Estados Unidos atacam Venezuela e Maduro é preso, diz Trump

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), e o presidente Nikolás Maduro foi preso. A informação foi repassada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e divulgada pelo G1. Ainda segundo os EUA, o ataque ao país sul americano foi de “grande escala”.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou Trump. De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

Diario de Pernambuco

Bolsonaristas adotam mote de ‘Lula incomodado’ após reunião com Trump

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apostaram em declarar no X que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se sentiu incomodado com a citação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de diminuir o encontro entre os chefes de Estado. Lula e Trump se reuniram hoje para tratar do tarifaço na Malásia

Durante o início do encontro entre Lula e Trump, que foi aberto à imprensa, Trump responde à imprensa afirmando que “sempre gostou” de Bolsonaro e disse que o ex-presidente “passou por muita coisa”. Lula aparece sorrindo com a resposta do líder americano. A situação jurídica do ex-capitão da reserva não foi discutida no encontro fechado entre os dois.

“Eu sempre gostei dele, fiquei muito mal com o que aconteceu com ele”, respondeu o americano, sem dizer se desejava tratar do tema. “Sempre achei que ele era um cara honesto, mas ele já passou por muita coisa”, disse Trump.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se autoexilou para promover as sanções americanas contra o Brasil em troca do afrouxamento das punições contra o pai, foi o primeiro a usar as redes sociais para endossar que Lula teria se sentido incomodado com a citação ao ex-presidente. “Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, disse Eduardo.

O deputado Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo ao presidente, também reagiu ao momento em que Trump fala sobre Bolsonaro e sugeriu um incômodo de Lula: “O corpo fala”. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) declarou que Trump teria chamado Bolsonaro de “grande homem” do lado de Lula, o que não ocorreu na declaração aberta. O parlamentar também disse que a reunião na Malásia não foi como o presidente esperava e atacou a imprensa.

“Na cara do Lula, Trump rasga elogios a Bolsonaro e chama-o de ‘grande homem’. Parece que a reunião não saiu como o Barbudinho esperava. A imprensa ontem correu para dizer que ‘Bolsonaro era página virada para Trump’. A imprensa militante é um câncer”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES) também disse que Trump chamou Bolsonaro de “grande homem”, classificou a suposta interação como um “fiasco na cara do Lula” e afirmou que Bolsonaro “segue sendo referência mundial”. “Enfim, Lula resolveu agir como presidente de uma grande nação. Depois de quase dois anos bajulando ditadores, atacando o agro e isolando o Brasil, finalmente sentou à mesa com Donald Trump.Mas o resultado? Nenhum. Nenhum acordo, nenhuma proposta, nada de concreto – apenas uma foto pra inglês ver”, disse Evair de Melo

Já o deputado Bibo Nunes (PL-RS) buscou afirmar que a intenção de Trump, na conversa com Lula, é a de afastar o Brasil da China e não de buscar aproximação com o governo petista. Bibo também disse que, apesar de negociar questões econômicas, o presidente dos Estados Unidos “jamais cederá um milímetro na pauta política”. “Trump negocia a economia com o desgovernante Lula, mas jamais cederá um milímetro na pauta política, onde a ideologia e atitudes de Lula com seus asseclas são inaceitáveis”, afirmou Bibo Nunes.

Postagens de Eduardo

O filho do ex-presidente também afirmou, em outras postagens, que a “empatia” une Bolsonaro e Trump. Ele também sugeriu que Lula e os auxiliares dele apoiariam uma “lawfare” que Trump sofreria quando deixasse a Casa Branca. “A capacidade de Donald Trump de se colocar no lugar de Jair Bolsonaro e imaginar que, quando sair da presidência, Lula e sua equipe apoiarão a lawfare que certamente Trump sofrerá”, disse Eduardo.

Eduardo também criticou a conversa de Lula e Trump sobre a crise militar dos EUA com a Venezuela. O presidente se prontificou a ser um mediador entre a Casa Branca e o ditador venezuelano Nicolás Maduro e apelou pela paz no continente. Segundo o deputado, Lula gastou os “poucos minutos com o 01 da economia mundial” para tratar sobre a situação na região e não se preocupou em falar sobre Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

Trump confirma reunião com Lula e diz que pode reduzir tarifaço ao Brasil sob certas condições

Enviado especial a Kuala Lumpur – A caminho da Malásia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, dia 25, que vai se reunir na viagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump afirmou que pode reduzir as tarifas ao Brasil, que chegam a 50%, dentro de determinadas condições.

