Resultado do 3º LIRAa aponta Petrolina com baixo risco para o Aedes aegypti

Entre os dias 11 e 15 de maio Petrolina realizou o 3º Levantamento de Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O resultado do levantamento classificou o município com baixo risco de infestação do Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. O índice de infestação da cidade ficou em 1%. No entanto, alguns bairros chegaram a apresentar valores elevados, que demonstra a necessidade de desenvolver ações imediatas, como mutirões e atividades educativas para evitar a proliferação dos mosquitos.

Os bairros que apresentaram sinal de alerta foram: São Gonçalo, Jardim Petropólis, Park São Gonçalo, Dom Avelar, São Joaquim e São Jorge, que ficaram com índice de 1,9% de infestação. Dom Avelar, Maria Auxiliadora e Vila Débora registraram índice de 1,7%. Já Novo Tempo e Pedra Linda ficaram com índice de 1,6%. Ao todo, a amostra foi realizada em 118 localidades na zona urbana.

LEIA MAIS

Juazeiro registra redução de cerca de 50% nos casos prováveis de dengue em 2026 e reforça ações permanentes de combate ao mosquito

A Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau), informa que o município registrou uma redução de 49,43% no número de casos prováveis de dengue em 2026, considerando os dados contabilizados até a Semana Epidemiológica 17. De acordo com o levantamento, foram registrados 45 casos prováveis da doença neste ano, enquanto no mesmo período de 2025 haviam sido contabilizados 89 casos prováveis. A Sesau destaca ainda que todos os casos notificados evoluíram para a cura da doença.

O município registrou ainda a ocorrência de um óbito por dengue de um paciente oriundo do município de Uauá, atendido no Hospital Regional de Juazeiro. Os números reforçam o impacto positivo das estratégias permanentes de enfrentamento às arboviroses desenvolvidas pela gestão municipal. Em 2025, Juazeiro já havia alcançado uma redução de aproximadamente 90% nos casos de dengue em comparação aos anos anteriores, resultado atribuído às ações contínuas de prevenção, monitoramento e mobilização social.

Mesmo diante da redução dos indicadores, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que os cuidados de rotina precisam ser mantidos pela população. As equipes de agentes de combate às endemias seguem realizando visitas domiciliares, inspeções, orientações educativas e ações de campo em diversos bairros da sede e comunidades do interior. A Sesau também reforça que a vacinação contra a dengue segue disponível nas unidades de saúde para o público apto definido pelo Ministério da Saúde, sendo fundamental que pais e responsáveis procurem os pontos de vacinação para garantir a imunização das crianças e adolescentes contemplados pela campanha.

Medidas de prevenção contra a dengue – A Secretaria orienta a população a manter os cuidados preventivos dentro de casa e nos ambientes de convivência:Manter caixas d’água, tonéis e depósitos de água devidamente vedados; Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de plantas; Guardar pneus e materiais recicláveis em locais cobertos; Manter garrafas viradas para baixo; Escovar semanalmente recipientes e bebedouros de animais; Limpar calhas, lajes e evitar água parada; Utilizar telas de proteção em ralos, portas e janelas.

A Sesau orienta ainda o uso de repelentes, especialmente nos horários de maior circulação do mosquito, como no início da manhã e no fim da tarde. Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas vermelhas ou mal-estar, é importante aumentar a hidratação, evitar automedicação — principalmente medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) — e procurar imediatamente a unidade básica de saúde mais próxima.

Ascom

Cerca de 2.500 imóveis são visitados durante ação de combate à dengue em Petrolina

Com o objetivo de reforçar os cuidados no combate à dengue, a Secretaria de Saúde de Petrolina, desenvolveu atividades de conscientização. Neste sábado (28) ocorreu o dia D de Combate ao Mosquito e na sexta-feira (27) teve a Sexta sem Aedes, que contaram com uma série de visitas domiciliares em diversos bairros da cidade que apresentaram focos do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya.

