Prefeito de Juazeiro entrega carta da FNP em conferência nos EUA para pressionar sobre tarifas que afetam produtores brasileiros

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, entregou pessoalmente, nesta sexta-feira (26), uma carta oficial da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) aos representantes americanos durante a United States Conference of Mayors – Fall Leadership Meeting, em Oklahoma City. O documento, assinado por prefeitos brasileiros, solicita atenção urgente aos problemas causados pelas tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos nacionais, que têm comprometido a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Na carta, os gestores municipais defendem a abertura de diálogo com prefeitos dos Estados Unidos, reforçando a importância da cooperação internacional e da busca de soluções conjuntas que permitam condições mais justas de comércio.

Segundo Andrei, a mobilização junto a outras lideranças internacionais tem o objetivo de sensibilizar as autoridades americanas sobre o impacto econômico dessas tarifas, sobretudo para o setor agrícola e para cidades como Juazeiro, que são referência em produção e exportação. “Estamos levando a voz dos produtores brasileiros para além das nossas fronteiras, buscando apoio político e diplomático para que possamos negociar e encontrar caminhos que fortaleçam nossa economia e gerem mais desenvolvimento para nosso povo e região”, destacou o prefeito.

Impactos do tarifaço

As sobretaxas atingem diretamente setores estratégicos da economia: o aeronáutico, o calçadista e a fruticultura irrigada, motor da economia de Juazeiro. O prefeito Andrei alertou que o tarifaço pode provocar uma queda nas exportações, colocando em risco milhares de empregos diretos e indiretos.

Apesar das incertezas, a Prefeitura de Juazeiro vem articulando também com o Governo Federal e o Governo da Bahia estratégias para mitigar os impactos, incluindo incentivo à diversificação de mercados e apoio a cooperativas e associações locais. Parte da produção já vem sendo absorvida pelo mercado interno, enquanto novos destinos internacionais, como Europa, Ásia e Oriente Médio, começam a se consolidar.

A participação de Juazeiro no Fall Leadership Meeting da USCM, que encerra neste sábado (27), reforça o papel do município e do Vale do São Francisco na fruticultura irrigada e consolida sua presença no cenário internacional, em defesa dos trabalhadores e da economia da região.

Ascom

Trump quer regras eleitorais válidas para todo o território dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump declarou na noite de sábado (30) que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. A nova legislação seria válida em todo o território nacional. Além de defender a apresentação obrigatória de um documento de identificação na hora do voto pelos eleitores, o republicano afirmou que pretende restringir os casos onde o voto por correspondência é permitido.

“O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais”, escreveu.
O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

Nem todos os estados do país exigem a apresentação de um documento por parte dos eleitores na hora da votação. Essa identificação por ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em catorze estados – Califórnia, Colúmbia, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oregon e Vermont – e na capital federal, Washington D.C., não é exigida documentação alguma.

Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor. A maioria inclui a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora do município ou cidade de residência no dia da eleição ou ser estudante de uma faculdade ou universidade fora do estado.

Estadão Conteúdo

Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira (29) que grande parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, confirmando uma decisão de um tribunal inferior e enfraquecendo a ofensiva protecionista do presidente, que prometeu recorrer à Suprema Corte. O caso se refere às tarifas globais, ou seja, aquelas que não afetam setores específicos, como o automotivo, aço, alumínio ou cobre. A decisão, adotada por uma maioria de 7 a 4, permite que as tarifas gerais permaneçam em vigor até meados de outubro.

Mas a medida representa um revés para o presidente, que desde que voltou à Casa Branca em janeiro impôs novas cobranças sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, variando entre 10% e 50%, dependendo da situação e do país. Também abre a porta para dúvidas sobre os acordos que Trump alcançou com importantes parceiros comerciais como a União Europeia. Igualmente, levanta a questão do que aconteceria com os bilhões de dólares arrecadados pelos Estados Unidos desde que as tarifas foram implementadas se a Suprema Corte não as apoiar.

O tribunal emitiu a decisão “incorretamente”, “mas sabe que os Estados Unidos da América vencerão no final”, comentou Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que lutará para manter as tarifas alfandegárias.  “TODAS AS TARIFAS CONTINUAM EM VIGOR!”, declarou. “Agora, com a ajuda da Suprema Corte dos Estados Unidos, as usaremos a serviço do nosso país”.

“Catástrofe” – Trump invocou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para impor tarifas “recíprocas” a quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, com um mínimo de 10% e taxas mais altas para dezenas de economias.

