Famílias de reféns acusam Netanyahu de ser obstáculo para acabar com guerra em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é o principal obstáculo para a libertação dos reféns ainda em Gaza, denunciou neste sábado (13) o Fórum das Famílias de Reféns, principal organização israelense que reúne os parentes das pessoas em cativeiro.

“A operação seletiva realizada no Catar demonstrou, sem sombra de dúvida, que existe um obstáculo para a libertação dos reféns e o fim da guerra: o primeiro-ministro Netanyahu”, escreveu em comunicado, referindo-se ao recente ataque israelense contra uma reunião de membros do Hamas no rico emirado do Golfo.

“Cada vez que um acordo se aproxima, Netanyahu o sabota”, denunciou esta organização, pouco depois de o premiê acusar os líderes do movimento islamista palestino Hamas de estender a guerra e frustrar os esforços para alcançar um cessar-fogo.

“Os chefes terroristas do Hamas que vivem no Catar não se preocupam com o povo em Gaza. Eles bloquearam todas as tentativas de cessar-fogo para prolongar a guerra indefinidamente”, declarou na rede social X. “Livrar-se deles eliminaria o principal obstáculo para libertar todos os nossos reféns e encerrar a guerra”, acrescentou.

O Fórum de Familiares, no entanto, classificou a acusação como a última “desculpa” de Netanyahu para não trazer de volta os reféns. “Chegou o momento de acabar com as desculpas destinadas a ganhar tempo para que ele possa se manter no poder”, afirmou. Combatentes islamistas liderados pelo Hamas capturaram 251 pessoas durante os ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel, que desencadearam a guerra em Gaza. Quarenta e sete dos reféns continuam em Gaza, incluindo 25 que, segundo o exército, faleceram.

AFP

Ex-presidente do Parlamento ucraniano é morto a tiros

O ex-presidente do Parlamento ucraniano Andriy Parubiy, um dos protagonistas dos protestos pró-europeus de 2014 no país, foi morto a tiros neste sábado (30) na cidade de Lviv, oeste da Ucrânia, e as autoridades anunciaram uma operação de busca do autor dos disparos.

“Um homem não identificado atirou várias vezes contra o político, matando Andriy Parubiy no local”, anunciou a Procuradoria-Geral ucraniana, que não revelou detalhes sobre as circunstâncias ou o motivo do assassinato. O suspeito do crime fugiu e as autoridades iniciaram uma “operação especial” para determinar seu paradeiro, acrescentou a Procuradoria. As autoridades também anunciaram a abertura de uma investigação oficial por homicídio.

A imprensa ucraniana publicou fotos da suposta cena do crime – cuja autenticidade ainda não foi comprovada -, que mostram um homem com o rosto ensanguentado no chão, em uma rua de Lviv, uma grande cidade do oeste da Ucrânia. O suspeito estava vestido como entregador e usava uma bicicleta elétrica, informou a emissora pública Suspilne, que citou fontes que pediram anonimato

Andriy Parubiy – Parubiy, 54 anos, presidente do Parlamento ucraniano de 2016 a 2019, foi um dos protagonistas dos protestos pró-europeus na Ucrânia, primeiro na “Revolução Laranja” de 2004 e depois na “Revolução de Maidan” em 2014. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, lamentou o “assassinato horrível” e prometeu mobilizar “todas as forças e recursos necessários” para esclarecer o crime.

Parubiy foi uma figura conhecida no movimento pró-europeu de Maidan. Ele teve papel de “comandante” dos grupos de autodefesa durante as manifestações violentamente reprimidas pelo governo da época. Os protestos, que exigiam uma aproximação da Europa e a independência do Kremlin, forçaram o presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovych a abandonar o poder e fugir para a Rússia em 2014.

No mesmo ano, após a fuga do presidente, Parubiy ocupou durante alguns meses o cargo de secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional. Na época da União Soviética, o político também militou pela independência da Ucrânia. A primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, prestou homenagem à memória de “um patriota, que fez uma grande contribuição para a formação do Estado”.

Parubiy “dedicou sua vida à luta pela independência da Ucrânia desde a juventude”, afirmou o atual presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk. “Foi um dos fundadores da Ucrânia moderna”, acrescentou a deputada Irina Gerashchenko. “Exigimos que encontrem o assassino”.

