Trump critica o ObamaCare e diz que é um péssimo sistema de saúde

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse há pouco em sua rede social, Truth Social, que está recomendando aos republicanos do Senado que os centenas de bilhões de dólares que atualmente são enviados para as companhias de seguro – que, segundo ele, “sugam dinheiro, a fim de salvar o péssimo sistema de saúde fornecido pelo ObamaCare” – sejam enviados diretamente para os americanos comprarem seus próprios planos de saúde, garantindo que os cidadãos ainda terão dinheiro sobrando.”

Em outras palavras, tirem das grandes e más companhias de seguro, e deem o dinheiro para o povo, e terminem o pior sistema de saúde em qualquer lugar do mundo, o ObamaCare”, afirmou Trump.Ele ainda comentou que é preciso acabar com a paralisação (shutdown) mais longa da história dos EUA, que chega hoje ao 39º dia.

Estadão Conteúdo

Trump diz que os EUA boicotarão o G20 na África do Sul

O presidente Donald Trump disse na sexta-feira, 7, que nenhum funcionário do governo dos EUA participará da cúpula do G20 este ano na África do Sul, citando o tratamento dado pelo país aos fazendeiros brancos.

Trump já havia anunciado que não participaria da cúpula anual para chefes de estado das principais economias emergentes do mundo. O vice-presidente JD Vance compareceria ao evento no lugar do presidente. Uma pessoa próxima de Vance, com acesso a sua agenda, e que teve sua identidade preservada, disse que ele não viajaria mais para a África do Sul para participar da cúpula.

“É uma desgraça total que o G20 seja realizado na África do Sul” disse Trump em uma de suas redes sociais. Na postagem, Trump citou “abusos” aos africânderes (grupo étnico branco da África do Sul, a maioria descendente de holandeses, franceses e alemães que imigraram para o Cabo da Boa Esperança a partir do século 17), incluindo atos de violência e morte, bem como confisco de suas terras e fazendas.

A administração Trump há muito acusa o governo sul-africano de permitir que fazendeiros brancos da minoria africânder sejam perseguidos e atacados. Ao restringir o número de refugiados admitidos anualmente nos EUA para 7.500, o governo norte-americano apontou que a maioria seria de sul-africanos brancos, que enfrentavam discriminação e violência em casa.

O governo da África do Sul, em contrapartida, disse estar surpreso com as acusações de discriminação, já que as pessoas brancas no país geralmente têm um padrão de vida muito mais alto em comparação aos dos residentes negros, mais de três décadas depois do fim do apartheid em um governo de minoria branca.

O presidente do país, Cyril Ramaphosa, disse a Trump que as informações sobre a suposta discriminação e perseguição de africânderes são “completamente falsas”. A administração Trump, contudo, manteve suas críticas ao governo sul-africano. No início desta semana, durante um discurso sobre a economia do país em Miami, Trump afirmou que a África do Sul deveria ser expulsa do Grupo dos 20.

No início desta semana, o secretário de Estado Marco Rubio boicotou uma reunião do G20 para ministros das Relações Exteriores porque sua agenda estaria focada na diversidade, inclusão e esforços com relação às mudanças climáticas./Fonte: Associated Press *Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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Bolsonaristas adotam mote de ‘Lula incomodado’ após reunião com Trump

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apostaram em declarar no X que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se sentiu incomodado com a citação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de diminuir o encontro entre os chefes de Estado. Lula e Trump se reuniram hoje para tratar do tarifaço na Malásia

Durante o início do encontro entre Lula e Trump, que foi aberto à imprensa, Trump responde à imprensa afirmando que “sempre gostou” de Bolsonaro e disse que o ex-presidente “passou por muita coisa”. Lula aparece sorrindo com a resposta do líder americano. A situação jurídica do ex-capitão da reserva não foi discutida no encontro fechado entre os dois.