É a primeira vez que ele admite fazer alguma concessão, embora condicionada. Trump não explicou quais seriam suas exigências. Horas depois, Lula disse que nenhum dos lados as fez ainda. “Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump, ainda no avião após a decolagem. “Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, completou ao responder se estava aberto a baixar o patamar do tarifaço.

Trump conversou no avião presidencial, o Air Force One, com jornalistas que o acompanham. O áudio da conversa foi divulgado pela Casa Branca. Ele lembrou também da conversa breve nos bastidores da ONU, em Nova York, em setembro. O presidente Lula disse neste sábado, dia 25, que o governo brasileiro ainda não recebeu exigências do presidente Donald Trump para reduzir ou retirar o tarifaço contra o Brasil.

“Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, disse o presidente brasileiro, na Malásia. Na véspera, Lula indicou que um acordo pode não ser alcançado na reunião de domingo, marcada para o fim da tarde, em Kuala Lumpur.

O petista disse estar aberto a discutir qualquer assunto com Trump, sem vetos, mas que um entendimento poderia demandar mais negociações no futuro. Os principais pedidos de Lula são a revogação do tarifaço de 40% sobre o Brasil, aplicado por razões políticas em julho, e das punições a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo e do Executivo.

Estadão Conteúdo

China reage a ameaça de tarifa de 100% de Trump e diz que poderá tomar medidas

A China sinalizou neste domingo, 12, que não vai recuar diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% ao país e pediu aos Estados Unidos que resolvam as diferenças por meio de negociações, e não de ameaças. “A posição da China é consistente”, disse o Ministério do Comércio em comunicado. “Não queremos uma guerra tarifária, mas não temos medo de uma.”

Foi o primeiro comentário oficial da China sobre a ameaça de Trump de elevar o imposto sobre importações chinesas até 1º de novembro, em resposta às novas restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, que são vitais para uma ampla gama de produtos de consumo e militares. A troca de acusações ameaça atrapalhar um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping e acabar com a trégua de uma guerra comercial que, em abril, chegou a ter tarifas acima de 100% dos dois lados.

Desde que assumiu o cargo em janeiro, Trump aumentou os impostos sobre as importações de muitos parceiros comerciais dos EUA, buscando obter concessões. A China tem sido um dos poucos países que não recuaram, contando com sua influência econômica. “Recorrer frequentemente à ameaça de altas tarifas não é a maneira correta de se relacionar com a China”, disse o Ministério do Comércio em sua publicação, que foi apresentada como uma série de respostas de um porta-voz não identificado a quatro perguntas de veículos de comunicação. A declaração pediu que quaisquer preocupações fossem abordadas por meio do diálogo.

“Se o lado americano insistir obstinadamente em sua prática, a China certamente tomará medidas correspondentes para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”, afirmou a publicação. Além da tarifa de 100%, Trump ameaçou impor controles de exportação sobre o que chamou de “software crítico”, sem especificar o que isso significa. Ambos os lados acusam o outro de violar o espírito da trégua ao impor novas restrições comerciais. Trump disse em uma postagem nas redes sociais que a China está “se tornando muito hostil” e que estaria mantendo o mundo refém ao restringir o acesso a metais e ímãs de terras raras.

O Ministério do Comércio chinês disse que os EUA introduziram várias novas restrições nas últimas semanas, incluindo a expansão do número de empresas chinesas sujeitas aos controles de exportação dos EUA. Sobre as terras raras, o ministério disse que as licenças de exportação seriam concedidas para usos civis legítimos, destacando que os minerais também têm aplicações militares. As novas regras incluem a exigência de que empresas estrangeiras obtenham aprovação do governo chinês para exportar itens que contenham terras raras originárias da China, independentemente de onde os produtos sejam fabricados.

A China responde por cerca de 70% da mineração mundial de terras raras e controla cerca de 90% de seu processamento global. O acesso ao material é um dos principais pontos de disputa nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Os minerais críticos estão presentes em diversos produtos, desde motores a jato, sistemas de radar e veículos elétricos até eletrônicos de consumo, como laptops e telefones. As restrições chinesas de exportação têm afetado fabricantes europeus, americanos e de outras regiões.O comunicado do Ministério do Comércio afirmou que os EUA também estão ignorando as preocupações chinesas ao avançar com novas taxas portuárias para navios chineses, que entram em vigor nesta terça-feira. Em resposta, a China anunciou na sexta-feira que iria impor taxas portuárias aos navios americanos.