Além disso, amparou-se em regulamentos semelhantes para impor tarifas separadas que afetam o México, o Canadá e a China, como penalidade pelo fluxo de drogas para os Estados Unidos. A decisão desta sexta-feira confirma a posição de um tribunal inferior. De acordo com o texto da resolução, “a lei concede ao presidente amplos poderes para tomar diversas medidas em resposta a uma emergência nacional declarada, mas nenhuma dessas ações inclui explicitamente a faculdade de impor tarifas e outros impostos”.

A execução da sentença foi suspensa até 14 de outubro para dar tempo a qualquer recurso apresentado à Suprema Corte. Durante esse período, as tarifas em disputa seguem em vigor.

AFP

 

Venezuela diz que EUA ameaçam paz com navios e pede apoio à ONU

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, divulgou nesta terça-feira (26), um encontro com o coordenador residente da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela, Gianluca Rampolla. O objetivo da reunião, conforme Gil, foi o de fortalecer o encontro como o organismo multilateral para um marco de respeito à soberania da nação sulamericana.

Na prática, o encontro visa a tentar fortalecer a Venezuela diante da tensão entre o país e os Estados Unidos. O clima ficou quente após os EUA enviarem navios de guerra com 4 mil militares para a costa da Venezuela e os norte-americanos aumentarem para US$ 50 milhões o valor da recompensa para a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No encontro, Gil afirmou existirem “preocupações sobre a implantação de unidades militares dos EUA e até mesmo armas nucleares no Caribe, ameaçando a paz”. Ainda nesta terça, o ministro venezuelano questionou afirmações dos Estados Unidos a respeito do suposto envolvimento de Maduro com um cartel do tráfico de drogas.

Diario de Pernambuco

FBI realiza buscas na casa de ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Trump

Nesta sexta-feira (22), o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, fez buscas na casa de John Bolton, ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump durante o seu primeiro mandato. De acordo com fontes oficiais, a única informação disponibilizada é que a operação integra uma investigação sobre segurança nacional.

Em entrevista ao canal CNN, Bolton disse não ter sido informado e que busca obter esclarecimentos. Já o diretor do FBI, Kash Patel, publicou na rede social X que “ninguém está acima da lei”, mas sem mencionar diretamente o nome de Bolton.

Ainda não se sabe a motivação concreta das buscas na residência de Bolton, localizada em Bethesda, perto de Washington. Entretanto, fontes citadas na mídia norte-americana indicam que a investigação pode estar relacionada com a revelação de informações divulgadas no livro do ex-Conselheiro ou com documentos confidenciais do seu passado na administração Trump.

Bolton, de 76 anos, foi também embaixador dos EUA nas Nações Unidas e se tornou um crítico feroz de Trump após deixar a Casa Branca. Em 2020, lançou o livro “The Room Where It Happened, A White House Memoir” (A Sala Onde Aconteceu, Uma Memória da Casa Branca) criticando severamente a atuação do ex-presidente, que tentou inclusive impedir o lançamento da publicação. O livro desencadeou um processo judicial e uma investigação criminal, mas ambos foram arquivados em 2021 pela administração de Joe Biden.

Na publicação, uma das acusações de Bolton é que o presidente Trump procurou a ajuda da China para conseguir a reeleição. “As conversas de Trump com o líder Xi Jinping refletem não só as inconsistências na sua política comercial, mas também a interligação na mente de Trump entre os seus próprios interesses políticos e o interesse nacional americano. Esta e inúmeras outras conversas semelhantes com Trump confirmaram um comportamento fundamentalmente inaceitável que corrói a própria legitimidade da Presidência”, diz um trecho do livro.

Diario de Pernambuco

Ministro diz que Governo vai comprar perecíveis que iriam para EUA

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse na noite dessa quarta-feira (20) em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores
“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”. Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas.

Cadeia produtiva 
“O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu. Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”.

Agência Brasil

Carne bovina atinge R$ 150 o kg nos EUA após tarifaço ao Brasil

O tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, já vem trazendo repercussões amargas. Uma delas é o preço da carne bovina no país norte-americano atingiu R$ 150 o quilo, maior preço das história dos EUA. Segundo a pesquisa mensal de inflação, a carne para churrasco atingiu US$ 11,875 a libra ou quase R$ 150 o quilo, alta de 3,3% em um mês e salto de 9% em seis meses. A carne moída também registrou aumento de 3,9% em julho. O preço médio atingiu US$ 6,338 a libra ou R$ 75 o quilo.

