Juazeiro registra redução de cerca de 50% nos casos prováveis de dengue em 2026 e reforça ações permanentes de combate ao mosquito

A Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau), informa que o município registrou uma redução de 49,43% no número de casos prováveis de dengue em 2026, considerando os dados contabilizados até a Semana Epidemiológica 17. De acordo com o levantamento, foram registrados 45 casos prováveis da doença neste ano, enquanto no mesmo período de 2025 haviam sido contabilizados 89 casos prováveis. A Sesau destaca ainda que todos os casos notificados evoluíram para a cura da doença.

O município registrou ainda a ocorrência de um óbito por dengue de um paciente oriundo do município de Uauá, atendido no Hospital Regional de Juazeiro. Os números reforçam o impacto positivo das estratégias permanentes de enfrentamento às arboviroses desenvolvidas pela gestão municipal. Em 2025, Juazeiro já havia alcançado uma redução de aproximadamente 90% nos casos de dengue em comparação aos anos anteriores, resultado atribuído às ações contínuas de prevenção, monitoramento e mobilização social.

Mesmo diante da redução dos indicadores, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que os cuidados de rotina precisam ser mantidos pela população. As equipes de agentes de combate às endemias seguem realizando visitas domiciliares, inspeções, orientações educativas e ações de campo em diversos bairros da sede e comunidades do interior. A Sesau também reforça que a vacinação contra a dengue segue disponível nas unidades de saúde para o público apto definido pelo Ministério da Saúde, sendo fundamental que pais e responsáveis procurem os pontos de vacinação para garantir a imunização das crianças e adolescentes contemplados pela campanha.

Medidas de prevenção contra a dengue – A Secretaria orienta a população a manter os cuidados preventivos dentro de casa e nos ambientes de convivência:Manter caixas d’água, tonéis e depósitos de água devidamente vedados; Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de plantas; Guardar pneus e materiais recicláveis em locais cobertos; Manter garrafas viradas para baixo; Escovar semanalmente recipientes e bebedouros de animais; Limpar calhas, lajes e evitar água parada; Utilizar telas de proteção em ralos, portas e janelas.

A Sesau orienta ainda o uso de repelentes, especialmente nos horários de maior circulação do mosquito, como no início da manhã e no fim da tarde. Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas vermelhas ou mal-estar, é importante aumentar a hidratação, evitar automedicação — principalmente medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) — e procurar imediatamente a unidade básica de saúde mais próxima.

Ascom

Casos de meningite diminuem em PE, mas estado segue entre os primeiros

Pernambuco ocupa a terceira posição no ranking de casos de meningite no Nordeste em 2026. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o estado registrou 68 casos confirmados até o dia 2 de abril, ficando atrás apenas da Bahia, com 84 ocorrências, e do Ceará, com 81.

O estado chegou a liderar os números da doença na região durante os meses de janeiro e fevereiro, mas caiu para a terceira colocação após a atualização dos dados em março. A próxima sexta-feira (24) marca o Dia Mundial do Combate à Meningite.

Dos 68 casos confirmados em Pernambuco, 21 são de meningite viral e 12 bacteriana. Outros 35 registros foram classificados como não especificados ou de outros tipos da doença. Além disso, há 67 casos em investigação e três ocorrências consideradas inconclusivas.

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Mpox: Brasil chega a 90 casos com mais dois estados na lista

O Brasil chegou a marca 90 diagnósticos confirmados de mpox, conforme levantamento mais recente do Ministério da Saúde em conjunto com secretarias estaduais.Além dos casos confirmados, o país acumula mais de 180 notificações suspeitas. Destas, 57 já foram descartadas após análise. Somente em São Paulo, mais de 70 pacientes aguardam resultado laboratorial.

Números por estado
São Paulo concentra a maior parte das ocorrências, com 63 registros;
Rio de Janeiro aparece na sequência, com 15 casos;
Rondônia contabiliza quatro confirmações;
Minas Gerais três casos
Rio Grande do Sul tem dois registros;
Santa Catarina tem um caso
Distrito Federal também tem um caso;
Paraná também entra na lista com um caso confirmado

Em nota, o governo federal informou que acompanha a evolução do cenário epidemiológico e reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de estrutura para diagnóstico, acompanhamento clínico e adoção de medidas para evitar novos contágios.