AFP

Mais dez pessoas morrem de fome em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo duas crianças

Nesta quarta-feira (27), pelo menos mais 10 pessoas morreram na Faixa de Gaza devido à fome e à desnutrição, incluindo duas crianças pequenas, segundo informações das autoridades locais de saúde. Até o momento, o número total de mortos por fome ou desnutrição no território palestino chegou a 313, dos quais 119 são crianças. A maioria ocorreu nos últimos dois meses, após um bloqueio quase total de entrada de alimentos, medicamentos e itens essenciais no enclave por parte de Israel, que controla todos os pontos de acesso ao enclave.

Nas últimas semanas, após forte pressão internacional, Israel flexibilizou um pouco a entrada de comida e permitiu ajuda humanitária por via aérea, apesar da quantidade de mantimentos serem ainda bastante insuficientes para atender as necessidades da população, segundo a ONU.

Já a diretora-executiva da ONG Save the Childre, Inger Ashing, denunciou hoje junto do Conselho de Segurança das Nações Unidas que as clínicas em Gaza estão quase silenciosas porque as crianças não têm mais forças para falar ou sequer chorar de agonia. “Crianças jazem ali, emaciadas, literalmente a definhar. São corpos minúsculos vencidos pela fome e pela doença. Enquanto milhares e milhares de caminhões carregados com produtos vitais aguardam bloqueados a poucos quilômetros de distância”, descreveu.

Ashing apresentou um quadro sombrio da infância na região, que vive um cenário de fome declarada pela ONU, à primeira situação deste gênero a atingir o Oriente Médio. Como exemplo, leu um texto escrito por uma criança de Gaza: “Eu gostaria de estar no céu, onde está minha mãe, onde há amor, há comida e há água”.

“As crianças em Gaza estão sendo sistematicamente mortas de fome, por causa de uma política deliberada, em que a fome é usada como método de guerra nos seus termos mais negros. As crianças não precisam das chamadas soluções criativas, nem precisam de lançamentos aéreos que quase não entregam ajuda, nem precisam de sistemas de distribuição militarizados e desumanos. O que elas precisam é que os Estados atuem. Durante quase dois anos, a comunidade internacional falhou na proteção das crianças palestinas. A inação é uma escolha. A indecisão é cumplicidade. As crianças já atingiram o seu limite. Onde está o dos senhores?”, questionou, dirigindo-se aos representantes internacionais presentes no Conselho de Segurança.

Em uma crítica também à Fundação Humanitária de Gaza, estrutura apoiada pelos EUA e Israel, onde os pontos de distribuição se tornaram armadilhas a céu aberto e centenas de pessoas JÁ morreram durante distribuições caóticas de alimentos, Ashing declarou que o governo de Israel poderia acabar com esta fome esta noite, se assim o desejasse, e depois extinguir a sua obstrução deliberada e deixar que os trabalhadores humanitários façam o seu trabalho. “Em vez disso, há relatos de escalada da atividade militar israelense na Cidade de Gaza, mais ataques a hospitais, mais assassinatos”, acusou.

A líder da Save the Children ainda relatou sobre a vida diária também das crianças palestinas na Cisjordânia, que enfrentam demolições de casas, deslocamentos, assédio e intimidação por parte das forças israelenses ou dos colonos, ou mesmo detenções, reforçando que são as únicas no mundo sistematicamente processadas em tribunais militares que não atendem aos padrões internacionais de justiça juvenil. “É um sistema abusivo e desumano, onde as crianças relatam constantemente abusos físicos, emocionais e sexuais, humilhações e fome”, enfatizou.

Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel exigiu que ONU retirasse de imediato o relatório que declarou oficialmente fome na Faixa de Gaza. “Israel exige que o IPC retire imediatamente o seu relatório fabricado”, disse Eden Bar Tal, diretor-geral da chancelaria israelense, referindo ao Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês).

Eden Bar Tal acusou o organismo da ONU de ser uma instituição de investigação politizada, e ameaçou que, se o relatório não for retirado, Israel partilhará provas da sua má conduta com todos os doadores da entidade. O IPC declarou oficialmente na última sexta-feira a situação de fome na Cidade de Gaza, no norte do enclave, e avisou que as províncias de Deir al-Balah, no centro, e Khan Yunis, ao sul, também deverão ser atingidas até ao final de setembro.

A declaração foi anunciada após especialistas e peritos terem alertado que 500 mil pessoas se encontravam numa situação catastrófica no território palestino.

Diario de Pernambuco

Ataque a hospital em Gaza mata 20 pessoas incluindo cinco jornalistas

Um ataque israelense em larga escala contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, causou a morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas que trabalhavam para meios de comunicação das agências de notícias internacionais Reuters e Associated Press (AP) e para as emissoras Al Jazeera, do Catar, e NBC, dos EUA, segundo relataram as respectivas mídias.

