Desafio do TSE é conter uso ilegal de IA na eleição, diz Nunes Marques

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse nesta terça-feira (12) que o tribunal terá o desafio de combater o uso inadequado da inteligência artificial nas eleições de outubro.

No início da noite de hoje, o ministro tomou posse como presidente da Corte e vai comandar o pleito eleitoral, que elegerá o presidente da República, deputados federais, estaduais, distritais, governadores e senadores.

No discurso de posse, o novo presidente disse que a utilização inadequada da tecnologia ameaça o processo democrático.

“Devemos estar atentos a tecnologias, que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Vivemos em uma era em que as campanhas eleitorais não chegam às urnas sem atravessar algoritmos, em que a disputa política já não se desenvolve nas ruas e nos espaços tradicionais da vida pública, mas também no ambiente digital”, afirmou.

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Influenciador evangélico usava fotos de fiéis que ele mesmo criticava para produzir vídeos sexualizados com IA

Jefferson de Souza é alvo da Polícia Civil de SP por suspeita de sexualizar imagens de jovens evangélicas com IA; defesa alega “sátira”.

O influenciador digital Jefferson de Souza, investigado pela Polícia Civil de São Paulo por utilizar Inteligência Artificial (IA) para sexualizar imagens de jovens fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB), mantinha uma postura de vigilância moralista antes de se tornar alvo de inquérito. Em suas redes sociais, Souza frequentemente criticava as roupas das mulheres que frequentavam os cultos, afirmando que as vestimentas “marcavam o corpo”.

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Ministério da Educação abre inscrições para cursos gratuitos e online de Inteligência Artificial

O Ministério da Educação (MEC) abriu inscrições para cursos gratuitos e online na área de Inteligência Artificial aplicada à educação. São mais de 55 mil vagas distribuídas entre diferentes formações, com cargas horárias que variam de 20 a 40 horas e emissão de certificado gratuito ao final. As oportunidades são destinadas a participantes de todo o Brasil, sem exigência de atividades presenciais ou processos seletivos complexos. As inscrições são realizadas diretamente no AVAMEC, o Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC, plataforma oficial utilizada para cursos a distância.

Cursos gratuitos do MEC sobre Inteligência Artificial – Os cursos online oferecidos pelo MEC foram desenvolvidos com ênfase no uso pedagógico da tecnologia. Embora estejam abertos ao público, o conteúdo dialoga diretamente com o cotidiano escolar e com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As vagas são preenchidas por ordem de inscrição, o que significa que a disponibilidade pode variar ao longo do dia conforme novas matrículas são efetivadas.

Inscrição no AVAMEC: como funciona – Todo o processo é digital e centralizado na plataforma AVAMEC.  Para se inscrever, é necessário criar um cadastro gratuito, confirmar os dados pessoais e localizar o curso desejado pelo nome. Após a matrícula, o conteúdo é liberado no painel do estudante. O certificado é emitido somente após a conclusão de todas as atividades obrigatórias, conforme as regras estabelecidas em cada formação.

Curso Inteligência Artificial na Educação – Fundamentos (20 horas) – Uma das formações disponíveis é o curso “Inteligência Artificial na Educação – Fundamentos”, com carga horária de 20 horas. A proposta é apresentar conceitos essenciais sobre inteligência artificial, incluindo noções introdutórias de IA generativa. O curso parte da contextualização do tema e avança para situações práticas de uso no ambiente educacional. Essa formação é indicada para quem busca uma base conceitual sólida antes de avançar para aplicações mais complexas.

IA na prática docente: planejamento e BNCC (30 horas) – Outra opção é o curso “IA na prática docente”, com carga horária de 30 horas. Voltado à educação básica, o conteúdo enfatiza a aplicação da inteligência artificial no planejamento didático, alinhada à BNCC e à BNCC Computação. Essa trilha é recomendada para professores que desejam incorporar a tecnologia diretamente à rotina escolar, com foco prático e contextualizado.