“Eu sempre gostei dele, fiquei muito mal com o que aconteceu com ele”, respondeu o americano, sem dizer se desejava tratar do tema. “Sempre achei que ele era um cara honesto, mas ele já passou por muita coisa”, disse Trump.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se autoexilou para promover as sanções americanas contra o Brasil em troca do afrouxamento das punições contra o pai, foi o primeiro a usar as redes sociais para endossar que Lula teria se sentido incomodado com a citação ao ex-presidente. “Lula encontra Trump e na mesa um assunto que claramente incomoda o ex-presidiário: Bolsonaro. Imagine o que foi tratado a portas fechadas?”, disse Eduardo.

O deputado Hélio Lopes (PL-RJ), aliado próximo ao presidente, também reagiu ao momento em que Trump fala sobre Bolsonaro e sugeriu um incômodo de Lula: “O corpo fala”. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) declarou que Trump teria chamado Bolsonaro de “grande homem” do lado de Lula, o que não ocorreu na declaração aberta. O parlamentar também disse que a reunião na Malásia não foi como o presidente esperava e atacou a imprensa.

“Na cara do Lula, Trump rasga elogios a Bolsonaro e chama-o de ‘grande homem’. Parece que a reunião não saiu como o Barbudinho esperava. A imprensa ontem correu para dizer que ‘Bolsonaro era página virada para Trump’. A imprensa militante é um câncer”, disse.

O deputado Evair de Melo (PP-ES) também disse que Trump chamou Bolsonaro de “grande homem”, classificou a suposta interação como um “fiasco na cara do Lula” e afirmou que Bolsonaro “segue sendo referência mundial”. “Enfim, Lula resolveu agir como presidente de uma grande nação. Depois de quase dois anos bajulando ditadores, atacando o agro e isolando o Brasil, finalmente sentou à mesa com Donald Trump.Mas o resultado? Nenhum. Nenhum acordo, nenhuma proposta, nada de concreto – apenas uma foto pra inglês ver”, disse Evair de Melo

Já o deputado Bibo Nunes (PL-RS) buscou afirmar que a intenção de Trump, na conversa com Lula, é a de afastar o Brasil da China e não de buscar aproximação com o governo petista. Bibo também disse que, apesar de negociar questões econômicas, o presidente dos Estados Unidos “jamais cederá um milímetro na pauta política”. “Trump negocia a economia com o desgovernante Lula, mas jamais cederá um milímetro na pauta política, onde a ideologia e atitudes de Lula com seus asseclas são inaceitáveis”, afirmou Bibo Nunes.

Postagens de Eduardo

O filho do ex-presidente também afirmou, em outras postagens, que a “empatia” une Bolsonaro e Trump. Ele também sugeriu que Lula e os auxiliares dele apoiariam uma “lawfare” que Trump sofreria quando deixasse a Casa Branca. “A capacidade de Donald Trump de se colocar no lugar de Jair Bolsonaro e imaginar que, quando sair da presidência, Lula e sua equipe apoiarão a lawfare que certamente Trump sofrerá”, disse Eduardo.

Eduardo também criticou a conversa de Lula e Trump sobre a crise militar dos EUA com a Venezuela. O presidente se prontificou a ser um mediador entre a Casa Branca e o ditador venezuelano Nicolás Maduro e apelou pela paz no continente. Segundo o deputado, Lula gastou os “poucos minutos com o 01 da economia mundial” para tratar sobre a situação na região e não se preocupou em falar sobre Bolsonaro.

Estadão Conteúdo

Lula e Trump se encontram na Malásia para discutir agenda comercial e econômica bilateral

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se encontraram neste domingo (26), na Malásia, depois de muita negociação para que a reunião acontecesse.No encontro, compartilhado em post no Instagram do líder brasileiro, os dois, segundo Lula, discutiram “de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral”.

