Intoxicação por metanol: Abrasel contesta venda suspensa na Bahia

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) se manifestou, neste sábado, 3, após as cidades de Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo (ambas no nordeste da Bahia), proibirem a venda de destilados (vodca, uísque, cachaça). A medida ocorreu após sete pessoas terem sido intoxicadas por ingestão de bebidas com metanol — pelo menos duas delas precisaram ser transferidas para Salvador, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Neste sábado, 3, o estado confirmou a primeira morte devido à intoxicação pelo produto químico.

Em nota, a Abrasel contestou o decreto dos dois municípios acerca da venda. Conforme a entidade, bares e restaurantes legalmente estabelecidos não são responsáveis pela adulteração de bebidas.  Essa modificação na composição dos produtos, ainda segundo a Associação, ocorre antes, nas etapas de produção ou distribuição. “A medida penaliza empresários que atuam de forma regular, compram de fornecedores fiscalizados e mantêm histórico sem ocorrências”, diz a nota.

“Efeitos colaterais”
Outro ponto levantado é o “efeito colateral” do decreto. De acordo com a entidade, ao restringir a venda em estabelecimentos formais, o poder público acaba estimulando o consumo no mercado informal, onde circulam bebidas de origem desconhecida e sem controle sanitário.

“A Abrasel também alerta para o impacto direto sobre os trabalhadores do setor, com risco de atraso ou impossibilidade de pagamento de salários”, acrescenta. Por último, a associação defendeu que o foco das ações esteja no combate a fábricas clandestinas e distribuidoras irregulares, com fiscalização contínua e estruturada, e não apenas em momentos de crise. “Os casos registrados em Ribeira do Pombal não têm relação com consumo em bares e restaurantes, e a generalização transmite uma mensagem equivocada à população e aos visitantes”, informou a Abrasel.

 A Tarde

Caso de intoxicação na Univasf é encerrado sem conclusão

O caso de intoxicação em estudantes registrados no restaurante universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em novembro, foi encerrado sem conclusão. A informação foi publicada pela própria instituição de ensino, na sexta-feira (19). De acordo com a universidade, logo após o caso de mal-estar por parte dos estudantes, a Gestão do Contrato e a equipe de nutricionistas iniciaram uma investigação rigorosa para apurar as causas do ocorrido, com uso de coleta de relatos, vistorias técnicas nas instalações e exames laboratoriais.

Entretanto, a Univasf ressalta que uma omissão da empresa contratada para a produção da alimentação, prejudicou os resultados da investigação. “A BR ALL Alimentação e Serviços LTDA não cumpriu integralmente as determinações da fiscalização. A omissão de laudos de itens críticos do cardápio – como a “isca de frango acebolada”, que já havia sido objeto de ressalva quanto ao controle térmico no dia do evento – prejudicou severamente a rastreabilidade e a conclusão definitiva sobre o nexo causal do surto”, disse a universidade em nota.

Ainda segundo a Univasf, a falha da empresa contratada se configura como uma grave infração às obrigações de transparência e às ordens de gestão administrativa emitidas pela universidade. Após a conclusão, o processo foi enviado à Diretoria de Supervisão das Fiscalizações dos Contratos, da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional, com a sugestão de aplicação de sanções administrativas como multas e outras penalidades.

“A gestão de Restaurantes Universitários reafirma seu compromisso ético com a saúde dos estudantes e servidores. A transparência e o rigor na aplicação das regras contratuais são os pilares para garantir que a segurança alimentar da nossa comunidade seja sempre preservada”, finaliza a Univasf em nota.

Cerca de 142 estudantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro, no norte da Bahia, apresentaram sintomas de uma possível intoxicação alimentar após se alimentarem no restaurante universitário. O episódio levou os alunos a se mobilizarem e registrar oficialmente a ocorrência junto à instituição.

