Caso suspeito de metanol é descartado em Petrolina após análise laboratorial

Após análises laboratoriais realizadas na garrafa e nos copos utilizados pelas jovens do bairro Idalino Bezerra para o consumo de vodka, foi comprovado que não havia presença de metanol no conteúdo analisado. Dessa forma, a Prefeitura de Petrolina descarta a ocorrência de intoxicação por metanol no caso investigado.

Na última segunda-feira (23), a Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) e a Secretaria de Saúde foram notificadas sobre um caso suspeito de intoxicação por metanol. A partir da notificação, todas as medidas sanitárias cabíveis passaram a ser adotadas de forma imediata.

A Vigilância Sanitária recolheu a garrafa consumida pelas jovens para análise e efetuou a retenção preventiva de lotes da mesma marca comercializada em um estabelecimento localizado no bairro Henrique Leite. Com a confirmação laboratorial de que não havia presença de metanol na bebida analisada, os produtos retidos foram devolvidos ao empreendimento.

A Prefeitura de Petrolina reforça que segue vigilante quanto à segurança sanitária e destaca a importância de acionar os órgãos competentes sempre que houver suspeita de irregularidades, garantindo a proteção da saúde da população.

Ascom

Carnaval: metanol em bebidas liga sinal de alerta nos estados

Alguns estados que tiveram mortes e casos por bebidas contaminadas por metanol estarão em alerta neste carnaval para as bebidas adulteradas. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025. o Brasil confirmou 76 casos de intoxicação por metanol associada ao consumo de bebidas alcoólicas. Outras 29 ocorrências ainda estão em investigação. No mesmo período, houve 25 óbitos confirmados, além de oito em investigação. Este ano, até 3 de fevereiro, foram confirmados sete casos e 13 estão sendo investigados.

São Paulo foi o estado mais atingido. A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) atualizou, na quarta-feira (11), o balanço de ocorrências relacionadas à intoxicação por metanol. No total, foram confirmados 52 casos, sendo 12 mortes (quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos, de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; um homem de 26 anos, de Sorocaba; e um homem de 26 anos, de Mauá).

Atualmente, quatro mortes permanecem sob investigação: uma em Guariba, de um paciente de 39 anos, uma de São José dos Campos (31 anos) e dois de Cajamar (29 e 38 anos). A Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas e reforça a importância de adotar cuidados durante o carnaval. A recomendação é adquirir produtos apenas de estabelecimentos regularizados, verificar a procedência das bebidas e evitar o consumo de itens de origem desconhecida.

O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado de São Paulo está coordenando ações junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes que oferecem alimentos e bebidas alcoólicas, incluindo a verificação da origem e procedência dos produtos.

Recomendação – O CVS recomenda que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.

Bahia – Foram confirmados nove casos de intoxicação por metanol na Bahia. Três evoluíram para óbito, um residente em Ribeira do Pombal, um em Cansanção e outro em Juazeiro.

A Secretaria da Saúde (Sesab), em parceria com o Ministério da Saúde, informou que reforçou os estoques do antídoto para tratamento da intoxicação por metanol caso haja necessidade. Acrescentou que tem incentivado os municípios a reforçar a fiscalização da venda e distribuição de bebidas destiladas.

Agência Brasil

Intoxicação por metanol: Abrasel contesta venda suspensa na Bahia

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) se manifestou, neste sábado, 3, após as cidades de Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo (ambas no nordeste da Bahia), proibirem a venda de destilados (vodca, uísque, cachaça). A medida ocorreu após sete pessoas terem sido intoxicadas por ingestão de bebidas com metanol — pelo menos duas delas precisaram ser transferidas para Salvador, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Neste sábado, 3, o estado confirmou a primeira morte devido à intoxicação pelo produto químico.

Em nota, a Abrasel contestou o decreto dos dois municípios acerca da venda. Conforme a entidade, bares e restaurantes legalmente estabelecidos não são responsáveis pela adulteração de bebidas.  Essa modificação na composição dos produtos, ainda segundo a Associação, ocorre antes, nas etapas de produção ou distribuição. “A medida penaliza empresários que atuam de forma regular, compram de fornecedores fiscalizados e mantêm histórico sem ocorrências”, diz a nota.

“Efeitos colaterais”
Outro ponto levantado é o “efeito colateral” do decreto. De acordo com a entidade, ao restringir a venda em estabelecimentos formais, o poder público acaba estimulando o consumo no mercado informal, onde circulam bebidas de origem desconhecida e sem controle sanitário.