Ainda na publicação, o presidente brasileiro disse que ficou acertado que as equipes dos dois países vão se reunir para “avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”. Também participaram do momento o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Bolsonaro

Antes do encontro que teve com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Donald Trump, ignorou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que o tema “não foi tratado” na conversa.

Questionado por jornalistas antes da reunião, Trump disse que sempre teve uma boa relação com Bolsonaro, mas deixou claro que o tema não seria tratado durante a reunião com o atual presidente brasileiro. Trump disse ainda que se sentia mal pelo ex-presidente. “Sempre gostei dele, me sinto mal. Ele está passando por momentos ruins”.

Encantado com o encontro, Trump rasgou elogios a Lula ao citar cordialidade entre eles e expressou seu respeito ao presidente brasileiro, afirmando ser “uma grande honra estar com o presidente do Brasil”, um “grande país” que, segundo ele, está “indo muito bem”.

O encontro entre os dois líderes ocorre em um momento crucial e visa destravar o diálogo entre as duas maiores economias das Américas, em meio às tensões tarifárias impostas pelos EUA. A expectativa entre os países é de que o trabalho das equipes técnicas possa rapidamente render frutos e amenizar as barreiras comerciais

Folha PE/A Tarde

Trump confirma reunião com Lula e diz que pode reduzir tarifaço ao Brasil sob certas condições

Enviado especial a Kuala Lumpur – A caminho da Malásia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado, dia 25, que vai se reunir na viagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump afirmou que pode reduzir as tarifas ao Brasil, que chegam a 50%, dentro de determinadas condições.

É a primeira vez que ele admite fazer alguma concessão, embora condicionada. Trump não explicou quais seriam suas exigências. Horas depois, Lula disse que nenhum dos lados as fez ainda. “Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump, ainda no avião após a decolagem. “Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, completou ao responder se estava aberto a baixar o patamar do tarifaço.

Trump conversou no avião presidencial, o Air Force One, com jornalistas que o acompanham. O áudio da conversa foi divulgado pela Casa Branca. Ele lembrou também da conversa breve nos bastidores da ONU, em Nova York, em setembro. O presidente Lula disse neste sábado, dia 25, que o governo brasileiro ainda não recebeu exigências do presidente Donald Trump para reduzir ou retirar o tarifaço contra o Brasil.

“Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, disse o presidente brasileiro, na Malásia. Na véspera, Lula indicou que um acordo pode não ser alcançado na reunião de domingo, marcada para o fim da tarde, em Kuala Lumpur.

O petista disse estar aberto a discutir qualquer assunto com Trump, sem vetos, mas que um entendimento poderia demandar mais negociações no futuro. Os principais pedidos de Lula são a revogação do tarifaço de 40% sobre o Brasil, aplicado por razões políticas em julho, e das punições a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo e do Executivo.

Estadão Conteúdo

Semana começa com expectativa de encontro entre Lula e Trump

A semana vai começar com a expectativa do encontro entre Lula e Donald Trump. Isso depois de o presidente dos Estados Unidos ter dito que tinha surgido uma química entre os dois, após a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Só falta definir a data e o local. Pode ser em um outro país, já que, em breve, ele deve viajar para a Europa e para a Malásia em encontros e evento internacionais.

Primeiro passo para mitigar tarifaço
Ontem, 26, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e comandou as negociações com relação aos impactos do tarifaço norte-americano no Brasil, disse que o primeiro encontro frente a frente que Lula e Trump tiveram na ONU foi um primeiro passo para resolver essa questão.

Agora é cuidar das próximas ações, segundo Alckmin. E do “ganha-ganha” do comércio exterior, com todas as partes obtendo sucesso.

A Tarde

Trump quer regras eleitorais válidas para todo o território dos Estados Unidos

O presidente Donald Trump declarou na noite de sábado (30) que deve emitir um decreto para mudar algumas regras eleitorais dos Estados Unidos. A nova legislação seria válida em todo o território nacional. Além de defender a apresentação obrigatória de um documento de identificação na hora do voto pelos eleitores, o republicano afirmou que pretende restringir os casos onde o voto por correspondência é permitido.