Ao todo, cerca de 2.500 imóveis foram vistoriados pelas equipes, que orientaram os moradores sobre a importância de evitar água parada, principal foco de proliferação do mosquito transmissor das doenças. Durante a ação, os agentes reforçaram medidas simples, como manter caixas d’água bem fechadas, limpar recipientes de água de animais e eliminar qualquer objeto que possa acumular água. Também foi realizada a aplicação de larvicida.

Para quem recebeu a visita, a iniciativa é essencial. A dona de casa Maria José das Neves destacou a importância da orientação. “As vezes a gente acha que está tudo certo, mas sempre tem algo que pode passar despercebido. Essas visitas ajudam muito a gente a cuidar melhor da nossa casa”, afirmou. Já o comerciante João Carlos Figueira reforçou o papel da população no combate à doença. “Não adianta só o trabalho dos agentes. Cada um precisa fazer sua parte no dia a dia para evitar a dengue”, disse.

Os trabalhos desenvolvidos pelos Agentes de Endemias fazem parte das estratégias do município para reduzir os índices da doença e conscientizar a população de que o combate à dengue é uma responsabilidade de todos.

Ascom

Bahia inicia distribuição de vacina 100% brasileira contra a dengue para os 417 municípios

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) deu início à distribuição da primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante, que utiliza tecnologia 100% nacional, será enviado aos 417 municípios baianos, seguindo os critérios de priorização estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Nesta etapa inicial, a Bahia recebeu cerca de 40 mil doses. Diferentemente de outros imunizantes já utilizados no país, a vacina do Butantan tem como principal diferencial a aplicação em dose única, facilitando a logística de imunização e garantindo proteção mais rápida.

Neste primeiro momento, a vacinação será voltada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A escolha desse grupo deve-se à natureza do trabalho desses profissionais, que atuam diretamente na assistência e na prevenção dentro das comunidades. Entre os beneficiados estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.

A vacina é indicada tanto para pessoas que já tiveram dengue (soropositivas) quanto para aquelas que nunca foram infectadas (soronegativas). No entanto, o profissional não deve ter histórico de vacinação prévia com outros imunizantes contra a dengue. A estratégia de vacinação na Bahia será progressiva, acompanhando o cronograma de envio das doses pelo Ministério da Saúde. A orientação da Sesab é que cada município realize seu planejamento estratégico, agendando a aplicação de acordo com o recebimento das remessas, a fim de evitar aglomerações e garantir a cobertura total do público prioritário.

A administração do imunizante é feita por via subcutânea. Por se tratar de vacina de vírus atenuado, ela passa a integrar o arsenal brasileiro no enfrentamento da doença, unindo a expertise nacional à necessidade de proteção da rede pública de saúde. “A expectativa é que, com o envio regular de novas remessas de doses, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde amplie a vacinação para outros grupos prioritários na faixa etária de 15 a 59 anos. No momento, somente os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde estão contemplados, podendo ser atendidos nas salas de vacina, conforme disponibilidade de estoque local”, explica Vânia Rebouças, coordenadora de Imunizações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (Divep).

Ascom Sesab

Vacina da dengue: Butantan antecipa entrega de 1,3 milhão de doses

O Instituto Butantan anunciou, nesta segunda-feira (23), a antecipação de 1,3 milhão de doses da vacina da dengue, a Butantan-DV, para o Ministério da Saúde. O lote, que estava previsto apenas para o segundo semestre de 2026, começará a ser distribuído imediatamente para reforçar o esquema vacinal do país.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de 125 anos do instituto em São Paulo, com a presença do governador Tarcísio de Freitas e do diretor do Butantan, Esper Kállas. Segundo o governador, a estratégia visa acelerar a proteção da população ainda no primeiro semestre. “Começando com 200 mil doses que vão ser entregues já agora em fevereiro”, destacou Tarcísio.

Cronograma e investimento
Ao todo, o Governo Federal contratou 3,9 milhões de doses da vacina da dengue produzida pelo Butantan, um investimento que soma R$ 368 milhões.

A produção segue um cronograma rigoroso:

Janeiro de 2026: Finalizada a entrega da primeira remessa de 1,3 milhão de doses.
Fevereiro a Junho de 2026: Entrega antecipada do segundo lote de 1,3 milhão de doses.
Até 2027: Previsão de entrega da última leva contratada.

