Caso Master: BRB comunica renúncia de conselheiros após indicação ser atribuída a fundo da Reag

O Banco Regional de Brasília (BRB) anunciou, em fato relevante, a renúncia de dois integrantes do Conselho Fiscal da estatal. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos, que era titular, e Celivaldo Elói Lima de Sousa, suplente, decidiram sair dos cargos após terem suas indicações atribuídas a um fundo ligado à gestora Reag, que é investigada por operações suspeitas com o Banco Master. Eles negam qualquer vínculo com o fundo.

“O BRB – Banco de Brasília S.A. (“BRB” ou “Companhia”) informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, na presente data, os pedidos de renúncia dos Srs. Leonardo Roberto Oliveira de Vasconcelos e Celivaldo Elói Lima de Sousa aos cargos de membro titular e membro suplente, respectivamente, do Conselho Fiscal da Companhia. As renúncias produziram efeitos imediatos a partir da data de seus respectivos protocolos”, diz o comunicado do banco, divulgado na sexta-feira passada.

O fundo em questão é o Borneo, administrado pela gestora de recursos Reag. Com uma fatia de ações preferenciais (sem voto) de 7,89% do banco público, que tem negociação na Bolsa de Valores, o Borneo é um dos maiores acionistas privados do BRB. O aporte do Borneo no BRB contribuiu para ampliar a musculatura do banco antes do anúncio da tentativa de aquisição do Master, em março de 2025. O capital de uma instituição é um dos fatores levados em conta pelo Banco Central na hora de analisar aquisições, pois é um dos indicadores de capacidade para operar o negócio.

Os dois conselheiros que pediram renúncia divulgaram declarações, que foram reproduzidas no comunicado do BRB, em que negam vínculo com o fundo Borneo. “Ocorre que tive ciência (…) de que minha indicação teria sido atribuída ao denominado ‘Fundo Borneo’. Declaro que desconheço integralmente tal indicação pelo fundo Borneo. Declaro ainda que não possuo qualquer vínculo, relação ou conhecimento acerca do referido fundo, tampouco conheço seus representantes ou administradores”, disseram os dois.

O Banco Master foi liquidado após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal, que, em novembro do ano passado, deflagrou a operação Compliance Zero. A apuração resultou na prisão do controlador da instituição, Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à emissão e comercialização de títulos de crédito irregulares. Ele foi solto em seguida.

Agência O Globo

FBI realiza buscas na casa de ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Trump

Nesta sexta-feira (22), o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, fez buscas na casa de John Bolton, ex-Conselheiro de Segurança Nacional de Donald Trump durante o seu primeiro mandato. De acordo com fontes oficiais, a única informação disponibilizada é que a operação integra uma investigação sobre segurança nacional.

Em entrevista ao canal CNN, Bolton disse não ter sido informado e que busca obter esclarecimentos. Já o diretor do FBI, Kash Patel, publicou na rede social X que “ninguém está acima da lei”, mas sem mencionar diretamente o nome de Bolton.

Ainda não se sabe a motivação concreta das buscas na residência de Bolton, localizada em Bethesda, perto de Washington. Entretanto, fontes citadas na mídia norte-americana indicam que a investigação pode estar relacionada com a revelação de informações divulgadas no livro do ex-Conselheiro ou com documentos confidenciais do seu passado na administração Trump.

Bolton, de 76 anos, foi também embaixador dos EUA nas Nações Unidas e se tornou um crítico feroz de Trump após deixar a Casa Branca. Em 2020, lançou o livro “The Room Where It Happened, A White House Memoir” (A Sala Onde Aconteceu, Uma Memória da Casa Branca) criticando severamente a atuação do ex-presidente, que tentou inclusive impedir o lançamento da publicação. O livro desencadeou um processo judicial e uma investigação criminal, mas ambos foram arquivados em 2021 pela administração de Joe Biden.

Na publicação, uma das acusações de Bolton é que o presidente Trump procurou a ajuda da China para conseguir a reeleição. “As conversas de Trump com o líder Xi Jinping refletem não só as inconsistências na sua política comercial, mas também a interligação na mente de Trump entre os seus próprios interesses políticos e o interesse nacional americano. Esta e inúmeras outras conversas semelhantes com Trump confirmaram um comportamento fundamentalmente inaceitável que corrói a própria legitimidade da Presidência”, diz um trecho do livro.

Diario de Pernambuco