Deputado pede que Bolsonaro seja transferido para regime fechado e Flávio pague multa após carta

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em que solicita o cancelamento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua transferência ao regime fechado. A ação diz que o ex-presidente descumpriu medidas cautelares ao escrever uma carta, que foi lida pelo seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

A ação também pede que Flávio pague uma multa de R$ 100 mil por “ato atentatório à dignidade da justiça”. Bolsonaro está preso desde o ano passado após ser condenado por liderar uma trama golpista contra o resultado da eleição presidencial de 2022. Ele também cumpre uma série de medidas restritivas, uma delas é não se manifestar por meio das redes sociais.

Em mais um capítulo da crise que sua campanha ao Palácio do Planalto enfrenta por divisões no bolsonarismo, Flávio leu ontem uma carta assinada pelo pai, na qual ele se refere ao filho como seu “porta-voz” e pede apoio à sua pré-candidatura ao Planalto. O texto atribuído ao ex-presidente, que está em prisão domiciliar pela tentativa de golpe de Estado, não menciona a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com quem Flávio vem trocando farpas nas últimas semanas. Na petição, Lindbergh diz que a carta contraria a proibição, determinada pelo STF, de Jair Bolsonaro se manifestar por meio das redes sociais, seja diretamente ou por meio de aliados

“A vedação à utilização de redes sociais por interposta pessoa, ademais, já havia sido delimitada por Vossa Excelência (Alexandre de Moraes) em termos que não comportam qualquer dúvida interpretativa: a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão.” O deputado do PT diz ainda que a “redação de carta destinada à leitura pública em transmissão ao vivo nas redes sociais de terceiro é exatamente a hipótese que as decisões deste Juízo buscaram coibir, com advertência expressa das consequências do descumprimento”.

A carta foi divulgada por Flávio, que visitou o pai ontem, durante um pronunciamento transmitido em seu canal no YouTube. No texto, Bolsonaro pede a todos para “deixar de lado as possíveis diferenças” e apoiar seu filho. “O momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. A melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”, diz a carta lida pelo senador.

Na sequência do texto, Bolsonaro se refere ao Flávio como “meu pré-candidato” e “meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”. Após a leitura, Flávio indicou que a carta é um recado do pai para seus aliados. Segundo o senador, o objetivo é barrar movimentos paralelos à sua pré-candidatura.

Lindbergh criticou o conteúdo da carta na ação enviada a Moraes: “O conteúdo da carta possui natureza político-eleitoral, tendo em vista que nela o apenado designa o Senador Flávio Bolsonaro como seu “porta-voz”; declara apoio expresso à pré-candidatura do filho à Presidência da República; e conclama seus apoiadores à união em torno dessa pré-candidatura, qualificando-a como a melhor opção para o país”.

Agência O Globo

Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está ‘afundando’

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira (10) sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”. “Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!”, afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira (9) Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um “jogo de revanche” entre bolsonaristas e petistas. Na quarta-feira (8) após o evento “Agenda dos Presidenciáveis”, Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. “Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula”, afirmou.

O pré-candidato também classificou de “inaceitável” o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.

Estadão Conteúdo

 

PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula nas redes

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em postagem nas redes sociais. A conclusão da PF consta no relatório final do inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar o caso.

A ação se trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Na avaliação da PF, o senador imputou falsamente ao presidente os crimes citados. “Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, disse a PF.

Após encerrar a investigação, a PF enviou o caso para providências do Supremo. O próximo passo será a remessa para a Procuradoria-Geral da República (PGR). A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

Agência Brasil

Após autorização de Moraes, Flávio visita Bolsonaro em prisão domiciliar

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visita na manhã deste sábado o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde março. O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A visita ocorre em meio às articulações da direita para as eleições presidenciais. Na última semana, pesquisa divulgada pela Quaest identificou uma queda nas intenções de voto do parlamentar nos cenários contra o presidente Lula.

Acompanhado da esposa e das filhas, o senador foi autorizado a permanecer com Bolsonaro durante o horário de almoço, entre 11h e 13h. Ele chegou ao local pouco antes das 12h na manhã deste sábado. Na decisão, Moraes considerou que o encontro é compatível com as condições impostas à prisão domiciliar. O magistrado também determinou que todos os visitantes passassem por vistoria prévia e deixassem celulares e outros aparelhos eletrônicos sob custódia dos agentes responsáveis pela segurança da residência.

Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária desde 27 de março, após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A medida foi concedida em razão de seu quadro de saúde e tem duração inicial de 90 dias.

A visita acontece em um momento de crescente pressão sobre Flávio. Pesquisa divulgada pela Genial/Quaest nesta semana apontou queda do senador em cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador Flávio Bolsonaro (PL) apareceu em segundo lugar em um dos cenários de primeiro turno, com 29% (eram 33% em maio). A Genial/Quaest também mostrou o presidente Lula na liderança no segundo turno. Contra Flávio, o petista tem 44% das intenções de voto contra 38% do bolsonarista. Em maio, os dois apareciam empatados tecnicamente: Lula marcava 42% e Flávio 41%.

Agência O Globo

Flávio Bolsonaro diz que “está com Deus” e Lula “com o diabo”

Em discurso durante evento de pré-campanha no sábado (16), o senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou o presidente Lula (PT) ao diabo, ao afirmar que a eleição de outubro será uma disputa entre o bem e o mal. Ao citar o petista, Flávio adotou um tom religioso, apontando que seu grupo político está com Deus, enquanto o grupo deLula está associado ao diabo.

“Ergam a cabeça, estufem o peito, porque a força está do nosso lado, a verdade está do nosso lado. Lula disse há pouco tempo que ia fazer o diabo para conseguir se reeleger. Ele está com o diabo e nós estamos com Deus e nós vamos vencer porque o bem sempre vence o mal”. Ainda em sua fala, Flávio fez uma série de críticas ao governo Lula e disse que o país está “de pernas para o ar” sob a gestão petista.

As declarações foram dadas dias após a revelação, pelo site Intercept Brasil, das conversas entre o filho de Jair Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.”Eu amanheci com uma passagem na cabeça: ‘aquele que na dificuldade é fraco é realmente fraco’, e eles me subestimaram mais uma vez, achando que vão me calar, me intimidar, esquecendo que aqui tem sangue Bolsonaro, eu não vou desistir do Brasil”, afirmou o senador.

A Tarde

Flávio Bolsonaro pede monitoramento internacional das eleições brasileiras em discurso nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu neste sábado que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e façam pressão diplomática para garantir o que chamou de eleições livres e justas. A declaração foi feita durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas.

“Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas a todo o mundo livre, é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção, entendam o nosso processo, monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”, afirmou. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro ressaltou que não quer interferência nas eleições brasileiras, mas acompanhamento externo para assegurar que “a vontade do povo seja preservada”. Flávio condicionou o resultado eleitoral à liberdade nas redes sociais e à contagem dos votos.  “Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós vamos vencer”, disse.

Ao longo do discurso, o senador criticou o sistema político e judicial brasileiro e afirmou que seu pai foi condenado por motivos políticos. Disse que Bolsonaro é o maior líder político do Brasil e está preso “por defender nossos valores conservadores”. Flávio não mencionou que a condenação foi por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) citou que o ex-presidente e outros sete aliados tentaram derrubar a democracia e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre o fim de 2022 e o início de 2023. O STF entendeu que Bolsonaro é culpado por todos os cinco dos quais era acusado: golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito; organização criminosa armada; dano qualificado contra patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.

Flávio, no discurso, associou o governo do presidente Lula ao avanço do crime organizado e criticou a atuação do país na área de segurança. Na área econômica e geopolítica, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os EUA, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Disse que o país pode ajudar a reduzir a dependência americana da China, que hoje domina a produção e o processamento de terras raras.

Flávio também criticou a política externa do governo Lula, que classificou como contrária aos interesses americanos, afirmou que o Brasil se aproximou da China e de países como Irã e Cuba e o presidente brasileiro associou ao venezuelano Nicolás Maduro. O senador também citou um episódio recente envolvendo a relação entre Brasil e EUA. Lembrou que o governo brasileiro cancelou o visto do assessor do Departamento de Estado Darin Beattie após ele pedir para visitar Jair Bolsonaro em Brasília. Segundo Flávio, a decisão seria inédita e indicaria um agravamento das tensões diplomáticas. “O Brasil agora está expulsando diplomatas americanos”, disse

Ao encerrar, voltou a pedir atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro e disse que o país está diante de uma escolha sobre seu alinhamento externo. A participação no evento ocorre no momento em que Flávio intensifica a agenda internacional como pré-candidato. O CPAC é um dos principais fóruns do movimento conservador nos Estados Unidos e reúne lideranças políticas alinhadas à direita global.