A Tarde

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa neste domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.

Agência Brasil

Anvisa pode aprovar vacina do Butantan contra a dengue neste mês

A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan pode ser aprovada a partir do final da semana que vem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O anúncio foi feito na sexta (7), em coletiva de imprensa que tratou sobre a necessidade de acelerar as filas para aprovação de medicamentos sintéticos e produtos biológicos.

“A vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”, afirmou o diretor da Anvisa Daniel Pereira. Ele explicou que, na semana passada, houve uma reunião com o comitê de especialistas para suprir dúvidas que ficaram em relação à vacina. “A nossa expectativa é que, na primeira quinzena de novembro ainda, ou alguns dias a mais, a gente já tenha uma conclusão por parte da Anvisa, para a gente autorizar o registro”, explicou.

Pereira acrescentou que essa análise demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram a decisão. Segundo a Anvisa, não houve solicitações de registro de outros imunizantes por parte dos demais laboratórios.

Inteligência artificial
Na reunião com a imprensa desta sexta, diretores da Anvisa ainda explicaram que a agência pretende utilizar ferramentas de inteligência artificial para acelerar em pelo menos 50% o tempo de análise de medicamentos.

O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, contextualizou que há um aumento constante, de aproximadamente de 10%, de petições de novos registros junto à agência. Isso faz com que análises cheguem a demorar até três anos. “Trata-se de um conjunto de ações que estão sendo pensadas que, em conjunto, tende a reduzir os prazos de análise que estão tendo na Anvisa”, afirmou Safatle.

Segundo o presidente da Anvisa, as ferramentas de inteligência artificial estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. “É um instrimento que pode ajudar muito no processo de otimização de análise e no processo de aumento da produtividade”, disse Safatle.

O diretor da Anvisa Daniel Pereira informou que a agência tem hoje na fila aproximadamente 1,1 mil medicamentos sintéticos e cerca de 100 produtos biológicos para a análise. Com as propostas para acelerar as avaliações, a ideia é que, até dezembro do ano que vem, a Anvisa consiga atender aos prazos legais de um ano de fila para análise em todas as áreas. “A gente já tem uma série de instrumentos sendo desenvolvidos na parte de inteligência artificial dentro da Anvisa. Tem uma área específica que está cuidando muito desse tema aqui dentro”, afirmou Safatle.

Aporte de recursos
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, que está na África do Sul com autoridades da saúde dos 20 países mais ricos do mundo, anunciou, por vídeo, durante a reunião, o investimento de R$ 25 milhões para que a Anvisa possa ampliar ferramentas de inteligência artificial e, assim, reduzir o prazo de análise dos pedidos.

Padilha defendeu, na gravação, que uma das questões principais para liderar a atração de investimentos para a inovação e produção de medicamentos no Brasil é acelerar os registros, que dão acesso o mercado brasileiro.  “Acreditamos que isso vai reduzir, dar mais qualidade à análise, reduzir o tempo para os projetos de inovação e, com isso, fazer com que medicamentos novos cheguem mais rápido à nossa população”, disse o ministro.

Outra iniciativa é a criação de um comitê de acompanhamento do plano envolvendo o setor. Na reunião com ministros da saúde do G20, ele divulgou que foram feitas parcerias com empresas da África do Sul e Indonésia para acelerar a produção de vacina para tuberculose no nosso país.

Agência Brasil

Prefeitura de Petrolina oferece mutirão de combate à dengue neste sábado

Com o objetivo de intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, a Prefeitura de Petrolina realiza neste sábado (28) mais um mutirão de enfrentamento às arboviroses. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, começou às 7h e segue até às 13h em diversos bairros e contará com a participação de aproximadamente 40 Agentes de Combate às Endemias.

A mobilização foi programada para o fim de semana justamente com para alcançar residências que, durante os dias úteis, costumam estar fechadas. Nesta etapa, os agentes percorrerão os bairros José e Maria, Dom Avelar, Km 2, Ouro Preto, Areia Branca, Vila Eduardo, Henrique Leite, Portal da Cidade e Cohab Massangano. Na zona rural, o Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho – Núcleo 9 também será contemplado com as ações preventivas.