O repórter fotográfico Hussam al-Masri, um dos jornalistas mortos nos ataques segundo as mesmas fontes, trabalhava para a Reuters. O fotógrafo Hatem Khaled, também contratado pela mesma empresa, ficou ferido, de acordo também com a agência de noticias. Outra vítima mortal foi Mariam Dagga atuava como freelancer para a AP desde o início da guerra, assim como para outros veículos de comunicação social. É uma das vítimas mortais.

A Al Jazeera confirmou também que o seu jornalista Mohammed Salam está entre os mortos na ofensiva ao hospital Nasser. Segundo a AP, a outra vítima mortal é Muath Abu Taha, que trabalhava para o canal norte-americano NBC.

O exército de Israel confirmou ter realizado um ataque na área do hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza, e que o Chefe do Estado-Maior ordenou uma investigação. “A FDI lamenta qualquer dano a civis não envolvidos e não tem como alvo jornalistas. A FDI atua para reduzir ao máximo os danos a civis não envolvidos, mantendo a segurança das tropas da FDI”, diz o comunicado das Forças de Defesa de Israel.

Os ataques ocorreram uma semana após outros cinco pacientes no mesmo hospital, localizado na região de Khan Younis terem morrido depois de uma operação israelense ter provocado a perda de energia na unidade, comunicou as autoridades médicas locais, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou de profundamente alarmante. “O Complexo Médico Nasser estava sem eletricidade, água, alimentos e aquecimento, após a ofensiva lançada no dia 15 de agosto pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou também na detenção de várias pessoas”, diz a nota.

Além disso, testemunhas citadas pela agência Reuters, reportaram que aviões e tanques israelenses bombardearam os subúrbios da Cidade de Gaza durante a madrugada deste domingo, destruindo vários prédios e casas. Enquanto isso, um grupo de 27 países exigiu que o governo de Tel Aviv permita o acesso imediato de jornalistas estrangeiros independentes à Faixa de Gaza e ainda que os profissionais que estão na região sejam protegidos. “Os jornalistas e os profissionais de comunicação social desempenham um papel vital para lançar luz sobre a realidade devastadora da guerra”, afirmam os 27 signatários, entre os quais Reino Unido, Alemanha e França, no documento divulgado pela diplomacia britânica.

Os países que assinaram o documento integram a Coligação para a Liberdade da Mídia, uma parceria global com a participação de 51 membros de todos os continentes. Israel não integra a coligação. “Condenamos também veementemente toda a violência dirigida contra jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social, especialmente o número extremamente elevado de mortes, prisões e detenções”, aponta o texto. No apelo, o grupo de países, além disso, destaca a catástrofe humanitária em curso em Gaza e assinala a sua oposição a todas as tentativas de restringir a liberdade de imprensa e de bloquear a entrada de jornalistas durante os conflitos.

“Atacar deliberadamente jornalistas é inaceitável e ofende o Direito Internacional. Apelamos para que todos os ataques contra profissionais dos meios de comunicação social sejam investigados e que os responsáveis sejam processados, em conformidade com a legislação nacional e internacional”, enfatizam os países da Coligação para a Liberdade da Mídia, que pedem igualmente às autoridades israelenses que garantam que os profissionais em Gaza, mas também em Israel e nos territórios palestinos ocupados, possam realizar o seu trabalho com liberdade e segurança.

No final do texto, o grupo reitera ainda a necessidade de um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e acesso irrestrito de ajuda humanitária ao território, além de um caminho para uma solução de dois Estados, e para a paz e a segurança a longo prazo.Recentemente mais de uma centena de jornalistas, repórteres de guerra e fotojornalistas internacionais assinaram uma petição para exigir o acesso imediato da imprensa estrangeira ao enclave palestino. A petição pode ser assinada através da página “Freedom to Report” na rede social X ou no site freedomtoreport.org. A petição faz parte de um movimento global cada vez mais forte que conta com o apoio de organizações como a Associação de Jornalistas Europeus ou dos Repórteres Sem Fronteiras.