Estadão Conteúdo

Morre atriz vencedora do Oscar Diane Keaton aos 79 anos

A atriz e cineasta Diane Keaton, vencedora do Oscar e uma das personalidades mais admiradas de Hollywood, morreu aos 79 anos. A informação foi divulgada pela revista People neste sábado (11). Segundo a publicação, o falecimento ocorreu na Califórnia e foi confirmado por um porta-voz da família, que pediu discrição neste momento.

Com uma trajetória que atravessou cinco décadas, Keaton marcou gerações com seu talento, humor e estilo inconfundível. Ícone de elegância e originalidade, construiu uma carreira sólida e se tornou uma das artistas mais respeitadas da indústria cinematográfica.

Mãe de dois filhos adotivos — Dexter, de 29 anos, e Duke, de 24 —, a atriz nunca se casou, mas viveu relacionamentos conhecidos com Woody Allen, Warren Beatty e Al Pacino, com quem contracenou em O Poderoso Chefão. Em entrevistas, dizia que a maternidade foi uma decisão refletida, fruto de um desejo amadurecido com o tempo.

Nascida Diane Hall em Los Angeles, em 1946, era a mais velha de quatro irmãos. O pai era engenheiro e a mãe, dona de casa, foi uma de suas maiores referências. “No fundo, ela queria ser uma artista”, contou Keaton à People em 2004.

Apaixonada por arte desde jovem, Diane se mudou para Nova York após concluir os estudos em 1964. Lá, adotou o sobrenome Keaton — em homenagem à mãe — e iniciou a carreira nos palcos da Broadway com o musical Hair, em 1968. Mais tarde, revelou ter enfrentado um período difícil, marcado por distúrbios alimentares.

O grande salto de sua carreira veio nos anos 1970, quando Francis Ford Coppola a escolheu para viver Kay Adams, o par de Michael Corleone (Al Pacino), em O Poderoso Chefão (1972). O sucesso do filme transformou sua vida e abriu caminho para uma série de papéis de destaque nas décadas seguintes.

Diario de Pernambuco

Venezuela recorre ao Conselho de Segurança da ONU contra desdobramento militar dos EUA

A Venezuela se defendeu sexta-feira (10) no Conselho de Segurança das Nações Unidas e pediu que os Estados Unidos sejam impedidos de cometer um “crime internacional” contra o país, embora tenha recebido apoio moderado da maioria dos Estados-membros. “Acreditamos que este é o momento certo para que este Conselho de Segurança cumpra o mandato que lhe foi confiado (…) e evite uma catástrofe que pode abalar toda a região por gerações”, declarou o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada.

“As ações e a retórica belicista do governo dos Estados Unidos indicam (…) que estamos diante de uma situação em que é racional pensar que, em um prazo muito curto, será executado um ataque armado contra a Venezuela”, acrescentou Moncada. A Venezuela solicitou a reunião do Conselho para denunciar a “escalada de agressões” provocada pelo desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe.

“Estamos aqui para evitar a prática de um crime internacional”, insistiu Moncada, que pediu ao Conselho de Segurança — no qual os Estados Unidos têm direito a veto — que tome as “medidas necessárias”. Mas o país recebeu apoio apenas de alguns membros do Conselho, com seus aliados Rússia e China à frente.

As acusações de Washington — que afirma que o presidente Nicolás Maduro é o líder de uma suposta rede de tráfico de drogas, o Cartel de los Soles — “não se baseiam em nenhum fato”, mas “seriam um excelente tema para uma superprodução de Hollywood na qual, mais uma vez, os americanos salvariam o mundo”, ironizou o embaixador russo, Vasily Nebenzya. O diplomata russo acusou a Casa Branca de fomentar as tensões e afirmou que os Estados Unidos estão “a um passo de uma agressão armada direta”.

Embora muitos países tenham se mostrado cautelosos e pedido a ambas as partes que reduzam a tensão, Moncada declarou estar “satisfeito” com o fato de que alguns deles, sem condenar os Estados Unidos, defenderam o direito internacional. “A luta contra o narcotráfico deve ser conduzida com respeito ao direito internacional e aos direitos humanos”, declarou o embaixador adjunto da França, Jay Dharmadhikari. “Nesse contexto, os Estados devem abster-se de qualquer iniciativa armada unilateral.”