Durante as visitas, os agentes realizarão a vistoria completa para identificar possíveis focos do mosquito. A Secretaria de Saúde reforça a importância do engajamento da população na luta contra o Aedes aegypti. Medidas simples, como manter caixas d’água e reservatórios devidamente tampados, armazenar garrafas com a boca para baixo, eliminar recipientes que possam acumular água, cobrir pneus e trocar regularmente a água de vasos de plantas, são fundamentais para evitar a proliferação mosquito.

Ascom

Mutirão de Combate às Arboviroses chega ao Alto do Cruzeiro no final de semana

As ações contra o aedes aegypti seguem com programação de cuidados para eliminar os focos do mosquito.

No próximo final de semana, sábado (22) e domingo (23), a partir das 8h, as equipes de combate às endemias irão realizar um mutirão no bairro Alto do Cruzeiro para sensibilizar os moradores em relação ao cuidado diário com as residências.

Desde o início deste ano, cerca de 10 mutirões já foram realizados e aproximadamente 8 mil imóveis visitados pelos agentes de combate às endemias, na zona urbana e rural. Além dos mutirões, o trabalho rotineiro de visita dos imóveis continua a ser feito.

LEIA MAIS

Mutirão contra o aedes aegypti: novas ações chegam ao João Paulo II e Vila Nova Fé

O Mutirão de Controle de Arboviroses chega até o bairro João Paulo II no próximo sábado (15) e na Vila Nova Fé, domingo (16). Os agentes de combate às endemias vão realizar ações contra a dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa da Secretaria de Saúde de Juazeiro vai até as comunidades do município para alertar e evitar a transmissão de doenças causadas pelo mosquito.

No último final de semana, 8 e 9 de fevereiro, 28 agentes de combate às endemias visitaram aproximadamente 1.200 imóveis no distrito de Itamotinga. Foram identificados 30 pontos de foco com larvas suspeitas para o aedes aegypti, que receberam intervenções imediatas de combate.

LEIA MAIS

Itamotinga recebe Mutirão de Controle de Arboviroses no próximo final de semana

No próximo sábado (08) e domingo (09), o distrito de Itamotinga receberá os agentes da Vigilância Sanitária que farão ações de combate à dengue, zika e chikungunya.

O Mutirão de Controle de Arboviroses, realizado pela Secretaria de Saúde de Juazeiro, vai até as comunidades do interior para alertar e evitar a transmissão de doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti.

LEIA MAIS

Brasil encerra janeiro com mais de 180 mil casos de dengue e 38 mortes

O primeiro mês de 2025 registrou um total de 170.376 casos prováveis de dengue em todo o país, além de 38 mortes confirmadas e 201 óbitos em investigação para a doença.

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde indicam que o coeficiente de incidência do Brasil, neste momento, é 80,1 casos para cada 100 mil habitantes.

Os números mostram que 54% dos casos prováveis foram registrados entre mulheres e 46%, entre homens. Desse total, 51,3% foram identificados entre pessoas brancas, 32,4% entre pessoas pardas, 4,4% entre pessoas negras e 1,1% entre pessoas amarelas. Os grupos que respondem pelo maior número de casos são de 20 a 29 anos, de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos.

LEIA MAIS

Dengue: sorotipo 3 volta a circular no país e preocupa autoridades

O sorotipo 3 da dengue registrou aumento em meio a testes positivos para a doença no Brasil – sobretudo nos estados de São Paulo, de Minas Gerais, do Amapá e do Paraná. A ampliação foi registrada principalmente nas últimas quatro semanas de dezembro. O cenário preocupa autoridades sanitárias brasileiras, já que o vírus não circula de forma predominante no país desde 2008 e, consequentemente, grande parte da população está suscetível.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, ao longo de todo o ano de 2024, o sorotipo da dengue que circulou de forma predominante no Brasil foi o 1, identificado em 73,4% das amostras que testaram positivo para a doença. “Estamos vendo uma mudança significativa para o sorotipo 3”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).

