou com atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Bahia (FICCO-BA), com apoio das polícias Civil, Militar e Federal.

A Tarde

Bolívia inicia eleições para presidente e Congresso com direita como favorita

As eleições gerais na Bolívia começaram neste domingo (17) com a direita como favorita, após 20 anos de governos de esquerda, anunciou o Tribunal Supremo Eleitoral.

Mais de 7,9 milhões de bolivianos são chamados a votar entre oito candidatos presidenciais e a renovar o Congresso de 166 membros, em meio a uma grave crise econômica.

O chefe da autoridade eleitoral, Oscar Hassenteufel, inaugurou o dia da votação, que se estenderá até as 16h00, horário local (17h00 no horário de Brasília).

AFP

Bolívia: ex-presidente Evo Morales diz ter sido atacado a tiros

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales fez uma publicação nas redes sociais, neste domingo (27), em que denuncia ter sido vítima de uma suposta tentativa de prisão e de um ataque a tiros. Imagens mostram o carro em que ele estava com marcas de tiros no vidro.

Conforme a postagem, o ataque teria ocorrido no município de Shinahota, localizado na província de Tiraque. “Como todos os domingos, íamos para Lauca Ñ, para realizar o nosso programa dominical, quando dois veículos cruzaram o nosso caminho”, afirmou.

Dos veículos, segundo o perfil do ex-presidente colombiano, teriam saído quatro policiais encapuzados e vestidos de preto com armas nas mãos. Eles então teriam começado a disparar contra o carro em que estava Evo Morales.

Diário de Pernambuco

Militares que tentaram golpe na Bolívia estão em prisão de segurança máxima

O general boliviano Juan José Zúñiga e dois outros oficiais militares de alto escalão acusados de liderar o golpe fracassado contra o presidente Luis Arce foram mantidos em uma prisão de segurança máxima neste sábado (29) por um juiz que ordenou que eles cumprissem seis meses de prisão preventiva.

Zúñiga, ex-comandante do Exército; o vice-almirante Juan Arnez, ex-chefe da Marinha; e Alejandro Irahola, ex-chefe da brigada mecanizada do Exército, entraram na prisão de Chonchocoro, nos arredores de El Alto, um município próximo a La Paz, informou a AFP.

Na sexta-feira, os tribunais ordenaram que eles fossem mantidos na prisão de segurança máxima enquanto continuam as investigações sobre o levante armado de quarta-feira, quando tropas com tanques cercaram a sede do governo por várias horas antes de se retirarem.

A polícia montou uma intensa operação de segurança para transferi-los de uma prisão em La Paz. “Em algum momento a verdade será conhecida”, disse Zúñiga, algemado e sem colete à prova de balas, ao ser conduzido a uma viatura policial. No momento de sua captura na última quarta-feira, o ex-chefe militar afirmou que foi Arce quem lhe pediu para preparar algo “para aumentar sua popularidade”, o que foi negado pelo presidente boliviano.

Zúñiga e os outros dois oficiais enfrentam acusações de terrorismo e levante armado, pelos quais podem ser condenados a até 20 anos de prisão, de acordo com os promotores. Junto com eles, outros 18 militares da ativa, da reserva e civis foram presos em conexão com o golpe fracassado.

Neste sábado, o governo disse ter encontrado provas do plano dos militares de transportar forças especiais do departamento de Tarija, no sul do país, para La Paz, com a intenção de realizar o golpe contra Arce. O general Zúñiga foi identificado desde o início como o principal responsável pela conspiração contra o presidente de esquerda da Bolívia, que assumiu o cargo em 2020 para um mandato de cinco anos.

O ex-comandante do Exército foi preso depois que tropas e veículos blindados foram retirados sem confrontos com as forças leais ao governo. Durante a rebelião militar, 14 civis foram feridos por balas disparadas por soldados quando entravam na praça onde está localizado o palácio presidencial no centro de La Paz, de acordo com o governo.

AFP