Agência O Globo

Nos EUA, Flávio Bolsonaro prega valores conservadores e promete lutar contra “agenda woke”

Em um dos discursos mais conservadores desde que anunciou a intenção de concorrer à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotou um tom antissistema e afirmou que, caso eleito, lutará contra o que chamou de “agenda ambientalista radical”, a “agenda woke” e contra os “interesses das elites globais”. Flávio também se definiu como “Bolsonaro 2.0” e disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfrentou a “tirania da Covid”.

“Ele, Jair Bolsonaro, lutou contra cartéis de drogas. Ele lutou contra interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destruiu famílias, mas acima de tudo ele lutou pela liberdade. Meu pai também era aliado de Donald Trump e o último líder mundial a reconhecer Joe Biden ex-presidente dos EUA como presidente”, disse o senador.

As declarações foram feitas no evento conservador Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, em inglês), nos Estados Unidos conhecido por reunir nomes do campo da direita conservadora, e vem em um momento em que o senador tem tentado adotar um discurso mais moderado, a fim de atrair o apoio do Centrão e do mercado financeiro. Flávio iniciou sua fala mostrando fotos de quando seu pai, Jair Bolsonaro, visitava o presidente americano Donald Trump, na Casa Branca, em 2019, e afirmou que hoje seu pai está preso em um processo parecido com o que passou Trump.

“A acusação formal é semelhante à que o Presidente Donald Trump enfrentou. Mas a verdadeira razão é a mesma. O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha”, disse Flávio Bolsonaro. Flavio disse que Jair Bolsonaro foi preso pelas mesmas pessoas que tiraram o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da cadeia. “As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram este homem, o ex-presidente socialista Lula, condenado várias vezes por corrupção, da prisão e o colocaram de volta na presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro e uma interferência massiva da administração Biden. O resultado? O Brasil está vivendo outra devastadora crise econômica. Uma crise de segurança pública com enorme expansão dos cartéis de narcoterrorismo e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até mesmo membros da família de Lula.”

Minerais críticos – O pré-candidato falou também sobre as terras de minerais críticos, e destacou que a América ainda depende da China para cerca de 70% das importações de produtos vindos de terras raras, com o país asiático controlando 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento, segundo Flávio Bolsonaro. “Por que isso importa? Essas terras raras são essenciais para processadores de computador e a revolução da inteligência Artificial que está transformando nosso mundo e o equipamento de defesa americano. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível. E a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários. Sem eles, a revolução tecnológica da América fica estagnada e a segurança nacional se torna vulnerável”, afirmou Flavio Bolsonaro. O Brasil é solução para acabar com a dependência que os EUA têm da China por minerais críticos, ressaltou ele.

Ao final do discurso, Flávio voltou a criticar Lula, dizendo que o atual presidente do Brasil é antiamericano. “Lula e seu partido são abertamente antiamericanos. Ele fala publicamente sobre minar o dólar como moeda global. Ele aliou o Brasil à China em grande escala. Ele se opôs aos interesses americanos em todos os itens de política externa”, disse.

Estadão Conteúdo

Datafolha: Lula supera Flávio Bolsonaro entre eleitores de centro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que se autoidentificam como de centro (posição 4 numa escala de 1 a 7) nos cenários de primeiro turno testados pelo Datafolha no início de março de 2026. Num dos cenários sem Ratinho Junior, Lula tem 31% e Flávio, 17%, seguidos por Romeu Zema (Novo), com 9%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 6%. A margem de erro é de cinco pontos porcentuais.

A pesquisa também mostra que, na espontânea entre eleitores de centro, 15% citam Lula, 2% Flávio e 2% Jair Bolsonaro (PL). No segundo turno entre Lula e Flávio nesse grupo, Lula marca 41% e Flávio 32%, com empate técnico; 24% votariam em branco e 3% não sabem.