Os jornalistas estrangeiros continuam impedidos de entrar em Gaza por causa das restrições de Israel, que alega questões de segurança, mas os funcionários de organizações humanitárias ou alguns líderes religiosos já tiveram autorização para ingressar no enclave palestino. Já a agência internacional de notícias France-Presse (AFP) afirmou que os seus colaboradores freelancers a partir de Gaza também correm o risco iminente de morrer de fome no enclave, uma condição inédita desde a sua fundação há 81 anos. Enquanto a publicação alemã Der Spiegel diz que depende de repórteres na Faixa de Gaza para sua cobertura da guerra, e relatou que uma delas é Ghada Alkurd, que tem trabalhado incansavelmente desde o começo da guerra, mas agora ela e sua família enfrentam a fome.

Diario de Pernambuco

Rússia intensifica ataques aéreos contra a Ucrânia

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, que já é considerado o maior ataque aéreo russo desde julho. Mas, as forças de Kiev disseram que abateram 546 drones e 31 mísseis. Até o momento foi registrada a morte de uma pessoa na zona ocidental do país. Mas, o exército da Ucrânia também afirmou que atingiu uma refinaria de petróleo, assim como armazenamentos de drones e bases de combustível na Rússia durante a noite.

A agência de notícias estatal russa RIA Novosti publicou que o Ministério da Defesa da Rússia informou que os ataques foram contra a infraestrutura energética, instalações da indústria militar e aeródromos do território ucraniano. O ataque em alta escala acontece num contexto onde se intensificam os contatos políticos e diplomáticos na busca de negociar um cessar-fogo.

Por outro lado, o ministro russo das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou hoje que, antes de qualquer acordo de paz, as ‘questões de legitimidade’ do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky precisam ser resolvidas. “Quando se trata de assinar alguma coisa, as questões de legitimidade do representante ucraniano têm de ser resolvidas”, disse.

Sobre uma eventual reunião bilateral entre Vladimir Putin e Zelensky, reforçou que Putin sempre disse que está disponível para um encontro, mas que um decreto de Zelensky proíbe conversações com o presidente russo. Entretanto, acusou os líderes europeus da chamada ‘Coligação dos Dispostos’, comandada pela França e o Reino Unido, de tentarem prejudicar os avanços atingidos na reunião entre o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca. “Espero que este aventurismo europeu seja um fracasso”, admitiu.

Diario de Pernambuco

Trump rompe isolamento de Putin, mas sai de cúpula sem acordo de paz

Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram nesta sexta-feira, 15, no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Após um recepção calorosa na pista da base aérea de Elmendorf-Richardson perto de Anchorage, os dois se fecharam por três horas cercados de diplomatas e assessores de segurança nacional. No fim, os dois realizaram um rápido pronunciamento, jurando terem chegado a um “acordo”, mas sem dizer qual.

Putin foi o primeiro a falar aos jornalistas – um gesto extremamente incomum, visto que o anfitrião normalmente tem a prerrogativa. O russo voltou a mencionar a necessidade de eliminar as “causas profundas” da guerra na Ucrânia, um jeito próprio de se referir a sua lista de exigências que já foram categoricamente rejeitadas por Ucrânia e Europa. O discurso sugere que Putin não mudou sua posição maximalista – anexação de parte do leste da Ucrânia, desarmamento total do país, veto à adesão à Otan e mudança de governo em Kiev.

Em seguida, Trump garantiu ter feito avanços, mas prometeu telefonar e contar os detalhes da reunião para os líderes europeus, para o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e para o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski. “Fizemos progresso. Mas não existe acordo sem que haja um acordo”, disse o americano em referência às consultas com os aliados.

Exigências

A reunião terminou muito antes do previsto e foi bem mais curta do que as seis ou sete horas que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, disse que duraria. O fato de Putin e Trump não terem respondido a perguntas dos jornalistas deixou claro que nenhum dos dois queria ser pressionado a dar detalhes do que foi discutido – no caso do americano, é bastante incomum ele terminar um discurso sem conversar com a imprensa.

Autoridades ucranianas em Kiev acompanharam ansiosamente o pronunciamento após a reunião em busca de pistas sobre o futuro da guerra. Mas, quando os dois presidentes partiram, a sensação geral era de que a guerra continua, pelo menos por enquanto. “Foi um fracasso, porque Putin voltou a falar de questões de segurança e usou sua retórica habitual”, afirmou Oleksandr Merezhko, político ucraniano. “Não vi nenhuma mudança.”

Zelenski também reagiu com pouco entusiasmo. “No dia das negociações, os russos continuaram matando. E isso diz muito”, escreveu o presidente ucraniano no X, em referência aos ataques de ontem em Sumy, Dnipro, Zaporizhzia, Kherson e Donetsk. “A guerra continua, e é precisamente porque não há ordem ou sinal de que Moscou está se preparando para encerrá-la.”