Entenda a doença – A mpox é uma infecção viral zoonótica, causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, especialmente quando há lesões aparentes. Também pode acontecer por meio de secreções respiratórias, contato íntimo prolongado ou compartilhamento de objetos pessoais contaminados.

Os sinais mais frequentes incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e o surgimento de erupções cutâneas que evoluem para bolhas, podendo atingir rosto, tronco e outras áreas do corpo. Não existe, até o momento, um medicamento específico amplamente indicado para a doença. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas e à prevenção de complicações. Pessoas infectadas devem permanecer isoladas até que todas as lesões cicatrizem, processo que pode levar de duas a quatro semanas.

Apesar de não haver registro de mortes no país até agora, especialistas alertam que a mpox pode apresentar agravamento em determinados perfis de pacientes, sobretudo na ausência de acompanhamento médico adequado.

A Tarde

Três casos de intoxicação por metanol são confirmados em Petrolina

Nesta terça-feira (18), a Prefeitura de Petrolina recebeu a confirmação  de intoxicação por metanol nos três jovens que haviam sido registrados com suspeita no município na última semana. Entre as pessoas intoxicadas estão duas mulheres, uma morreu e a outra recebeu alta na segunda-feira (17) e passa bem. O outro jovem que apresentou sintomas de intoxicação também na semana passada segue internado em Juazeiro, na Bahia.

A Prefeitura informa ainda que a origem da bebida identificada como “Whisky”, consumida pelos três jovens, segue sob investigação da Polícia Civil, já que o produto, possivelmente, não foi adquirido em Petrolina. A Agência  Municipal de Vigilância Sanitária reforça que continua realizando fiscalizações em estabelecimentos comerciais para coibir a comercialização de bebidas falsificadas e garantir a segurança da população.

Metanol: mais quatro casos suspeitos são notificados em Pernambuco

Pernambuco teve mais de 80 casos suspeitos de intoxicação por metanol

A  Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que, nesta terça-feira (21), foram notificados mais quatro novos casos com suspeitas de serem relacionados ao uso de metanol, associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas no estado.

Os novos casos são de Belém de São Francisco (1), Jaboatão dos Guararapes (2) e Serra Talhada (1). Todas as pessoas estão internadas. Assim, a pasta totaliza 84 notificações, sendo 80 de Pernambuco e 4 de outros estados (2 de São Paulo, 1 da Paraíba e 1 de Alagoas).

Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8).

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).

Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.

Suspeitas

O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).

Óbitos

O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.

No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).

Agência Brasil

Metanol: casos suspeitos de intoxicação em Pernambuco sobem para 26; SES-PE investiga 4 mortes

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) anunciou nesta segunda-feira (6) que recebeu a notificação de novos quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco.

As novas suspeitas são de pacientes residentes das cidades de Serrita, Jaboatão dos Guararapes e outros dois do Recife, com idades entre 20 e 54 anos, sendo uma do sexo feminino e três do sexo masculino.

Entre os casos que já estavam em investigação, um novo óbito foi registrado no município de Paudalho.

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Intoxicação por metanol: três possíveis casos e duas mortes são investigadas em Pernambuco

Dois homens morreram no Agreste de Pernambuco com suspeita de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Os casos estão sendo investigados pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa). As vítimas estavam internadas no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para onde também foi encaminhado um terceiro paciente, que sobreviveu, mas perdeu a visão nos dois olhos.

Os três homens são residentes dos municípios de Lajedo e João Alfredo. As mortes ocorreram após quadro clínico compatível com envenenamento por metanol, substância inflamável, tóxica e de difícil identificação, apenas destinada à indústria, mas que tem sido usado para adulterar bebidas. O Instituto de Medicina Legal (IML) ficará responsável por confirmar a causa por meio de exames.