“O documento de identificação deve ser apresentado por cada um que votar. Sem exceções! Vou emitir um decreto que torna esse documento uma obrigação. Além disso, nada de voto por correspondência, exceto para aqueles que estão muito doentes e para os militares que estão distantes. Vamos utilizar somente cédulas eleitorais”, escreveu.
O comunicado foi feito via publicação na Truth Social.

Nem todos os estados do país exigem a apresentação de um documento por parte dos eleitores na hora da votação. Essa identificação por ser oficial ou não e, ainda, com ou sem foto. Em catorze estados – Califórnia, Colúmbia, Havaí, Illinois, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Nova York, Novo México, Oregon e Vermont – e na capital federal, Washington D.C., não é exigida documentação alguma.

Cada estado também define suas próprias regras para o voto por correspondência, mas uma justificativa válida pode ser exigida ao eleitor. A maioria inclui a impossibilidade de comparecer ao local de votação por doença, lesão ou deficiência; estar em viagem de negócios ou férias fora do município ou cidade de residência no dia da eleição ou ser estudante de uma faculdade ou universidade fora do estado.

Estadão Conteúdo

Trump ameaça com tarifa de 200% se China não fornecer ímãs aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas ameaças à China, nesta segunda-feira (25), após semanas de calmaria na guerra comercial entre as duas maiores potências econômicas do mundo. O líder norte-americano ameaçou os chineses com uma taxação de até 200% caso o país asiático não forneça ímãs aos EUA.

O ímã é uma peça de aço magnetizado que tem a propriedade de atrair o ferro e algumas outras substâncias. “[Se a China não fornecer ímãs] Teremos que cobrar uma tarifa de 200% ou algo parecido”, afirmou Trump, sem dar maiores detalhes.

Diario de Pernambuco

Deputado coautor da Lei Magnitsky condena Trump por sanções a Moraes

O deputado norte-americano Jim McGovern (Partido Democrata) e coautor da Lei Magnitsky enviou, na quarta-feira (20), uma carta para o secretário do Departamento do Estado dos EUA, Marco Rubio, e para o secretário do Tesouro dos EUA Scott Bessent, criticando o governo Trump por usar o poder da Magnitsky para fins partidários.

A crítica se dá após Trump sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky. MCGovern pediu aos secretários norte-americanos que sejam encerradas as sanções contra o magistrado brasileiro.

“A Lei Global Magnitsky foi criada para responsabilizar indivíduos que cometem atos de corrupção e graves violações de direitos humanos. Portanto, é lamentável que o governo Trump tenha aplicado sanções à Lei Global Magnitsky de maneira contrária ao seu propósito, minando os esforços do judiciário brasileiro para defender as instituições democráticas e manter o Estado de Direito.”

Diario de Pernambuco

Trump amplia tarifas sobre aço e alumínio e mais de 400 itens derivados

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos ampliou, nesta terça-feira (19), as tarifas comerciais para o aço e o alumínio, incluindo mais 400 itens derivados desses produtos que estarão sujeitos à taxa de 50%. De acordo com o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Feldmann, por se tratar de uma medida geral o impacto não será direto para o Brasil. Contudo, isso pode fazer com que empresas brasileiras desses setores migrem para os EUA, gerando desemprego no país.

Feldmann explica que as empresas americanas produtoras de aço e de alumínio serão as grandes beneficiadas pela medida adotada pelo presidente norte-americano. “O que Trump está fazendo agora é uma reserva de mercado para as empresas americanas. As empresas que estão nos EUA não vão pagar essa tarifa. Porém, o lado ruim é que algumas empresas brasileiras dessas áreas vão migrar para os Estados Unidos para abrir fábricas lá. Nós vamos perder as empresas e os empregos”, destaca o economista.