Desde setembro, os Estados Unidos realizam um desdobramento militar no sul do Caribe, diante das águas territoriais da Venezuela, e destruíram quatro supostas embarcações do narcotráfico, causando a morte de 21 pessoas, segundo Washington. O representante dos Estados Unidos, John Kelley, reiterou perante o Conselho a determinação de seu país de utilizar todo o seu “poderio” para “erradicar os cartéis de drogas, independentemente do lugar em que operem”.

AFP

Semana começa com expectativa de encontro entre Lula e Trump

A semana vai começar com a expectativa do encontro entre Lula e Donald Trump. Isso depois de o presidente dos Estados Unidos ter dito que tinha surgido uma química entre os dois, após a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Só falta definir a data e o local. Pode ser em um outro país, já que, em breve, ele deve viajar para a Europa e para a Malásia em encontros e evento internacionais.

Primeiro passo para mitigar tarifaço
Ontem, 26, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e comandou as negociações com relação aos impactos do tarifaço norte-americano no Brasil, disse que o primeiro encontro frente a frente que Lula e Trump tiveram na ONU foi um primeiro passo para resolver essa questão.

Agora é cuidar das próximas ações, segundo Alckmin. E do “ganha-ganha” do comércio exterior, com todas as partes obtendo sucesso.

A Tarde

Colírios podem acabar com a necessidade de óculos de leitura

estes com substâncias que melhoram a visão estão mostrando bons resultados, embora até agora apenas dois tenham sido autorizados para uso nos Estados Unidos. As estatísticas não mentem: após os 65 anos, a maioria das pessoas terá dificuldade para focar visualmente em objetos próximos. Você pode ter visto isso entre amigos e parentes, ou até mesmo vivenciado isso você mesmo, segurando livros, revistas ou o celular mais longe do rosto para tentar focar palavras e imagens. Muitas pessoas afetadas começam a usar óculos de leitura. Mas um novo tratamento, acompanhado pelo WWI, pode estar disponível: colírios.

Essa deterioração da visão é chamada de presbiopia. Não é uma doença, mas uma alteração fisiológica natural causada pelo envelhecimento — especificamente pela perda de elasticidade e flexibilidade do cristalino na parte frontal do olho, o que prejudica a capacidade do olho de alterar a curvatura do cristalino para focalizar objetos.

Esse enrijecimento começa na meia-idade e tende a se estabilizar por volta dos 65 anos. Para pessoas com miopia, que têm dificuldade para enxergar objetos distantes com clareza, o início da presbiopia pode, a princípio, levar a uma melhora da visão, compensando a condição existente. Para pessoas com hipermetropia, os efeitos da presbiopia geralmente se manifestam mais cedo do que no restante da população.

Viver com presbiopia pode causar fadiga e dores de cabeça e, em casos raros, visão dupla, mas geralmente não é algo com que se preocupar. Corrigir a presbiopia pode facilitar as atividades diárias e ajudar a manter uma boa qualidade de vida. O método clássico de correção são óculos de leitura, embora em alguns casos as pessoas optem por cirurgia ocular – seja cirurgia refrativa a laser para remodelar a córnea e compensar a perda de flexibilidade do cristalino ou cirurgia intraocular para substituir o cristalino por um artificial. Esta última é frequentemente proposta quando também há alguma opacidade no cristalino (catarata).

Mas recentemente, pesquisadores têm trabalhado em colírios que, de diferentes maneiras, dependendo do ingrediente ativo utilizado, melhoram o foco de perto. Dois tipos foram aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA: um à base de uma substância chamada aceclidina e o outro à base de pilocarpina.

A pilocarpina é a molécula estrela, com diversos testes de novas formulações em andamento. Trata-se de um alcalóide natural que interage com partes do sistema nervoso, o que tem o efeito, no olho, de induzir miose — o estreitamento do diâmetro da pupila — e contração do músculo ciliar, o anel muscular que controla o formato do cristalino. Os dois efeitos combinados melhoram a elasticidade do cristalino e a capacidade de focar objetos próximos.

Um estudo recente realizado na Argentina testou um colírio de pilocarpina em diferentes concentrações (1%, 2%, 3%) em combinação com diclofenaco, um anti-inflamatório não esteroidal que alivia os efeitos adversos da pilocarpina, como irritação e desconforto. (O colírio de pilocarpina aprovado pela FDA tem concentração de 1,25%).