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Secretaria de Saúde recomenda e orienta população para isolamento de casos de COVID-19

 Considerando o recente aumento no número de casos de COVID-19 registrados em Juazeiro, a prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Saúde resolveu intensificar as medidas de vigilância e prevenção no ambiente escolar, com o objetivo de conter a disseminação do vírus entre estudantes, docentes e demais profissionais da educação.

Diante desse cenário, recomenda-se a adoção de medidas já conhecidas por todos com isolamento social de quem apresentar sintomas ou confirmação para covid-19 por qualquer um dos critérios. O isolamento e as medidas de precaução poderão ser suspensos após 10 dias do início dos sintomas, desde que a pessoa esteja sem febre há pelo menos 24 horas, sem uso de antitérmicos, e apresente melhora dos sintomas respiratórios.

Orienta-se ainda que casos suspeitos podem fazer a testagem no Laboratório Central de Saúde Pública municipal (LACEN) localizado na Rua Antônio Pedro, 146, Centro com funcionamento das 8h às 17h. A vacinação é uma das principais estratégias para o controle da COVID-19.

Desde sua implementação no Brasil, em janeiro de 2021, as vacinas tiveram um papel fundamental na redução de casos graves e óbitos, contribuindo significativamente para a proteção da população e o alívio do sistema de saúde.

A Vigilância Epidemiológica reforça que todas as pessoas devem manter seu esquema vacinal atualizado, conforme orientações do Ministério da Saúde. A vacinação é gratuita e está disponível nas unidades de saúde do município.

Ascom

Novos casos de febre Oropouche acende alerta em todo o país

Até 2023, a febre oropouche era uma doença quase exclusiva dos estados da Região Amazônica, mas este ano, o Espírito Santo, a quase 3 mil km de distância se tornou recordista de casos com 6.318 registros. Pesquisadores tentam entender o que levou a doença a se espalhar pelo Brasil, e gestores de saúde pensam estratégias para controlar a oropouche em meio a uma população sem nenhuma imunidade prévia.

Este ano, infecções por oropouche já foram confirmadas em 18 estados mais o Distrito Federal, somando 11.805 casos. Cinco pessoas morreram pela doença, 4 no Rio de Janeiro e 1 no Espírito Santo e há duas mortes sendo investigadas. Em praticamente todas as semanas, os casos deste ano superam os do ano passado, e a expectativa é que que a soma de 2025 seja superior a quantia de 13.856 registrada em 2024. O número de mortos já é superior. No ano passado, foram quatro: 2 na Bahia, 1 no Espírito Santo e 1 em Santa Catarina.

A febre oropouche é causada por um vírus transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis, mais conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, incidente em todo o país. Ela causa sintomas semelhantes aos de outras doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya, principalmente febre e dor na cabeça, músculos e articulações.

A infecção também pode causar complicações na gravidez, incluindo microcefalia, malformações e óbito do feto, assim como o Zika virus. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que as gestantes que vivem em áreas com registros da doença reforcem a proteção contra os mosquitos. Apesar da transmissão do vírus por via sexual ainda não ter sido comprovada, pessoas com sintomas também devem usar preservativo durante as relações sexuais como medida preventiva.

De acordo com o chefe do Laboratório de Arbovírus e Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz, Felipe Naveca, estudos genéticos mostram que os casos que se proliferam no Brasil foram causados por uma nova linhagem do vírus, que surgiu no Amazonas, circulou pela Região Norte e depois se espalhou.

“E nós também conseguimos mostrar que esse cenário está muito relacionado com algumas áreas de desmatamento recente, principalmente no sul do Amazonas e no norte de Rondônia, que serviram como pontos cruciais para dispersão desse vírus. Aí pessoas infectadas acabaram levando para fora da Região, porque depois que ela é infectada pelo vírus, leva um tempo até manifestar os sintomas”, complementa Naveca.

O maruim existe em todo país, mas precisa de ambientes úmidos e com matéria orgânica em decomposição para se reproduzir, por isso, é mais incidente em áreas florestais e de plantações, especialmente nas lavouras de banana. Os surtos têm ocorrido principalmente em regiões periurbanas, de transição entre ambientes rurais e de mata e áreas habitadas por humanos. Apenas as fêmeas transmitem o vírus da febre oropouche, que também podem ser inoculados em animais.