O professor reforça ainda que algumas das empresas brasileiras mais fortes no setor do aço, como a Gerdau, por exemplo, já atua nos Estados Unidos. Segundo ele, outra empresa brasileira que não será afetada é a Embraer, já que possui fábricas nos EUA e poderá comprar o aço produzido nos EUA.

A nova lista confirmada nesta terça pela decisão norte-americana foi publicada pela agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras na última sexta-feira (15). Entre os principais derivados de aço e alumínio, incluídos na medida, estão vagões de trens, turbinas eólicas e suas peças e componentes; tratores, móveis, compressores e bombas, partes automotivas, ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres e químicos especiais, além de inseticidas. Com a medida, os importadores desses produtos terão que pagar uma tarifa de 50%. Ainda não se sabe se as tarifas serão acumuladas sobre as taxas que já estão aplicadas para cada país.

Brasil na mira de Trump

O economista destaca também que o Brasil continua na mira das barreiras tarifárias do presidente norte-americano e isso significa que novas estratégias comerciais podem surgir no futuro. “Quem pensou que o Trump ia parar naquele primeiro pacote, está muito enganado. Vai vir muita coisa ainda porque ele está furioso com o Brasil. Na hora que o Supremo Tribunal Federal condenar Bolsonaro, qual não será o pacote que virá contra nós?”, aponta Feldmann. Para ele, é necessário que o país se prepare urgentemente com uma nova política econômica.

Diario de Pernambuco

Lula sobe tom contra Trump e o acusa de mentir sobre Brasil

O presidente Lula (PT) subiu o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,contra as “inverdades” proferidas pelo mandatário sobre o Brasil em meio a guerra comercial entre as nações. O petista afirmou que o país deve ser tratado com respeito mesmo não sendo uma super potência.

“Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa contar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil. O Brasil não é um país rico, o Brasil não tem um PIB que tem os americanos, o Brasil não tem o PIB que tem a China, mas nós temos um povo que merece respeito”, disse Lula.

As declarações de Lula feitas na sexta-feira (15), durante discurso, na inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM, em São Paulo, acontecem um dia após Trump classificar o Brasil como um dos “piores parceiros comerciais” dos Estados Unidos e mentir sobre as tarifas de exportações. “O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas, como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito mais do que estávamos cobrando. E não estávamos cobrando nada essencialmente”, disse o americano.

Na ocasião, o presidente também defendeu a relação comercial firmada com a China. “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$ 160 bilhões contra US$ 80 bilhões com os Estados Unidos”. Lula ainda chamou de “turbulência desnecessária” o movimento que os EUA vem protagonizando contra o Brasil, sob a justificativa de que retaliação ao julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu na tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023, no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos democracia, aqui no Brasil nós temos direitos humanos, e o ex-presidente está sendo julgado. Ele não está sendo julgado por nenhuma acusação da oposição, de nenhum deputado, ele está sendo julgado por delação de seus pares em função de uma tentativa de golpe que ele tentou dar em 8 de janeiro de 2023″, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes. E completou: “No plano de golpe dele estava previsto matar a mim, matar ao Alckmin e matar o presidente da Corte eleitoral que está julgando ele”, disse, sem mencionar Bolsonaro ou Moraes.

Trump ataca Brasil
O Brasil voltou a ser alvo de duras críticas dos Estados Unidos (EUA). Nesta quinta-feira, 14, o presidente Donald Trump criticou a parceria comercial com o país de Lula (PT) e voltou a atacar o sistema Judiciário brasileiro.

“E o Brasil tem algumas leis ruins em vigor onde eles pegaram um presidente e colocaram na prisão ou estão tentando prendê-lo e acontece que eu conheço o homem e vou te dizer: ‘Eu sou muito bom em pessoas, eu acho que isso é uma execução política o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro”, afirmou o presidente dos EUA. As declarações do republicano referem-se às sanções econômicas de 50% sobre as exportações brasileiras, que entraram em vigor no último dia 6 deste mês.