“Quero chamar a atenção porque o sorotipo 3 não circula no Brasil desde 2008. Temos 17 anos sem esse sorotipo circulando em maior quantidade. Então, temos muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença. Essa é uma variável que nós estamos colocando no nosso COE [Centro de Operações de Emergência] para um monitoramento da circulação desses vírus.”

Alta incidência

Uma projeção feita com base nos padrões registrados em 2023 e 2024 no Brasil e apresentada pela pasta revela que a maior parte dos casos de dengue esperados para 2025 devem ser contabilizados nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Nessas localidades, é esperada uma incidência acima do que foi registrado ao longo do ano passado.

“O que a gente pode esperar para 2025? A gente continua com o efeito do El Niño e, portanto, com altas temperaturas e com esses extremos de temperatura. Também temos o problema da seca, que faz com que as pessoas armazenem água, muitas vezes, em locais inadequados. E isso também faz com que a proliferação de mosquitos possa acontecer”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde.

“O aumento da circulação do sorotipo 3 não entrou nessa modelagem”, disse. “Não sabemos como ele vai se espalhar. Estamos fazendo esse monitoramento”, completou Ethel. Segundo ela, nas últimas quatro semanas de 2024, 84% dos casos de dengue se concentraram nos estados de São Paulo, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de Goiás e de Santa Catarina.

Zika

Dados da pasta mostram ainda que, nas últimas quatro semanas de 2024, 82% do total de casos prováveis de Zika identificados no países se concentraram no Espírito Santo, no Tocantins e no Acre.

Chikungunya

Nas últimas quatro semanas de dezembro, 3.563 casos prováveis de Chikungunya foram identificados, sendo 76,3% deles em São Paulo, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Espírito Santo e no Mato Grosso do Sul. “Os estados se repetem, alguns deles, para dengue, Zika e Chikungunya”, destacou a secretária.

Oropouche

“Estamos com uma concentração grande de casos no Espírito Santo, com casos importados no Rio Grande do Norte, em Goiás, no Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, mas 90% dos casos estão concentrados no Espírito Santo, com aumento significativo das notificações. Estamos, neste momento, com uma equipe lá”, concluiu Ethel.

De acordo com a pasta, na primeira semana de 2024, 471 casos de febre do Oropouche foram identificados no país. Já na primeira semana de 2025, 98 casos da doença foram contabilizados no Brasil.

Agência Brasil

Casos de dengue em 2024 passam de 6,4 milhões; mortes somam 5,9 mil

(Foto: AFP Photo)

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde mostram que o país registrou, ao longo de todo o ano de 2024, um total de 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes provocadas pela doença.

Há ainda 908 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue, até o dia 28 de dezembro, era de 3.193,5 casos para cada 100 mil habitantes.

A maioria dos casos prováveis de dengue (55%) em 2024 foi identificada entre mulheres. No recorte raça/cor, 42% dos casos prováveis foram registrados entre brancos; 34,4% entre pardos; 5,1% entre pretos; 0,9% entre amarelos; e 0,2% entre indígenas, sendo que, em 17,3% dos casos, a informação não foi registrada. A faixa etária dos 20 aos 29 anos concentrou a maior parte dos casos prováveis, seguida pela de 30 a 39 anos e pela de 40 a 49 anos.

LEIA MAIS

Petrolina fecha 2024 sem risco para doenças transmissíveis pelo Aedes aegypti

Em 2024, Petrolina se destacou como um exemplo de sucesso no controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, Zika e Chikungunya. Este foi um ano em que o Brasil enfrentou uma situação considerada endêmica para essas doenças.

A cidade manteve os casos sob controle graças a um trabalho preventivo eficaz realizado pela Vigilância Epidemiológica, por meio dos Agentes de Combate às Endemias, com ações direcionadas a eliminação de focos do mosquito e em conscientizar a população.

Os esforços de combate à proliferação do mosquito puderam ser vistos através das 30 ações de coleta de pneus, com mais de 15 mil objetos recolhidos de terrenos baldios e borracharias que poderiam servir como criadouros do Aedes aegypti.

LEIA MAIS
123