Metodologias, Tecnologias Digitais e IA (30 horas) – Com 25 mil vagas disponíveis, o curso “Metodologias, Tecnologias Digitais e IA” possui carga horária de 30 horas e destaca o uso estratégico da tecnologia no planejamento pedagógico. A formação dialoga com temas como educação híbrida e metodologias ativas, reforçando a importância da tomada de decisão docente no uso de recursos digitais.

Tecnologia a Favor da Aprendizagem (40 horas) – Com carga horária de 40 horas e 25 mil vagas, o curso “Tecnologia a Favor da Aprendizagem” é uma das formações mais completas da oferta. Estruturado em unidades temáticas, o conteúdo combina competências digitais, curadoria de conteúdo e inteligência artificial aplicada à educação.

Certificado gratuito e flexibilidade de estudos – Todos os cursos do MEC na plataforma AVAMEC oferecem certificado gratuito, desde que o participante cumpra os requisitos estabelecidos. O ritmo de estudo é flexível, permitindo que cada participante organize sua rotina de acordo com sua disponibilidade. No entanto, a emissão do certificado depende da conclusão integral dos módulos e das atividades obrigatórias. Em geral, as formações são autoinstrucionais, mas seguem critérios específicos de aproveitamento.

Como se inscrever nos cursos gratuitos do MEC – Para participar, o interessado deve acessar a plataforma oficial do Ministério da Educação.

Diario de Pernambuco

Flávio Bolsonaro publica vídeo de Inteligência Artificial que chama Lula de “ladrão”

Um vídeo criado com inteligência artificial e divulgado pelo senador e pré-candidato à Presidência da Repúbica Flávio Bolsonaro reacendeu a polêmica em torno do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro. A peça ironiza a apresentação com um “samba-enredo” crítico ao governo e ao presidente.

A letra da música menciona “luxos” bancados com dinheiro público e faz referências à crise financeira dos Correios e às filas do INSS, afirmando que, apesar do discurso oficial, as despesas seguem em alta. O desfile também foi alvo de questionamentos judiciais após a Embratur, vinculada ao Ministério da Cultura, destinar R$ 12 milhões às escolas do Grupo Especial do Rio, sendo R$ 1 milhão para cada agremiação — incluindo a escola de Niterói.

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral negou pedidos de liminar que buscavam barrar a apresentação sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. Para os ministros, não houve pedido explícito de voto, embora o caso possa ser reavaliado após o desfile. A homenagem a Lula acontece na noite de domingo (15), às 22h, na abertura do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí. O presidente assistiu ao desfile de um camarote oficial.

Agência O Globo

Rede do PT usa ‘IA brava’ para desmentir fake do Pix e associa direita a baratas

Os grupos de WhatsApp mantidos pela rede de comunicação ligada ao PT lançaram vídeos produzidos com inteligência artificial (IA) para, ao mesmo tempo, desmentir informações falsas sobre a taxação do Pix e comparar com baratas as lideranças da direita que disseminaram informações distorcidas sobre esse sistema de pagamentos. Um dos vídeos é baseado na mais recente tendência de uso da IA para tornar objetos inanimados em personagens raivosos que dizem como devemos interagir com eles.

A estratégia do PT transformou a logomarca do Pix em um boneco que, bravo, reclama de insinuações falsas sobre ele. “Esse povo da extrema direita não me deixa em paz. Ficam mentindo dizendo que eu vou vigiar, que eu vou taxar, que eu vou acabar. Tá de sacanagem, né?”, diz a animação, em tom raivoso.

Outro vídeo espalhado por grupos de WhatsApp é sobre as “baratas da extrema direita” que “vivem no esgoto” e “saem voando e espalhando mentira”. O material usou inteligência artificial para criar imagens de usuários do Pix supostamente reais, em cenas cotidianas, sendo perseguidos pelas baratas. “As baratas dizem que Pix da Ana e da Maria vai ser monitorado, que o governo tá de olho nelas. Isso é mentira”, destaca.

