Prefeitura de Petrolina trabalha por toda a cidade para minimizar os efeitos da chuva

Os primeiros meses do ano são, historicamente, marcados pela chegada das chuvas. Em 2026 não foi diferente. Ao longo do mês de fevereiro, Petrolina já registra cerca de 113 milímetros de chuva. Para minimizar os transtornos, diversas equipes da Prefeitura de Petrolina, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil, estão atuando em diferentes pontos da cidade para verificar os locais mais afetados e definir as intervenções necessárias.

Os bairros mais atingidos foram Vale do Grande Rio, Dom Avelar, Jardim Petrópolis e Vila Marcela. Neste último, na sexta-feira (27), a água entrou em algumas residências. A equipe da Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil esteve no bairro e acionou bombas para diminuir o nível da água nas casas. Além disso, máquinas foram utilizadas para melhorar o tráfego no local. Na manhã deste sábado (28), a equipe retornou e realizou novo acionamento das bombas para dar continuidade ao escoamento da água.

No bairro Jatobá, a bomba também foi acionada nesta manhã. As equipes já realizaram a desobstrução e limpeza de grelhas em diversos pontos da cidade. Esses equipamentos são fundamentais para garantir que as águas pluviais sigam seu curso normal. Na tarde de ontem, a fachada de quiosques localizados na Avenida Joaquim Nabuco cedeu. Uma equipe da Defesa Civil esteve no local e verificou que a situação pode ter ocorrido devido à combinação de fatores, como a incidência de ventos durante a chuva e a interligação das estruturas. Uma pessoa ficou ferida e foi levada para uma unidade hospitalar.

Em situações de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo WhatsApp (87) 98134-1838 ou o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Guarda Civil Municipal pelo número 153, com atendimento 24 horas. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193. Em casos de queda de energia, o contato deve ser feito com a concessionária pelo número 116 ou com o Programa Mais Luz da Prefeitura, pelo Call Center 0800 608 1022.

Ascom

Covid-19 pode causar ansiedade hereditária

A infecção por Covid-19 causa alterações no esperma de ratos que podem aumentar a ansiedade em seus descendentes, sugerindo possíveis efeitos duradouros da doença em gerações futuras, revelou um estudo publicado neste sábado (11). Para o estudo, pesquisadores do Instituto Florey de Neurociência e Saúde Mental em Melbourne, Austrália, infectaram ratos machos com o vírus que causa a covid, cruzaram-nos com fêmeas e avaliaram os impactos na saúde de seus descendentes.

“Descobrimos que os descendentes apresentaram comportamentos mais ansiosos em comparação com os descendentes de pais não infectados”, disse Elizabeth Kleeman, primeira autora da pesquisa. O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, descobriu que todos os descendentes de pais infectados com covid apresentaram essas mesmas alterações.

As fêmeas, em particular, apresentaram “mudanças significativas” na atividade de certos genes no hipocampo, a parte do cérebro que regula as emoções.Isso “pode contribuir para o aumento da ansiedade que observamos nos filhos, por meio da herança epigenética e do desenvolvimento cerebral alterado”, disse Carolina Gubert, coautora da pesquisa.

As pesquisadoras afirmaram que seu trabalho é o primeiro do gênero a demonstrar o impacto a longo prazo da infecção por covid-19 no comportamento e no desenvolvimento cerebral das gerações futuras. Elas descobriram que o vírus alterou moléculas no RNA do esperma dos pais, algumas das quais estão “envolvidas na regulação de genes conhecidos por serem importantes no desenvolvimento cerebral”, afirmou o instituto.

“Essas descobertas sugerem que a pandemia de covid-19 pode ter efeitos duradouros nas gerações futuras”, disse Anthony Hannan, pesquisador principal. No entanto, Hannan esclareceu que mais estudos são necessários para determinar se as mesmas alterações ocorrem em humanos.

“Se nossas descobertas forem aplicadas a humanos, isso poderá impactar milhões de crianças e suas famílias em todo o mundo, com implicações significativas para a saúde pública”, disse Hannan. A pandemia de covid-19, que começou no início de 2020, causou mais de sete milhões de mortes em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, embora o número real de vítimas seja provavelmente muito maior.

Tanto a doença quanto as respostas oficiais a ela tiveram impactos profundos na saúde mental a nível global. Pesquisas mostraram que pessoas mais jovens, que foram forçadas ao isolamento durante um período social crucial de suas vidas, sofreram o maior golpe na saúde mental.

A TArde

Rejeitos de Brumadinho ameaçam contaminar o Rio São Francisco; produção de Petrolina pode ser afetada

Pesquisadores temem que produtos tóxicos eventualmente despejados no rio sejam carregados até áreas produtivas. (Foto: Divulgação/Ministério da Integração Nacional)

Pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) temem que os efeitos do desastre ocorrido em Brumadinho (MG) afetem a população pernambuco. O grupo está realizando um estudo emergencial a partir de imagens de satélites para descobrir o alcance de uma provável contaminação da bacia do Rio São Francisco.

O responsável pelo estudo e pós-doutor em risco de desastres pela Universidade de Buenos Aires (Argentina), Neison Freire, está avaliando os volumes em quilômetros quadrados e a velocidade de movimentação da lama. “Teremos a extensão da área de contaminação até determinada data. Saberemos se haverá possibilidade de atingir a bacia do São Francisco. Se houver contaminação lá, com certeza sentiremos aqui. Fatalmente o rio será contaminado. Procuramos agora o nível de contaminação. Mais cedo ou mais tarde isso chegará à foz, em Piaçabuçu, Alagoas”, explicou o pesquisador.

Em Pernambuco, Neison demonstra preocupação especialmente com a produção frutiovinocultura (consorciação de fruteiras com criação de ovinos) de Petrolina. “Os elementos dessa vez são mais pesados que os da barragem de Mariana, rompida em 2015. Por isso temos mais energia cinética (que dá velocidade à lama) e mais poder de destruição”, avalia.

“Se for detectado metal pesado nos melões ou nas mangas produzidas em Petrolina, sem dúvida as exportações para a Europa serão afetadas. O problema vai do pescador, do pequeno produtor, até o grande latifundiário. Falamos de um rio que já é muito sofrido. Pela contaminação por esgoto, desmatamento, assoreamento”, ressalta o pesquisador.

O problema, contudo, não é a lama em si, mas os elementos químicos que se misturam na água, segundo o doutor em Oceanografia Biológica pela Universidade de São Paulo Clemente Coelho. “Não veremos a parte física, aquela lama, mas sentiremos a partir do material diluído na água. E, mesmo se toda a lama fosse contida agora, esse material chegaria até o litoral através da cadeia de fauna e flora do rio São Francisco.

LEIA MAIS