Força – O que estaria por trás da intransigência de Putin, segundo analistas, é sua posição de força no campo de batalha. Nas últimas semanas, o exército russo abriu uma brecha nas defesas ucranianas na região de Donbas, e autoridades da Ucrânia afirmam que o Kremlin vem mobilizando forças e reunindo armamento para novas ofensivas. Quanto mais o cessar-fogo demorar, mais território a Rússia ocupa.

Para muitos observadores, no entanto, Putin saiu mais forte da cúpula. Foi a primeira visita dele aos EUA em mais de uma década. Com um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra na Ucrânia, ele está ameaçado de prisão se viajar para países que são membros da corte, o que não é o caso dos EUA. Além disso, ele não apenas saiu do isolamento internacional imposto pelas potências ocidentais, como rompeu o cerco com estilo. Na chegada coreografada ao Alasca, Trump recebeu um sorridente presidente russo.

Palmas – O tradicional aperto de mãos foi precedido de aplausos de Trump, enquanto Putin desfilava pelo tapete vermelho na pista do aeroporto. De forma surpreendente, Putin aceitou uma carona na limusine presidencial – chamada de “Besta” -, e parecia confortável ao se acomodar no banco de trás, ao lado de Trump. Foi a primeira vez que presidentes de EUA e Rússia apareceram juntos desde a cúpula de 2018 em Helsinque, quando Trump afirmou com todas as letras que acreditava mais na palavra de Putin do que nos relatórios de inteligência americanos sobre a interferência da Rússia nas eleições vencidas por ele, em 2016.

O encontro do Alasca foi o sétimo entre os dois presidentes e o primeiro no segundo mandato do americano. A primeira presidência de Trump foi ofuscada por questionamentos sobre a interferência russa na eleição presidencial de 2016, à qual Trump se refere repetidamente como “farsa da Rússia”. A cúpula do Alasca também teve momentos de bajulação, incluindo um presente de Putin a Trump, endossando a afirmação de que, se o republicano estivesse na Casa Branca, a Rússia não teria invadido a Ucrânia, em 2022. “O presidente Trump disse que, se ele fosse presidente, não haveria guerra, e posso confirmar isso.”

Analistas, no entanto, lembram que a Crimeia foi anexada pela Rússia em 2014, e paramilitares apoiados pelo Kremlin passaram todo o primeiro mandato de Trump – entre 2017 e 2021 – em guerra no leste da Ucrânia.

Próxima vez – O encontro terminou como uma confraria. “Provavelmente nos veremos novamente em breve”, disse Trump. “Da próxima vez, em Moscou”, respondeu Putin, em inglês macarrônico. “Vou receber algumas críticas, mas acho que pode ser”, disse o americano. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS).

Estadão Conteúdo

 

Coreia do Norte oferece apoio total à Rússia contra a Ucrânia

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ofereceu a Moscou seu apoio total na guerra na Ucrânia neste sábado (12), durante seu encontro com o chanceler russo, Serguei Lavrov, informou no início da manhã de domingo (data local) a agência estatal norte-coreana KCNA. A visita oficial de Lavrov é a mais recente de uma série de encontros de alto nível com autoridades de destaque de Moscou, o que reflete o aprofundamento das relações bilaterais em meio à ofensiva russa contra Kiev.

A Coreia do Norte tem fornecido armas e milhares de soldados para apoiar a ofensiva russa, especialmente na região de Kursk, a fim de expulsar as forças ucranianas. Kim e Lavrov se reuniram no sábado em “uma atmosfera repleta da confiança de uma calorosa camaradagem”, segundo a KCNA. Lavrov publicou um vídeo no Telegram em que aparece apertando a mão de Kim e trocando um abraço com ele, e afirmou que o diálogo aconteceu em Wonsan, cidade na costa leste do país.

Kim disse ao chanceler Lavrov que a Coreia do Norte estava “pronta para apoiar e incentivar de forma incondicional todas as medidas adotadas pela liderança russa para lidar com a raiz da crise ucraniana”, relatou a KCNA. O líder norte-coreano também expressou sua “firme convicção de que o Exército e o povo russos seguramente alcançarão a vitória ao cumprir a sagrada causa da dignidade e dos interesses essenciais do país”.

Os dois também discutiram “questões importantes para aplicar fielmente os acordos alcançados nas históricas conversas da cúpula RPDC-Rússia de junho de 2024”, disse a KCNA, utilizando as siglas do nome oficial da Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia). Nos últimos anos, os dois países reforçaram a cooperação militar. Eles assinaram um acordo de defesa mútua durante uma visita do presidente russo, Vladimir Putin, à Coreia do Norte no ano passado.