Segundo Naveca, as mudanças ambientais também têm um papel na proliferação da doença. “Todas as vezes que você tem eventos mais extremos, seja de seca ou cheia dos rios, isso afeta a população não só do vetor, mas também dos animais que o mosquito se alimenta. Então, isso modifica todo esse ecossistema. Os nossos dados mostram que a população do vírus, aumentava justamente nos períodos de chuva na Região Amazônica.”

Um estudo internacional recente analisou dados de seis países sulamericanos, incluindo o Brasil, e identificou que as variáveis climáticas, como as mudanças de padrão da temperatura e da chuva, foram os principais fatores de influência para a disseminação da oropouche, contribuindo com 60%. Por isso, os pesquisadores acreditam que eventos climáticos extremos, como o El Niño, provavelmente tiveram um papel fundamental no surto iniciado em 2023.

O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento dos casos de Oropouche e tem feito reuniões periódicas e visitas técnicas aos estados, para orientar as autoridades locais sobre as formas corretas de notificar, investigar e encerrar os casos suspeitos.

“Em parceria com a Fiocruz e a Embrapa, a pasta realiza estudos sobre o uso de inseticidas para o controle do vetor, com resultados preliminares promissores. As evidências apoiam a definição de estratégias de enfrentamento da doença, especialmente durante surtos, e a redução de seu impacto na população. A prevenção inclui o uso de roupas compridas, sapatos fechados, telas de malha fina nas janelas e eliminação de matéria orgânica acumulada”, declarou o Ministério em nota.

Agência Brasil

Covid-19: Brasil ultrapassa 130,5 mil casos em 2025

De 1° a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19. Já os óbitos pela doença somaram 664. Na Semana Epidemiológica (SE) 08/2025, correspondente ao período de 16/02 a 22/02, foram registrados 22.097 novos casos da doença e 153 mortes. Os dados podem ser acessados no painel do Brasil 61, feito com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. .

Na SE 08/2025, os estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso registram os maiores números de novos casos positivos para Covid-19 no país. Apenas em SP foram 8.874 novos registros. Já no TO houve 4.255 pessoas positivas para a doença e em MT foram 1.762 novos casos de Covid-19 em uma semana. As UFs foram as únicas que registraram mais de mil positivos no período.

Em comparação à SE 07/2025, que diz respeito aos dias 9 a 15 de fevereiro, houve uma alta de 61,1% nos casos positivos na SE 08/2025. Em relação aos óbitos, houve um aumento de 86,6%. Os registros na Semana Epidemiológica 7 foram de 13.709 casos e 82 óbitos.

Cenário epidemiológico
O mais recente Boletim InfoGripe da FioCruz, referente à Semana Epidemiológica (SE) 09/2025 – que corresponde o período de 23/02 a 01/03 – aponta que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 81,4% dos óbitos foram por Covid-19 e entre os casos positivos, o percentual da doença ficou em 39,9%

O documento destaca, ainda, que nove das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Confira os estados:  Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Dentre as nove UFs, sete apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Conforme o Boletim, a manutenção do aumento de casos de SRAG, com incidências de moderada a alta em vários estados da Região Norte, como PA, RO e RR e TO, e em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Nordeste, sendo DF, GO e SE, é justificada pela alta de casos entre crianças e adolescentes de até 14 anos.

Já em GO e no DF, o avanço de SRAG entre crianças de até quatro anos está relacionado, em especial, ao vírus sincicial respiratório (VSR). Em SE, GO e DF, o crescimento de SRAG na faixa etária de 5 a 14 anos está associado ao rinovírus. Nos demais estados, a FioCruz afirma que ainda não é possível determinar qual vírus é o responsável pelo aumento.

O Informe da FioCruz detalha que a Covid-19 continua sendo a principal responsável pelos casos e óbitos de SRAG entre os idosos nas últimas semanas. Porém, os casos da Síndrome associados à doença nessa faixa etária seguem em níveis baixos ou moderados, sem sinal de crescimento na maior parte do país.