O vídeo é encerrado por uma narração sobreposta a uma imagem de duas mulheres matando as baratas com o “inseticida da verdade”. “O Pix não é vigiado nem vai ser taxado. Quando o esgoto da extrema direita abre as baratas sempre tentam assustar o povo com fake news”, diz a mensagem. O conteúdo é uma tentativa de responder publicação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que novamente fez publicação com informações distorcidas sobre o Pix.

No vídeo publicado na semana passada, o parlamentar aparece dizendo que o governo passou a “monitorar suas transações no Pix” e que a medida teria sido tomada de uma forma “escondida” e “disfarçada” em uma instrução normativa publicada em agosto de 2025. “O Estado passou a olhar para o seu Pix como se fosse um dinheiro suspeito”, alega.

Como mostrou o Estadão Verifica, a regra mencionada por Nikolas não cria um monitoramento em tempo real de transações nem é exclusiva ou novidade para o Pix. A instrução normativa faz com que fintechs e carteiras digitais tenham as mesmas obrigações que bancos tradicionais sempre tiveram. Todos precisam informar à Receita movimentações acima de R$ 5 mil, seja em Pix, transferências ou outras transações. Isso já ocorria desde a criação do Pix, em 2020.

O informe é feito semestralmente e a Receita não tem acesso a detalhes, como destinatário ou motivo da transação. Não há quebra de sigilo bancário. Com a disseminação do novo vídeo de Nikolas Ferreira, a Receita Federal publicou uma nota na qual “orienta a população sobre fake news envolvendo Pix e tributação.” “Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado”, diz o texto.

O vídeo das baratas foi lançado na sexta-feira, 16, em grupos de apoiadores do PT, três dias após o vídeo de Nikolas Ferreira. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou adversários por espalhar informações falsas. “A gente precisa enfrentar esse debate e não se acovardar diante das mentiras e fake news que essa gente faz todo santo dia. Eu não conheço ninguém que ensina uma coisa séria e tenha 4 milhões de seguidores. Mas, se o cara estiver falando bobagem, pode até ter 20 milhões. O Bolsonaro tinha 30 milhões”, afirmou.

A rede de comunicação do PT não tem, oficialmente, ligação com a comunicação institucional do Palácio do Planalto. Contudo, o Estadão já mostrou a interação entre as duas estruturas. Essa rede é composta por integrantes do Instituto Lula, da Fundação Perseu Abramo e de sindicatos.

Estadão Conteúdo

IA deve eliminar empregos, mas impacto pode ser atenuado com abordagem inclusiva

Enquanto avança rapidamente em múltiplos setores da economia, a inteligência artificial deixa um rastro de incerteza sobre o impacto no mercado de trabalho. A tecnologia eliminará vagas de emprego? A resposta é complexa e provavelmente afirmativa, mas economistas e líderes políticos propõem evoluir o debate a uma nova fase, que busque soluções para garantir que os benefícios sejam distribuídos de maneira equânime entre toda a cadeia social.

Nos corredores da Global Labor Market Conference (GLMC), que aconteceu na semana passada em Riad, na Arábia Saudita, termos como “upskilling” e “reskilling” se sobrepuseram à discussão sobre quais postos de trabalho desaparecerão no futuro (leia abaixo). A ideia central é a de que governos e o setor privado devem trabalhar juntos para investir no treinamento das habilidades que serão mais demandadas nesta nova revolução digital.

O glossário do novo mercado de trabalho:

Termo Explicação – Upskilling Aperfeiçoamento de habilidades já desenvolvidas na função atual do trabalhador, sem a necessidade de uma guinada brusca na carreira.

Reskilling – Treinamento em novas habilidades para substituir aquelas já existentes. O objetivo é capacitar o trabalhador para funções novas que serão demandas no futuro.

