Investigação sobre vacina contra dengue do Butantan não tem prazo para ser concluída, diz governo

Vacina contra a dengue do Instituto Butantan (Walterson Rosa/MS)

Não há prazo definido para que a investigação que envolve a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan seja concluída, afirmaram representantes do Ministério da Saúde, em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (8).

O imunizante teve a aplicação suspensa temporariamente pelo governo federal após três pessoas apresentarem reações graves, com internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Duas vieram a óbito.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto rapidez nas análises é cobrada, o processo seguirá os protocolos de segurança e farmacovigilância adotados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O número de cidades que receberam a vacina durante a campanha, iniciada em janeiro deste ano, não foi divulgado.

Ao todo, segundo dados repassados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 501.044 doses da vacina entre janeiro e 30 de maio deste ano.

LEIA MAIS

Ministro assina contrato para compra de vacina da dengue do Butantan

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta sexta-feira (19), em São Paulo, o contrato de aquisição das primeiras doses de vacina contra a dengue que estão sendo produzidas pelo Instituto Butantan. O contrato para a entrega dessas primeiras doses é de cerca de R$ 368 milhões. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início deste mês, a Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo e foi testada para ser aplicada na população brasileira entre 12 a 59 anos de idade.

Nos próximos dias, o Butantan deverá entregar ao ministério 300 mil doses da vacina, que serão utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para vacinar voluntários que participaram dos estudos do imunizante e também para vacinação nos municípios de Botucatu, em São Paulo, e Maranguape, no Ceará (CE) e, possivelmente, também para os cidadãos de Nova Lima, em Minas Gerais, onde serão feitos estudos para avaliar a vacinação em massa da população. A expectativa do ministro é de que essas primeiras doses já comecem a ser aplicadas entre os dias 17 e 18 de janeiro.

“Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou Padilha.

Até o final do mês de janeiro, o Butantan deverá entregar mais 1 milhão de doses ao Ministério da Saúde, que serão utilizadas para vacinar os profissionais da Atenção Primária, que atuam nas unidades Básica de Saúde (UBS) e em visitas domiciliares.

Agência Brasil