Segundos os estudantes, o problema teria começado na terça-feira, 11, logo após o almoço servido no restaurante. No dia seguinte, eles então relataram em um grupo de mensagens sintomas como: enjoo, mal-estar, diarreia e dores abdominais.

A Tarde

 

Família é internada em estado grave após comer planta tóxica por engano

Quatro pessoas da mesma família foram internadas em estado grave após consumirem uma planta tóxica identificada como Nicotiana glauca, popularmente conhecida como “falsa couve”, em uma comunidade rural de Patrocínio, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado recentemente para a região e confundiu a planta com couve. Eles a refogaram e a consumiram no almoço. Pouco tempo depois, todos começaram a apresentar sintomas de intoxicação, como mal-estar, dormência nas pernas, fraqueza muscular e dificuldade para respirar.

Uma das vítimas, uma mulher de 37 anos, sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada e levada ao Pronto-Socorro Municipal. Os outros três adultos foram socorridos pelo Samu e encaminhados a unidades de saúde próximas.

Segundo as autoridades, os quatro pacientes permanecem internados em estado grave. Uma criança que estava com o grupo, mas não chegou a ingerir a planta, também foi levada ao hospital por precaução e segue em observação.

Planta tóxica
A Nicotiana glauca, também chamada de charuteira, tabaco-arbóreo ou popularmente como ‘fumo bravo’ , é uma planta extremamente tóxica, comum em áreas rurais e à beira de estradas em todo o Brasil.

A Tarde

Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8).

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).

Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.

Suspeitas

O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).

Óbitos

O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.

No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).

Agência Brasil

Duas pessoas morrem intoxicadas por consumo de bebidas com metanol

Duas pessoas morreram após serem vítimas de intoxicação por consumo de bebidas alcoólicas com metanol. Os casos aconteceram nas cidades de São Paulo e em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. As informações foram publicadas pelo portal g1. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima que faleceu em São Paulo é um homem de 54 anos que morava na região da Mooca/Aricanduva. Ele apresentou sintomas desde o dia 9 de setembro, mas morreu no dia 15.

Conforme o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, já foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol desde junho deste ano até aqui, sendo que dois resultaram em óbito. No momento, 10 casos estão sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital paulista.

Anteriormente chamado “álcool da madeira”, quando era obtido pela destilação de toras, o metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável e tóxica. O produto é de difícil identificação, sendo um tipo de álcool incolor e com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum.

Cuidado com bebidas de “origem duvidosa”
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde de SP afirmou que recomenda para bares, empresas e demais estabelecimentos que redobrem a atenção quanto à “procedência dos produtos oferecidos”, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando “opções de origem duvidosa” e prevenindo casos de intoxicação.

A Tarde

Permanecem em UTI duas pessoas com quadro de intoxicação após suposto vazamento de amônia em empresa de uvas em Petrolina

Duas pessoas que apresentaram sintomas mais intensos de intoxicação, ocasionada após um possível vazamento de amônia em uma empresa produtora de uvas em Petrolina, permanecem em unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Unifasv).

O gás amônia, considerado altamente irritante, é um dos mais utilizados pela indústria química na fabricação de fertilizantes.

Devido ao provável vazamento de amônia, funcionários da empresa de uvas apresentaram desconforto respiratório, tosse e desorientação. Dois desenvolveram um quadro mais severo e permanecem em assistência em unidade de terapia intensiva (UTI). O quadro deles é estável, segundo a assessoria de comunicação do Hospital Universitário.

Em relação aos 43 pacientes que deram entrada, na sexta-feira (22), na Unidade de Pronto Atendimento de Petrolina (UPA 24h), com sintomas de intoxicação, a assessoria do serviço informa que foram liberados.

“Eles receberam alta no plantão da noite de sexta, inclusive os pacientes da área vermelha, que ainda ficaram em observação por maior tempo. Todos foram liberados por alta. Nenhum precisou ser transferido”, informou, neste domingo (24), a assessoria da UPA 24h.

JC Online