No eleitorado total, Lula também lidera Flávio no primeiro turno por cinco ou seis pontos, e os dois ficam tecnicamente empatados no segundo turno (46% para Lula e 43% para Flávio). Já entre os que não se identificam nem como bolsonaristas nem como petistas (posição 3 numa escala de 1 a 5), Lula e Flávio também empatam tecnicamente no primeiro e no segundo turno (40% a 35%), com alta proporção de brancos (23%). Em rejeição, eles também ficam próximos: no centro, 45% dizem que não votariam em Lula e 51% em Flávio; entre os não alinhados, 48% rejeitam Lula e 50% rejeitam Flávio.

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 5 de março, com 2.004 entrevistas em 137 municípios. Est registrada no TSE sob o número BR-03715/2026.

Estadão Conteúdo

Presidente do PT faz críticas e pede ofensiva contra Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência pelo PL, foi alvo de duras críticas por parte de Edinho Silva, presidente nacional do PT. Em uma reunião com membros da ala majoritária do partido, nesta sexta-feira, 27, Edinho defendeu uma “ofensiva” dos petistas contra o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As declarações ocorreram um dia depois da divulgação dos resultados da pesquisa Atlas/Bloomberg, que apontam um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno nas eleições deste ano.Segundo Edinho, Flávio Bolsonaro tem apresentado uma “ofensiva jurídica e de rede social” que o PT jamais enfrentou. Ele afirmou ainda que aliados do senador têm divulgado conteúdos para torná-lo mais “palatável”.

“A campanha das redes é a campanha do ‘Meu amigo Flávio’. Se nós ficarmos inertes, ele será o ‘amigo Flávio’”, disse Edinho, que caracterizou o senador como a “essência da ultradireita fascista”. A reeleição de Lula é tratada como pauta prioritária dentro do PT, que tem trabalhado para fortalecer os palanques do petista nos estados.

“Nós já vivenciamos isso em outros momentos da nossa história. Nós temos que ir para ofensiva. Nós temos que mobilizar a nossa militância. Nós temos que mobilizar o nosso partido em cada estado”, afirmou.“Nós temos que ter ofensiva, sim, de redes sociais, porque eles estão com uma estrutura profissionalizada. Mas nenhuma estrutura profissionalizada, nenhum robô, debate mais que um militante estimulado. Nenhum robô debate mais que um militante convencido. E nós temos que entender que nós vamos ganhar essas eleições na política”, acrescentou o presidente da sigla.

A Tarde

Paraná Pesquisas: Flávio tem 44,4% e Lula, 43,8% no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatariam tecnicamente no primeiro e no segundo turnos se as eleições fossem hoje, diz pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (27). Pela 1ª vez, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno. De acordo com o levantamento, em um eventual segundo turno entre o atual presidente e o senador, Flávio leva vantagem numérica com 44,4% e Lula teria 43,8%.

No comparativo entre os dois pré-candidatos, Lula apresentou queda de um ponto percentual nas intenções de voto no comparativo com levantamento divulgado pelo mesmo instituto em janeiro de 2026. O petista caiu de 44,8% para 43,8%. Já o senador Flávio Bolsonaro cresceu e passou de 42,2% para 44,4% na mesma comparação.

Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre os dias 22 e 25 de fevereiro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Metrópoles

Lula tem 12 governadores e Flávio conta com maior colégio eleitoral

O tabuleiro para a sucessão presidencial de 2026 já apresenta contornos nítidos. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolida uma base numérica superior de governadores; do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aposta no peso demográfico dos grandes centros. O mapeamento atual, realizado pelo Poder360, revela que a disputa pelo apoio dos chefes dos Executivos estaduais vai ser decidida entre a capilaridade regional e o volume de votos.

Mapa das alianças – Até o momento, Lula conta com o suporte formal de 12 governadores, concentrados majoritariamente em redutos históricos da esquerda no Nordeste e Norte (Bahia, Ceará, Maranhão, Pará e Pernambuco), além do Espírito Santo. Juntos, esses estados somam 53 milhões de eleitores. No campo oposto, Flávio Bolsonaro já garantiu palanques em 5 estados fundamentais: Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Este último, sob o comando de Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o “bilhete premiado” da eleição.