“A Abrasel também alerta para o impacto direto sobre os trabalhadores do setor, com risco de atraso ou impossibilidade de pagamento de salários”, acrescenta. Por último, a associação defendeu que o foco das ações esteja no combate a fábricas clandestinas e distribuidoras irregulares, com fiscalização contínua e estruturada, e não apenas em momentos de crise. “Os casos registrados em Ribeira do Pombal não têm relação com consumo em bares e restaurantes, e a generalização transmite uma mensagem equivocada à população e aos visitantes”, informou a Abrasel.

 A Tarde

Primeira morte por intoxicação de metanol é confirmada na Bahia

Morreu nesta sexta-feira, 2, uma das vítimas internadas por intoxicação de metanol na Bahia. Trata-se de Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, morador de Ribeira do Pombal. Vinícius foi o primeiro paciente a dar entrada na UTI do Hospital Geral Santa Teresa (HGST), no dia 27 de dezembro de 2025, apresentando sintomas como tontura, gosto amargo na boca, visão turva e taquicardia.

Devido ao agravamento do quadro de saúde, ele foi transferido para o Instituto Couto Maia, em Salvador, onde permaneceu internado até o óbito. A morte foi cofirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Ainda de acordo com a Sesab, a primeira morte refere-se a este ano, com o retorno dos casos em todo o Brasil. A Bahia já regirstou mortes por intoxicação de metanol anteriomente nos anos 90.

Intoxicados
No total, sete pessoas foram intoxicadas. Seis das vítimas consumiram drink com vodca em uma festa de noivado e Vinícius comprou bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e não estava no evento. Ele foi a foi a primeira pessoa a passar mal.

Quadro de saúde
Lais Santana Dias e Maria Clara Nascimento de Souza – estavam internadas no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal. Elas receberam alta após apresentarem melhora no quadro clínico. Maria Viviana Santos Almeida – estava internada na UTI, também em Ribeira do Pombal, foi transferida para a enfermaria. Edicleia Andrade de Matos e Daniele Barbosa do Carmo Matos – apresentaram estado de saúde mais grave e foram transferidas para Salvador. Ambas estão internadas no Hospital Couto Maia. Edicleia é a madrasta da noiva, encontra e Daniele prima do noivo. Maria Viviana Santos Almeida e Josefa Soares de Almeida – Sobrinha do nivo e tia da noite, respectivamente. Estão internadas em Ribeira do Pombal.

Laudo pericial
As bebidas que causaram intoxicação por metanol em sete pessoas foram compradas no mesmo depósito de bebidas de Ribeira do Pombal. A intoxicação por metanol foi confirmada pela Sesab na quarta-feira, 31. O laudo pericial, emitido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), confirmou a presença de metanol em bebidas alcoólicas apreendidas no depósito da cidade e nas amostras de sangue dos hospitalizados.

A Tarde

Governo Federal alerta para golpes com falsos testes de detecção de metanol

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), alerta os consumidores para tentativas de golpe relacionadas à crise de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas.

Nos últimos dias, têm circulado na internet anúncios de supostos reagentes capazes de identificar a presença de metanol em bebidas alcoólicas. As publicações direcionam os usuários a sites fraudulentos, com o objetivo de obter vantagem financeira e coletar dados pessoais, como o CPF.

A Senacon informa que não há conhecimento sobre a comercialização de testes para detecção de metanol disponíveis para compra pela população em geral. A secretaria, por meio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), está dialogando com universidades públicas para conhecer as soluções em desenvolvimento para a detecção de metanol em bebidas alcoólicas e avaliar possibilidades de cooperação técnica que contribuam para o enfrentamento da crise e o fortalecimento das medidas de segurança alimentar e sanitária.

O diretor do DPDC, Osny da Silva Filho, afirma que as conversas com a comunidade científica têm apresentado caminhos promissores. “Identificamos modelos de testagem com potencial para contribuir com a detecção de metanol e estamos avaliando a viabilidade técnica e regulatória para que essas soluções possam ser utilizadas com segurança. A Senacon segue acompanhando o tema com prioridade e responsabilidade”, destaca.

Ainda assim, a Senacon orienta que, ao se deparar com anúncios desse tipo, os consumidores verifiquem se os sites são confiáveis e se os produtos possuem procedência e autorização antes de realizar qualquer compra. Em caso de dúvida ou suspeita de golpe, é possível registrar denúncia no portal consumidor.gov.br ou procurar o Procon local.

Atenção às informações falsas

A Senacon também alerta para a circulação de notícias falsas que mencionam suposta contaminação por metanol em produtos como café, água e refrigerantes. Até o momento, não há qualquer registro que comprove essas alegações. O órgão reforça a importância de buscar informações em fontes oficiais e não compartilhar conteúdos de procedência duvidosa.

Diario de Pernambuco

Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8).

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).

Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.

Suspeitas

O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).

Óbitos

O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.

No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).

Agência Brasil