Caso Master: senador Jaques Wagner, líder do governo Lula, é alvo de operação da PF

A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de corrupção e pagamento de vantagens indevidas relacionado ao Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.

A defesa dele ainda não se manifestou.

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Vorcaro pediu privacidade total em jantar com Motta e Ciro Nogueira em Lisboa

Ciro Nogueira (PP) e Daniel Vorcaro (Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Divulgação/Banco Master)

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, cobrou de um funcionário que garantisse privacidade total na organização de um jantar, em Lisboa, que contaria com a presença do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que há época exercia apenas o cargo de deputado federal.

Em junho de 2024, Vorcaro organizou o encontro com as autoridades em um restaurante da capital de Portugal, durante as atividades do Fórum de Lisboa, evento apelidado pela classe política de “Gilmarpalooza”. Além de Ciro e Hugo, o banqueiro também convidou o empresário Bruno Ferrari e o deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ).

Ao Estadão, Motta confirmou que viajou de carona em avião de Vorcaro e alegou não ver crime na relação. Procurado, o deputado Luizinho não respondeu. O empresário Ferrari ainda não foi localizado.

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Datafolha: 55% dos brasileiros acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Banco Master

Pesquisa do Datafolha divulgada nesta segunda-feira (13) aponta que 55% dos brasileiros acreditam que ministros do Supremo Tribunal Federal estão envolvidos no escândalo do Banco Master. Outros 4% afirmam não acreditar na ligação, enquanto 10% disseram não saber opinar.

O levantamento revela ainda que cerca de 70% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento ou já ter ouvido falar sobre as denúncias envolvendo a instituição financeira e suas possíveis conexões com autoridades e figuras da política nacional. Por outro lado, 30% declararam desconhecer o caso.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril, em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.

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Justiça bloqueia ações do BRB ligadas a Banco Master

A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a investigados na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão, em caráter liminar, foi concedida pela 13ª Vara Cível do DF após pedido do próprio BRB. A medida atinge participações acionárias avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões e impede a alienação dos ativos. Embora o processo corra sob sigilo, o BRB divulgou fato relevante nesta noite informando o ajuizamento do pedido de bloqueio.

O bloqueio atinge ações vinculadas a pessoas físicas e a fundos de investimento, entre eles Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo Fundo de Investimento, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento e Asterope Fundo de Investimento, além de empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.

Segundo o Portal Metrópoles, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o ex-sócio Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se sócios do BRB após adquirirem ações por meio de terceiros apontados como “laranjas”. Com as aquisições, o grupo Master/Reag passou a deter cerca de 25% do capital do banco público do Distrito Federal.

Ressarcimento e investigação interna – No fato relevante divulgado nesta quinta-feira (26), o BRB informou que ajuizou tutela cautelar com pedido liminar “visando o bloqueio e arresto de participações societárias detidas pelos réus no capital social do próprio BRB”. Segundo o banco, a medida tem como objetivo possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à instituição em razão de operações envolvendo o Banco Master, que está em liquidação extrajudicial. O BRB declarou no processo que os empresários investigados teriam ingressado no capital social “de forma ilegal”. A instituição também comunicou que enviou relatório preliminar da investigação interna à Polícia Federal. A apuração é conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da consultoria Kroll.

Prejuízo bilionário – O BRB é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master com indícios de fraude. A estimativa inicial é de prejuízo de ao menos R$ 5 bilhões, mas o valor exato deverá ser conhecido com a divulgação do balanço, prevista para março. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça e posteriormente demitido.

Compra rejeitada – Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. A operação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master. O negócio, anunciado em março daquele ano, já enfrentava resistência no mercado devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionada de parte dos ativos da instituição.

O Ministério Público Federal havia recomendado ao BRB que comprovasse a lisura e a fidedignidade dos ativos antes de qualquer aquisição, alertando para possíveis passivos ocultos e ativos inflados. Com a rejeição do Banco Central e o avanço das investigações, o BRB busca recompor sua liquidez e seus índices de capitalização, enquanto tenta assegurar eventual ressarcimento judicial dos prejuízos.

Agência Brasil

Escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Banco Master após posse no Ministério

 

Uma revelação trazida pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles, colocou o Ministério da Justiça e Segurança Pública sob os holofotes de um novo debate ético. Segundo a publicação, o Banco Master efetuou o pagamento de R$ 5 milhões ao escritório de advocacia vinculado a Ricardo , em um período no qual o magistrado aposentado já exercia o cargo de ministro de Estado no governo Lula.

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