Em um estudo retrospectivo de dois anos com 766 pessoas, com idade média de 55 anos, os pesquisadores descobriram que os colírios permitiram que a maioria dos pacientes melhorasse a visão. “Nosso resultado mais significativo mostrou melhorias rápidas e sustentadas na visão de perto para todas as três concentrações”, disse a pesquisadora principal Giovanna Benozzi ao apresentar a pesquisa no 43º Congresso da Sociedade Europeia de Cirurgiões de Catarata e Refrativa.

“Uma hora após a aplicação das primeiras gotas, os pacientes apresentaram uma melhora média de 3,45 linhas de Jaeger. O tratamento também melhorou o foco em todas as distâncias”, disse Benozzi. Se você já consultou um oftalmologista, provavelmente conhece a tabela de Jaeger. É uma ferramenta para avaliar a acuidade visual de perto , composta por pequenos blocos de texto impressos em diferentes tamanhos.

Especificamente, 99% dos 148 pacientes no grupo tratado com pilocarpina a 1% alcançaram visão de perto ideal e foram capazes de ler duas ou mais linhas adicionais; no grupo de 248 pacientes tratados com pilocarpina a 2%, 69% foram capazes de ler três ou mais linhas adicionais no gráfico de Jaeger; enquanto no grupo tratado com pilocarpina a 3%, 84% dos 370 pacientes foram capazes de ler três ou mais linhas adicionais.

A melhora da visão dos pacientes foi mantida por até dois anos, com uma duração mediana de 434 dias. Os pacientes tomaram o colírio de duas a três vezes ao dia. A pilocarpina apresenta alguns efeitos colaterais potenciais: vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, visão turva, visão noturna reduzida, sensibilidade à luz, dificuldade para mudar o foco entre objetos e visão de flashes de luz ou “moscas voando”; descolamento de retina também é possível em casos raros.

Os efeitos colaterais registrados pelo estudo de Benozzi, no entanto, foram leves (irritação e dor de cabeça) e ocorreram em 32% dos casos. Nenhum paciente decidiu interromper o tratamento. “Quase todos os pacientes apresentaram melhoras positivas na acuidade visual para perto, embora a magnitude da melhora dependesse do estado da visão antes do tratamento inicial”, disse Benozzi, sugerindo que, no futuro, os tratamentos poderiam ser adaptados às necessidades de cada pessoa.

“Pacientes com presbiopia menos grave responderam melhor a concentrações de 1%, enquanto aqueles com presbiopia mais avançada precisaram de concentrações mais altas, de 2% ou 3%, para obter melhora visual significativa.” Então, será que os colírios para presbiopia nos farão dizer adeus aos óculos de leitura ou às cirurgias corretivas? Provavelmente não. Mas, à medida que mais estudos testam esses colírios em populações maiores para avaliar melhor sua segurança e eficácia, eles podem se tornar uma alternativa viável para pessoas que simplesmente não suportam usar óculos ou para quem a cirurgia não é uma opção.

A Tarde

EUA cancelam visto de líder do PSOL em retaliação política

Os Estados Unidos cancelaram o visto da presidente nacional do PSOL, Paula Coradi. O anúncio foi divulgado pela sigla nesta sexta-feira (26). Conforme detalhou Coradi, o cancelamento é uma retaliação política do governo de Donald Trumpsobre a atuação do PSOL em defesa da soberania do Brasil. “Se pensam que vão nos intimidar com essas medidas tacanhas, esses fascistas estão muito enganados”, escreveu a líder partidária nas redes sociais.

Em comunicado, o partido informou que o cancelamento do visto foi oficializado hoje após nota oficial enviada na segunda-feira, 22. Na ocasião, o consulado alegou que a representação diplomática teria obtido informações que a tornaria inelegível para entrar no país. “A dirigente foi notificada e teve três dias úteis para apresentar explicações. Apesar da resposta enviada por Paula Coradi na quinta-feira, o consulado confirmou o cancelamento nesta sexta”, disse a sigla.