De acordo com a agência russa TASS, Lavrov disse que o presidente Putin “espera que os contatos diretos sejam mantidos num futuro muito próximo”. Meios de comunicação estatais da Rússia e da Coreia do Norte informaram que Lavrov permaneceria no país até este domingo.

No sábado, durante o encontro com a homóloga norte-coreana, Choe Son Hui, Lavrov agradeceu o trabalho dos “heroicos” soldados norte-coreanos que ajudaram o Exército russo a expulsar as tropas ucranianas da região fronteiriça de Kursk, onde ocorreram incursões em agosto de 2024. Moscou afirmou que havia expulsado as tropas ucranianas da região em abril, e naquela ocasião já havia agradecido às forças norte-coreanas, reconhecendo assim pela primeira vez sua participação direta no conflito.

Questionado sobre a possibilidade de que as tropas norte-coreanas sejam enviadas para outras partes da linha de frente, Lavrov respondeu que essa decisão cabe a Pyongyang. “Partimos do princípio de que é a própria RPDC que determina as formas pelas quais aplicamos nosso acordo de parceria estratégica”, disse o ministro, segundo a agência TASS. Essa viagem do diplomata russo ocorre um mês e meio após a visita a Pyongyang do secretário do Conselho de Segurança russo, Serguei Shoigu.

AFP

Brasil se posiciona e condena ataque dos EUA ao Irã

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se posicionou e condenou, neste domingo, 6, o ataque dos Estados Unidos e Israel a instalações nucleares do Irã. Em nota divulgada pelo Itamaraty, a gestão Lula afirmou que ataques a centros de desenvolvimento nuclear são uma transgressão às normas das Nações Unidas (ONU) e uma violação do direito internacional.

“Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis”, disse a nota, afirmando que há risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala após os ataques. A diplomacia brasileira criticou ainda os ataques recíprocos contra áreas densamente povoadas, que têm provocado mortes e destruição de infraestrutura, como instalações hospitalares.

A nota, aponta a posição brasileira histórica em favor do uso da energia nuclear para fins pacíficos, pede contenção de todas as partes envolvidas no conflito. “Brasil ressalta a urgente necessidade de solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra uma oportunidade para negociações de paz.”, disse o governo brasileiro.

A Tarde

 

Irã ameaça fechar importante rota de petróleo e pode afetar Brasil

O parlamento do Irã aprovou, neste domingo (22), o fechamento doEstreito de Ormuz, como retaliação aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do país, na noite deste sábado (21). O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar de Omã, é considerado essencial para o escoamento da produção de países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes, Catar e Kuwait.

O Estreito de Ormuz é o corredor marítimo mais importante do mundo para o transporte de petróleo, por onde passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. Estima-se que cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto sejam transportados por ali diariamente, segundo dados da Vortexa, consultoria do mercado de energia e frete.

A via tem 33 quilômetros de largura, por onde transitam navios vindos do Golfo Pérsico em direção ao Mar Arábico. No seu ponto mais estreito, o trecho onde os navios podem navegar tem apenas 3,2 quilômetros de largura em cada direção, o que o torna congestionada e perigosa.

Como afetaria o Brasil?
Um fechamento do estreito poderá provocar turbulência em todo o globo, inclusive no Brasil. Especialistas apontam que se a ameaça for concretizada, o preço do barril do petróleo pode passar dos atuais US$ 70 para US$ 120, um aumento de 70% no valor. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras Claudio Schlosser, minimizou os impactos no mercado local no caso de um fechamento da via marítima.

“Historicamente é muito difícil acontecer esse fechamento. Pode ter uma restrição, redução, fluxos menores dos navios. Até porque tem aliados do Irã como Catar e Kuwait, que escoam óleo por ali. Abastecimento da China também passa por aquela região. Para nossas atividades, está mais ligado com a saída do petróleo leve. Mas existem alternativas logísticas para suprir esse petróleo”, disse Schlosser.

Além do petróleo, o Estreito de Ormuz é vital para o transporte de gás natural liquefeito (GNL), especialmente do Catar, segundo maior exportador global. Um eventual bloqueio, mesmo parcial, também teria efeito sobre a oferta de energia para a Europa e a Ásia, ampliando os custos logísticos e potencialmente reconfigurando rotas comerciais.