As mudanças climáticas têm prejudicado duramente a pecuária dos EUA, que viu o número de animais nos pastos cair gradativamente nos últimos anos. Além disso, a seca reduz a produtividade de cada cabeça de gado. Em 12 de agosto, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu mais uma vez a expectativa para a produção doméstica. Para 2025, a expectativa de entrada da carne importada caiu 1,9% em pouco mais de um mês – desde o anúncio das tarifas ao Brasil, em 9 de julho. O impacto maior será sentido em 2026, quando o USDA prevê importações 7,5% menores.

“A produção de carne bovina foi reduzida devido à redução do abate de bovinos alimentados e não alimentados e aos animais que têm registrado peso menor”, cita o relatório da semana passada. O relatório indica que a alíquota de 50% sobre produtos brasileiros reduzirá as importações dos EUA em cerca de 400 milhões de libras – 180 mil toneladas – só em carne bovina. “As importações de carne bovina para 2025 são reduzidas para refletir os dados comerciais reportados durante o primeiro semestre do ano, bem como a redução dos embarques devido a tarifas mais altas, principalmente do Brasil. A redução também ocorre em 2026”, diz o relatório da USDA.

A Tarde

Embaixada dos EUA faz novo ataque a Moraes e governo Lula reage

Autoridades dos Estados Unidos voltaram a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes neste sábado, 9. O número dois do Departamento de Estado americano, Christopher Landau, e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, fizeram postagens na rede social X (antigo Twitter), onde não citam nominalmente Moraes, mas afirmam que “um juiz” teria “usurpado o poder” da Corte.

Em resposta, o governo brasileiro afirmou que as postagens são vistas como “um novo ataque frontal à soberania brasileira e a uma democracia que derrotou uma tentativa de golpe de Estado”, mas que “não se curvará a pressões, venha de onde vierem”. A publicação da embaixada está em português e parece traduzir a de Landau. As duas mensagens, inclusive, estão vinculados no X. O Itamaraty classificou as declarações de Landau como “falsas”.

As postagens foram divulgadas no dia seguinte à ida do encarregado de Negócios da embaixada, Gabriel Escobar, ao Itamaraty. Escobar foi chamado para dar explicações sobre uma nota anterior da embaixada com ameaças a aliados de Moraes.

Ataques a Moraes
Tanto a publicação Landau como a da embaixada falam sobre a importância da separação de poderes para garantia da liberdade. Mencionam também que a separação formal “não significa nada” se um dos poderes tiver meios de intimidar os demais.

“O que está acontecendo agora no Brasil ressalta esse ponto: um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz um trecho do texto da embaixada.

A postagem ainda afirma que a situação “é sem precedentes e anômala”, já que é possível negociar com poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com “um juiz”.

“O usurpador se reveste do Estado de Direito, enquanto os demais poderes afirmam estar impotentes para reagir. Se alguém conhecer um precedente na história humana em que um único juiz, não eleito, tenha assumido o controle do destino de sua nação, por favor, avise. Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil!”, prossegue a mensagem.

Na semana passada, o governo americano anunciou que Moraes havia sido incluído na lista de pessoas alvos de sanções da com a Lei Magnitsky — usada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala.

A Tarde

Tarifaço de Trump pode aumentar em 30% preço de insumos de saúde no Brasil

A sanção econômica aplicada ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump, com a imposição de uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros exportados, pode aumentar drasticamente o valor dos insumos de saúde no país. Caso o Brasil adote a Lei da Reciprocidade, é estimado que o valor dos insumos sofra uma alta de pelo menos 30%, já que o país importa quase US$ 2 bilhões de produtos para o setor de saúde dos Estados Unidos.

Atualmente, o Brasil importa US$ 9 bilhões em insumos de saúde por ano e destina esses produtos principalmente para a rede pública, como hospitais estaduais e Santas Casas, o que deve impactar fortemente no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo reportagem da CNN, uma busca de fornecedores alternativos poderia levar até dois anos, já que o processo de importação precisa de registros junto às autoridades sanitárias, processos de validação, certificação em laboratórios e treinamento de usuários.