O partido expressou repúdio à ação. “O partido se solidariza com sua presidenta e reafirma seu compromisso com a defesa da democracia, da soberania nacional e da luta contra as políticas arbitrárias de governos estrangeiros”, completou. O governo de Donald Trump não apenas elevou tarifas sobre produtos brasileiros, como também passou a cancelar vistos de autoridades do país em sinal de retaliação. As medidas são justificadas por Washington com base na ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em denúncias de supostas violações à liberdade de expressão.

Nesta semana, os norte-americanos também cancelaram o visto do ministro-chefe da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias.

A Tarde

Prefeito de Juazeiro entrega carta da FNP em conferência nos EUA para pressionar sobre tarifas que afetam produtores brasileiros

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, entregou pessoalmente, nesta sexta-feira (26), uma carta oficial da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) aos representantes americanos durante a United States Conference of Mayors – Fall Leadership Meeting, em Oklahoma City. O documento, assinado por prefeitos brasileiros, solicita atenção urgente aos problemas causados pelas tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos nacionais, que têm comprometido a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Na carta, os gestores municipais defendem a abertura de diálogo com prefeitos dos Estados Unidos, reforçando a importância da cooperação internacional e da busca de soluções conjuntas que permitam condições mais justas de comércio.

Segundo Andrei, a mobilização junto a outras lideranças internacionais tem o objetivo de sensibilizar as autoridades americanas sobre o impacto econômico dessas tarifas, sobretudo para o setor agrícola e para cidades como Juazeiro, que são referência em produção e exportação. “Estamos levando a voz dos produtores brasileiros para além das nossas fronteiras, buscando apoio político e diplomático para que possamos negociar e encontrar caminhos que fortaleçam nossa economia e gerem mais desenvolvimento para nosso povo e região”, destacou o prefeito.

Impactos do tarifaço

As sobretaxas atingem diretamente setores estratégicos da economia: o aeronáutico, o calçadista e a fruticultura irrigada, motor da economia de Juazeiro. O prefeito Andrei alertou que o tarifaço pode provocar uma queda nas exportações, colocando em risco milhares de empregos diretos e indiretos.

Apesar das incertezas, a Prefeitura de Juazeiro vem articulando também com o Governo Federal e o Governo da Bahia estratégias para mitigar os impactos, incluindo incentivo à diversificação de mercados e apoio a cooperativas e associações locais. Parte da produção já vem sendo absorvida pelo mercado interno, enquanto novos destinos internacionais, como Europa, Ásia e Oriente Médio, começam a se consolidar.

A participação de Juazeiro no Fall Leadership Meeting da USCM, que encerra neste sábado (27), reforça o papel do município e do Vale do São Francisco na fruticultura irrigada e consolida sua presença no cenário internacional, em defesa dos trabalhadores e da economia da região.

Ascom

Trump quer regras eleitorais válidas para todo o território dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump declarou na noite de sábado (30) que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. A nova legislação seria válida em todo o território nacional. Além de defender a apresentação obrigatória de um documento de identificação na hora do voto pelos eleitores, o republicano afirmou que pretende restringir os casos onde o voto por correspondência é permitido.

“O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais”, escreveu.
O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

Nem todos os estados do país exigem a apresentação de um documento por parte dos eleitores na hora da votação. Essa identificação por ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em catorze estados – Califórnia, Colúmbia, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oregon e Vermont – e na capital federal, Washington D.C., não é exigida documentação alguma.

Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor. A maioria inclui a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora do município ou cidade de residência no dia da eleição ou ser estudante de uma faculdade ou universidade fora do estado.

Estadão Conteúdo

Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira (29) que grande parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, confirmando uma decisão de um tribunal inferior e enfraquecendo a ofensiva protecionista do presidente, que prometeu recorrer à Suprema Corte. O caso se refere às tarifas globais, ou seja, aquelas que não afetam setores específicos, como o automotivo, aço, alumínio ou cobre. A decisão, adotada por uma maioria de 7 a 4, permite que as tarifas gerais permaneçam em vigor até meados de outubro.

Mas a medida representa um revés para o presidente, que desde que voltou à Casa Branca em janeiro impôs novas cobranças sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, variando entre 10% e 50%, dependendo da situação e do país. Também abre a porta para dúvidas sobre os acordos que Trump alcançou com importantes parceiros comerciais como a União Europeia. Igualmente, levanta a questão do que aconteceria com os bilhões de dólares arrecadados pelos Estados Unidos desde que as tarifas foram implementadas se a Suprema Corte não as apoiar.