Brasil 61

Brasil tem 254 mil casos de chikungunya, doença que já matou 161 este ano

Com 254.095 casos prováveis no Brasil ao longo de 2024, além de 161 mortes confirmadas e 155 em investigação, a chikungunya começa a adquirir, paulatinamente, expressão e importância nacional. A avaliação foi feita pelo secretário adjunto de Vigilância em Saúde, Rivaldo Venâncio, ao comentar o atual cenário de arboviroses no país.

“Felizmente, estamos observando várias semanas – praticamente dez semanas seguidas –, a exemplo da dengue, redução no número de casos”, disse, ao participar de reunião da Comissão Intergestores Tripartite, em Brasília. O coeficiente de incidência da chikungunya no Brasil, neste momento, é de 125,1 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

A maioria das infecções foi registrada entre mulheres (60%). Em relação à raça, pessoas pardas respondem por 66,7% dos casos, seguidas por brancos (24,4%), pretos (7%), amarelos (1,5%) e indígenas (0,2%). As faixas etárias mais afetadas pela doença incluem os grupos de 20 a 29 anos; de 40 a 49 anos; de 30 a 39 anos; e de 50 a 59 anos, respectivamente.

Dados da pasta mostram ainda que o estado de Minas Gerais concentra a maior parte dos casos de chinkungunya (159.844). Em seguida estão Mato Grosso (19.018), Bahia (15.508), Espírito Santo (13.058) e São Paulo (10.667). Já as unidades federativas com menos infecções pela doença são Roraima (36), Amazonas (102), Rondônia (224), Acre (264) e Amapá (322).

O vírus da chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes aedypti, que também é vetor da dengue, da zika e da febre amarela.

Agência Brasil

Congo tem mais de 18 mil casos e 615 mortes por mpox

A República Democrática do Congo (RDC) já contabiliza, este ano, mais de 18 mil casos de mpox, além de 615 mortes provocadas pela doença. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26), em Brazzaville, pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante abertura da reunião do comitê africano da entidade.

“Há uma preocupação particular com a rápida transmissão da nova variante do vírus que causa a mpox, a variante 1b. No mês passado [em julho], mais de 220 casos da variante 1b foram reportados em quatro países vizinhos ao Congo e [eles] não haviam registrado casos da doença até então: Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda”, disse.

Nova variante
Em seu pronunciamento, Tedros lembrou que casos da nova variante da mpox já foram confirmados também na Suécia e na Tailândia – os primeiros fora do continente africano. Os pacientes, segundo ele, tinham histórico de viagem por países que enfrentam surtos da doença, sem especificar por quais localidades eles passaram.

“Mas a variante 1b não é nossa única preocupação. Casos de outras variantes também foram reportados este ano na parte ocidental da RDC, assim como em Camarões, na República Central da África, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, República do Congo e África do Sul. É um cenário complexo e dinâmico.”

“Responder a cada um desses surtos e controlá-los vai exigir uma resposta internacional complexa e coordenada. Por isso, decidi declarar emergência em saúde pública de importância internacional”, destacou Tedros. Durante a reunião de hoje, o diretor-geral da OMS voltou a estimar que serão necessários US$ 135 milhões ao longo dos próximos seis meses para implementar um plano de resposta capaz de combater a disseminação da doença. A cifra já havia sido anunciada na semana passada em reunião com estados-membros da OMS.

Vacina
Ainda segundo Tedros, na última sexta-feira (23), a OMS recebeu “informações necessárias por parte de um dos fabricantes” para analisar mais uma possível vacina contra a mpox. “Esperamos ter uma lista [de doses] para uso emergencial nas próximas três semanas”, destacou.

E acrescentou: “Estou confiante de que, por meio da liderança coordenada de países afetados e do apoio da OMS em todos os seus níveis e de parceiros como o CDC África [Centro de Controle e Prevenção de Doenças], podemos ter essa epidemia sob controle rapidamente, como já fizemos com vários outros surtos em anos recentes. Aprendemos lições valiosas por meio de nossas experiências com ebola, covid-19 e outras doenças”, concluiu.