Apesar de ter menos governadores ao lado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro comanda o apoio de 57,3 milhões de eleitores, superando a base lulista em números absolutos de votos potenciais.

Projeções – A tendência para um eventual segundo turno aponta para uma ampliação do arco conservador. Enquanto Lula deve manter os 12 aliados, Flávio tem potencial para atrair mais 8 estados que hoje flertam com o bolsonarismo, mas ainda não formalizaram posição, como Minas Gerais, Goiás e Paraná. Se confirmado, o senador chegaria a 13 governadores contra os 12 do petista.

No centro dessa disputa, dois nomes permanecem como incógnitas: Eduardo Leite (PSDB-RS): Ainda mantém o pé no freio enquanto avalia sua própria viabilidade como candidato à Presidência; Gladson Cameli (PP-AC): Opta pelo silêncio nacional para focar em processos judiciais que enfrenta no estado.

A sombra de Tarcísio – A aliança entre Flávio e Tarcísio de Freitas é estratégica, mas carrega uma nuance: o governador de São Paulo ainda é ventilado como um possível substituto ou cabeça de chapa no campo conservador. Por ora, ele atua como o principal cabo eleitoral de Flávio, garantindo ao senador a estrutura do maior colégio eleitoral do país.

A Tarde

Flávio Bolsonaro amplia agenda internacional com nova viagem aos EUA

Após passar o carnaval com a família no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos nesta quinta-feira, 19. É a terceira ida ao exterior desde que se lançou como pré-candidato à Presidência da República. Em janeiro e fevereiro, Flávio fez viagens ao Oriente Médio e à França, numa série de agendas para consolidar sua candidatura como sucessor do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A equipe do senador não confirma o que ele deve fazer nem com quem deve se encontrar. O comunicador Paulo Figueiredo deve acompanhá-lo nos próximos dias. Nas demais vezes que pisou em território americano, Flávio esteve acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado por faltas após se autoexilar nos Estados Unidos. Atualmente Eduardo mora no Texas.

Em 20 de janeiro, Flávio foi até Israel com um roteiro de acenos políticos e religiosos, montado por Eduardo. Um aliado disse ao Estadão naquela ocasião que o objetivo era reforçar os laços com a direita internacional. A agenda, no entanto, serviu para que o senador passasse um verniz religioso à sua pré-candidatura. De cima de uma colina próxima ao Mar da Galileia, por exemplo, ele fez uma videochamada, depois publicada nas redes sociais, com parlamentares aliados – repleta de simbolismos.

“Estou aqui num lugar chamado Monte das Bem-Aventuranças. Foi aqui que Jesus Cristo fez seu primeiro discurso, e a partir daqui Ele começou sua peregrinação pelo mundo para levar esperança a todos. Então, queria pedir a todos aí (no Brasil) que fechassem os olhos para fazermos uma oração.”

Depois, ele se banhou nas águas do rio Jordão, num gesto que o pai, católico, fizera dez anos atrás, em maio de 2016. Era parte da estratégia visando a eleição de 2018, da qual acabaria vencedor. O local é ponto de peregrinação para cristãos, especialmente evangélicos, por ser o lugar onde Jesus teria sido batizado por João Batista. Flávio também passou pelo Bahrein, onde acompanhou uma corrida de cavalos a convite dos anfitriões do primeiro-ministro e príncipe herdeiro Sheikh Salman bin Hamad Al Khalifa, e pelos Emirados Árabes Unidos.

Na viagem que fez à França no mês seguinte, ele se encontrou com lideranças políticas, empresários e jornalistas conservadores numa tentativa de reforçar uma aliança global e convencer o mercado financeiro e descrentes na direita brasileira de que sua candidatura à Presidência da República é viável e influente, segundo seus aliados.

No roteiro de três dias houve encontros com lideranças políticas como Eric Zemmour (a nova cara da direita francesa), Marion Maréchal (neta de Jean-Marie Le Pen e sobrinha de Marine Le Pen, presidente do partido Reagrupamento Nacional) e François-Xavier Bellamy (vice-presidente do partido Os Republicanos).

