
Pernambuco ocupa a terceira posição no ranking de casos de meningite no Nordeste em 2026. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o estado registrou 68 casos confirmados até o dia 2 de abril, ficando atrás apenas da Bahia, com 84 ocorrências, e do Ceará, com 81.
O estado chegou a liderar os números da doença na região durante os meses de janeiro e fevereiro, mas caiu para a terceira colocação após a atualização dos dados em março. A próxima sexta-feira (24) marca o Dia Mundial do Combate à Meningite.
Dos 68 casos confirmados em Pernambuco, 21 são de meningite viral e 12 bacteriana. Outros 35 registros foram classificados como não especificados ou de outros tipos da doença. Além disso, há 67 casos em investigação e três ocorrências consideradas inconclusivas.
A faixa etária mais atingida neste ano é a de bebês com menos de um ano de idade, com 13 casos confirmados. Em seguida aparecem os idosos, com nove registros da doença.
Um ponto de atenção é que o caso de um menino de 8 anos que morreu no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, após contrair meningite viral em Olinda, não entrou na estatística mais recente do Ministério da Saúde, atualizada no dia 7 de abril.
No cenário nacional, Pernambuco aparece como o décimo estado com mais casos de meningite. As primeiras posições são ocupadas por São Paulo (615 casos), Paraná (234), Rio de Janeiro (165), Rio Grande do Sul (144) e Minas Gerais (142).
Apesar da posição no ranking, os números apontam redução em relação aos anos anteriores. Nos três primeiros meses de 2025, Pernambuco registrou 124 casos — uma queda de 45,2% em 2026. Em comparação com 2024, quando houve 155 registros no mesmo período, a redução chega a 56,2%.
Somando os dados mais recentes, Pernambuco contabilizou 1.321 casos de meningite nos últimos dois anos, sendo 547 em 2025 e 774 em 2024.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, além de fatores não infecciosos, como traumas ou reações a medicamentos. Segundo o Ministério da Saúde, as formas bacterianas são mais comuns no outono e inverno, enquanto as virais predominam na primavera e no verão.
Os sintomas variam conforme o tipo da doença, mas incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Em crianças pequenas, podem surgir sinais como irritabilidade, choro persistente, recusa alimentar e moleira inchada. Casos graves podem evoluir com confusão mental, convulsões e manchas na pele, exigindo atendimento médico imediato.
A principal forma de prevenção é a vacinação, especialmente contra os tipos bacterianos. O SUS oferece imunizantes como BCG, pneumocócica, pentavalente (contra Haemophilus influenzae tipo b), meningocócica C e meningocócica ACWY. Medidas como higienização das mãos, ambientes ventilados e cuidados respiratórios também ajudam a reduzir o risco de transmissão.



