Jaques Wagner admite relação com ex-sócio do Banco Master, nega irregularidades e critica operação da PF

Senador afirma que conhecia empresário Augusto Lima, mas diz que nunca recebeu recursos do Banco Master e reclama da atuação da Polícia Federal

O senador Jaques Wagner (PT-BA) admitiu manter uma relação de proximidade com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas negou qualquer envolvimento em irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Em entrevista publicada nesta sexta-feira (26), o parlamentar afirmou que a amizade não representa participação em eventuais práticas ilegais e voltou a negar ter recebido dinheiro da instituição financeira.

Segundo Jaques Wagner, Augusto Lima é uma pessoa de seu convívio, mas isso não significa que tenha participado de qualquer esquema investigado. O senador afirmou que jamais recebeu recursos do Banco Master e disse acompanhar com tranquilidade o andamento das investigações.

Na entrevista, o parlamentar também criticou a atuação da Polícia Federal durante a operação que teve como alvo endereços ligados a ele e ao empresário. Jaques Wagner classificou a ação como uma “patacoada” e afirmou ter levado sua insatisfação diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o senador, o diretor-geral da Polícia Federal deve atuar para evitar a espetacularização das investigações.

As declarações ocorrem em meio ao avanço das investigações sobre o chamado caso Banco Master. A apuração busca esclarecer suspeitas envolvendo relações entre empresários, agentes públicos e possíveis favorecimentos ligados à instituição financeira. Nas últimas semanas, a Polícia Federal realizou novas fases da operação e ampliou a coleta de provas.

Jaques Wagner também reiterou que não é réu, não foi denunciado e não responde a processo criminal relacionado ao caso. Em nota anterior, sua defesa afirmou que o senador nunca atuou em favor do Banco Master nem recebeu qualquer vantagem financeira da instituição.

O caso continua sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que seguem analisando documentos, mensagens e movimentações financeiras relacionadas às investigações.

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