Entenda o tarifaço
No dia 9 de julho, Trump anunciou a imposição de uma sobretaxa de 50% nos produtos brasileiros exportados para o país. A medida, segundo o chefe da Casa Branca, que também trava uma guerra comercial com o Brics, bloco econômico do qual o Brasil faz parte, é uma retaliação ao que ele considerada uma perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Conheci e tive contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei profundamente, assim como a maioria dos outros líderes mundiais. A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato — inclusive pelos Estados Unidos —, é uma desgraça internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. Trata-se de uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”, afirmou Trump na carta endereçada ao Brasil.

O Brasil é um dos principais parceiros comerciais o qual se destaca pelas exportações de commodities a países considerados subdesenvolvidos como a China e até mesmo o país norte-americano que implica medidas econômicas reprovadas até mesmo para os seus patriotas. Mas ainda mais prejudicial pode ser a taxação para os exportadores baianos.

A Tarde

Lula sugere que Trump coma jabuticaba para pôr fim a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou do bom humor ao “sugerir” uma solução para o impasse envolvendo a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados aos Estados Unidos. mandatário disse que iria mandar uma jabuticaba para o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ninguém que coma a fruta fica de mau humor.

“Eu vou levar jabuticaba para você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”, brincou Lula o petista. Brincadeiras à parte, Lula convocou uma reunião para este domingo, 13, para discutir medidas que o Brasil tomará em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além de Lula também participarão da reunião, o vice-presidente e ministros da Indústria, Geraldo Alckmin, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estará presente por incompatibilidade de agenda, já que a reunião foi convocada em caráter de urgência, mas um representante da sua equipe está presente.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, técnicos do Governo esperam a criação de um grupo de trabalho que proponha medidas de retaliação para barreiras comercias que forem impostas ao Brasil.

Entenda tarifa de 50% imposta ao Brasil
A medida, que terá fortes impactos na economia brasileira e também na economia baiana, surge como uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF). “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, inicia o texto de Trump.

Na mensagem, o norte-americano considera a relação comercial entre os país como desequilibrada e “longe de ser recíproco”. Nesse sentido, o presidente diz ser necessário o afastamento com o Brasil. “Entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual”.

A Tarde

Paciente nos EUA morre com bactéria da ‘Grande Peste’ da Idade Média

Uma pessoa no norte do Arizona, Estados Unidos, morreu após contrair peste pneumônica, uma das doenças causadas por contração da bactéria Yersinia pestis. O paciente morreu menos de 24 horas depois de dar entrada no hospital Flagstaff Medical Center Emergency, situado no condado de Coconino. Esta foi a primeira morte causada pela doença no condado desde 2007.

Na nota divulgada pela imprensa norte-americana, o hospital disse que o paciente recebeu um tratamento inicial adequado, e esforços para realizar sua reanimação foram realizados, mas sem sucesso. As formas mais comuns da peste são a bubônica, a pneumônica e a septicêmica. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, a peste pneumônica surge quando as bactérias se espalham para os pulmões de um paciente que não recebeu tratamento para a peste bubônica ou septicêmica, ou quando uma pessoa inala gotículas infectadas expelidas pela tosse de outra pessoa ou animal com peste pneumônica.

Embora rara nos dias de hoje, a peste bubônica — conhecida por ter matado entre 30% e 60% de toda a população da Europa na Idade Média — ainda é reportada em áreas rurais.

Sintomas, transmissão e prevenção

Os sintomas geralmente surgem entre dois e seis dias após a infecção e incluem febre e gânglios linfáticos inchados e doloridos, mais comumente encontrados nas axilas, virilha e pescoço. A bactéria Yersinia pestis é usualmente transmitida de um animal para o outro, por meio de pulgas infectadas. Normalmente atinge pequenos mamíferos, como ratos. Em humanos, a transmissão se dá de três formas:

-pela mordida de pulgas infectadas;
-por contato direto com materiais contaminados ou com fluidos corporais de alguém doente;
-pela inalação de gotículas respiratórias de pacientes contaminados com a peste pneumônica.
-quando a transmissão é feita pela pulga, normalmente a pessoa desenvolve a versão bubônica da doença. Já a transmissão entre humanos normalmente leva à forma pneumônica da infecção.

Para prevenir a doença, é recomendado evitar contato com roedores, tomar cuidados com mordidas de pulgas e não manusear carcaças de animais, além de evitar contato com tecidos e fluidos corporais contaminados.