A agenda também incluiu encontros com Thierry Mariani (ex-ministro e eurodeputado pelo Reagrupamento Nacional de Le Pen), Sarah Knafo (correligionária de Zemmour, aficionada por criptomoedas e fã de Elon Musk), uma das poucas políticas francesas convidadas para a posse de Donald Trump na Casa Branca e Vicent Bolloré, magnata da mídia conservadora francesa.

Quando voltar dos Estados Unidos, Flávio deve voltar a dar atenção à construção de sua candidatura. A pré-campanha foca hoje na construção de palanques estaduais para garantir apoio durante o período eleitoral. Na sexta-feira da semana que vem, 27, o senador deve ir a São Paulo para ter um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes. Há a previsão de que Flávio volte a Europa nos próximos meses para visitas a países como Polônia, Hungria, Portugal e Bélgica. Ele também planeja estar na posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em março.

Estadão Conteúdo

Lindbergh Farias aciona TSE contra Gilson Machado e Flávio Bolsonaro alegando propaganda antecipada

Ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Federal, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira (18), representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.

Na ação, com pedido de liminar, o parlamentar cita vídeo publicado por Gilson nas redes sociais, no qual aparece afixando adesivos com a frase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, acompanhada da imagem do senador. Durante a gravação, segundo a representação, o ex-ministro afirma: “Vou eleger o homem. Nosso presidente”.

“A mensagem veiculada não deixa margem a dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro”, argumenta Lindbergh na peça.

O deputado ainda afirma que o ato “transcende esfera abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral” por meio da distribuição de adesivos e da ampla divulgação nas redes. Procurados, Gilson Machado Neto e Flávio Bolsonaro não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O parlamentar pede ao TSE urgência para a remoção, em até 24 horas, de todo o conteúdo considerado irregular, a proibição de novas divulgações do material e a fixação de multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento. No mérito, pede o reconhecimento da prática de propaganda antecipada, com aplicação de multa individual aos dois representados.

A representação também solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O deputado sustenta que, por se tratar de ex-ministro de Estado e aliado político direto do senador, a conduta teria potencial de influenciar o eleitorado e desequilibrar a disputa antes do período permitido para propaganda eleitoral.

Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro comemora rebaixamento de escola de samba que homenageou Lula: “O próximo vai ser o do PT”

O rebaixamento da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 repercutiu no meio digital – e político – nesta Quarta-feira de Cinzas (18). A agremiação, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terminou na última colocação na apuração do Grupo Especial e voltará a disputar a Série Ouro no próximo ano. O resultado foi comemorado nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fundada em 2018, a Acadêmicos de Niterói havia conquistado acesso à elite do Carnaval carioca em 2025. Para o desfile deste ano, a escola apresentou o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória do presidente da República. A escolha do tema gerou controvérsia antes mesmo dos desfiles e motivou disputas judiciais, incluindo questionamentos analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após a divulgação do resultado oficial, que colocou a escola na última posição do Grupo Especial, Flávio Bolsonaro comentou o desfecho em publicação no Instagram, onde escreveu: “DOS PROJETOS DE DEUS NÃO SE ZOMBA! Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT.” Com o resultado, a Acadêmicos de Niterói deixa o Grupo Especial e volta a disputar a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro em 2027.

Dario de Pernambuco

Flávio Bolsonaro publica vídeo de Inteligência Artificial que chama Lula de “ladrão”

Um vídeo criado com inteligência artificial e divulgado pelo senador e pré-candidato à Presidência da Repúbica Flávio Bolsonaro reacendeu a polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro. A peça ironiza a apresentação com um “samba-enredo” crítico ao governo e ao presidente.

A letra da música menciona “luxos” bancados com dinheiro público e faz referências à crise financeira dos Correios e às filas do INSS, afirmando que, apesar do discurso oficial, as despesas seguem em alta. O desfile também foi alvo de questionamentos judiciais após a Embratur, vinculada ao Ministério da Cultura, destinar R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Rio, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação — incluindo a escola de Niterói.

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral negou pedidos de liminar que buscavam barrar a apresentação sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. Para os ministros, não houve pedido explícito de voto, embora o caso possa ser reavaliado após o desfile. A homenagem a Lula acontece na noite de domingo (15), às 22h, na abertura do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. O presidente assistiu ao desfile de um camarote oficial.

Agência O Globo

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