Tribunal de apelação dos EUA considera tarifas globais de Trump ilegais

Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos determinou nesta sexta-feira (29) que grande parte das tarifas impostas por Donald Trump é ilegal, confirmando uma decisão de um tribunal inferior e enfraquecendo a ofensiva protecionista do presidente, que prometeu recorrer à Suprema Corte. O caso se refere às tarifas globais, ou seja, aquelas que não afetam setores específicos, como o automotivo, aço, alumínio ou cobre. A decisão, adotada por uma maioria de 7 a 4, permite que as tarifas gerais permaneçam em vigor até meados de outubro.

Mas a medida representa um revés para o presidente, que desde que voltou à Casa Branca em janeiro impôs novas cobranças sobre os produtos que entram nos Estados Unidos, variando entre 10% e 50%, dependendo da situação e do país. Também abre a porta para dúvidas sobre os acordos que Trump alcançou com importantes parceiros comerciais como a União Europeia. Igualmente, levanta a questão do que aconteceria com os bilhões de dólares arrecadados pelos Estados Unidos desde que as tarifas foram implementadas se a Suprema Corte não as apoiar.

O tribunal emitiu a decisão “incorretamente”, “mas sabe que os Estados Unidos da América vencerão no final”, comentou Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que lutará para manter as tarifas alfandegárias.  “TODAS AS TARIFAS CONTINUAM EM VIGOR!”, declarou. “Agora, com a ajuda da Suprema Corte dos Estados Unidos, as usaremos a serviço do nosso país”.

“Catástrofe” – Trump invocou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para impor tarifas “recíprocas” a quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, com um mínimo de 10% e taxas mais altas para dezenas de economias.

Além disso, amparou-se em regulamentos semelhantes para impor tarifas separadas que afetam o México, o Canadá e a China, como penalidade pelo fluxo de drogas para os Estados Unidos. A decisão desta sexta-feira confirma a posição de um tribunal inferior. De acordo com o texto da resolução, “a lei concede ao presidente amplos poderes para tomar diversas medidas em resposta a uma emergência nacional declarada, mas nenhuma dessas ações inclui explicitamente a faculdade de impor tarifas e outros impostos”.

A execução da sentença foi suspensa até 14 de outubro para dar tempo a qualquer recurso apresentado à Suprema Corte. Durante esse período, as tarifas em disputa seguem em vigor.

AFP

 

Suspensão de passaporte é ilegal, diz Idec

(Foto: Arquivo)

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) avalia que a suspensão da emissão de novos passaportes por tempo indeterminado, anunciada na última terça-feira pela Polícia Federal, é ilegal uma vez que a emissão de documentos é um serviço público essencial assegurado pela Constituição Federal e pelo Código de Defesa do Consumidor.

O Idec encaminhou nesta quarta-feira (28) uma carta para a Polícia Federal (PF) pedindo que o serviço de emissão de passaportes não seja descontinuado. O instituto solicitou ainda investigação por parte do Ministério Público Federal (MPF).

Para a advogada do Idec Claudia Almeida, a suspensão do serviço é injustificada pois a emissão de passaporte é feita mediante pagamento de taxa antecipada. 

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Juiz da Vara Pública de Petrolina decide contra Optometristas

Optometrista 1

O Juiz de Direito da Vara Publica de Petrolina, Josilton Antônio Silva Reis, julgou improcedente a liminar solicitada por Optometristas, pedindo a revogação de decisão da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) sobre a ilegalidade da instalação de consultórios para a realização de exames oftalmológicos.

De acordo com o diretor Presidente da AMVS, Jarbas Costa, não compete a esses profissionais a instalação consultórios para atendimento ao público, “nossas ações têm por base garantir a qualidade na prestação dos serviços disponibilizados à população. Diante disso, estamos agindo de forma a coibir essa prática no município de Petrolina com base no que é preconizado pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (APEVISA)”.

 Apesar da decisão favorável à AMVS, os Optometristas ainda podem recorrer.

 Optometrista

Diferente do oftalmologista, que trata doenças do olho e da visão, o Optometrista é o profissional do cuidado primário com a visão. Ele realiza exame de avaliação e detecta distúrbios visuais e suas causas, para então encaminhar o paciente para o médico especialista.

Fonte: Ascom/PMP/Foto: ilustração