Expectativa
A expectativa é de que o Irã não leve adiante uma interdição completa na região, afirmam especialistas. Afinal, o país também depende da própria exportação de petróleo pelo Estreito, além de arriscar represálias severas. O Irã tem costume usar a ameaça de fechamento do Estreito como ferramenta de pressão diplomática, o que pode se repetir.

Além disso, o bloqueio da via marítima poderia levar a uma intervenção militar dos EUA. A Quinta Frota do país americano, estacionada no vizinho Barein, tem a tarefa de proteger o transporte comercial na área. Qualquer movimento do Irã para interromper o fluxo de petróleo pela hidrovia também poderia comprometer as relações de Teerã com os países árabes do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos —países com os quais o Irã tem melhorado as relações nos últimos anos de forma meticulosa.

A Tarde

A humanidade “apela pela paz”, diz o papa Leão XIV após os ataques dos EUA ao Irã

“A humanidade apela pela paz” diante das “notícias alarmantes recebidas do Oriente Médio”, declarou o papa Leão XIV neste domingo (22), após os ataques dos Estados Unidos às instalações-chave do programa nuclear iraniano.

“Cada membro da comunidade internacional tem a responsabilidade moral de pôr fim à tragédia da guerra antes que ela se torne um abismo irreparável”, declarou o papa ao final de sua oração semanal do Angelus, no Vaticano.

AFP

EUA na guerra: Trump anuncia ataque a três instalações nucleares do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, na noite deste sábado (21), que as tropas norte-americanas atacaram três instalações nucleares no Irã. O caso acontece em meio ao embate entre o Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos.

“Concluímos nosso ataque bem-sucedido às três instalações nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan. Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano. Uma carga completa de bombas foi lançada na instalação principal, Fordow”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

“Todos os aviões estão em segurança a caminho de casa. Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. AGORA É A HORA DA PAZ! Agradecemos a sua atenção a este assunto”, completou Trump.

Autoridade diz que EUA usaram bombardeiros B-2 em ataques ao Irã

Após o presidente do EUA, Donald Trump anunciar em publicação no Truth Social, que mandou atacar bases nucleares do Irã, especialistas disseram que bombardeiros norte-americanos B2 foram usados ​​na operação do fim de semana para atingir as três instalações nucleares iranianas mencionadas pelo presidente. Mais cedo no sábado o movimento de bombardeiros B-2 havia sido reportado. As aeronaves podem ser equipadas para transportar bombas que, segundo especialistas, seriam ideais para atacar os locais.

O B-2 Spirit é a única aeronave dos EUA capaz de lançar a bomba antibunker GBU-57, de 13,6 toneladas, capaz de penetrar até 61 metros no subsolo antes de explodir. Trata-se do único armamento conhecido com capacidade para destruir instalações nucleares fortemente protegidas, como as do complexo subterrâneo iraniano de Fordow. Cada bombardeiro pode carregar até duas dessas bombas.

A Tarde

Trump eleva pressão sobre Irã após ofensiva de Israel e exige novo acordo nuclear

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar duramente o governo iraniano nesta sexta-feira (13), ao comentar a recente série de bombardeios realizados por Israel contra alvos estratégicos no Irã.

Através de sua rede social Truth Social, Trump afirmou que os ataques “ainda vão piorar” se o país não aceitar um novo acordo nuclear. Ele atribuiu aos líderes iranianos a responsabilidade pela escalada do conflito e disse que “já houve grande morte e destruição”.

Segundo Trump, o Irã desperdiçou diversas oportunidades para negociar, apesar dos esforços de sua gestão em buscar um acordo. Para ele, o regime iraniano ignorou os alertas de que os Estados Unidos possuem o que chamou de “o melhor e mais letal equipamento militar do mundo”, e destacou que Israel possui esse armamento e sabe como utilizá-lo.

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Putin rejeita trégua imediata na Ucrânia e impõe condições para paz

O presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou nesta quinta-feira (13), um cessar-fogo imediato na Ucrânia, defendendo mais discussões para obter um fim permanente para a guerra. Putin disse que qualquer pausa nos combates agora favoreceria os ucranianos, já que a Rússia está obtendo avanços rápidos no campo de batalha.

