Mais de 250 vítimas dos terremotos na Venezuela são estrangeiras

O número de mortos nos dois terremotos que abalaram a Venezuela na quarta-feira subiu nesta sexta-feira (26) para pelo menos 920, incluindo vários cidadãos estrangeiros. Segundo o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, há mais de 50 mil pessoas desaparecidas. No total das vítimas estrangeiras, os números já contabilizam 256 pessoas, sendo 38 mortes confirmadas e os demais ainda desaparecidos.

Veja o que se sabe até agora sobre a identidade das vítimas de outras nacionalidades:

Dois brasileiros  – O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, país que tem fronteira com a Venezuela, informou que dois cidadãos do país — um homem e uma mulher — morreram na tragédia. O governo anunciou que presta assistência consular aos familiares.

Vinte e oito portugueses mortos e 85 desaparecidos – O Ministério das Relações Exteriores de Portugal informou que um total de 28 cidadãos portugueses ou descendentes de portugueses morreram nos dois terremotos e que outros 85 estão desaparecidos.

Cinco espanhóis mortos e 133 não localizados  – Pelo menos cinco espanhóis morreram e há 133 desaparecidos, indicou o Ministério das Relações Exteriores da Espanha. Dados atualizados divulgados neste sábado (27) indicam que 14 espanhóis foram localizados sob os escombros, disse o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, em uma mensagem de áudio divulgada por seu ministério. Em 1º de janeiro de 2026, 147 mil espanhóis residiam na Venezuela, segundo dados do Ministério das Migrações da Espanha.

Um ítalo-venezuelano  – Um homem nascido em Caracas em 1970, cidadão venezuelano e italiano, morreu após o desabamento de um prédio no estado de La Guaira, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Roma calcula que quase 170.000 pessoas com passaporte italiano vivem na Venezuela.

Dois chineses – Dois cidadãos chineses foram confirmados entre as vítimas dos terremotos até a tarde de quinta-feira, informou a agência estatal de notícias Xinhua, que citou a embaixada em Caracas. A representação diplomática publicou um comunicado na plataforma de mensagens WeChat no qual pede aos cidadãos chineses na Venezuela que “tomem precauções diante de desastres secundários provocados por réplicas e outros terremotos”.

AFP

EUA aprovam taxa extra de R$ 1,4 mil para visto de estrangeiros

O governo dos Estados Unidos aprovou recentemente um projeto de lei que prevê a cobrança de uma taxa extra no valor de US$ 250 (o equivalente a R$ 1.390 na cotação atual) para a emissão de visto para estrangeiros que quiserem entrar no país.  A nova regra está entre as medidas aprovadas dentro do megaprojeto fiscal de Donald Trump apelidado de One Big Beautiful Bill (algo como “Um grande e belo projeto”).

Em determinada seção, consta: “Em geral – em adição a qualquer outra taxa autorizada pela lei, o Secretário de Segurança Nacional requer o pagamento de uma taxa, equivalente à quantia especificada nesta subseção, por qualquer estrangeiro que tenha emitido um visto de não imigrante à época da emissão.” O valor inicial será de US$ 250 ou “a quantidade que o Secretário de Segurança Nacional estabeleça”, e deverão ser feitos reajustes anuais com base na inflação.

A Visa Integrity Fee, como foi chamada a taxa extra, será cobrada quando o visto for emitido, se somando às taxas já existentes. O visto para não imigrante, citado na lei, engloba, por exemplo: turistas, estudantes, jornalistas, Au pairs, diplomatas e seus familiares, e pessoas que fazem tratamento médico nos EUA e seus familiares. Atualmente, os interessados em emitir um visto de não-imigrante para turismo, por exemplo, já tem que desembolsar U$ 185 (o equivalente a cerca de R$ 1.029).

O governo americano não informou quando a cobrança da nova taxa entrará em vigor, mas o próximo ano fiscal americano tem início em outubro. Ao contrário da taxa já existente, que é obrigatória para a marcação da entrevista do visto, a nova taxa só é cobrada caso o estrangeiro tenha o visto aprovado. O projeto fiscal One Big Beautiful Bill chegou a ser visto como um dos principais triunfos políticos do mandato de Trump, mas deve aumentar o déficit fiscal do país em cerca em US$ 3 trilhões e quase US$ 4 trilhões a dívida do governo federal nos próximos dez anos.

Estadão Conteúdo