Foreverskilling – Termo introduzido durante a Global Labor Market Conference, refere-se à ideia de desenvolver um treinamento adaptável que prepare o trabalhador para qualquer tipo de demanda que eventualmente surja no futuro do mercado de trabalho

“Não acho que haja uma receita clara para isso, mas precisamos começar uma conversa sobre como tornar a IA amigável ao trabalhador, como tornar as pessoas mais produtivas, ao invés desse foco obsessivo em substituir as pessoas por máquinas”, defendeu o professor James Robinson, da Universidade de Chicago, vencedor do Nobel de Economia do ano passado com um trabalho sobre a prosperidade das nações, em conjunto com os professores Simon Johnson e Daron Acemoglu, ambos da Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Na palestra mais disputada do evento, o economista e cientista político projetou que a IA transformará a economia ainda mais rapidamente do que a Revolução Industrial do século XVII. A cada nova evolução tecnológica, a disseminação ocorre de forma mais veloz que os estágios anteriores. O Twitter (hoje X) demorou quase 2 anos para alcançar a marca de 1 milhão de usuários. “Já o ChatGPT demorou alguns dias”, compara Robinson.

O ritmo das transformações é a principal fonte de angústia de trabalhadores no mundo todo, conforme mostrou pesquisa conduzida pelos organizadores da conferência e amplamente discutida na ocasião. Entre os 14 mil participantes da força de trabalho consultados pelo estudo, as mudanças tecnológicas foram citadas como fator mais importante para definir estratégias de qualificação profissional.

Desafios antigos

A pesquisa, porém, mostrou que a nova era tecnológica esbarra em problemas econômicos antigos. Boa parte dos participantes citaram limitações financeiras como obstáculos para obter a formação tecnológica necessária, principalmente no Brasil, Jordânia, Nigéria, África do Sul e Vietnã. A disparidade reflete, em parte, a renda disponível menor nessas economias que em locais como Estados Unidos e União Europeia, onde a questão do acesso financeiro apareceu com menor relevância no estudo.

Para contornar esses desafios, será necessário adotar uma estratégia robusta que envolverá diferentes entes da sociedade, disse ao Broadcast o ex-ministro do Trabalho da Itália Enrico Giovannini. “A única maneira de tentar reduzir não apenas o desemprego, mas também as desigualdades é a partir de políticas sociais e econômicas que não deixem nenhum grupo para trás, com base na Agenda 2030 da ONU”, defendeu, em conversa às margens da conferência em Riad.

Professor na Universidade de Roma, Giovannini argumenta que as autoridades deveriam pensar em programas que redirecionem a força de trabalho para as necessidades do futuro. Iniciativas podem, por exemplo, preparar trabalhadores para adaptar as cidades à realidade das mudanças climáticas. Mas o ex-ministro também acredita que será preciso avaliar o cenário com base em novas métricas, para além de indicadores econômicos clássicos. “Senão, estaremos olhando apenas para a aceleração do carro sem observar o aumento da temperatura do motor e outras coisas”, afirmou.

Na mesma linha, o Diretor do Instituto de Pesquisa de Emprego da Universidade de Warwick, Christopher Warhurst, ressaltou que, sozinha, a IA não será capaz de produzir os ganhos de produtividade esperado. Será necessário, sobretudo, engajamento humano. “Para que novas tecnologias entreguem os ganhos de produtividade, elas precisam ser adequadamente geridas, com trabalhadores envolvidos na introdução, uso e distribuição”, defendeu, também durante a GLMC.

Estadão Conteúdo

Google apresentará prévia de IA que assume o controle de computadores, diz jornal

O Google está se preparando para apresentar uma tecnologia de inteligência artificial que pode assumir o controle de navegadores de internet para realizar tarefas como pesquisa e compras, de acordo com o jornal “Information”.

A expectativa é que a empresa revele o produto em dezembro durante o lançamento da próxima geração do Gemini, seu modelo de linguagem de IA. O esforço é conhecido como ‘Project Jarvis’ e visa a facilitar a automação de tarefas no navegador, potencialmente transformando a interação com o ambiente digital.

Procurada pela Bloomberg, a empresa optou por não comentar sobre “especulações”, embora os planos sejam ainda preliminares e sujeitos a mudanças.

O Globo