“A ideia (cessar-fogo) em si é boa, e é claro que a apoiamos, mas há questões que temos de discutir antes”, disse Putin, referindo-se pela primeira vez à proposta dos EUA de cessar-fogo de 30 dias. De acordo com Putin, a Rússia busca uma paz duradoura, mas precisa eliminar as “causas fundamentais” do conflito.  Entre as exigências estão o veto à adesão da Ucrânia à Otan e garantias de neutralidade do país, a desmilitarização e o reconhecimento da anexação de quase 20% do território ocupado pela Rússia. Putin exige ainda detalhes sobre o que seria permitido nos 30 dias de trégua e como ela seria verificada.

“Se pararmos de lutar por 30 dias, o que isso significa? Que todos que estão lá sairão sem lutar? Para a Ucrânia continuar sua mobilização? Para que os EUA forneçam mais armas para a Ucrânia? Quem determinará onde e quem violou a trégua? Essas são perguntas legítimas”, disse Putin. Quem também criticou a proposta americana foi Yuri Ushakov, conselheiro diplomático de Putin. “O cessar-fogo temporário proposto na Ucrânia não é nada mais do que um alívio para os militares ucranianos”, disse. “A trégua é apressada e não favorece uma solução de longo prazo.”

Pressão

Ao evitar uma rejeição total da proposta de cessar-fogo de Trump Putin tentou ontem se equilibrar entre não criticar abertamente a pressão pelo acordo e, ao mesmo tempo, impor suas próprias exigências e prolongar as negociações. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse que os comentários de Putin foram “previsíveis e muito manipuladores”. “Putin, é claro, tem medo de dizer diretamente a Trump que ele quer continuar essa guerra, quer matar ucranianos”, afirmou. “Ele estabeleceu tantas precondições que nada vai dar certo.”

Donald Trump, falando no Salão Oval após as declarações de Putin disse que o presidente russo “fez uma declaração promissora”, mas incompleta. “Adoraria me encontrar com ele, mas temos de acabar com isso rapidamente”, afirmou o americano, que garantiu que as conversas com o Kremlin estão em andamento. “Espero que eles façam a coisa certa.”Com suas tropas avançando rapidamente e retomando o território russo em Kursk, que a Ucrânia esperava usar como moeda de troca, o Kremlin tem pouco incentivo para interromper a guerra.

“Putin não está sentindo pressão nenhuma”, disse Konstantin Sonin, especialista da Harris School of Public Policy, da Universidade de Chicago. “Trump não tem nenhuma influência sobre ele, porque Putin acha que está ganhando.”

Estadão

 

 

Putin diz que apoia trégua apenas se conduzir a uma “paz duradoura”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que apoia cessar as operações militares na Ucrânia, mas desde que isso leve a uma “paz duradoura”. É a resposta do líder russo à proposta dos Estados Unidos de um cessar-fogo imediato de 30 dias.

“A Rússia concorda com a proposta de cessar as hostilidades e a ação militar, mas presumimos que isso deve conduzir a uma paz duradoura e eliminar as causas profundas e originais desta crise”, declarou Putin durante uma conferência de imprensa no Kremlin.

Putin também disse que precisa acertar detalhes com os Estados Unidos e que estuda a possibilidade de uma nova conversa telefônica com Trump. O líder russo deve se reunir ainda hoje com o enviado especial da administração do presidente dos EUA, Steve Witkoff, que já chegou a Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o governo estava “pronto” para as negociações com o representante da Casa Branca, no entanto adiantou que existem exigências a serem feitas para se alcançar um acordo.A proposta da delegação norte-americana já foi prontamente aceita e aprovada pelos ucranianos

Diario de Pernambuco

Ucrânia apoia proposta dos EUA para cessar-fogo na guerra com a Rússia

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comunicou que Kiev aceita “negociações imediatas” com a Rússia. “A Ucrânia manifestou a sua prontidão para aceitar a proposta dos EUA de promulgar um cessar-fogo imediato e provisório de 30 dias, que pode ser prorrogado por acordo mútuo entre as partes e que está sujeito à aceitação e implementação simultânea pela Federação Russa”, diz o comunicado divulgado pelo governo americano.

O acordo foi firmado em meio às negociações entre os EUA e a Ucrânia na Arábia Saudita. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que os EUA devem convencer a Rússia a aceitar o cessar-fogo de 30 dias proposto nas conversações entre as delegações ucranianas e norte-americanas. “A Ucrânia encara a trégua proposta de forma positiva”, declarou Zelensky.

O chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Andrii Yermak, considera que este acordo de cessar-fogo vai mostrar se a Rússia quer paz ou não. Yermak também revelou que foram discutidas várias opções de garantias de segurança com os EUA. “Uma vez mais, demonstramos que queremos paz”, acrescentou

Diario de Pernambuco

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