Agência Brasil

Cidade do Rio registra mais de 2 mil casos de dengue em 24 horas

O município do Rio de Janeiro atingiu o total de 56.928 casos de dengue em dados atualizados neste sábado (9). O número representa um aumento de mais de 2 mil casos em 24 horas. Nessa sexta-feira (8), os casos somavam 54.906. Conforme o Painel Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em 2023, foram contabilizados 22.739 casos, e no ano anterior, 4.675.

O bairro com maior número de registros é Campo Grande, na zona oeste, com 11.558; seguido da região Penha, Ramos e Ilha do Governador, que somam 6.568; e de Madureira e Irajá, com 6.501. Todos esses na zona norte. Na quinta-feira (7), o secretário Daniel Soranz confirmou mais duas mortes na capital causadas pela doença. Eram duas mulheres, uma de 71 anos e a outra de 24, subindo para quatro o total de mortos por dengue na capital. Ainda de acordo com o Painel da SMS, até agora, o ano com maior número de casos foi 2012, quando alcançou 130.310.

Mosquito dentro de casa

Conforme o secretário, o calor e chuva criam ambiente propício para a proliferação do mosquito. “De cada três pessoas que têm dengue no município do Rio de Janeiro, em duas delas a gente consegue identificar o foco dentro do próprio domicílio do paciente”, observou neste sábado (9) durante visita a um polo de atendimento da prefeitura do Rio.

Soranz destacou que a população deve adotar alguns cuidados para evitar a proliferação do mosquito transmissor. “Os meses de maior incidência são abril e maio, então, a gente tem uma tendência do crescimento do número de casos de dengue na cidade do Rio. Por isso, a gente reforça o alerta a todo carioca a se empenhar na eliminação do foco do mosquito Aedes aegypti. No comércio, todos os governos, muito importante nas residências, dez minutos por semana para eliminar o foco do mosquito”, informou à Agência Brasil.

Soranz lembrou os sintomas da doença: febre e dor no corpo, dor atrás dos olhos, dor abdominal, sangramento de mucosa. Se a pessoa apresentar alguns desses sintomas, deve procurar uma unidade de saúde para identificar se está com dengue, iniciar o tratamento com hidratação adequada.

Favelas

O Painel Dengue nas Favelas, publicado no site do Voz das Comunidades, informa, com base em dados atualizados nessa sexta-feira (8) pela prefeitura, a ocorrência de 4.174 casos em comunidades do Rio de Janeiro, com uma morte no Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte. O Conjunto de Favelas do Alemão tinha o maior número (2.032), seguido da Rocinha (690), Maré (327), Gardênia Azul (250), Acari (237), Manguinhos (159), Cidade de Deus (151), Mangueira (130), Vidigal (86), Vila Kennedy (68) e Jacarezinho (44).

Dados da Secretaria de Estado de Saúde, atualizados na sexta-feira (8), o território fluminense tinha 107.833 casos prováveis com 3.136 internações e 26 mortes pela doença. A capital é a que concentra o maior número de casos, seguida de Volta Redonda (5.406) e Resende (4.086), os dois municípios no sul fluminense.

Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, há 1.342.086 de casos prováveis da doença no país, com 363 mortes confirmadas e 763 em investigação. Os estados com o maior número de casos são Minas Gerais, com 464.223; São Paulo, 238.993; Paraná, 128.247; e Distrito Federal, 122.348.

Agência Brasil

Alemanha e França superam Brasil em casos de covid

A Alemanha superou o Brasil no número total de casos de covid, na semana passada. Com população de 84,4 milhões, menos da metade do Brasil, a maior economia da Europa registrava, na sexta-feira (21), 35,1 milhões de casos do vírus. Um dos alvos prediletos da imprensa (nacional e internacional) durante a pandemia, o Brasil tem agora 34,8 milhões de casos entre os 216 milhões de habitantes, enquanto a França, com quase 25% dessa população, tem 36,5 milhões de casos.

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