Trump planeja mais sanções ao STF após reunião
O presidente americano sentou à mesa hoje com o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo, em Washington. Após o encontro, os EUA voltaram a falar em sanções. A Casa Branca estuda sancionar com a Lei Magnitsky, a mesma usada contra Moraes, os ministros que condenarem o ex-presidente por golpe de Estado. Integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A Tarde

 

Lula sugere que Trump coma jabuticaba para pôr fim a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou do bom humor ao “sugerir” uma solução para o impasse envolvendo a taxação de 50% dos produtos brasileiros importados aos Estados Unidos. mandatário disse que iria mandar uma jabuticaba para o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo Lula, ninguém que coma a fruta fica de mau humor.

“Eu vou levar jabuticaba para você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba de manhã, num país que só ele dá jabuticaba, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”, brincou Lula o petista. Brincadeiras à parte, Lula convocou uma reunião para este domingo, 13, para discutir medidas que o Brasil tomará em relação ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além de Lula também participarão da reunião, o vice-presidente e ministros da Indústria, Geraldo Alckmin, o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estará presente por incompatibilidade de agenda, já que a reunião foi convocada em caráter de urgência, mas um representante da sua equipe está presente.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, técnicos do Governo esperam a criação de um grupo de trabalho que proponha medidas de retaliação para barreiras comercias que forem impostas ao Brasil.

Entenda tarifa de 50% imposta ao Brasil
A medida, que terá fortes impactos na economia brasileira e também na economia baiana, surge como uma forma de retaliação ao país devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na trama dos atos golpistas, no Supremo Tribunal Federal (STF). “A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, inicia o texto de Trump.

Na mensagem, o norte-americano considera a relação comercial entre os país como desequilibrada e “longe de ser recíproco”. Nesse sentido, o presidente diz ser necessário o afastamento com o Brasil. “Entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual”.

A Tarde

UE critica ameaça tarifária de Trump e diz que está “pronta” para continuar trabalhando em um acordo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, criticou as novas tarifas de 30% anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, neste sábado (12), mas afirmou que a UE ainda quer trabalhar em um acordo comercial com Washington. “Impor tarifas de 30% às exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes de ambos os lados do Atlântico”, disse Von der Leyen em um comunicado.

“Continuamos prontos para continuar trabalhando em direção a um acordo antes de 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para preservar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, acrescentou.

AFP

Planalto encomenda pesquisas sobre tarifaço de Trump

Integrantes do Palácio do Planalto solicitaram pesquisas para medir como a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos do Brasil está sendo recebida pela opinião pública. De acordo com a coluna de Igor Gadelha, o objetivo central do levantamento é entender os efeitos políticos do episódio, com atenção especial para a percepção da população sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das linhas adotadas pelo governo federal é transformar a taxação em um tema político, responsabilizando Bolsonaro e seus aliados pela tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump. Na noite de quarta-feira, 9, ministros com atuação direta no núcleo político do governo, como Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), usaram as redes sociais para reforçar esse posicionamento.

Ambos destacaram a diferença entre os projetos políticos dos dois líderes: enquanto Lula “luta para taxar os super-ricos”, Bolsonaro, segundo eles, “quer taxar o Brasil”.

A Tarde

 

Trump anuncia aumento de tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (30), que aumentará as tarifas sobre o aço e o alumínio de 25% para 50% a partir de quarta-feira, 4 de junho.

“Nossos setores de aço e alumínio estão se recuperando como nunca antes. Essa será mais uma GRANDE sacudida de ótimas notícias para nossos maravilhosos trabalhadores”, escreveu ele na Truth Social.

Durante discurso na fábrica da US Steel na noite desta sexta-feira, o republicano havia mencionado apenas tarifas de 50% para o aço.

Estadão Coteúdo

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