G1

EUA aprovam taxa extra de R$ 1,4 mil para visto de estrangeiros

O governo dos Estados Unidos aprovou recentemente um projeto de lei que prevê a cobrança de uma taxa extra no valor de US$ 250 (o equivalente a R$ 1.390 na cotação atual) para a emissão de visto para estrangeiros que quiserem entrar no país.  A nova regra está entre as medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal de Donald Trump apelidado de One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”).

Em determinada seção, consta: “Em geral – em adição a qualquer outra taxa autorizada pela lei, o Secretário de Segurança Nacional requer o pagamento de uma taxa, equivalente à quantia especificada nesta subseção, por qualquer estrangeiro que tenha emitido um visto de não imigrante à época da emissão.” O valor inicial será de US$ 250 ou “a quantidade que o Secretário de Segurança Nacional estabeleça”, e deverão ser feitos reajustes anuais com base na inflação.

A Visa Integrity Fee, como foi chamada a taxa extra, será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes. O visto para não imigrante, citado na lei, engloba, por exemplo: turistas, estudantes, jornalistas, Au pairs, diplomatas e seus familiares, e pessoas que fazem tratamento médico nos EUA e seus familiares. Atualmente, os interessados em emitir um visto de não-imigrante para turismo, por exemplo, já tem que desembolsar U$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.029).

O governo americano não informou quando a cobrança da nova taxa entrará em vigor, mas o próximo ano fiscal americano tem início em outubro. Ao contrário da taxa já existente, que é obrigatória para a marcação da entrevista do visto, a nova taxa só é cobrada caso o estrangeiro tenha o visto aprovado. O projeto fiscal One Big Beautiful Bill chegou a ser visto como um dos principais triunfos políticos do mandato de Trump, mas deve aumentar o déficit fiscal do país em cerca em US$ 3 trilhões e quase US$ 4 trilhões a dívida do governo federal nos próximos dez anos.

Estadão Conteúdo

 

 

Trump diz que EUA destruíram instalações nucleares do Irã como se elas fossem ‘manteiga’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar, em entrevista à Fox News neste domingo (29), que a operação norte-americana destruiu todas as plantas nucleares do Irã. Ele também acusou a CNN e o New York Times de mentir por afirmar que o dano teria sido menor. Segundo Trump, o Irã não deve continuar a desenvolver armas nucleares por “estarem exaustos”. Para o presidente dos EUA, o Irã foi atingindo como nunca.

Trump ressaltou a qualidade dos equipamentos e dos soldados norte-americanos ao descrever o ataque que, segundo ele, “destruiu as instalações como se [elas] fossem manteiga”.

Estadão Conteúdo

Vanessa Rios leva forró pernambucano aos Estados Unidos

A pernambucana Vanessa Rios, que já integrou diversas bandas e atualmente é uma das vocalistas da Capim com Mel, é uma das atrações do São João do Pitstop, que acontece neste sábado (28), na Flórida (Estados Unidos). O evento reúne centenas de pessoas todos os anos e conta com apresentações musicais, quadrilhas e comidas típicas, recriando o clima do Nordeste brasileiro em solo americano.

Vanessa se apresenta no São João do Pitstop à meia-noite do horário local (22h, horário de Brasília) levando o autêntico forró nordestino à terra do Tio Sam. No repertório, clássicos do forró e sucessos que embalam as festas juninas até hoje.

“Estou muito feliz em me apresentar pela primeira vez fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos. Vai ser um show especial e emocionante. Quero levar o melhor do nosso forró para todo mundo que estiver lá”, conta a artista.

Folha PE

Brasil se posiciona e condena ataque dos EUA ao Irã

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se posicionou e condenou, neste domingo, 6, o ataque dos Estados Unidos e Israel a instalações nucleares do Irã. Em nota divulgada pelo Itamaraty, a gestão Lula afirmou que ataques a centros de desenvolvimento nuclear são uma transgressão às normas das Nações Unidas (ONU) e uma violação do direito internacional.

“Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis”, disse a nota, afirmando que há risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala após os ataques. A diplomacia brasileira criticou ainda os ataques recíprocos contra áreas densamente povoadas, que têm provocado mortes e destruição de infraestrutura, como instalações hospitalares.

A nota, aponta a posição brasileira histórica em favor do uso da energia nuclear para fins pacíficos, pede contenção de todas as partes envolvidas no conflito. “Brasil ressalta a urgente necessidade de solução diplomática que interrompa esse ciclo de violência e abra uma oportunidade para negociações de paz.”, disse o governo brasileiro.

A Tarde

 

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