O tribunal emitiu a decisão “incorretamente”, “mas sabe que os Estados Unidos da América vencerão no final”, comentou Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que lutará para manter as tarifas alfandegárias.  “TODAS AS TARIFAS CONTINUAM EM VIGOR!”, declarou. “Agora, com a ajuda da Suprema Corte dos Estados Unidos, as usaremos a serviço do nosso país”.

“Catástrofe” – Trump invocou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para impor tarifas “recíprocas” a quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, com um mínimo de 10% e taxas mais altas para dezenas de economias.

Além disso, amparou-se em regulamentos semelhantes para impor tarifas separadas que afetam o México, o Canadá e a China, como penalidade pelo fluxo de drogas para os Estados Unidos. A decisão desta sexta-feira confirma a posição de um tribunal inferior. De acordo com o texto da resolução, “a lei concede ao presidente amplos poderes para tomar diversas medidas em resposta a uma emergência nacional declarada, mas nenhuma dessas ações inclui explicitamente a faculdade de impor tarifas e outros impostos”.

A execução da sentença foi suspensa até 14 de outubro para dar tempo a qualquer recurso apresentado à Suprema Corte. Durante esse período, as tarifas em disputa seguem em vigor.

AFP

 

Venezuela diz que EUA ameaçam paz com navios e pede apoio à ONU

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, divulgou nesta terça-feira (26), um encontro com o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, Gianluca Rampolla. O objetivo da reunião, conforme Gil, foi o de fortalecer o encontro como o organismo multilateral para um marco de respeito à soberania da nação sulamericana.

Na prática, o encontro visa a tentar fortalecer a Venezuela diante da tensão entre o país e os Estados Unidos. O clima ficou quente após os EUA enviarem navios de guerra com 4 mil militares para a costa da Venezuela e os norte-americanos aumentarem para US$ 50 milhões o valor da recompensa para a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No encontro, Gil afirmou existirem “preocupações sobre a implantação de unidades militares dos EUA e até mesmo armas nucleares no Caribe, ameaçando a paz”. Ainda nesta terça, o ministro venezuelano questionou afirmações dos Estados Unidos a respeito do suposto envolvimento de Maduro com um cartel do tráfico de drogas.

Diario de Pernambuco

FBI realiza buscas na casa de ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Trump

Nesta sexta-feira (22), o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, fez buscas na casa de John Bolton, ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump durante o seu primeiro mandato. De acordo com fontes oficiais, a única informação disponibilizada é que a operação integra uma investigação sobre segurança nacional.

Em entrevista ao canal CNN, Bolton disse não ter sido informado e que busca obter esclarecimentos. Já o diretor do FBI, Kash Patel, publicou na rede social X que “ninguém está acima da lei”, mas sem mencionar diretamente o nome de Bolton.

Ainda não se sabe a motivação concreta das buscas na residência de Bolton, localizada em Bethesda, perto de Washington. Entretanto, fontes citadas na mídia norte-americana indicam que a investigação pode estar relacionada com a revelação de informações divulgadas no livro do ex-Conselheiro ou com documentos confidenciais do seu passado na administração Trump.

Bolton, de 76 anos, foi também embaixador dos EUA nas Nações Unidas e se tornou um crítico feroz de Trump após deixar a Casa Branca. Em 2020, lançou o livro “The Room Where It Happened, A White House Memoir” (A Sala Onde Aconteceu, Uma Memória da Casa Branca) criticando severamente a atuação do ex-presidente, que tentou inclusive impedir o lançamento da publicação. O livro desencadeou um processo judicial e uma investigação criminal, mas ambos foram arquivados em 2021 pela administração de Joe Biden.

Na publicação, uma das acusações de Bolton é que o presidente Trump procurou a ajuda da China para conseguir a reeleição. “As conversas de Trump com o líder Xi Jinping refletem não só as inconsistências na sua política comercial, mas também a interligação na mente de Trump entre os seus próprios interesses políticos e o interesse nacional americano. Esta e inúmeras outras conversas semelhantes com Trump confirmaram um comportamento fundamentalmente inaceitável que corrói a própria legitimidade da Presidência”, diz um trecho do livro.

Diario de Pernambuco

Ministro diz que Governo vai comprar perecíveis que iriam para EUA

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse na noite dessa quarta-feira (20) em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores
“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”. Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas.

Cadeia produtiva 
“O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu. Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”.

Agência Brasil

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